sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Golpe de 1964

  Um pouco da história brasileira recente NÃO contada em nossas escolas e meios acadêmicos.

Comando de Libertação Nacional (COLINA) foi uma organização guerrilheira brasileira de esquerda cujo objetivo era instalação de um regime totalitário de inspiração soviética no país.
  Teve origem em 1967 no estado de Minas Gerais com alguns militares comunistas, cinco sargentos do exército: João Lucas Alves, Severino Viana Colon, Valdivo de Almeida, José Alves da Silva e Roil de Noronha Soares
  Promovia desde 1968, ações armadas para levantamento de recursos para guerrilha no campo.
  Em 1 de julho de 1968, João Lucas Alves, Severino Viana Colon e José Roberto Monteiro assassinaram a tiros um oficial no bairro da Gávea, o major do exército alemão Edward Ernest. ​​
  Depois desse assassinato, como era de se esperar, passaram a ser literalmente caçados pela polícia da época.
  A partir de 1969, quando teve vários de seus militantes presos, o COLINA deu origem à VAR-Palmares...outro grupo guerrilheiro.
[Wikipédia]

   Atentem para o detalhe que a simpatia pelo Comunismo existia entre os militares a ponto de muitos deles pegarem em armas para impor esse regime.

“Em 5 de fevereiro de 1972 militantes da VAR-Palmares, ALN e do PCBR assassinaram a tiros o marinheiro inglês David Cuthberg, que se encontrava no país juntamente com uma força-tarefa da Marinha Britânica para as comemorações dos 150 anos de independência do Brasil. Após o atentado foram arremessados dentro do táxi onde ele se encontrava panfletos que informavam que o ato teria sido decisão de um "tribunal", como forma de solidariedade à luta do Exército Republicano Irlandês contra o domínio inglês.
  Quase dois meses depois, três integrantes da organização, Lígia Maria Salgado Nóbrega – participante da execução de Cuthberg – Maria Regina Lobo Leite Figueiredo e Antônio Marcos Pinto de Oliveira foram mortos no Rio de Janeiro no que ficou conhecido como Chacina de Quintino.
  Desmantelada devido à forte repressão dos militares, a VAR-Palmares teve duas de suas principais lideranças presas e assassinadas pelo regime: Carlos Alberto Soares de Freitas, um dos fundadores do Comando de Libertação Nacional (Colina), e Mariano Joaquim da Silva, o "Loyola", veterano das Ligas Camponesas, desaparecido nos cárceres clandestinos do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) no Rio de Janeiro.
[Wikipédia]
 
   
 
  Todo esse movimento de guerrilha surgiu porque a maioria dos brasileiros civis e militares preferiram NÃO levar a nação para uma esquerda mais radical.

  O golpe de 1964 que destituiu João Goulart poderia ter sido muito sangrento.

  Leonel Brizola tinha como certo que o exército brasileiro estava dividido e que boa parte dele defenderia o governo de Goulart.
  Por tudo que pesquisei sobre o assunto ... Brizola estava certo.
  Evidente que Goulart/Brizola teriam apoio da URSS.
  Sabendo disso os americanos se mobilizaram para apoiar o lado “menos” pró Rússia.

  Imaginem a terrível guerra civil que aconteceria, algo bem semelhante ao que ocorreu no Vietnã ou ocorre na Síria.

  O fiel da balança sempre foram nossas forças armadas.

  Nós tínhamos 3 possibilidades:

1 - João Goulart e Brizola com o apoio da maioria do exército nos levariam para algo semelhante a Cuba.
  A população civil não teria muito o que fazer.
  Mais ou menos o que ocorre hoje na Venezuela.

2 - Ao que tudo parece a maioria dos brasileiros não queriam o comunismo.
   Os civis poderiam ter apoio da maioria do exército e destituir Goulart.

3 - As forças Armadas poderiam estar muito divididas e acontecer um grande confronto.
  A duração dependeria de quanto cada lado conseguiria se armar.
  Em plena guerra fria esse seria o pior cenário e o mais provável

  O que aconteceu ... ninguém sabe muito bem.
  Pelo menos eu não descobri.
  Claro que li muitas especulações.

  Havia realmente uma grande parcela do exército pronta para entrar em confronto contra os que pretendiam depor Goulart.

  “O movimento para derrubar João Goulart começou na madrugada do dia 31 de abril, com a marcha das tropas do general Mourão Filho, em Minas Gerais, rumo ao Rio de Janeiro.
  Contudo, militares legalistas organizaram-se e, ao lado de Jango, tentaram evitar o pior.
  Eles não concordavam com o golpe.
  Em Porto Alegre, Wilson e Brizola conversavam desde o verão de 63 sobre isto.
   Contudo, hoje o tenente avalia que a organização acabou se revelando lenta, com muitas reuniões improdutivas.
  Bem informado, porém, naquela época Wilson sabia com quantos homens podia contar em cada quartel do Estado caso precisassem agir.”

  O que se sabe é que houve uma conversa entre os comandantes e entraram em um acordo.
  Foi bom porque não teve derramemos de sangue e não viramos comunistas.
  Porem nem tudo foram flores.

  A sociedade da época esperava poder votar democraticamente no máximo em 2 anos.

  Juscelino Kubitschek era o candidato mais forte, mas ... foram 20 anos de ditadura militar.

  O que falar do golpe de 1964?
  Bom mesmo seria que tivéssemos seguido o caminho da Democracia.
  Entre a esquerda radical dos guerrilheiros e a esquerda light dos militares ... dos MALES o menor.




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1 - 👨  “O regime militar foi benéfico para o país.”
[Comentarista no Face]      

 Benéfico seria ter eleições democráticas em 1966 e seguirmos um caminho democrático, foi o que mais deu certo no mundo desenvolvido.
  JK provavelmente seria eleito, ele foi bastante “desenvolvimentista”.
  Depois novos nomes surgiriam.

  No final ficamos 20 anos sob a tutela de um Estado forte, não aprendemos votar, debater política como convém.
  Em um revanchismo sem sentido elegemos esquerdistas que fizeram uma constituição ruim e pagamos o preço até hoje.

  “Me parece” que só agora, depois de tanto tempo nosso povo realmente está debatendo política e de certo votaremos cada vez melhor, principalmente se acabarmos com a obrigatoriedade do voto (idiotice da nossa constituição) e mantivermos nossa Internet com LIBERDADE.


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sábado, 6 de janeiro de 2018

A Solução pra África

  Devemos estimular que cada povo resolva seus problemas dentro de suas fronteiras.
  Não dá mais para aturar cidadãos que defendem o Socialismo/Esquerdismo no seu país de origem e querem os benefícios do Liberalismo Econômico/Capitalismo.

  Em qualquer nação, por mais pobre que seja, há pessoas ricas ou classe média alta que tem oportunidade de sair de seu país subdesenvolvido e conhecer de perto nações de primeiro mundo.
  Em geral gostam do que veem em uma Inglaterra ou Holanda.
  Se gostam, como são da elite em seus país de origem, deveriam ao voltar levar esses novos conceitos e implementa-los.
  Mas não.
  Valorizam a própria Cultura a ponto de defender que nada seja mudado.
  É impossível conseguir com uma teocracia islâmica os mesmo resultados de um Estado Laico alemão.

  É comum colocarem a culpa das mazelas no continente africano na conta dos colonizadores/invasores europeus.
  Como se a África antes disso fosse um mar de rosas, um exemplo de desenvolvimento e qualidade de vida.

  Porém não vamos revirar o passado, olhemos o presente e projetemos o futuro.

  Faz tempo que as nações africanas são soberanas.
  Africanos são governados por africanos.
  Se em Gana tem uma elite corrupta e com péssimas práticas administrativas que culpa cabe ao povo da Suíça, Noruega ou Portugal!?

  Africanos, árabes, latinos tem que acordar para a realidade que a melhora de seus povos tem que vir de uma mudança CULTURAL.

  Não dá pra plantar culturalmente uma “Somália” e querer colher um “Canadá”.

  Precisamos de mais indivíduos iguais Patrick Awuah:


  




  “Nasci e cresci em Gana.
  Às vésperas de entrar na universidade, percebia com nitidez como o país estava enredado em um perverso ciclo de pobreza e escassez de valores.

  Decidi abrir uma universidade em Gana.

  A Universidade Ashesi, em um subúrbio de Acra, a capital do país, começou com dinheiro de doações, inclusive de gente da Microsoft, e um empréstimo do Banco Mundial.
  Eu mesmo botei algum capital ali.
  No início, em 2002, eram trinta alunos; em 2018 chegaremos a 2000, já matriculados em áreas como administração, análise de sistemas e gestão.
  Dito assim, parece uma faculdade como qualquer outra.
  Mas tem um propósito que corre lado a lado com a excelência nas ciências que ensinamos: formar cabeças capazes de discernir o que é ético do que é antiético e de disseminar essa compreensão — isso em um país onde a corrupção está entranhada de forma atávica à cultura.
  Os problemas postos em sala de aula sempre remexem nesse vespeiro ao mesmo tempo em que transmitem a matéria.
  Liberdade de expressão, livre-iniciativa, gestão moderna são termos relativamente novos no vocabulário de Gana.
 [Patrick Awuah]



  A solução para África são os africanos.

  O indivíduo pode escolher entre fazer parte do problema e perpetua-lo ou fazer parte da solução e promove-la.

  O mesmo serve para outros povos:

  “Pregam que os Estados Unidos são o grande satã que explora e desagrega nações em proveito próprio.
  Nós temos uma experiência “histórica cientifica”.
  No norte os Estados Unidos tem a nação Canadá de forte cultura Anglo Saxã.
  No sul tem a nação México com forte cultura latina.
  O Canadá é o 9º país em qualidade de vida.
  O México está na posição 74º.
  O problema do México é os Estados Unidos ou a Cultura Latina?”









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