sábado, 19 de abril de 2014

Suplica

  “O número de malfeitores não autoriza o crime.” [Dickens]
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  Quando escuto que o indivíduo votou num político sabidamente corrupto e tenho a chance de questiona-lo, na maioria das vezes ele diz: “todo mundo rouba mesmo”.


  Essa é a justificativa também daquele que anula o voto, acredita que esta fazendo um sensacional protesto até diz com orgulho: “Eu não votei em ninguém.”

  Já pensaram se levássemos essa maneira de agir para outras situações da vida?
  Se um ladrão conseguiu roubar a minha casa agora ele tem o “direito adquirido” de me roubar quantas vezes quiser!?
  Ou por ter sido roubado não recebo absolutamente mais ninguém em minha casa, pois “todos são ladrões”.

  Sei lá! Matematicamente observamos que a grande maioria das pessoas são suficientemente honestas.
  Se estabelecermos grandes punições para os crimes e efetiva-las o número de pessoas que se arriscariam a ser presas ou multadas seria ainda mais reduzido.
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  Outra linha de raciocínio é a seguinte:
  Suponhamos que eu tenha Paulo, José, Edgar e Antônio pedindo meu voto.
  Se todos são ladrões é evidente que o lugar deles é na cadeia.
  Se eu apenas tenho dúvidas sobre a honestidade deles é mais eficiente votar no qual tenho menos dúvidas sobre sua honestidade e competência.

  Se desconfio de todos o mais eficiente é fazer um rodízio.
  Ao invés de votar só no Edgar dando a sua família e grupo político um poder quase imperial, votemos nos outros, dividamos o poder.

  Vamos supor que um tal de Pedro se candidate, você sabe pouco sobre esse candidato, mas nada que à primeira vista o desabone, pelo princípio básico que todos são honestos até prova em contrário esqueça todos os outros que você já sabe que são corruptos e vote no Pedro, talvez ele até seja honesto, existe esta POSSIBILIDADE.

  Se você é daqueles que anulam o voto não tenho nada para te dizer além de OTÁRIO!
  Você acha mesmo que o cara corrupto vai ficar emocionado com seu protesto ridículo e deixar de mamar nas tetas da pátria?
  Não seja tão BURRO!

   Dickens esta dizendo que lugar de ladrões é na cadeia e não no congresso e nas câmaras de inúmeras cidades.

  Logo, se o congresso tem 500 picaretas cabe a nós colocarmos lá 500 indivíduos honestos.
 Até colocarmos lá “outros” 500 picaretas já será um maravilhoso avanço [não somos adivinhos para saber quem é honesto com absoluta certeza].

  Se o cidadão entende que se ele for picareta não será reeleito, vai sentir necessidade de agir como honesto.

  Não importa que ele dentro de si sinta uma enorme vontade de desviar aquela verba de 1 milhão que iria para a merenda escolar, me importa que ele NÃO desvie!
  Nem que seja por MEDO de não ser reeleito ou medo de ir para a cadeia.
  Lembrei de uma canção que dizia mais o menos assim:

  “Se malandro soubesse como é bom ser honesto seria honesto só por malandragem.”   Clique Aqui

  É senhoras e senhores, precisamos construir esse país onde seja bom ser honesto.
  Por favor me ajude!
  Não sou de implorar, mas neste caso abrirei uma exceção.
  Me ajude, si ajude…TE IMPLORO!




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