Douglas: Sou professor de escola pública há 15 anos, mestre e doutor em Filosofia, meu principal conselho é: eduque seus filhos em casa.
Vivi o sistema por dentro e afirmo que as escolas não educam mais; viraram creches em larga escala com Wi-Fi.
A realidade é pior do que os pais imaginam.
O desrespeito virou a norma, alunos passam o tempo em telas e o tempo real de aula é mínimo.
Com turmas lotadas, o ensino é nivelado por baixo e há uma pressão constante pela aprovação automática, focando apenas em diplomas.
Além disso, o sistema prioriza a conformidade burocrática e agendas ideológicas em detrimento do aprendizado real.
A educação domiciliar funciona porque elimina o ambiente de medo e estresse da escola moderna.
Sem o modo de sobrevivência, o aprendizado acelera e a curiosidade é preservada.
William: Tenho uma dica para os professores.
Esqueçam a "educação libertadora".
Crianças precisam de disciplina.
Muitos pais pensam igual eu, mas os "especialistas em educação" dizem que estamos errados.
Os especialistas são professores e pedagogos... os políticos seguem os conselhos desses técnicos.
Qualquer um fora desse meio dizem que "não tem lugar de fala".
Que crianças devem receber educação em casa é o óbvio do óbvio.
Mas e a escolarização!?
Educar é formar o caráter, transmitir valores, hábitos e princípios para a vida tarefa que começa e pertence à família.
Escolarizar é oferecer ensino sistemático de conteúdos e competências acadêmicas.
Uma criança pode ser bem educada e mal escolarizada, ou bem escolarizada e mal educada.
O ideal é unir as duas coisas.
O pessoal ligado ao "Sistema Brasileiro de Ensino" , desde a década de 1960 insiste em querer substituir a família no papel da educação.
Não conseguem, óbvio.
A criança fica em média 4 horas por dia na escola, 5 dias por semana.
Com familiares fica 20 horas por dia, 7 dias por semana.
Digamos que seja uma família tradicional da década de 1960, com pai, mãe e 5 filhos.
O pai trabalha, a mãe é do lar.
É uma mulher adulta cuidando de 5 crianças sobre as quais ela tem poder para infligir algum castigo até físico se necessário.
Na escola geralmente é uma mulher adulta (ensino fundamental) que mesmo que tenha melhor formação acadêmica assume a responsabilidade de educar de 30 a 40 crianças, com poder disciplinador bem diminuído.
Sabemos que na década de 1960, 1970 o professor tinha o poder de tirar pontos, o que poderia resultar na repetência do aluno, já faz décadas que em muitos Estados do Brasil nem isso pode ser feito na pratica.
Sem mais delongas ...
Nós enquanto povo temos que voltar ao "feijão com arroz", educar é função da família.
E os professores?
Precisam entender que o trabalho deles é ESCOLARIZAR.
Precisam criar meios de restabelecer o poder na sala de aula.
A escola deve ter normas técnicas e comportamentais que se desrespeitadas tem que possibilitar punições.
Câmeras ficaram muito baratas, armazenar imagens também.
Professores (a maioria que conheço) são radicalmente contra câmeras na sala de aula porque!?
O mal comportamento da criança será registrado oficialmente, se a família não der um jeito ... suspensão, expulsão.
O adolescente tem mais de 14 anos, cometeu uma agressão, vai responder criminalmente.
Acho legal o professor "Douglas" (os nomes são fictícios) se conscientizar que educação é função da família.
Mas eu pergunto.
E a escolarização!?
Defendo o direito ao homeschooling.
Não tenho como defender a obrigação do homeschooling.
Pais e mães precisam trabalhar.
Escolarizar é trabalho dos professores.
O que o Douglas quer?
Acabar com essa profissão ou receber só para ser um adulto na sala de aula que esta ali com função profissional indefinida?
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Resumo:
1. Distinção conceitual central: educar vs. escolarizar — Educar é formar caráter, valores e hábitos, tarefa que começa e pertence à família; escolarizar é oferecer ensino sistemático de conteúdos e competências acadêmicas. Uma criança pode ser bem educada e mal escolarizada, ou vice-versa — o ideal é unir as duas coisas.
2. O Sistema Brasileiro de Ensino tenta substituir a família, e fracassa por natureza estrutural — Desde os anos 1960, o sistema insiste em ocupar o papel educativo da família, mas não consegue: a criança passa cerca de 4h/dia, 5 dias por semana na escola, contra 20h/dia, 7 dias por semana com a família.
3. Comparação de poder disciplinador entre família e escola — Numa família tradicional, uma mãe cuida de poucas crianças com autoridade real (inclusive física, se necessário); na escola, uma professora responde por 30-40 alunos com poder disciplinador muito reduzido — desequilíbrio que explica por que a escola não consegue "educar" como a família.
4. Erosão histórica do poder do professor — Nas décadas de 1960-70 o professor podia tirar pontos e reprovar o aluno; hoje, em muitos estados brasileiros, nem isso é possível na prática.
5. Defesa do direito ao homeschooling, mas não da sua obrigatoriedade — Você defende claramente o direito à educação domiciliar, mas pondera que não pode defendê-la como obrigação, já que pais e mães precisam trabalhar e a escolarização é função profissional dos professores.
6. Proposta prática: câmeras em sala de aula como ferramenta de responsabilização — Como o custo de câmeras e armazenamento caiu, você sugere seu uso para registrar oficialmente o mau comportamento, permitindo consequências reais (suspensão, expulsão, e até responsabilização criminal para maiores de 14 anos).
7. Provocação final ao professor Douglas — Você questiona diretamente se ele quer acabar com a profissão docente ou apenas ser remunerado como "um adulto em sala de aula" sem função profissional definida, cobrando clareza sobre o papel que cabe aos professores caso a educação seja devolvida à família.
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