sábado, 24 de dezembro de 2016

Forças Armadas Porquê?

  Um comentarista anarquista disse que podemos começar acabando com o exército (Forças armadas), economizaríamos muito dinheiro e ainda ganharíamos o prêmio Nobel da Paz. (Segundo ele.)

  Vamos meditar sobre isso.
   Existe um ditado que diz:

 “O preço da liberdade é a vigilância eterna.”
[Thomas Jefferson]

  Esse pensamento é antigo, Jefferson foi apenas um dos que o popularizou.
  É uma daquelas frases que nos levam a um delicioso paradoxo mental.
  Associar o conceito de liberdade com o conceito de vigilância parece que não tem nada a ver.
  Vigiar quem, o quê?
  Ser vigiado inibe a liberdade, esse é o paradoxo.

  No caso das nações é vigiar o país vizinho caso ele represente uma ameaça.

  QUER VIVER EM PAZ ESTEJA PREPARADO PARA GUERRA.

   Não acho que a humanidade esteja em um grau evolutivo a ponto das nações abolirem seus exércitos.
  Para eu é muito claro o caminho a seguir, Liberalismo Econômico e Democracia.
  Mas infelizmente isso não é um consenso na humanidade.

  Fica mais fácil entender isso se olharmos para os Estados Unidos.
  Até 1940 o gasto dos americanos com armamentos era baixo.
  Hitler acreditava que depois de dominada a Europa as Américas seriam facilmente subjugadas.
  A nação mais próspera era os Estados Unidos, considerado pelos nazista um oponente fraco, seu exército era inferior ao de Portugal.
  Os americanos se armaram com uma velocidade surpreendente, não deixaram nem que Hitler tivesse sucesso na Europa.

  Pessoas iguais a Hitler não existem mais em tempos atuais?

  Claro que existem.
  Se o estado islâmico não fosse duramente combatido já ocuparia boa parte do oriente médio sem dúvida.
  Saddam invadiu o Kuwait, quem acredita que ele sairia de lá só pelo diálogo.
  Ditadores nascem as pencas, nascemos ditadores.

  Os povos mais democráticos tem um poder bélico tão grande que impede o avanço de ditaduras pelo uso da força.
  Conhecendo a Coréia do Norte como conhecemos, quem acredita que que ela não invadiria a Coréia do Sul se pudesse.
  Pela vontade de Kim Jong-un ele seria o líder supremo da China.
  E o que dizer de Puttin, só não domina a Europa porque não pode.

  Não existe essa alternativa maravilhosa do “Ocidente” desistir de seus exércitos e apostar tudo no diálogo.

  Como encaixamos o Brasil nisso tudo?
  Temos um território imenso, precisamos das forças armadas para VIGIA-LO e protege-lo.
  Precisamos de armamentos suficientes para intimidar qualquer agressão de países no mesmo grau que o nosso.

  E potências superiores?
  Podemos participar de pactos/alianças com outros países simpáticos a nós, mas claro que temos que pagar nossa cota, ter um exército e armamentos no caso de uma ação conjunta.
  Guerra custa caro.
  A proposta de não ter exército é interessante teoricamente/financeiramente, mas e na pratica?
  Nós não iremos gastar absolutamente nada com militares e qualquer problema chamamos soldados cubanos para nos defender .
  Os Estados Unidos tem alguma obrigação de nos defender de alguma coisa ou nossa vizinha argentina gentilmente irá nos ajudar!?

  Precisamos ter exército, marinha e aeronáutica com profissionais bem treinados e equipados.
  Se não precisarmos usar … melhor.

  O preço da liberdade é a eterna vigilância de nosso exército em nossas fronteiras.

  Claro, como estamos em tempo de paz e não vislumbramos nenhuma ameaça, não tem porque gastar os tubos com armamentos e contingente enorme de soldados.
  Precisamos apenas ter forças armadas respeitáveis e com rápida capacidade de ampliação caso seja necessário.
  PRECISAMOS DE GOVERNO (contrariando o ideal anarquista) para comandar e organizar nossas forças armadas.
  Privatizar toda segurança militar e/ou policial é algo que nem dá para imaginar.
  Alguém lembrou no Robocop e da OCP 




  Por que os militares ficaram de fora da Reforma da Previdência?

  “A exclusão dos militares é considerada por analistas uma das distorções da reforma, já que o deficit previdenciário atribuído às Forças Armadas é estimado em 44,8% do rombo, embora seus integrantes representem apenas 30% dos servidores públicos.
  O governo afirma que os militares ficaram de fora da proposta porque não são regidos pelas diretrizes comuns da Previdência, uma vez que não se "aposentam", mas entram para a reserva, e podem, em tese, ser chamados para as atividades a qualquer momento.
  "Os militares são diferentes dos funcionários públicos. Nós e os diplomatas somos funcionários de Estado. Trabalhamos exclusivamente para as Forças Armadas, não temos hora extra, podemos ficar semanas sem aparecer em casa sem ganhar nada a mais por isso"

  A decisão do governo de excluir os militares da reforma da Previdência pode ser para evitar um mal-estar com a categoria, o que poderia ser potencialmente prejudicial ao presidente Michel Temer diante de tantos brasileiros desejosos de uma intervenção militar.


Sou contra o serviço militar obrigatório.

 “Hoje em dia na pratica um homem só consegue trabalhar registrado depois dos 18 anos.
  É muito difícil uma Empresa contratar um indivíduo antes de estar quite com o serviço militar.
  Se a empresa contrata logo aos 16 anos [idade mínima permitida por lei] pega uma pessoa que nunca trabalhou, é inexperiente em tudo até em termos de comportamento em um ambiente de trabalho, logo, tem que passar por um paciencioso treinamento.
  Depois de 1 ano quando o indivíduo está mais adaptado e produtivo já é hora do alistamento militar onde ele pode ficar afastado por 1 ano sem perder seu vínculo com a empresa... é muita dor de cabeça, não compensa, é melhor contratar uma mulher ou alguém que já passou da fase do exército.
 Assim, a atual legislação causa uma grande discriminação contra os homens jovens.”


 “O serviço militar foi traumatizante para mim.
  Tantos colegas foram dispensados e eu precisando trabalhar para o sustento da minha família não consegui escapar.
  Só faltou eu falar que era gay para ser dispensado.”


  A princípio NÃO vejo com bons olhos nenhuma diferenciação entre trabalhadores, quanto ao regime de Previdência.

  Nenhuma categoria me convenceu dessa necessidade.
  Em tempos de guerra todo homem em condições de lutar pode ser recrutado pelo exército, historicamente vemos que se torna quase uma obrigação social.
  Em tempo de paz é raríssimo algum militar ser chamado da reserva, logo, esse papinho dos militares ficarem servindo a nação na reserva é um tremendo 171 😄
  Por eu ter servido o exército fiquei na reserva, mas como não segui a carreira profissionalmente não ganhei nada por ter ficado a disposição da pátria. (Todo mundo odeia o William)

  Quando alguém escolhe seguir uma profissão sabe dos riscos.

  Policiais por exemplo.
  Depois de uma certa idade fica difícil fazer parte de uma tropa de elite, mas porque não podem fazer serviços administrativos!?
  Porque não podem ministrar treinamento aos mais novos?
  Porque não podem trabalhar na corregedoria?
  Porque não podem fazer rondas em carros e motos?
  Porque não podem monitorar câmeras?

  Enfim, querem nos convencer que depois dos 50 anos, um homem ou mulher não são mais uteis para força policial ... acredite quem quiser.
  Eu NÃO acredito.

  Quem conseguir defender que alguma profissão “merece” uma diferenciação previdenciária em relação a todas as outras, por favor, faça isso.

  Não entendo porque professores “merecem” contribuir 5 anos menos que os demais trabalhadores.
  Não entendo porque ocupantes de alguns cargos políticos se aposentam com 8 anos de contribuição.
  Não entendo porque juízes tem aposentadoria integral compulsória depois de deslizes criminosos...

  Muitos dizem que sou prepotente, arrogante, que quero dar uma de sabe tudo ... é paradoxal que na prática eu não entenda tanta coisa ... só sei que nada sei ... 😩 

[To be continued ...]

“Eu quero ficar perto
De tudo o que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração”





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