sábado, 9 de março de 2013

Gandhi vs William

  “Um homem não pode fazer o certo numa área da vida enquanto está ocupado em fazer o errado em outra.
  A vida é um todo indivisível.”

  [Mahatma Gandhi]


   Quando li biografias de alguns grandes nomes da humanidade descobri que ninguém é 100% santo nem 100% demônio. Sim, a vida é um todo, mas com infinitas facetas, infinitas “divisibilidades”.
  Constantemente vemos estupradores terríveis que são pais respeitáveis e dos bons.
  Vemos políticos que desviam verbas que auxiliariam milhares de necessitados, mas que com seus apaniguados são muito generosos.
  Temos também o reverso da moeda, homens que são muito cordiais fora de casa e em seu lar são verdadeiros monstros atormentando a vida de sua mulher e filhos.

  Não vou nem pesquisar, não estou aqui para denegrir a memória de ninguém, mas se vasculharmos a vida de Gandhi possivelmente encontraremos varias incongruências.

  Certa vez quando escrevi sobre isto recebi um e-mail elogiando o texto e dizendo que só Jesus passou por esta terra sem nenhuma macula.
  Em resposta postei no GD que a bíblia não fala nada de Jesus da adolescência até seus 30 anos. A ultima citação é quando ele tinha uns 12 anos e empolgava pessoas com sua capacidade discursiva.

  Uma pessoa dotada de tanta sabedoria que não fez nada de significativo em 30 anos de vida!?

  O que será que a Bíblia pretendeu esconder de nós?
  O que é uma pessoa?
  Tudo que ela faz de bom ou tudo que ela faz de mau?
   Oras, a vida da pessoa é esse todo, seus acertos e erros.

  Gandhi esta enganado, um indivíduo pode ser muito certo em alguma coisa ao mesmo tempo que é muito errado em outra.

  Uma esposa muito boa pode trair seu marido com seu melhor amigo.
  Um bom padre pode não resistir a tentação do sexo e procurar uma prostituta.
  Um pastor que atrai muitos fiéis pode não resistir a tentação do dinheiro fácil.


   De médico e monstro todo mundo tem um pouco, com inteligência exaltemos o médico e mantenhamos sob controle o monstro…



  Farah Jorge Farah é um ex-cirurgião plástico brasileiro de ascendência libanesa, formalmente acusado e condenado em primeira instância por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e não dar chance de defesa à vítima) e ocultação e destruição de cadáver.



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