terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Falando com as Paredes


  Lendo a Bíblia notamos que Deus não falava ou respondia a qualquer um, tinha seus escolhidos.



👨 “Os profetas do Antigo Testamento quando nas suas necessidades, buscavam a Deus diretamente na certeza que Deus os ouvia e no tempo certo respondia suas orações.”
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  No episódio da fuga do Egito, de todo aquele povo, Deus só falava com Moisés.

  Na passagem da inundação só falava com Noé.

  Até grandes personagens da Bíblia não tem o privilégio de Deus de Abraão lhe falar.
  Não lembro de Deus ter falado com Davi, tudo era através de Samuel.

  Segundo “sugere” a Bíblia podemos apostar filosoficamente que a enorme maioria dos protestantes falam com as paredes.
  As coisas ocorrem “soltas” tal qual acontece com nós “criaturas”. (Pessoas do mundo).

  Deus não está os ouvindo, pois só ouve seus profetas.

  Teologicamente observamos que os profetas não são “milagreiros” nem “videntes” [na maior parte do tempo], em geral são pessoas boas de oratória.
  Biblicamente podemos dizer que um RR Soares, Valdemiro, Malafaia, Edir Macedo ... são um profetas dos tempos atuais.



  Qual a base dessa minha dedução?

  Os pregadores famosos atraem grande público, percebemos fácil que as pessoas não estão só atrás de ouvir um bom sermão, mas principalmente conseguir bênçãos, alguma cura.

  Sair de casa para ouvir uma boa palestra, música gospel, louvar a Deus é compreensível, a pessoa tem uma fé e gosta de estar entre pessoas com a mesma crença.
  Nas igrejas protestantes “tradicionais” tudo se resume a isso.
  Fui da Presbiteriana e não tinha “objetos consagrados”, “exorcismos”, não lembro de nenhum presbítero atraindo pessoas pela possibilidade de serem curadas de alguma doença.
  A fama do presbítero era mais ligada a “agradabilidade” do culto, uma oratória gostosa de ouvir, edificante.
  O máximo que acontecia era citar o nome de algum enfermo e todos orávamos por seu pleno reestabelecimento.

  Nas igrejas pentecostais ou “teologias da prosperidade”, tudo é bem diferente.

  Porque a pessoa não consegue a benção ou cura orando em casa?

  A dedução lógica é que Deus NÃO fala com ela, nem está presente em sua vida, o indivíduo vive falando com as paredes.

  Se um crente quer que uma mensagem chegue até Deus tem que falar através de seu pastor, seu profeta.
  Na igreja ele conseguirá alguma benção, fora dela não.

  A provocação mental é que isso parece estar mais em conformidade com o que está na Bíblia.
  Deus de Abraão não fala com a “gentalia”.
  Escolhe alguém para se comunicar.

  No Novo testamento Deus de Abraão só fala com Jesus.
  Jesus depois que desencarnou apareceu para poucos, falou com Madalena e os apóstolos.
  Falou com Paulo no caminho para Damasco e não temos mais relatos.
  Séculos depois “talvez” tenha falado com Constantino.

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  Lembrei de um debate que a participante disse que eu ainda não conhecia o poder de Deus.

   Ela contou que estava enferma em sua casa, orava e não tinha sua dor amenizada, até que uma irmã da igreja orou e ela foi curada.
  Tudo fica muito confuso, eu não conheço o poder de Deus e estava e saudável, ela conhecedora do poder de Deus estava enferma.
  Parece que desconhecer “o poder” de Deus não coloca em risco nossa saúde assim como conhecer não evita que adoeçamos,

  O mais interessante é que:

  Ela conhece o poder de Deus e ele não ouviu suas orações, precisou vir uma outra irmã da igreja!
  O que mais intriga é que se foi curada provavelmente não era uma falha do corpo, mas algum “espirito ruim” que estava perto dela.
 Como alguém que frequenta a igreja e está em comunhão com Deus fica sob o julgo de “demônios” a ponto de sofrer infortúnios físicos?
  Alguém lembrou de Jó?

 “ Jó era um homem íntegro e temente a Deus.
  Em Jó 1:8 o próprio Deus confirma que ele era irrepreensível.
  Não merecia castigo porque não pecava e seu coração era bom.

  Satanás acusou Jó de só servir a Deus por causa das bênçãos que ele recebia.
  Jó era próspero e feliz, tinha filhos e era respeitado por todos, mas se ele perdesse tudo, certamente iria amaldiçoar a Deus (Jó 1:9-11).   
  Satanás estava sugerindo que Jó era interesseiro, não amava a Deus de verdade, com amor incondicional.

  Deus sabia que o amor de Jó era verdadeiro.
  Para provar isso, ele permitiu que Satanás atacasse Jó, roubando seus bens, matando seus filhos e tirando sua saúde.
  Mas Jó se manteve fiel a Deus e não pecou (Jó 1:20-22; Jó 2:9-10).   
  Satanás foi derrotado.”

   A derrota foi do bom senso
  Se Deus de Abraão é onisciente (conhece passado, presente e futuro, sabe de tudo) pra que testar Jó!?
  Que aposta furada foi essa?
  Deus jogou um dado viciado?
  Satanás é um otário?
  Nisso tudo quem se ferrou foi Jó, enquanto Deus de Abraão e Satanás brincavam de apostar alguma coisa...
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  Chegou um momento em minha vida que cansei de falar com as paredes e de implorar as migalhas intermediadas por um pastor ou “profeta” qualquer.

  Eu não quis falar naquele espaço para aquela participante, mas vou falar nesse para vocês:

EU CONHEÇO O PODER DE DEUS!

  Ele faz de nós o que bem entende, a diferença entre eu e aquela moça é que eu já NÃO ME IMPORTO.
  Consigo viver bem com as migalhas que caem da mesa dos escolhidos, já me descobri criatura faz tempo, aprendi a conviver com isso.
  E quando todas as migalhas cessarem?

  “Não teme a sua sorte, abrace sua morte, como a uma linda ninfa nua…”


  Se nos cansamos de tudo, um dia nos cansaremos também da vida, ainda mais quando a debilidade física for tanta que nos impossibilite algum prazer.

  Quando as migalhas forem extremamente escassas, será um lindo dia para morrer.

 Não hoje não agora, hoje o dia está lindo para VIVER!





CARPE DIEM!


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