segunda-feira, 17 de março de 2014

Existe Karma?

  “O assunto mais importante do mundo pode ser simplificado até ao ponto em que todos possam apreciá-lo e compreendê-lo. Isso é - ou deveria ser - a mais elevada forma de arte.”    [Charles Chaplin]
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  Essa é a arte que eu persigo e consegui grandes avanços quando optei por ter a matemática como base.

  Quando converso com pessoas que leem meus textos, já faz tempo que observo que elas o entendem satisfatoriamente na maioria das vezes.
  No entanto se recusam olhar a realidade exposta e preferem continuar com a que inventaram, quanto a isso já não posso fazer nada e não faço, não gosto de perder meu tempo.
  Se uma mãe entende que seu filho não presta, mas insiste em culpar os amigos dele…o que eu posso fazer?
  Se alguém sabe que um político é corrupto, mas insiste em que armaram para ele e vota no cara…o que eu posso fazer?
  Se eu mostro uma maneira de trabalhar mais eficiente, mas a pessoa insiste em fazer como sempre fez…o que eu posso fazer?
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  Antes de encontrar esse jeito tão eficiente de expor as idéias eu acreditava que ao encontrar o método seria um dia maravilhoso em que as idéias se espalhariam como um rastilho de pólvora culminando em uma explosão altamente transformadora da realidade.
  É, mas foi uma previsão que não se concretizou.
  As pessoas entendem, mas não mudam de opinião.

   Lembrei agora que na empresa em que trabalhei por mais tempo e alcancei maior projeção eu dava um show nas reuniões, meu jeito matemático de expor as coisas deixava os opositores sem argumentação, mas “estranhamente” o dono da empresa nunca dava o devido crédito a idéia e sempre queria melhora-la.
  Acontece que a matemática tem seu ponto ideal de acordo com o resultado pretendido, vamos ver um exemplo:
  Eu tenho que deixar um bolo por 40 minutos no forno a uma temperatura de 180 graus, o pensamento linear me sugere que se eu aumentar a temperatura para 360 graus poderei retirar o bolo em 20 minutos, mas como o bolo é resultado da mistura de várias substancias e cada uma reage de uma forma ao calor sabemos que esse procedimento será um desastre, o bolo queimará por fora e ficará cru por dentro.
  Ou seja, dobrar a temperatura para reduzir o tempo pela metade parece linearmente uma boa ideia, mas holisticamente sabemos que não vai dar o resultado esperado.

  Certa vez em uma greve da alfândega ficamos com um estoque limitado de peças, a produção estava quase parando, meu patrão fez uma reunião e as propostas eram férias coletiva ou demissões.
  Eu disse que as férias eram muito fora de hora, atrapalhariam todo o cronograma do ano, essas férias coletivas sempre ocorriam em Dezembro [mês de vendas fracas para a indústria] e as demissões eram algo muito radical, pois a greve na alfândega poderia acabar a qualquer momento.
  Ele disse que sabia dessas coisas mas não tinha outra solução, o que todos os presentes concordaram.
  Eu sugeri que podíamos ganhar um bom tempo e dinheiro lançando 4 modelos fazendo uma composição com peças que tínhamos de sobra, não vou descrever em detalhes a operação, pois seria tedioso.
  A princípio [como sempre] minha idéia foi pessimamente recebida e a reunião foi encerrada sem uma conclusão definitiva.
  No final da tarde meu patrão disse que iria fazer o que eu tinha sugerido e já tinha composto 21 modelos!!!
  Isso mesmo, ao findar a reunião ele pegou o estoque de todos componentes que tínhamos disponíveis [era uma fábrica de óculos] e planejou a execução de 21 modelos.
  Como cada modelo era lançado pelo menos em 3 cores ficamos com a produção entupida com 63 itens a serem produzidos.

  Não, os meus cálculos não estavam errados.
  Tínhamos componentes para fazer não mais que 4 ou 5 modelos diferenciados.
  Meu patrão mudava detalhes mínimos na armação e chamava de um “novo modelo.”
  Eu tentei explicar que o mercado não engoliria aquela farsa, sem contar que a produção ficaria entupida de serviço e caso a greve acabasse nossos modelo mais vendáveis não poderiam deixar de serem fabricados.
  A greve afetou o Brasil inteiro então os compradores estavam tolerantes com a falta de produto, mas em se encerrando a greve não teríamos desculpas aceitáveis.
  Bem, meu patrão ficou irredutível, ele já havia decidido e seria daquele jeito.
  Como sabem a matemática é implacável e foram tempos difíceis que tive que dar nó em pingo d’agua, não existe nada mais estressante que administrar o caos...
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  Este texto está ficando grande e outro dia escreverei seu complemento, mas quero dizer que cheguei a conclusão que o problema não está em minhas idéias, o problema sou eu!
  Por algum motivo [“karmico” talvez?] as idéias não podem chegar as pessoas por meu intermédio, tem que chegar por outros.
  Os pensamentos são bons e eficientes, mas quando descobrem que sou eu que os proferi inexplicavelmente são desacreditados, como se eu não fosse digno de tê-los concebido.

 “Você pensa que sabe tudo, mas não sabe nada.” “Você é arrogante e prepotente.” “Você não é dono da verdade.” “Você não tem a mínima idéia do que está dizendo...”

  E por aí vai, nem perdem tempo em analisar o que estou dizendo, como se qualquer coisa que saísse da minha mente não fosse digna de crédito.
  Claro que estamos diante de uma subversão da lógica, afinal qualquer um que tenha contato comigo sabe que eu sou suficientemente culto para desenvolver as idéias que desenvolvo.
  Minha mãe por exemplo sabe dos elogios que eu recebia desde pequeno com relação as redações, meu patrão já havia visto eu resolver problemas que a princípio pareciam insolúveis, mas sempre era uma incrivel batalha convence-lo de qualquer coisa.

  Uma das minha expectativas com relação a este Blog é que ele chegue a algum ESCOLHIDO, por isto ultimamente o tenho divulgado bastante.
  Sei que eu sendo o veículo nem que passe 20 anos surgirá algum resultado, mas se alguém “protegido dos anjos” resolver divulgar parte das idéias será algo magico.
  Hã, como eu cheguei a essas deduções? Essa eu vou ficar devendo, mostrar o processo comprometeria negócios em andamento, darei uma dica do passado.
  Na empresa por exemplo fiz experiências pedindo para que um colega levasse a idéia e não deixasse ninguém saber que era minha, ele era uma pessoa muito honesta e as poucas vezes que fez ficou muito constrangido, mas nem ele podia negar o que estava ali tão estampado, o problema não está nas idéias, o problema sou eu.
  Sei que quem não me conhece pessoalmente deve estar pensando que sou uma pessoa muito difícil de lidar, mas quem me conhece deve estar percebendo um grande e enorme mistério, depois se possível eu volto ao tema.
  Será que existe essa coisa de Karma?

  Karma ou carma significa ação, em sânscrito (antiga língua sagrada da Índia) é um termo vindo da religião budista, hinduísta e jainista.
  Apesar de muitas religiões e filosofias da Índia não incluírem o conceito de culpa, castigo, remissão e redenção, o karma funciona como um mecanismo essencial para revelar a importância dos comportamentos individuais.
  No budismo, karma é usado para mostrar a importância de desenvolver atitudes e intenções corretas.  Clique Aqui

  Me parece que há dois tipos de situações “dentro da teoria do Karma:”

  Tipo 1 - Conseguimos superar ou amenizar com muito esforço.
  Ex: Fizemos algo errado nessa ou em outra existência e por 10 anos passaremos dificuldades referentes a nossa má ação ou decisão.

  Tipo 2 – Esta além de nossas forças, teremos que conviver com a dificuldade por toda vida.
EX: Fizemos algo muito grave nessa ou em outra encarnação e a consequência nos acompanhará por todo o próximo encarne.

  A forte rejeição que tenho das pessoas se encaixa no tipo 2.
  Não encontro razões nessa vida para a situação de forte rejeição, é uma antipatia quase gratuita.
  O que já encontrei de pessoas me desejando todo mal do mundo, rogando pragas, amaldiçoando...é de perder a conta.
  Uma das maiores alegrias que dou as pessoas é quando cometo algum erro...HAHAHAHAHAHAHAHAHAH!
  É, chega a ser engraçado, já não me incomoda mais, se esse meu Karma é um aprendizado espero estar sendo um bom aluno.
  Se for alguma punição...quem sabe na próxima existência eu me livre dessa pena, hoje apenas tento melhorar a qualidade de minhas decisões e ações.

  “É um erro tentar ver muito longe no futuro. A corrente do destino somente pode ser puxada um elo por vez.”  [Winston Churchill]




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