sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Acontecimentos

    “Sua cônjuge pode se interessar por outra pessoa. 
   Levará um tempo para saber que esse “novo amor” não é a solução, e que ele é um reflexo de algo que ela precisa do marido, ou mesmo, de um desejo recolhido que ela tem por qualquer coisa, cuja realização ela está adiando.” 
   [Nihil]


  Porque não pode ocorrer um novo amor?
  Para Psicologia isso pode ser difícil ou impossível, mas na Filosofia OBSERVAMOS que isso é muito comum acontecer.
  Quantos homens e mulheres se casam apaixonados fazendo juras de amor e na hora do divórcio visivelmente não se suportam mais?
  Quantas pessoas diante de dois ou duas pretendentes sofrem por decidir com quem irá namorar?

  Alimentamos esses MITOS de que se o homem procura sexo fora de casa é porque a esposa não esta sabendo ser desejável, que a mulher só se apaixonará por outro homem se seu companheiro atual não estiver sabendo trata-la “bem”.

 Esse “ trata-la bem” é tão subjetivo e amplo que a sociedade Freudiana pode colocar absolutamente tudo nele.

  O “amor verdadeiro” é único e dura para sempre, é o que dizem.

  Eu já presenciei inúmeras vezes pessoas desorientadas, atormentadas ao perceberem que outro amor esta aparecendo.
   Algumas se sentem culpadas como se já estivessem traindo em pensamento, mas a maioria culpa o parceiro(a) que dizem ter “esfriado” com elas.
  Já escrevi bastante sobre isso, para quem ainda não entendeu não adianta persistir, seria tempo perdido.
  Viver não é brincadeira não e novos amores acontecem mesmo que nosso amor atual esteja dentro do que é esperado.
  Quem sai de casa com o carro esperando que um acidente aconteça?
  Mas acidentes acontecem mesmo você não tendo “culpa” nenhuma no ocorrido.
  Coisas más podem ocorrer quando saímos de casa.
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  Os pais gostam de falar que amam todos seus filhos da mesma forma, isso é o que a sociedade Freudiana espera deles.
  Na Filosofia me parece útil “manter as aparências”, mesmo que eu percebesse que minha mãe gosta mais de meu irmão que de mim, não seria aconselhável ela dizer isso na minha cara ainda mais quando criança.
  No entanto minha mãe não deveria se sentir mal por isto, cada filho é de um jeito, não escolhemos o que sentir, e o comportamento do meu irmão pode estar melhor “sintonizado” com o GOSTO da minha mãe.
  Não acho que esses gostos dos pais se manifestem desde a infância embora Filosoficamente verificamos que esta empatia “automática” é possível.
  No momento não tenho preferência por nenhuma de minhas filhas, mas acredito que se uma se mostrar lógica e ajuizada e a outra muito instintiva, a primeira terá minha preferência.
  Se as duas se mostrarem igualmente ajuizadas ou desajuizadas quem me tratar melhor terá minha preferência.
  Acredito que com dois filhos é mais fácil gostar dos dois igualmente, à medida que a família aumenta e personalidades diferenciadas acontecem as preferências também se intensificam.
  Já escrevi aqui que estranhamente a parte do casal que é mais dependente emocionalmente do outro é justamente a que mais torna o relacionamento desagradável.
  A pessoa quer te controlar de tantas formas que acaba abrindo grande brecha para uma pessoa mais simpática lá fora.
  Paradoxalmente a pessoa nos perde por nos desejar demais, mas este não seria o “amor verdadeiro” aquele que não se apaga ou enfraquece com o tempo?
  Logo, quando um outro amor acontece não podemos falar de uma “solução”, tem mais jeito de uma pedra no caminho que teremos que nos virar para continuar no mesmo rumo ou altera-lo. Continuar a relação ou termina-la.
  Entendam que as coisas na vida ACONTECEM.
  A Filosofia nos leva a planos de pensamento que nem tudo é causa e efeito, ação e reação.
  As coisas também podem acontecer ao Acaso ou devido alguma “interferência”.
  Essa ILUSÃO que podemos algum dia ter controle sobre tudo e sobre todos é só mais um MITO.
  A Psicologia se ocupa de criar formulas magicas para vida, a Filosofia entende que a vida é magica e humildemente tenta compreende-la ciente de que isso nunca ocorrerá totalmente, porque…

  A vida a gente planeja, mas não controla.



Vem você agora pra me dizer que errou
Que era a mim que queria, mas não sabia
E agora chora de amor
Bem que eu queria ficar, mas você foi
E me senti como um rio cheio de mágoa
Que já não corre rumo ao mar. 

Foi triste quase fiquei louco de dor
No dia em que você foi
Me lembro, eu me lembro a tarde de sol
Você indo embora em frente
E eu ficando aqui só

Chorando você volta,
E pede pra ficar
E diz que já chorou tanto
Que o seu pranto virou um rio rumo ao mar...



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