quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Sobre Serenidade

  “Até onde conseguimos discernir, o único propósito da existência humana é acender uma luz na escuridão da mera existência.” [Jung]
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  Como podemos acender essa luz na existência?
  Para muitas ideologias tudo é pecado, sexo, música, roupas, riqueza, cuidados com a beleza.
  Concordo que o excesso é prejudicial, mas sem prazer a vida fica muito escura.
  Não sei se a vida tem um propósito, para ateus somos fruto do Acaso, uma singularidade.
  Para os religiosos nascemos para adorar a Deus.

  O propósito de uma singularidade acredito que é se manter viva pelo maior tempo possível, da melhor maneira possível.

  Fica bem complexo quando pensamos que fomos criados para adorar a Deus porque então nós é que seriamos um propósito de Deus.
  Nós mesmos, por vontade própria, não teríamos nenhum propósito, difícil né?
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  Vamos ver se consigo um bom exemplo.
  Qual o propósito de um fogão?
  Nenhum, oras, a comida que será feita nele não é para ele é para mim.
  Percebem que eu fabrico ou compro o fogão com um propósito, mas do ponto de vista do fogão ele não se fez, não se comprou, não tem vontade, logo não tem propósito ele “é o propósito de alguém.”

  Se Deus precisa de adoração então ele tem um propósito para conosco e nós simplesmente não temos alternativa, ou o adoramos ou iremos para o inferno.

  [Ou o fogão atende ao NOSSO propósito ou será jogado no ferro velho.]

  Você pode dizer que o nosso propósito é nos mantermos vivos e isso só é possível adorando a Deus, acontece que tem muita gente que não adora a Deus e continua bem viva.
  Então você ainda poderia argumentar que adoramos a Deus para continuarmos vivos após a morte física, acontece que isso está em livros “sagrados” não é comum vermos mortos voltando para nos dizer que estão salvos e o céu é um lugar maravilhoso.
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  Diante de tanta complexidade, sem evidencia filosófica ou cientifica de que temos um propósito acho SATISFATÓRIO:
  Iluminarmos nossa existência buscando o prazer com moderação.

  Se você se sente bem [sente prazer] cultuando algum santo, frequentando alguma religião, é exatamente o que deve fazer, é muito difícil saber qual livro sagrado esta certo e porque não pode ser o seu?
  [Se coloca em dúvida a perfeição de seu livro sagrado é melhor mudar de religião...HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!]

  Se esse contato com o sagrado ilumina sua existência… bom pra você.
  Só não é legal você criar uma realidade onde com certeza apenas sua “luz” é verdadeira e querer apagar a que ilumina os outros.
  Lembram o que disse sobre sermos diferentes e a necessidade de aprendermos a viver em comunhão?
  Claro, se sua religião exige sacrifício de crianças ou tortura de animais isso prejudica aos outros e sanções ocorrerão.
  Mas se você quer peregrinar a Israel atrás de um pouquinho de água ou terra “santa”, quer carregar uma cruz até aparecida, acender uma vela de 7 dias, ficar carregando a bíblia de baixo do braço ou a mantendo aberta para santificar o ambiente... enfim se a ação começa e finda em você mesmo, seu jeito diferente de ser deve ser respeitado, afinal se filosoficamente e cientificamente ninguém tem certeza de nada então escolhamos nossas luzes.
  Tenhamos como propósito ter uma vida longa e próspera, com muitos prazeres, mas cuidando para que eles ocorram de maneira CIVILIZADA, sem nos destruirmos ou provocar danos ao próximo.

  É paradoxalmente fascinante como por mais complexa que a Filosofia se apresente, se o pensamento esta muito bem estruturado sempre nos conduz a simplicidade e SERENIDADE.
Atena, deusa da Sabedoria e Serenidade

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