sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Você decide?

  “É muito importante que a pessoa perceba que as escolhas são de responsabilidade dela.
  Foi ela quem decidiu suas prioridades.”
[Gisela Rao]



  Entendo o que a autora coloca ainda mais eu que já fui um devorador de livros de auto ajuda, aliás todo livro de auto ajuda coloca todo nosso “destino” em nossas próprias mãos, mas vamos colocar isto sob a lente da Filosofia Matemática? Vem comigo!

  Eu não posso falar que não fiz nada na vida.
  Não herdei um tostão de meu pai e tenho uma casa bem equipada com os confortos modernos.
  Tenho um bom casamento, filhas inteligentes e saudáveis, boa saúde…

  Percebem a inexatidão da proposta de eu ser responsável totalmente por meu destino? 

  Não!!?
  Ora, se meu pai tivesse me dado uma casa, em que isto seria mau? 
  Eu sou uma pessoa “melhor” por não ter tido um pai que me desse uma casa?
  Tá, eu tenho um bom casamento, mas “matematicamente” pelo menos 50% da relação não deve ser creditada a minha esposa?

  Minhas filhas são inteligentes e saudáveis, é difícil creditar estas qualidades a minha atuação ou decisão, não escolhi nem ao menos qual espermatozóide fecundou o ovulo.

  Se elas tivessem nascido com Dow em que eu poderia me culpar?
  Tá, eu tenho boa saúde, não bebo, não fumo, faço exercícios, mas tem tantos sedentários que também gozam de boa saúde e pessoas regradas que se descobrem enfermas.
  Minhas meditações me levaram a esta constatação que eu realmente posso muito pouco, tenho que tentar dar o meu melhor neste pouco, mas nada esta garantido, nem o fracasso e muito menos o sucesso.

“Não há fórmulas magicas!”



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