domingo, 22 de março de 2026

Sete Pecados

 

Postagem no Face


Maya: “O ódio tem sido a causa de vários problemas no mundo, mas, até hoje, ele não resolveu nenhum.”

William: Um dos motivos de eu decidir escrever textos foram pensamentos desse tipo.
  Ligam nada a lugar nenhum e são compartilhados como se fossem algo "sofisticado", profundo.

  Vamos analisar:

  "O ódio tem sido a causa de vários problemas."

   Em 99% das vezes o ódio surge de uma ocorrência.
   Logo, o que causou esse ódio é a origem, a raiz do problema, não o ódio em si.
   Observem que o pensamento pega o bonde andando, não sabe e não quer saber do onde o bonde veio.

   Vamos a um exemplo:
   Um maníaco abusa e "desvive" uma mulher.
   Esses caras geralmente não tem ódio, apenas sentem prazer em ter a vitima sob seu total controle.
   Sentem um prazer impensável para nós humanos "normais".
   Sentem prazer em ver uma pessoa desviver.

   O pai de uma das vitimas, que sempre foi um pacato cidadão, encontra e desvive o maníaco.
   Esse pai foi movido por ódio, entretanto o sentimento não surgiu do nada.
   O "bonde" veio da ação do maníaco ao infringir a um homem uma das piores dores do mundo, perder uma filha.

  A ação do pai não resolveu um problema?
  Depende.
  Realmente a filha dele não vai mais voltar.
  Mas ele evitou que outros pais perdessem suas filhas.

  Vejam que o pensamento da Maya falha no inicio e no  fim, liga nada a lugar nenhum.

  É romântico pregar que não devemos sentir raiva, não devemos odiar.
  Devemos amar uns aos outros.💖
  Porém a realidade "infelizmente tem "maníacos" de todo tipo.

  O que nos leva a ficar raivosos ou provocar raiva nos outros esta satisfatoriamente expresso na "Tradição Cristã", vejam que interessante.



 Sete Pecados Capitais

 

1 - Soberba (ou Orgulho): Considerada o pecado principal e o mais grave, consiste no sentimento de superioridade, arrogância e na vaidade excessiva.

 

2 - Avareza: O apego excessivo e descontrolado aos bens materiais e ao dinheiro, priorizando a posse em vez de valores espirituais ou humanos.

 

3 - Luxúria: O desejo passional e egoísta por prazeres sensuais e materiais de forma desordenada.

 

4 - Ira: Raiva ou fúria é uma manifestação intensa de indignação que pode levar a agressões verbais ou físicas.

  O sentimento de raiva intensa, ódio ou vingança que domina o indivíduo e gera agressividade.

  O oposto da ira é a paciência.

 

5 - Gula: O consumo exagerado e insaciável de comida ou bebida, além do necessário para a sobrevivência.

   Na verdade, quase todos os pecados estão relacionados à falta de moderação.

   No caso da gula, trata-se do consumo em excesso de comida e bebida, ao qual se atribuem males físicos e espirituais, já que pode levar a outros pecados, como a preguiça.

   A gula é uma manifestação da busca da felicidade em coisas materiais.

  

6 -  Inveja: É a tristeza pelo bem de outra pessoa.

  O invejoso é aquele que se sente mal pelas conquistas alheias, e é incapaz de ficar feliz pelos outros, como se a vitória da outra pessoa representasse uma perda pessoal.

  O desejo pelo que o outro possui (status, bens ou qualidades), muitas vezes acompanhado pelo rancor pelo sucesso alheio.

   O oposto da inveja é a caridade, o desapego e o altruísmo.

 

7 - Preguiça: É a falta de vontade ou de interesse em atividades que exijam algum esforço, seja físico ou intelectual.

  Ela pode ser definida como a falta de ação, a ausência de ânimo para o trabalho e outras tarefas do dia a dia.

  O oposto da preguiça é o esforço, a força de vontade, a ação.



  O mundo ficaria bem melhor se "vigiássemos nossos pecados" não na ilusão de elimina-los, não creio que isso seja possível.


  Não escolhemos o que sentir, 

decidimos como agir diante

do que sentimos.


  Reconhecendo nossos pecados podemos AGIR de forma a evitar excessos e por tabela evitar ÓDIOS.


  Essa lógica entra em sua mente?

   Amém irmão! 😉



  Indo além ...


  E quando o ódio surge aparentemente do nada?

  (Será que vem de "vidas passadas"?)


  



  “Segundo o capitão do 6º BPM de São Caetano, Robinson Castropil, a criança (David) pediu para ir ao banheiro e quando voltou, atirou contra a professora, saiu para o corredor e atirou em si mesma.”
 (UOL)
  


Solidão Sólida - Link



✧✧✧ 

 

 Resumo:


1.  Crítica ao Pensamento Raso: Você inicia o texto combatendo frases de efeito (como a de Maya) que parecem profundas, mas que, sob análise lógica, "ligam nada a lugar nenhum" por ignorarem a complexidade da realidade.

 

2. O Ódio como Consequência, não Causa Primária: Seu argumento central é que o ódio raramente nasce do nada; em 99% das vezes, ele é uma reação a uma ocorrência anterior. Portanto, a raiz do problema é a ação original (o trauma, o crime), e não o sentimento de ódio que dela deriva.

 

3. A Falácia do "Ódio que não Resolve Nada": Através do exemplo do pai que vinga a filha, você questiona a ideia de que o ódio é sempre inútil. Argumenta que, embora não traga a vítima de volta, a ação movida pela indignação/ódio pode ter uma função social prática, como interromper um ciclo de novas vítimas ao neutralizar um agressor.

 

4. O Contraste entre Romantismo e Realidade: Você aponta que pregar o amor universal é "romântico", mas insuficiente diante da existência real de "maníacos" e indivíduos que sentem prazer no controle e na destruição alheia, onde a raiva muitas vezes é uma resposta inevitável.

 

5. A Tradição Cristã como Mapeamento Humano: Você utiliza os Sete Pecados Capitais não como dogma religioso imposto, mas como uma estrutura que explica as origens da discórdia e da falta de moderação que levam aos conflitos e, por tabela, ao ódio.

 

6. A Inevitabilidade do Sentir vs. a Decisão do Agir: Um dos pontos altos do seu texto é a diferenciação entre emoção e comportamento: não temos controle sobre o que sentimos (os pecados/sentimentos brotam), mas temos o livre-arbítrio e a responsabilidade de decidir como agir diante dessas emoções.

 

7. Vigiar para Moderar: Sua conclusão defende que a solução não é a ilusão de eliminar os pecados ou sentimentos negativos, mas sim o exercício de "vigiá-los". O autoconhecimento sobre nossas tendências (pecados) permite evitar os excessos que geram o ódio sistêmico no mundo.


  


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