quinta-feira, 7 de março de 2013

Anormalidade Padrão

  Alguém consegue me explicar porque para psicologia o beijo mede a “qualidade” de um relacionamento?

   Uma das coisas que menos gosto na psicanálise/psicologia é que seus “adeptos” colocam a vida em uma tabela comportamental e tudo que está fora da tabela é uma “anormalidade”.
  O homossexualismo [por exemplo] esteve fora dessa tabela por muito tempo, era tido como um distúrbio mental.

  

  Porque um comportamento fica fora da tabela da normalidade psicológica?

  A princípio seria muito fácil entender.

  O indivíduo se comporta diferente da maioria, diferente do que é esperado estatisticamente.

  Os exemplos são vários.
  O cidadão tem pânico de sair de casa, isso não é comum a maioria das pessoas então é algo a ser tratado psicologicamente.
  Cleptomaníaco é alguém que gosta de roubar, não é comum na maioria então é algo a ser tratado psicologicamente.
  O indivíduo gosta muito de transar ... precisa ser tratado.
  O indivíduo não sente vontade de transar ... precisa ser tratado.
  O indivíduo se sente muito desconfortável ao usar avião ... precisa ser tratado.
  Não gosta de altura, lugares fechados ... precisa ser tratado.

  Um homem se sente muito desconfortável transando com uma mulher, prefere sexo com outro homem indo contra o comportamento estatisticamente esperado ... normal, não precisa ser tratado!

  Alguém consegue me explicar porque para psicologia o homossexualismo deixou de ser considerado um distúrbio mental?

  Por favor, não sou homofóbico, é um questionamento lógico.
  Quero que essa tabela da psicologia faça algum sentido.


  Na Filosofia Matemática a estatística é um ponto de referência não uma lei a ser seguida dogmaticamente.

  Nos textos onde discorro sobre Tons de Espíritos fica bem claro que estar fora de um padrão de comportamento não pode ser considerado uma anormalidade tem mais a ver com a “natureza” diversificada do espirito.

  Chega de falar sobre a anormalidade fora da “tabela”, vamos para uma meditação mais fascinante.

  SER CONSIDERADO ANORMAL ESTANDO DENTRO DA TABELA, DENTRO DAS ESTATÍSTICAS!

  Li uma matéria onde a qualidade do relacionamento é medida pela qualidade do beijo, todos já devem ter lido sobre isso.

“Beijo: termômetro da boa relação”.

  Pela “tabela” se o casal não se beija ardorosamente é porque o relacionamento vai mal.

  A tabela “pressiona” todos os casais a se beijarem ardorosamente.

   Você quer que seu relacionamento esteja bem, ele lhe parece bem (dentro de uma normalidade), mas você já não sente vontade/necessidade de beijar ardorosamente seu companheiro(a).
  A “Psicologia” (Terapia de Casais) diz que seu relacionamento está fora da tabela ... precisa ser tratado.

  Cria-se uma pressão mental/social/comportamental para que o beijo seja sempre ardoroso mesmo que o casal já não sinta essa necessidade.

  Tenho que beijar minha esposa sempre como se fosse a primeira vez, se eu não fizer isto não importa que tudo mais me pareça bem, na “realidade da psicologia/psicanalise” estamos caminhando para o fim, devemos nos tratar ou ficar desesperados.

  Como conciliar esta realidade psiquiátrica com a realidade matemática que primeira vez só existe uma?

  Calma, ainda não chegamos no pensamento mais profundo, meditemos.
  Depois que as pessoas começam uma atividade sexual mais intensa o beijo perde muito da sua importância, isto é estatístico, a tabela, o padrão, a pesquisa [como preferirem] aponta que é normal que o beijo se torne um carinho secundário diante da consumação do ato sexual.
  Pense bem, a Megan Fox quer sair com você, mas ela só pode ir a um lugar, motel ou cinema qual passeio você acha mais interessante?

  Se pela tabela/observação estatística é normal que o BEIJO ESFRIE na grande maioria dos casais então esse é o PADRÃO.
  Fora do padrão é que o beijo NÃO esfrie no decorrer da relação.
  Acompanhou o pensamento?

  Logo, uma boa pergunta é:

  Se é normal/natural que o beijo ardoroso se transforme em um “selinho”, porque um relacionamento que chegue nessa fase precisa ser tratado!?

  Senhoras e senhores sejam mal vindos ao estranho mundo da Psicologia onde somos considerados “doentes” mesmo estando dentro do previsível, dentro do “esperado”.

  A PRESSÃO DE SE SENTIR ANORMAL DENTRO DO PADRÃO!





    Sua vida está confusa?
  “Sugiro” que questione sua “fé” na psicologia e livros de autoajuda.

  é uma palavra que significa "confiança", "crença", "credibilidade".
  É um sentimento de total crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa.






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