quarta-feira, 27 de maio de 2026

Socialismo e Mulheres

 



Katia:  Odiar mulheres por exercerem seu direito de escolha é uma reação anacrônica que não cabe mais na nossa sociedade.
  O neoliberalismo nos molda como capitais humanos, levando a lógica de mercado e de otimização de resultados aos afetos. 
  Com a independência financeira feminina, o critério mudou, buscamos valor emocional, não apenas provisão. 
  Chamar isso de exigência excessiva é, na verdade, lamentar a perda do poder de barganha patriarcal.


William:  Enxergar ódio em tudo é um radicalismo que não devia caber em nossa sociedade.😉
  Basta alguém fazer uma ponderação tipo ser contra o aborto para “odiar” as mulheres!?
  Muitas mulheres (talvez a maioria) são contra o aborto, elas se odeiam!?

  Em uma conversa informal o homem interromper a fala da mulher já é misoginia.
  A mulher pode até mandar o homem calar a boca que tudo bem.
  (Essa simples ponderação da minha parte muitos já classificam de ÓDIO.)

  Me atendo ao comentário…
  Não encontro esse homem querendo carregar a família financeiramente nas costas 😂.
  Talvez tenha sido no tempo do meu avô ou bisavô.
  Minha mãe, tias, vizinhas … a maioria trabalhava.
  Mesmo nas famílias de classe média alta que conheci o mais comum é a mulher ter sua própria grana.
   Aqui em casa, minha esposa ganha mais do que eu e na maior parte do nosso relacionamento foi assim.
   Deduzo que você é mais a esquerda só de tocar em algo que não tem nada a ver com o assunto como o “neoliberalismo”.
   As “regras do jogo” são diferentes  em algum país socialista?
   Pode citar algum para analisarmos?

  A maior experiência socialista da humanidade até agora foi a URSS, composta de 15 nações.
  Rússia, Ucrânia, Belarus, Uzbequistão, Cazaquistão, Geórgia, Azerbaijão, Lituânia, Moldávia, Letônia, Quirguistão, Tadjiquistão, Armênia, Turcomenistão, Estônia.
  
  Alguém tem dados demonstrando que o relacionamento homem/mulher era muito melhor na Rússia que nos Estados Unidos?

  A Rússia foi socialista por 74 anos.
  É bastante tempo, a criança que nasceu a partir de 1917 foi criada e criou seus filhos no Socialismo.

  Meu ponto é que a Rússia deveria ser reflexo (mesmo depois de 1990) de como o Socialismo “empodera” mais a mulher que nações tradicionalmente capitalistas como a Inglaterra (só um exemplo)

  Sabemos que hábitos arraigados demoram para mudar, passam de geração para geração.
  Só para efeitos didáticos vamos considerar que uma geração seja 40 anos.
   O período que vai da primeira infância, até a fase que estatisticamente seria a “meio idade”. 

  Início da Revolução Soviética: 1917 + 40 = 1957
  Final da Revolução Soviética:  1990 + 40 = 2030

  Ou seja, de 1957 até 2030 é de se esperar que observemos uma situação feminina (e de relacionamentos) muito melhor nas nações que tentaram implementar o “pensamento marxista”.

  Vi uma pesquisa que as mulheres tendem a ser mais de esquerda que os homens.
  Você mulher de esquerda pesquise e verá facilmente que o Capitalismo trouxe muito mais “empoderamento” para mulher.
  Um exemplo fácil:

  A Alemanha Oriental (RDA Socialista) nunca teve uma mulher que governasse o país com poderes equivalentes aos de Angela Merkel.
  Durante quase toda a sua história (1949–1989), a Alemanha Oriental foi um regime socialista de partido único. 
  O poder político real não estava na presidência ou no parlamento, mas no cargo de Secretário-Geral do Comitê Central do Partido Socialista Unificado (SED), uma função que sempre foi ocupada por homens, como Walter Ulbricht e Erich Honecker.
  
  Na capitalista Inglaterra tivemos a empoderada Margaret Thatcher.
  Na Alemanha Reunificada (Capitalista) tivemos a empoderada Angela Merkel.

  Quem conhece história, seja homem ou mulher, e faz uma análise RACIONAL, fica sem argumentos para defender o Socialismo.

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 Resumo: 

1. Contestar a acusação de "ódio" como reação automática: Você aponta que classificar qualquer ponderação divergente como "ódio às mulheres" é um radicalismo. Usa o exemplo do aborto: muitas mulheres são contra, então acusar quem é contra de "odiar mulheres" não faz sentido lógico.

2. Duplo padrão em conversas sobre misoginia: Argumenta que hoje há assimetria: se um homem interrompe uma mulher já é rotulado de misoginia, mas a mulher mandar o homem calar a boca é normalizado. E só de ponderar isso, você diz que já é acusado de "ódio".

3. Contestação do "homem provedor" como realidade atual: Você diz não encontrar esse homem que quer "carregar a família nas costas" hoje. Cita experiência pessoal: mãe, tias, vizinhas trabalhavam, e sua esposa ganha mais que você. Isso para rebater a ideia de que a independência feminina mudou um jogo que ainda era patriarcal.

4. Questionamento sobre o neoliberalismo vs socialismo no tema: Você deduz que Katia é de esquerda por trazer "neoliberalismo" ao debate, e devolve: as "regras do jogo" são diferentes em algum país socialista? Pede que cite um exemplo para analisar.

5. URSS como teste histórico do socialismo e a situação da mulher: Usa a URSS — 15 nações, 74 anos de socialismo, 1917-1990 — como maior experiência socialista. Pergunta se há dados mostrando que o relacionamento homem/mulher era melhor na Rússia que nos EUA. Argumenta que, se o socialismo empodera mais a mulher, a Rússia deveria ser reflexo disso até hoje.

6. Tese das gerações: 1957-2030 como período para observar efeitos: Você cria um cálculo didático: considerando geração = 40 anos, de 1957 até 2030 deveríamos observar situação feminina muito melhor nas nações que tentaram o "pensamento marxista", já que hábitos passam de geração para geração.

7. Comparação prática: mulheres no poder em países capitalistas vs socialistas: Traz o caso da Alemanha Oriental socialista: 1949-1989, poder real no Secretário-Geral do SED, cargo sempre ocupado por homens. Compara com Inglaterra capitalista = Margaret Thatcher e Alemanha Reunificada capitalista = Angela Merkel. Conclui que, numa análise racional, o capitalismo trouxe mais "empoderamento" concreto para mulher.

   Síntese do seu ponto central: Você defende que, historicamente, não há evidência de que países socialistas entregaram melhor condição para mulheres do que países capitalistas, e que rotular críticas ao discurso atual como "ódio" fecha o debate racional.

  


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