quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Sobre Feudalismo

    “O Feudalismo foi um modo de organização social e político baseado nas relações servo-contratuais (servis).
   Tem suas origens na decadência do Império Romano.
   Predominou na Europa durante a Idade Média .
   Segundo o teórico escocês do Iluminismo, Lord Kames, o feudalismo é geralmente precedido pelo nomadismo e sucedido pelo capitalismo em certas regiões da Europa.” 
 

  Para um cara que sente tanto prazer em ouvir [ler] os mortos claro que eu tinha que me
interessar por história, Grécia, Roma, Egito, Pérsia, Impérios, Sistemas de Governo e Econômicos, Livros Sagrados, guerras, crises, avanços tecnológicos…enfim, para ouvir os mortos é preciso reproduzir mentalmente a época e o lugar e se transportar para o passado.
  A “inteligência abrangente” é rara, não é que os homens do passado fossem mais inteligentes que os de hoje é só uma questão de matemática, veja bem:
  Sendo a inteligência rara onde fica mais fácil encontrá-la?
  Em 70 anos [média de vida] ou em 3000 anos de história?
  Então vamos para a Idade Média?
  Vem comigo!

  Na maior parte do tempo a civilização economicamente se dividiu entre a elite dominante e a plebe, o rei, faraó e sua corte mais seus súditos.
  O feudalismo era bem isso, o rei e o “partidão” donos de todo meio de produção e poder decidindo como deve ser a vida do “homem comum”.
  O país pertencia ao rei e até para plantar um pé de tomate você teria que pedir permissão a Vossa Majestade e pagar-lhe os devidos impostos.
  Em alguns reinos quando você casasse era uma “honra” que a primeira noite de sua esposa fosse com o Senhor Feudal, a primeira plantada de mandioca era dele…😆
  Percebe que a propriedade não era sua, era do Estado e esse era o Rei e seu Partidão?
  Com tão pouco incentivo a produção o homem comum não via razão para produzir EXCEDENTES pois esses sempre iriam para o Estado, o jeito era ir SUBSISTINDO.
  Como as nações prosperavam?
  Oras, saqueando outras nações, já que a produção de riqueza era tão ineficiente, escravizar outros povos e roubar suas terras era o mais “lógico” a ser feito, “dominar para não ser dominado”.
  [Meditemos sobre isso antes de prosseguir, esta viagem é para poucos, muitos ficarão pelo caminho.]

  O Comércio em todos os regimes sempre teve necessidade da liberdade.
  O cultivo da terra prende, fixa o homem em uma região.
  O Estado estabelece fronteiras.
  O comércio tem essa necessidade de ultrapassar fronteiras ao mesmo tempo que tem que defender sua área de interesse de outros comerciantes o juiz é o frio e imparcial LUCRO.
  O Comercio historicamente não foi páreo para a Igreja e o Estado, mas no Iluminismo ganhou um outro aliado que rapidamente mostraria suas garras poderosas capaz de gerar muito excedente e gerar grandes lucros.
  Percebam que antes desse outro protagonista o comércio era altamente dependente da terra, do camponês, e dos humores do Estado que não raro era dominado pelos humores da Igreja.
  Bom, a maioria aqui já sabe de quem estou falando a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL.
  Homens livres se tornaram mais poderosos que Reis e Papas, surgia ali o CAPITALISMO SELVAGEM e mais rápido do que descobrimos que o feudalismo não era bom, descobrimos que o Capitalismo Selvagem não era bom.
  No entanto estávamos mais inteligentes, com mais pensadores livres e chegamos à conclusão que deveríamos desenvolver instituições independentes que protegessem a sociedade do excesso de poder, EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO, boas idéias.
Capitalismo sim, volta a selvageria não.

  Indo direto ao ponto, se o poder tem que estar em alguma “classe” é bom que esteja no equilíbrio, na “burguesia”, na CLASSE MÉDIA 

  Porque elegemos líderes que não defendem nossos interesses?

  Porque temos vergonha de assumir nossa burguesia, igual aqueles burgueses que compravam títulos de nobreza desejando pertencer a uma ilusória “elite de sangue azul”?

“Decifra-me ou te Devoro!”





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