terça-feira, 30 de junho de 2026

Vida Disciplinada

 

Samara: Às vezes tudo que eu quero fazer em um dia não cabem em 24 horas.
   Ultimamente o às vezes se tornou frequentemente. 
   E para vocês?

William: Sempre fui um tanto preguiçoso.
  Não confundir com “vagabundo”. 😉
  Sempre faço o que é preciso fazer e com zelo.
  Então, pela minha vontade, sempre sobraram horas que aproveito por vezes até cochilando.

  Teve fases bem atribuladas, por exemplo.
  Trabalhava da 7 às 17.
  Ia direto para musculação.
  Faculdade dás 19 até às 23.
  Queria que o dia tivesse mais horas para eu poder dormir…
  Nenhuma dessas atividades eu fazia porque “queria”, no sentido de ter prazer em fazer.
  Apenas sentia que precisava fazer.

   Mas a boa pergunta é:

   Quais são as atividades que a pessoa quer fazer?

   Se deixa em segundo plano o que precisa fazer e prioriza o que tem prazer em fazer ... as horas podem ser poucas mesmo.
   Eu normalmente escrevo com algum alarme acionado.
   Nesse momento são 5h30, gosto de escrever de manhã.
   Um alarme esta programado para tocar ás 5h40.
   Assim que ele tocar, escrevo o último parágrafo e começo meus preparativos para fazer caminhada.
   Por volta dás 6h00 saio de casa.
   Pela minha vontade (prazer) continuaria a escrever o texto até sua conclusão.
   Depois de publicado, conferiria as notificações recebidas das redes sociais e responderia os questionamentos.
   Quanto tempo isso demora?
   Depende da quantidade de notificações e se vai haver réplicas.
   Enquanto converso com outras pessoas é comum surgir provocações mentais para outros textos, faço um rascunho para ser elaborado mais tarde...

   Percebem?
   Ficar diante do computador fazendo o que eu gosto de fazer, pode facilmente consumir meu dia inteiro.
   Com pausa para banheiro e comer alguma coisa.

   E as coisas que eu precisava fazer?
   Dai, realmente 30 horas não seriam suficientes ...

   Horas depois ...

   A provocação desse texto ocorreu em algum dia da semana passada.
   Eu poderia termina-lo no mesmo momento, preferi deixar o rascunho, de certo tinha outra prioridade.
   Poderia retoma-lo lá pelas 21h30 do mesmo dia, mas gosto de dormir as 22h00, pensar nele poderia atrasar meu sono.

   Voltei a ele hoje, 30 de Junho de 2026, por volta das 5h20, ele ajudou meu despertar.
   Esta sendo concluído ás 10h00, só agora consegui voltar a ele.

   A vida disciplinada é assim.
   Fazemos o que precisamos fazer e deixamos um tempo para o prazer.
   Esse tempo vai variar de acordo com a vida de cada um, suas atividades e interesses.

   Não tem fórmulas magicas para viver.
   Fazer só o que precisa fazer torna a vida chata, estressante.
   Nos entregarmos ao prazer provavelmente vai ser nossa ruina ou seremos um terrível fardo para alguém.








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 Resumo: 


1. Distinção entre preguiça consciente e ociosidade: Você esclarece que, embora se considere "preguiçoso", cumpre todas as suas obrigações com zelo. A eficiência e a responsabilidade em realizar o que é necessário garantem que as horas restantes sejam aproveitadas para o descanso, sem culpa.

2. A motivação pelo dever, não pelo prazer: Ao relembrar sua fase mais atribulada (trabalho, musculação e faculdade), você pontua que realizava essas atividades não pelo prazer em si, mas pela consciência e senso de necessidade de que precisavam ser feitas.

3. O perigo da inversão de prioridades: Você argumenta que a sensação constante de falta de tempo (as 24 horas que parecem insuficientes) muitas vezes decorre de priorizar o que dá prazer imediato em detrimento do que é necessário, gerando desorganização na rotina.

4. O uso do controle do tempo contra as distrações do prazer: Como exemplo prático de autodisciplina, você menciona o uso de alarmes programados. Esse mecanismo é usado para interromper uma atividade altamente prazerosa (como escrever e interagir nas redes sociais) e forçar a transição para outra atividade necessária (a caminhada).

5. O risco do consumo integral do dia pelas paixões: Você reconhece que, se dependesse puramente da sua vontade e prazer, a escrita e as interações digitais facilmente consumiriam o seu dia inteiro, provando que o prazer, sem limites, pode monopolizar o tempo e negligenciar outras obrigações.

6. Fracionamento e paciência no processo criativo: A conclusão do próprio texto em etapas — deixando rascunhos para não prejudicar o horário de sono ou outras prioridades — ilustra seu argumento de que a disciplina exige saber pausar e retomar os projetos no momento logicamente adequado.

7. O equilíbrio essencial entre dever e prazer: Seu argumento central define a vida disciplinada como a capacidade de balancear obrigações e lazer. Focar apenas no dever torna a vida estressante, enquanto render-se totalmente ao prazer leva à ruína ou à dependência alheia; o segredo está na gestão racional do tempo de acordo com a realidade de cada um.


  

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