domingo, 12 de janeiro de 2014

Amém!

  “Tudo o que sei é que devo morrer em breve; mas o que mais ignoro é essa mesma morte, que não saberei evitar.”     [Blaise Pascal]
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   Das 3 religiões que eu participei mais a fundo a que mais falou sobre como é a vida após a morte foi o Espiritismo e francamente não dá para levar a sério.

  Já ouvi por exemplo que Mozart mora ou frequenta o planeta Júpiter que em uma dimensão que não conseguimos enxergar é um planeta maravilhoso com grande elevação moral e intelectual.
  Mozart teve uma vida tão constrangedora, ele foi um grande compositor e SÓ.
  Tirando a maravilhosa arte de Mozart [que foi um dom de nascença, um presente de Deus] o cara era desorganizado em tudo mais.
  Quem ao ler a biografia de Mozart pode dizer que foi um exemplo de moralidade, dignidade, um espirito iluminado?
  Ele se parecia mais com Tim Maia ou Raul Seixas, grandes artistas, mas cidadãos com “qualidades” questionáveis.
Se Júpiter é um lugar tão bom para morar e tipos iguais a Mozart estão lá qualquer um de nós mais correto, ajuizado e sem poder contar com grande talento podemos esperar no mínimo também viver em Júpiter, de lá pra melhor.
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  Fora do Kardecismo a vida após morte é uma incógnita ainda maior.
  Para Evangélicos a grande maioria arderá no fogo do inferno.
  Para Católicos a maioria arderá no fogo do inferno e alguns terão alguma chance indo para o purgatório [aqueles que faltou bem pouco para alcançarem a graça].
  E os salvos?
  Viverão tudo de bom na presença de Deus, mas o que seria este tudo de bom?
  Não sentir frio, não sentir calor, não sentir dor, não sentir fome, enfim NÃO SENTIR.
  Sei lá! Eu gosto de sentir fome e comer algo bem gostoso, dizem até que não existe melhor tempero que a fome.
  Sentir fome e comer é algo agradável que eu faço aqui na Terra, não preciso ir para algum céu.
  Você acha que não sentir fome seria bom?

  Já pensou que se não sentimos uma necessidade também não desfrutamos do prazer que ela nos proporciona ao ser satisfeita?

  Me parece que um lugar não pode ser bom se não sentirmos nada, o legal é sentirmos uma necessidade e tê-la saciada, essa é a “equação”.

  O Céu prometido por Evangélicos e Católicos é um lugar que só sentimos vontade de louvar a Deus e assim será, Deus dia e noite eternamente sendo louvado.
  Diante desse céu tedioso ficar reencarnando por um longo tempo vira um inferno bem aconchegante.
  Não seria de duvidar que espíritos “evoluídos” desejassem de vez em quando dar uma voltinha por estas bandas para viverem alguma EMOÇÃO.
  Alguns espíritos nem querem evoluir, iguais aqueles alunos que não querem que o tempo de Faculdade passe por pior que seja a maratona de provas e trabalhos.
  Depois de tanto flutuar pelo Abismo o que acontecerá quando eu morrer já não me traz grande preocupação.
  Se eu deixar de existir, for aniquilado, não terei mais consciência de nada, logo não tenho com que me preocupar.
  O céu dos cristãos seria como morar na Coréia do Norte, para um livre pensador igual eu seria o inferno.
  No céu dos muçulmanos eu só chegaria se fosse muito fanático coisa que não sou. Além do mais o que eu faria com 72 virgens, transar com virgem é um pé no saco, bom mesmo são as mulheres mais sacanas que fazem o serviço completo…HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
  Vamos supor que as 72 virgens ficassem safadinhas, é muita mulher, não há bilau que dê conta.
  Espera aí tem um pensamento gritando para sair:
  Como essas mulheres chegaram ao paraíso muçulmano? Foram criadas lá ou o alcançaram se mantendo virgens? Poxa vida! Daria um ótimo texto, fica para outro dia.
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  A vida aqui na Terra é dura, mas conseguimos ter muitos momentos alegres, mesmo se formos para um inferno um pouco pior, com INTELIGÊNCIA dá para continuar a ter alguma alegria.
  Se o Eike fosse obrigado a morar no meu humilde apartamento seria uma mudança trágica para ele, mas ainda assim teria momentos alegres como eu tenho.
  Se eu fosse morar em uma favela de Campinas seria um momento trágico, mas muitas pessoas vivem em favelas e tem seus momentos de alegria, porque comigo seria diferente?
  Os índios vivem em tribos sem nenhum conforto moderno e também tem seus momentos alegres.
  O importante é percebermos que não importa para onde formos sempre haverá alguma luz e é ela que devemos buscar. Se não houver nenhuma luz é porque já não existimos mais.
  Um pastor certa vez fez um sermão muito bonito que em resumo dizia:

  “Não importa o quão difícil esteja sua vida, sempre haverá alguma luz.
  Você pode estar nas profundezas do Inferno e haverá um anjo de Deus para lhe mostrar um bom caminho, basta segui-lo. Amém irmãos?”
  Amém Pastor!



  “Constanze foi ao longo do tempo sujeita às mais diversas apreciações, mas em grande parte delas foi retratada como inculta, vulgar, caprichosa, astuta por ter enredado Mozart num casamento que ele não estava, ao que parece, tão ansioso por concretizar, e como incapaz de apoiá-lo e ajudar na administração doméstica, induzindo-o a uma vida displicente e irresponsável, que em várias ocasiões os conduziu a sérias dificuldades financeiras.”  Clique Aqui


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