terça-feira, 14 de maio de 2013

Casualidades

  “Nós, os homens, costumamos chamar de acerto às casualidades cujos resultados nos proporcionam algum benefício.”
 [Del Palácio]



  Acredito que Ronald Reagan quando decidiu levar adiante o projeto Guerra nas Estrelas estava apenas pensando em se manter belicamente a frente da URSS, nada mais que isso.

  Os Estados Unidos e o resto do mundo não tinham como saber que a economia da URSS estava tão fragilizada e que uma nova corrida armamentista seria um tiro de misericórdia naquela economia combalida.

  Se a economia da URSS estivesse boa e também disparasse uma corrida aos mísseis, Reagan passaria para a história como um anticristo.

  Podemos dizer que Reagan ao acaso atirou no que viu e acertou no que não viu e passou para a história como um dos maiores presidentes americanos, um dos responsáveis pela queda do muro de Berlim, um gênio da estratégia…

  Com Bush aconteceu o oposto, derrubar Saddam Hussein era só o primeiro passo para transformar o Iraque em um novo Japão, Singapura ou Taiwan.
  Qual a melhor maneira de combater o terrorismo islâmico [de alguns fanáticos, claro] que cravar uma democracia bem no meio do Oriente Médio como acontece com Israel?

  O Japão que já foi temido por sua sede imperialista e fanatismo de seus soldados hoje é uma democracia forte e respeitada, não nos causa medo não porque não tenha poder, mas porque sabemos que seu poder dificilmente será usado para uma destruição sem sentido.

  A Alemanha já foi nazista e hoje é uma potência econômica, ninguém teme que a Alemanha declare guerra arbitrariamente a um país e o mantenha no cabresto como a China faz com o Tibete.

  Bush pensou grande, uma estratégia que por enquanto casualmente não está dando certo então ele é tido como um monstro, um anticristo, as casualidades não sopraram a seu favor e diga-se de passagem a favor da humanidade.

  Japoneses e Alemães se mostraram povos mais racionais no pós guerra do que os iraquianos estão se mostrando.
  Infelizmente não observo nenhum sopro de Democracia naquele povo, mas a vida não é exata e quem sabe surja um Mikail Gorbashev ou um Figueiredo naquele país.

   Se o objetivo de todos os povos é ter vida longa e próspera um Iraque democrático seria uma sequência lógica dos eventos, algo que ocorreria naturalmente como eu e Bush esperávamos.
  Mas houve alguma “interferência” ou ao acaso as casualidades não sopraram a favor da razão.

  Bush racionalmente acertou, mas “casualmente” é um anticristo…coisas da vida, azar o nosso.

  "A razão não é automática.
  Os que a negam não podem ser conquistados por ela".
   [Ayn Rand]






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