Comentarista: Como um dos entregadores do Mercado Livre, afirmo que não compensa entrar para o aplicativo hoje. (Junho de 2026.)
Reduziram drasticamente o valor pago pelas rotas, mesmo com a alta do combustível.
Além disso, sofremos prejuízos financeiros e quedas em nossa pontuação devido a problemas logísticos que fogem do nosso controle, como a alta incidência de pacotes avariados ou faltando nas agências, e o envio absurdo de pacotes gigantes para rotas de moto.
Para piorar, a nova atualização obrigatória removeu o número de telefone dos clientes, nos forçando a usar um sistema falho que liga por um número 011 que ninguém atende, impedindo as entregas e gerando mais devoluções.
William: Achei esse vídeo interessante porque exemplifica coisas que escrevo em meus textos.
Entendo que citem a pessoa jurídica ou instituição:
O Mercado Livre, O McDonald's, A Amazon, A Google... O SUS.
Gostaria que mais cidadão entendessem que são nomes fantasias, nosso real relacionamento são com pessoas.
(Para não complicar a meditação vamos deixar os algoritmos e atendimentos eletrônicos de lado, lembrando que por enquanto também são geridos por pessoas.)
Vejam o caso dos pacotes amassados, danificados.
Que proprietário ou gestor de qualquer empresa vai instruir o funcionário (CLT) ou agregado (PJ e informais) a tratar com desleixo a mercadoria!?
Isso vai da ética profissional e bom senso de cada um.
Se tem um supervisor por perto ou a ação é flagrada em câmeras, a punição ou repreensão vem com certeza.
Fora isso é "cultural", eu sempre me esforcei para agir com "profissionalismo".
Para o Brasil melhorar nesse quesito cada um tem que olhar para si mesmo e analisar as próprias atitudes.
Quando você vai no SUS (trabalhei em um hospital) o atendimento bom ou mau, depende dos funcionários que estão no local, não é o Presidente, o Governador ou o Prefeito que estarão lidando diretamente com seu atendimento.
No mais, as reclamações do vídeo se referem a falta do entendimento básico (ou aceitação) da lei de oferta e demanda.
Mais uma vez, entendo que as pessoas usem o nome fantasia da empresa, mas é importante que tenham a percepção do óbvio ... não existe um Senhor Mercado Livre de Albuquerque (pessoa física) para te ouvir.
São pessoas negociando com pessoas.
Vamos para uma visão mais holística?
Porque as taxas de desemprego estão em sua baixa histórica apesar da nossa economia apresentar gravíssimos problemas, taxa SELIC acima de 14%.
Em parte porque para não perder o Bolsa Família muito cidadão prefere completar a renda na informalidade, ficar fora do radar da Receita Federal, esse cidadão não esta procurando emprego (CLT), logo, pela nossa metodologia não esta desempregado.
Outra parte é a proliferação dos serviços de aplicativos.
No passado não muito distante (antes do 4G - 2014) o cidadão estaria desesperado atrás de uma vaga de emprego.
Hoje ele se vira com algum aplicativo.
Se o aplicativo fosse pior que uma vaga de salário mínimo CLT de certo não teria tanta procura.
As noticias que nos chegam é que esta faltando mão de obra em diverso setores.
Para não me alongar mais ... os gestores do Mercado Livre (e outros aplicativos) vão pagar cada vez menos ... até o ponto que a demanda por esse tipo de "ocupação" esfrie.
São pessoas agindo como ... pessoas.
Você leitor, um entregador cobra 2 reais para te entregar a mesma pizza, do mesmo local.
Por uma "consciência social" você vai preferir o que cobra 3 reais?
Responda para si mesmo ... você existe de fato não é uma "fantasia".
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Resumo:
1. Relações são com pessoas, não com marcas ("Pessoas Fantasia"): Empresas como Mercado Livre, Amazon ou Google são apenas nomes fantasia; no dia a dia, os relacionamentos e interações reais acontecem estritamente de pessoas para pessoas.
2. A qualidade do serviço depende da ética individual, não da gestão: O desleixo com mercadorias ou o mau atendimento não partem de ordens dos proprietários, mas sim da falta de ética profissional e bom senso de cada trabalhador quando não está sendo vigiado.
3. O reflexo do serviço público segue a mesma lógica humana: No SUS ou em hospitais públicos, a qualidade da experiência do cidadão depende diretamente dos funcionários que estão no local trabalhando, e não das decisões diretas do Presidente, Governador ou Prefeito.
4. Desrespeito à Lei da Oferta e da Demanda: As queixas dos entregadores sobre a redução dos valores das rotas refletem a falta de entendimento ou aceitação dessa lei econômica básica; o aplicativo pagará menos enquanto houver alta demanda de pessoas aceitando o serviço.
5. Distorção nos dados de desemprego pela informalidade: A baixa histórica nas taxas de desemprego, apesar dos juros altos (Selic acima de 14%), é parcialmente inflada por beneficiários do Bolsa Família que complementam renda na informalidade para ficarem fora do radar do governo e, por isso, não constam na estatística de quem procura emprego CLT.
6. Aplicativos como amortecedores do desespero financeiro: A proliferação de serviços por aplicativos (viabilizada pelo 4G pós-2014) transformou o mercado: o cidadão que antes estaria desesperado por uma vaga CLT hoje consegue se virar de forma autônoma, gerando inclusive falta de mão de obra em outros setores.
7. O comportamento do consumidor dita o mercado: O interesse próprio guia as decisões humanas cotidianas; o cliente final sempre optará pelo serviço mais barato (como o entregador que cobra menos pela mesma pizza) em vez de pagar a mais por uma suposta "consciência social".
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