quinta-feira, 23 de abril de 2026

Café Energético

 



Laerte: Energético e cafeína não fazem efeito.
  É possível que isso seja apenas mais uma maracutaia do capitalismo pra te vender algo que você não precisa de um problema que eles criaram.
  Vender como um produto inovador ou ter mais um tipo de opção de bebida é uma justificativa mais plausível do que inventar essa história de dizer que essa bebida vai te deixar mais acordado, mais disposto.
  Lembro perfeitamente a primeira vez que tomei café na minha vida, foi um café preto com açúcar, gostei do sabor e tudo mais mas não achei tudo isso, após terminar uma xícara bem generosa do café fiquei esperando, onde tá essa energia? 
  Onde tá essa disposição? 
  Mesma coisa com energético, considero eles uma espécie de refrigerante diferenciado.

Neide: É que nós já somos expostos a tantos produtos com cafeína e estimulante que não da impressão mesmo. 
  Se você conseguir se privar por muito tempo de qualquer comida sem esses efeitos e depois tomar um café, pode ter certeza que vc vai sentir. 
  Sabe quando você tá com muita sede e toma uma água e parece a melhor coisa do mundo? 
  É tipo isso.

William: Faz muito tempo li em uma revista como "supostamente" o café foi descoberto, acho que foi na Superinteressante.



  Por volta do ano 800, na Etiópia (antiga Abissínia), um jovem pastor chamado Kaldi notou que suas cabras, depois de comerem os frutos vermelhos brilhantes (as cerejas do café) de um arbusto desconhecido, ficavam extremamente agitadas, saltitantes, cheias de energia e até “dançando” ou dando chifradas umas nas outras.

  Elas não dormiam à noite e pareciam ter um “barato” de vitalidade.

  Intrigado (e vendo que as cabras não morriam), Kaldi resolveu provar os frutos também.

  Ele sentiu o mesmo efeito: uma explosão de energia, animação e disposição que nunca tinha experimentado.

  Depois ele levou os grãos para um monge local, que começou a usar a infusão para ficar acordado durante as orações noturnas.

 E o resto é história (com torragem, espalhamento para o Iêmen.

 *Perplexity"




  Até drogas potentes como a morfina vão tendo o efeito atenuado com o passar do tempo.
  Por isso muitos viciam e querem cada vez mais.
  Outra variável é que cada organismo é único.
  Nem todos que experimentam "coca" ou "hero" ficam viciados, a maioria consegue manter só no "recreativo".

  Depois de 1.226 anos a humanidade consumindo café, possivelmente nossa genética esta mais resistente.
  (Sem contar que o café comercial é bem diluído, as cabras comiam em natura).
  
  Já conheci  gente viciada em café, tem até crise de abstinência😉.
   Eu não ligo muito, nem gosto puro, só com leite.
   Evito beber depois das 20 horas, noto que adia meu sono ... a não ser que eu esteja naqueles dias bem exaustivos, daí durmo de qualquer jeito.

Nota: O que me provocou a escrever esse texto foi mais uma vez deparar com o senso comum de culpar o capitalismo por tudo que a pessoa acha que é ruim.
  Se não gosta de uma bebida, não tome.
  Eu nunca bebi energéticos, mas gosto de Coca Cola, em casa não falta.
  A "culpa" do capitalismo é tornar os produtos acessíveis para maioria da população!?
  Cada um decide se vai consumir ou não.
  O fato é que nenhuma empresa privada sobrevive se o que produz não tem demanda.
  O café, independente de ser estimulante ou não, tem um sabor que agrada a maioria das pessoas, tem alta demanda, por isso é produzido e consumido até em países "socialistas".



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 Resumo:


 

1. A tolerância explica a perda do efeito

Assim como drogas potentes como a morfina têm o efeito atenuado com o uso contínuo, o café e os estimulantes perdem impacto em quem os consome regularmente, o organismo se adapta.

 

2. Resistência genética acumulada ao longo de séculos

Após mais de 1.200 anos de consumo humano de café, é plausível que a humanidade tenha desenvolvido resistência genética ao estimulante, sem contar que o café comercial é bem mais diluído do que os frutos consumidos in natura pelas cabras de Kaldi.

 

3. A unicidade de cada organismo

Cada pessoa reage de forma diferente a substâncias. Nem todos desenvolvem dependência ou sentem os mesmos efeitos, assim como nem todos que experimentam drogas recreativas ficam viciados.

 

4. O café tem efeito real, mas depende do contexto

Você mesmo nota que evita café após as 20h porque percebe que adia o sono, exceto em dias de extremo cansaço. Isso confirma que o efeito existe, mas é modulado pelo estado do organismo.

 

5. Existência comprovada de vício em café

Você conheceu pessoas com dependência real de café, inclusive com crise de abstinência, o que reforça que a substância tem efeito fisiológico genuíno, contrariando a ideia de que é placebo ou invenção do capitalismo.

 

6. Crítica ao raciocínio de culpar o capitalismo

O ponto central que motivou o texto: atribuir ao capitalismo a "invenção" de um problema para vender solução é um senso comum simplista. Nenhuma empresa privada sobrevive sem demanda real, o café é consumido até em países socialistas, o que derruba o argumento ideológico.

 

7. Autonomia do consumidor como resposta definitiva

Se alguém não gosta de uma bebida, basta não tomar. O papel do capitalismo é tornar produtos acessíveis, a decisão de consumir ou não é individual. O sucesso do café se deve ao sabor que agrada a maioria, não a uma conspiração de mercado.

 

  


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