sexta-feira, 17 de maio de 2013

Educação Elementar


“Se não comer feijão vai ficar doente!”
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  Minha esposa me irritava com estas discussões alimentares com nossas filhas as obrigando a
comer algo que não era do gosto delas.
  Não sei quanto a vocês, mas eu detesto comer algo que não gosto, só como se estiver com muita fome e não tiver outra opção, algumas coisas nem com muita fome eu como, pimentão é uma delas.
  Minha esposa tinha este PADRÃO da essencialidade do feijão para a “boa” alimentação e como eu poderia por em duvida este padrão?
  Meu sogro é descendente de italianos, parece que sua mãe quando embarcou para o Brasil já estava gravida. Para quem se recusa terminantemente a ir ao médico ele está até bem de saúde, cuida com capricho de uma horta que só de pensar no trabalho que dá me faz sentir “uma léseira” [precisa ser dito com sotaque baiano...HAHAHAHAHAHA!]
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  Eu passei cerca de um mês na Itália e posso assegurar que lá os caras não comem feijão com freqüência. Não é folclore não, os caras gostam mesmo é de massa, principalmente o macarrão que eles chamam de pasta.
  Então a mãe do meu sogro sem comer feijão gerou uma criança muito forte! 
  E mama mia os italianos não são um povo anêmico!?

  Como eu “me acostumei” a comer feijão todos os dias, se não como parece que não almocei. 

  Na segunda semana na Itália, Caraca, que vontade de comer feijão! Parecia um drogado sendo afastado do seu vicio, eu nem sabia que me importava tanto com feijão.
  Lá pela terceira semana fomos a um restaurante nas montanhas [chic em?] e no cardápio tinha “feijones”, claro que foi o que eu pedi e me foi servido uns feijões gigantescos, dava uns quatro dos nossos, era uma salada. 
  Não sei se minha “abstinência” era tão grande que mesmo como salada achei aquilo maravilhoso, sim, tinha gosto do nosso feijão.
  Hoje minha esposa pega mais leve com as meninas, elas comem o que lhes dá prazer, feliz delas que podem escolher.
  Não proponho as meninas nenhum tipo de “educação alimentar” que não seja se comportar bem a mesa, prefiro a “educação elementar” de falar-lhes da importância de comerem diferentes tipos de alimentos. 
  Continuam não gostando de feijão, mas comem vagem, cenoura, salada de repolho, alface, lasanha, batata frita, frango carne, frutas… só coisas que lhes dão prazer.
  Hã? Beber refrigerante vai deixa-las com osteoporose aos 90 anos! 
  Não me parece lógico trocar um prazer da infância por uma doença a menos na velhice, todos vamos morrer um dia o importante é com quanto prazer se vive.
  Minhas filhas tem uma infância muito feliz e isto é o que importa, viva a batata frita!


É, eu também gosto.
[não consigo nem disfarçar]


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