Mariana: Se pesquisa fraudulenta não elege o candidato, por que insistência em fabricá-la?
Quem patrocina tais “pesquisas”?
Pelo beneficio por pesquisas falsas é possível identificar o patrocinador?
Sarah: No Brasil, a Justiça Eleitoral exige que toda pesquisa seja registrada com dados obrigatórios, como metodologia, amostra, valor e, principalmente, quem contratou .
Ou seja, em pesquisas legais, o patrocinador é identificável sim pode ser partido, candidato, empresa ou veículo de mídia.
Existe transparência justamente para evitar manipulação".
William: Não cabe bem a palavra "fraudulenta" nas pesquisas devidamente registradas.
A palavra "enviesada" descreve melhor.
Para perceber o viés (caso haja) tem que analisar com muita atenção todos os dados da pesquisa.
Exemplo hipotético.
Uma pesquisa diz que entrevistou 2 mil pessoas de todo Brasil.
Analisando a pesquisa você vê que no Maranhão teve mais entrevistados, ali é um reduto do Lula, isso pode o favorecer no resultado final.
Ou, analisando você vê que teve mais entrevistados em Santa Catarina, isso favorece o Flávio.
Aqui já percebemos que influência sim o voto.
Estou citando esses nomes porque são os que encabeçam as pesquisas.
Prefiro Romeu Zema, mas fico predisposto a votar no Flávio se as chances dele derrotar o Lula são maiores.
E as pesquisas fraudulentas de fato?
Nenhum instituto que pretende ter alguma credibilidade vai forçar muito o "viés".
Pode ver que as pesquisas registradas são bem parecidas, oscilam dentro da margem de erro.
Além do mais hoje em dia temos a internet.
Quem se prende a uma bolha fica fora da realidade, mas quem passeia livremente percebe as tendências.
Eu noto mesmo que os candidatos mais citados são Lula e Flávio.
Fora da internet, no meu cotidiano, é a mesma coisa.
Conclusão, as pesquisas influenciam sim e servem como alguma referência.
Nas eleições de 2026 com relação ao Senado e Presidência conseguimos ter uma noção dos candidatos com chances e nos posicionar.
Minha critica é com relação a deputados federais.
São cargos políticos muito importantes e até para mim que sou bem politizado é um voo as cegas.
Nas eleições de 2022, o estado de São Paulo teve 1.531 candidatos registrados para o cargo de deputado federal.
Não há pesquisa de intenção de voto que dê conta.
Defendo o voto distrital:
Voto Distrital Puro - O estado de São Paulo seria dividido em 70 distritos (o número de cadeiras que possui na Câmara).
Cada distrito elegeria apenas um representante, o candidato mais votado daquela região.
O eleitor teria um deputado "da vizinhança" para cobrar diretamente, mas partidos menores ou minorias espalhadas pelo estado teriam muita dificuldade em se eleger.
Voto Distrital Misto: O eleitor daria dois votos, um para um candidato do seu distrito e outro para a lista de um partido.
Metade das vagas seria preenchida pelos mais votados nos distritos, e a outra metade seria usada para equilibrar a representação proporcional dos partidos no estado.
O misto tem minha preferência.
O Partido Novo é o que mais tem a ver comigo.
Um voto iria para o candidato distrital da minha preferência, mesmo que não fosse do Novo.
O outro iria para o partido que tem mais a ver comigo, sou Centro Direita.
O Brasil precisa de reformas racionais.
Fernando Henrique fez.
Ficamos paralisados ou regredimos com Lula e Dilma.
Michel Temer foi uma supressa agradável, sua reforma trabalhista e da governança das estatais foram boas.
Jair fez a reforma da previdência possivel, depois veio a Pandemia e tudo ficou em função disso.
Lula 3, regredimos com o "Arcabouço Fiscal" entre outras coisas.
Quem sabe em 2027 retomemos alguma RACIONALIDADE.
✧✧✧
Resumo:
1. "Enviesada" é o termo correto, não
"fraudulenta"
Pesquisas devidamente registradas não se encaixam bem na
palavra "fraudulenta" , o termo mais preciso é "enviesada",
e para perceber esse viés é necessário analisar com muita atenção todos os
dados da pesquisa.
2. O viés se esconde na composição geográfica da amostra
Seu exemplo hipotético ilustra bem isso: uma pesquisa com 2
mil entrevistados pode favorecer um ou outro candidato dependendo de quais
estados tiveram maior representação , Maranhão beneficiando Lula, Santa
Catarina beneficiando Flávio.
3. Institutos sérios não forçam muito o viés
Nenhum instituto que pretende ter alguma credibilidade vai
distorcer excessivamente os resultados. As pesquisas registradas tendem a ser
parecidas entre si, oscilando dentro da margem de erro.
4. A internet como contrapeso às bolhas e às pesquisas
Quem se prende a uma bolha fica fora da realidade, mas quem
navega livremente pela internet consegue perceber as tendências , e sua
observação tanto online quanto no cotidiano aponta os mesmos candidatos como os
mais citados.
5. As pesquisas funcionam para presidente e senado, mas
falham completamente para deputados federais
Para o Senado e a Presidência dá para ter uma noção dos
candidatos com chances, mas para deputados federais é um voo às cegas , em
2022, São Paulo teve 1.531 candidatos registrados para o cargo, uma quantidade
impossível de ser coberta por qualquer pesquisa de intenção de voto.
6. Defesa do Voto Distrital Misto como solução
O eleitor daria dois votos: um para o candidato do seu
distrito e outro para a lista de um partido. Metade das vagas seria preenchida
pelos mais votados nos distritos e a outra metade serviria para equilibrar a
representação proporcional , um modelo que concilia representação local e
pluralidade partidária.
7. O Brasil precisa retomar reformas racionais
Fernando Henrique realizou reformas importantes, Temer
surpreendeu positivamente com a reforma trabalhista e da governança das
estatais, Bolsonaro viabilizou a reforma da previdência, mas o governo Lula 3
representou retrocesso , com o "Arcabouço Fiscal" entre outros
exemplos. A expectativa é que em 2027 haja retomada de racionalidade.
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