Por unanimidade, o
STF declarou inconstitucional a Lei Estadual de Santa Catarina, que proibia
cotas raciais e ações afirmativas baseadas em critérios étnico-raciais no
ensino superior público e privado com recursos estaduais.
O relator afirmou
que tais ações são constitucionais e necessárias para combater desigualdades.
A decisão derruba a
norma que previa multas, anulação de editais e corte de verbas.
Universidades como
Udesc celebraram; o autor da lei e o governador criticaram.
Globo - 17/Abril/26
Ferreira: É assustador, mas previsível, ver ideias tão retrógradas sobre cotas.
Elas são essenciais para que o nível financeiro não dite quem tem direito ao conhecimento.
Cotas não são favor, são justiça para equilibrar um jogo que sempre foi desigual.
O STF sendo mais uma vez sensato e a favor do povo!
William: Sou negro, é assustador como minha raça regrediu ao se apegar ao vitimismo.
(E muitos outros negros ilustres.)
Ferreira: Cotas combatem o mito da democracia racial.
Usar o ex Pres. Nilo Peçanha para negar o racismo é ignorar que ele próprio sofreu preconceito e teve fotos clareadas.
As cotas são a ferramenta real para democratizar o ensino e reparar séculos de marginalização.
Ou seja cotas são reparação, não vitimismo.
William: Não sei onde em "meus" comentários neguei que existe racismo.
Sou responsável pelo que escrevo não pelo que outros querem distorcer.
As fotos antigas clareiam (desbotam) e amarelam com o tempo, é uma característica do material empregado.
Nas fotos preto e branco antigas (século XIX e início XX), os filmes eram ortocromáticos (sensíveis só a azul e verde, não a vermelho).
Pele negra (com mais melanina) absorve mais luz em geral, resultando em tons mais escuros no negativo e, portanto, mais claros no positivo impresso, frequentemente sem detalhes, “achatados” ou com brilho excessivo por reflexos fortes.
Nos Estados Unidos, onde a produção de máquinas fotográficas ganhou escala, a população era predominantemente branca.
Ainda hoje, negros não passam de 14%.
No início o filme colorido era caro (anos 1950-70: rolo + revelação equivalia a dezenas de dólares de hoje), e o mercado principal era de consumidores brancos de classe média nos EUA/Europa.
Por isso, a Kodak optou pelo custo-benefício, calibrar impressoras e química para o tom de pele clara (Shirley cards com modelo branca) era mais simples, rápido e barato para produção em massa.
Não exigia testes extras ou emulsões mais complexas.
Se a Kodak (ou empresa similar) tivesse se desenvolvido em países de maioria negra e esse fosse o principal grupo consumidor de certo faria a calibração para esse tom de pele.
Pablo: Um presidente negro de quase quarenta que tivemos.
Se vc não vê nada de errado nisso, te falta uma dose de leitura da realidade e outra dose de bom senso.
William: A leitura que eu faço é que depois da Revolução Russa os socialistas usaram a estratégia de estimular o vitimismo nas minorias internacionalmente.
Negros começaram apostar tudo em cobrar "reparações".
Mas por volta de 1930, “afrodescendentes” foram trocando estudos por “cobrança de dívidas históricas”.
Mas não qualquer história, só aquelas com narrativas vitimistas.
Maria: Cota não é vitimismo.
William: Sabemos que os próprios africanos, capturavam outros africanos para serem vendidos como escravos.
O reino do Daomé (atual Benim), enriqueceu muito com a captura e venda de pessoas escravizadas no comércio atlântico.
Porque contam a história só depois que negros eram embarcados para o Brasil!?
Ana: Nada de regressão, a população Negra vem cada vez mais se posicionando, estudando e combatendo pessoas que tem o pensamento retrógrado como o seu.
William: Então porque nunca mais tivemos um vice presidente ou presidente negro?
Nosso posicionamento na sociedade estava bem melhor por volta de 1910 que agora e não houve regressão!?
Negro de sucesso hoje é ator, cantor ou jogador de futebol.
Antes de 1930 era diferente:
Luís Gama - advogado, jornalista.
José do Patrocínio - jornalista
André Rebouças - engenheiro civil.
Machado de Assis - escritor, jornalista, fundador da ABL.
Nilo Peçanha - advogado, político.
Maria Firmina dos Reis - professora, primeira romancista brasileira.
Luíza Mahin - quitandeira, ganhou destaque como figura central na articulação de revoltas baianas, mãe de Luís Gama.
Afrodescendente brasileiros poderiam seguir o exemplo dessas figuras ilustres que surgiram antes de 1930 e ter persistido no caminho da meritocracia. Mas influenciados por ideais mais a esquerda preferiam o coitadismo... espero que as coisas mudem com o melhor acesso a informação possibilitado pela Internet.
ACORDA GERAÇÃO Z AFRODESCENDENTE!
Não persista nos equívocos dos seus pais e avós.
EU TENHO UM SONHO.
Que negros ao serem xingados xinguem de volta ou ignorem.
Que homossexuais ao serem xingados xinguem de volta ou ignorem.
Que mulheres ao serem xingadas xinguem de volta ou ignorem.
Que índios ao serem xingados xinguem de volta ou ignorem.
Que gordos ao serem xingados xinguem de volta ou ignorem.
Quando me xingam eu xingo de volta ou ignoro, geralmente ignoro, não gosto de perder tempo com infantilidade.
Nossa sociedade está com excesso de "sensíveis".
Frank: Você mencionou que afrodescendentes foram
influenciados por ideais de esquerda e acabaram seguindo o 'coitadismo'.
Gostaria de entender
melhor, em que momento ou situação você percebeu esse problema?
O que te levou a
essa conclusão?
William: Muitos pensadores decidiram ignorar toda
complexidade que rege as relações econômicas e sociais.
Investiram no
reducionismo de: Oprimidos vs Opressores.
Na meditação em
questão mostro que foi diminuída (ou completamente ignorada) a responsabilidade
dos afrodescendentes pela própria vida e povo.
Todas as mazelas são
essencialmente fruto da opressão branca (diabólica) contra os negros(quase santos).
✧✧✧
Resumo:
1. Crítica ao Vitimismo Contemporâneo: Você argumenta que houve uma "regressão" na postura da população negra ao adotar o que define como vitimismo, contrastando a situação atual com o prestígio alcançado por figuras negras ilustres no passado, como o ex-presidente Nilo Peçanha.
2. Explicação Técnica sobre Fotografia e Pele Negra: Ao rebater a ideia de racismo tecnológico, você explica que as fotos antigas eram claras ou sem detalhes devido às limitações químicas dos filmes ortocromáticos e a escolhas de custo-benefício da indústria (como a Kodak), que calibrava produtos para o seu mercado consumidor majoritário na época.
3. Influência de Ideologias Políticas: Você sustenta que, após a Revolução Russa, estratégias socialistas incentivaram minorias a focar na "cobrança de dívidas históricas" em vez do desenvolvimento pessoal, o que teria alterado a mentalidade de busca pelo sucesso através dos estudos.
4. Complexidade do Tráfico Negreiro: O texto aponta que o comércio de escravizados envolvia a participação de reinos africanos (como o Daomé) que capturavam e vendiam outras pessoas. Com isso, você questiona a narrativa simplificada de "dívida histórica" direcionada apenas ao Brasil.
5. Exemplos de Sucesso Pré-1930: Você lista intelectuais e profissionais negros de destaque — como Machado de Assis, André Rebouças e Luiz Gama — para demonstrar que, antes da década de 1930, o posicionamento social e a presença de negros em carreiras de prestígio (advocacia, engenharia, jornalismo) eram expressivos.
6. Defesa da Meritocracia vs. "Coitadismo": O argumento central é que o caminho da meritocracia e da persistência, seguido pelas gerações passadas, foi substituído por uma postura de "coitadismo" influenciada por ideais de esquerda, o que prejudicaria o progresso real.
7. Apelo à Resiliência da Geração Z: Você encerra com um chamado para que a nova geração rompa com o que considera equívocos das gerações anteriores, defendendo uma postura de maior força individual e menor "sensibilidade" diante de ofensas ou adversidades sociais.