sábado, 15 de agosto de 2015

Povos Selvagens

   Certos comunicados e atuações da ONU são extremamente populistas no meu entendimento.
  O caso da imigração em massa que está ocorrendo para Europa é bem ilustrativo.
  A ONU sugere que os países europeus recebam a todos que procuram asilo e os acolha fraternalmente.
  É como se culpasse os Europeus pelas tragédias que ocorrem em outros países.

  Eu sou a favor dos europeus colocarem suas marinhas para interceptar as embarcações de refugiados e reboca-las de volta ao local de origem.

  A lógica é bem simples de entender.
  Se a vida está insuportável na Síria, por exemplo, e o cidadão sírio não tem para onde ir, mais cedo ou mais tarde por um instinto de sobrevivência eles chegarão a um entendimento mínimo, alguma solução interna possível.

  O que vemos é que certos povos não se empenham em buscar esse entendimento mínimo porque a solução para boa parte de seus indivíduos é ir para Itália, França, Grécia, Alemanha...

  Vemos no Brasil por séculos algo bem parecido.
  Certas regiões elegem políticos pouco eficientes que mantem o povo no mais profundo atraso social e econômico a “solução” é vir para o Sudeste.
  Aqui no Brasil “evoluímos” nessa “solução”, para evitar que mais indivíduos inchem as cidades do Sudeste o Governo Federal resolveu mandar dinheiro a fundo perdido para outras regiões.

  É como se Sul e Sudeste tivessem uma dívida eterna com indivíduos de outras regiões que votam muito mal.

  Na Europa as soluções sugeridas pela ONU tem bem essa ideologia/método “tupiniquim”.
  Os europeus tem que receber de braços abertos cidadão de outros países e quando suas cidades estiverem bem inchadas cercadas de favelas passam para a solução B, mandar dinheiro dos impostos a fundo perdido para regiões em eterno conflito...
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  Outra coisa que não entendo é porque a ONU faz certos índices com dados sabidamente falsos.
   Eu uso as tabelas da ONU porque é o que tem, mas confesso que fico receoso de estruturar meus argumentos com base nelas.
   A ONU deveria passar por uma reforma profunda de modo que seus índices e tabelas fossem mais científicos e menos políticos.  

  Veja um exemplo que salta aos olhos.

O IDH de Cuba é 44.
O IDH do Uruguai é 50.
O IDH do Brasil é 79.

 IDH = Índice de Desenvolvimento Humano.

  Quanto mais baixo na tabela melhor a qualidade de vida em um país.
  No caso do Brasil temos 15 estados sanguessugas que puxam nosso IDH para baixo, mesmo assim por tudo que ouvimos sobre Cuba é difícil acreditar que o brasileiro médio tenha uma qualidade de vida pior que os cubanos.
  O caso do Uruguai chega a ser surreal.
  Você lembra de ler notícias dando conta que uruguaios fujam de botes para outros países?
  Você sabia que mesmo Cuba sendo uma ilha sua atividade pesqueira é ínfima?
  Lá são proibidas diversas embarcações e isso é trágico para pescadores.
  A proibição dos botes e barcos é para evitar imigrações de cubanos para o Estados Unidos como vemos do norte da África para a Grécia.

  A ONU recebe dados falsos e os aceita!!!
  Que credibilidade pode ter uma tabela dessas?
  O certo seria colocar na tabela apenas economias que fossem consideradas transparentes e confiáveis, mesmo assim haveria uma avaliação independente.
  Hoje em dia com o mundo conectado é fácil cruzar dados usando os “bigdatas.”

  Eu com pouquíssimos recursos consigo fazer boas deduções.

   Cuba tem 110 mil Km² e 12 milhões de habitantes. [Dados facilmente encontrados na Internet]

  Levar saneamento básico, alfabetização e o básico da alimentação para uma população tão pequena não é muito difícil.
  Veja a comparação com São Paulo (só um exemplo):
   248 mil Km² e 43 milhões de habitantes.

  SP é um Estado melhor administrado que Cuba e isoladamente tem um IDH muito melhor.
  O problema é que outros Estados do Brasil não são tão bem administrados então puxam nosso IDH para baixo.
  Os USA não seriam tão ricos se apenas metade de seus estados fossem produtivos.

   O IDH do Haiti é 168.
  Se o Haiti é mal administrado é porque sua cultura é ineficiente, não tem nada a ver com capitalismo ou comunismo.
  Há povos que tem períodos longos de anarquia vemos muito isso entre os africanos e islâmicos.
  Tem nominalmente um governo, mas efetivamente não. 
  Entre os palestinos por exemplo temos a autoridade palestina mas seu poder na prática é bastante limitado.

  Os caras se dividem em tantas facções que é difícil compor uma unidade federativa, cada grupo acaba ficando com uma parte do território.

  Na Colômbia até hoje o Governo não entra em áreas dominadas pela FARC
  O que vemos na Colômbia é pouca coisa se compararmos com o que vemos na Somália, lá são varias “farcs”.

  Para você ter uma visualização melhor do problema pense naqueles morros do Rio de Janeiro onde nem a polícia entra.
  São um território a parte onde quem manda mesmo é o chefe do tráfico local.
  O governo do Rio tem montado uma verdadeira operação de guerra para ocupar esses espaços através das UPPS, mas todos acompanhamos nos noticiários que não está sendo nada fácil.
  Não é só no Rio, ali o problema é só mais visível, grande parte da mídia tem base carioca.
  Todos os Estados tem suas zonas de guerra.
  No entanto, de maneira geral nós brasileiros temos Governo Federal, Estadual e Municipal operando em uma harmonia satisfatória
  Os povos mais atrasados/problemáticos são os que alimentam essas lutas fratricidas onde as várias vertentes não se entendem minimamente sempre um tentando com o uso da força exterminar ou subjugar os outros.
  Eu chamo de povos selvagens.

  Nesses povos selvagens de vez enquanto surge um “líder supremo” um ditador forte como Saddam Hussein.
  O que acontece depende da qualidade desse ditador.
  Essas culturas ineficientes geralmente geram ditadores sanguinários, mas que mantem algum Governo, uma unificação.

  Numa escala de valores eu digo que:

  Anarquia - é o pior para qualquer povo.
  Sem governo forte a organização social fica muito comprometida ainda não vi nada de bom e duradouro sair disso.

  Ditadura - Estabelece um governo forte.
   Algum Governo é melhor do que nenhum; sua eficiência está diretamente ligada à qualidade do ditador.
  Temos experiências da monarquia.
  O rei ou rainha nada mais são que poderosos ditadores.
  Se o rei é uma pessoa sensata e eficiente administrativamente o reino passa por épocas de paz e desenvolvimento se é perverso e incompetente seu reinado é de trevas

  Democracia -   A grande vantagem da Democracia pode ser resumida  em uma frase:

  A Democracia não consegue evitar que idiotas cheguem ao poder, mas evita que eles permaneçam no poder.

  Na Monarquia e na Ditadura o governante fica até morrer.
  No caso de um partido único como o partido Comunista o poder fica restrito a um pequeno grupo por gerações e gerações.

  Na Democracia há uma inversão.
  Se em uma Ditadura a qualidade do governo depende da vontade do ditador, na Democracia a qualidade do governo depende da qualidade política do eleitor, da vontade do povo.

  AFINAL MESMO O IDIOTA CHEGA AO PODER PELO VOTO.

  No Brasil temos uma Democracia de boa qualidade falta nosso povo votar melhor.
  Ainda votamos majoritariamente em políticos populistas e/ou com viés marxista.

  Nós brasileiros estamos bem à frente de povos africanos e islâmicos, mas ainda nos falta permitir um capitalismo de melhor qualidade.

  Enquanto isso não acontecer vamos ficar deitados em berço esplêndido.



IDH de Cuba:

O IDH de Cuba não pode ser calculado com precisão por um problema técnico:

  O governo cubano não permite que instituições independentes avaliem o país.

  Todos os dados são invariavelmente fornecidos pelo governo, e este não fornece dados confiáveis sobre renda, que é uma variável do cálculo.
  Sem a variável renda, o IDH não pode ser calculado.
  A alegação oficial é que, como o governo provê tudo, ou praticamente tudo, que o cidadão poderia comprar, logo o seu salário é reduzido.” [Renan Felipe]
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O IDH - Índice de Desenvolvimento Humano - foi criado como um padrão para medição dos níveis de desenvolvimento humano das nações, tendo em vista os indicadores de renda, alfabetização e expectativa de vida.
  Sendo assim, o único regime totalitário da América Latrina - Cuba - aparece com frequência à frente do Brasil e de outros países no ranking anual feito pela ONU, tendo por base o IDH.
  Esse fato leva muitas pessoas a acreditarem que o socialismo cubano seria o responsável por tal desempenho.
  O IDH tem a renda per capita como um dos componentes mais importantes.
  Ocorre, porém, que o valor de renda per capta utilizado para compor o IDH é a calculada pelo método PPP (Paridade do Poder de Compra), aqui temos alguns graves problemas metodológicos que acabam por inflar o IDH cubano.
  Se o poder de compra dos cubanos é ridículo, já que passa fome grande parte do povo daquela ilha, como pode o PPP cubano ser tão alto?
  Em um país onde o governo distribui 5 ovos per capita por semana + três cebolas + uma calça usada contrabandeada de Miami por ano, como alguém pode medir poder de compra e renda per capita?
  Não é segredo para ninguém que o PIB cubano não é calculado com base nos padrões internacionais.
  Sabe-se que Cuba utiliza metodologias específicas, introduzindo serviços de saúde e educação no PIB, produzindo então sua elevação.
  Outro aspecto é que a renda per capita de cuba entra no cálculo do IDH com sendo de mais de US$ 9.700.
  O salário de um médico cubano está na casa de US$ 20,00 mensais, o que dá US$ 240,00 por ano. [Rafael Brasil]

  Médicos são profissionais teoricamente bem remunerados em qualquer país, se ficam com tão pouco em Cuba...para onde vai o grosso do dinheiro?
  Quanto será o salário dos militares para manterem o regime e não se rebelarem contra a família Castro?


“Decifra-me ou te Devoro!”

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