sábado, 18 de julho de 2026

Alienação

 




  Instituto ICL:  Uma pessoa comum acorda todos os dias ás 6h30 da manhã, toma café e sai para o trabalho as 7h. 
  Chega na cidade e trabalha até as 12h, almoça e volta as 14h para o serviço, de onde sai as 18h.
  Pega a condução de volta e chega em casa
para jantar. 
  Por volta das 23h, vai dormir. 
  Mas digamos que viva essas 4 horas.
  Se essa pessoa morreu aos 50 anos, na verdade viveu apenas cerca de 5 anos, pois, no restante do tempo consumia coisas desagradáveis ou inúteis.

William: Trabalhar faz parte da vida, vivi muitas emoções no trabalho.
  Bons colegas, festinhas na empresa, "peladas"
(futebol) 😉 no horário de verão.
  A empresa que mais fiquei produzia armações de óculos, produto importante para a sociedade.
  Conheci minha esposa no trabalho.
  Lamento quem acha que viver e só ficar no ócio ...
que também faz parte da VIDA.

Sara: Confesso que virei adulta totalmente desprevenida. 
  Eu não sabia que a gente tinha que aguentar um trabalho ruim para conseguir viver.

William: Não sei como esse tipo de coisa pode acontecer, mas vejo que acontece bastante.
  Muitas pessoas têm uma capacidade incrível de alienação.
  Nunca consegui.

Alienação é se tornar alheio, distante ou desconectado  da realidade a sua volta. 
  O alienado é aquele que perdeu essa percepção crítica, agindo ou pensando sob controle de forças externas (como manipulação, consumo ou ideologias) sem ter consciência disso.
  (Dicionário)

  Lembro que a escola durava cerca de 4 horas, demoravam tanto para passar.
  Eu pensava:
  “Trabalhar 8 horas deve ser muito cansativo.”
  É dedução elementar, lógica.

  Fora isso, mesmo sendo de família pobre, tinha TV em casa, filmes, novelas, séries costumeiramente mostram as dificuldades no trabalho.
  A arte geralmente imita a vida.

  Fora isso, tinha as reclamações dos adultos próximos.

  Não fui pego “desprevenido”, não tinha como … então me preparei (adaptei) mentalmente.


“Eu creio que o melhor meio 
de fazer bem aos pobres não 
é dar-lhes esmola, mas sim fazer 
com que possam viver sem recebê-la.”
 (Benjamim Franklin)

  Dai tem o assistencialismo e a geração de empregos.
  Evidente que uma coisa não exclui a outra.
  Mas uma sociedade em que a maioria adulta trabalha e vive da própria renda é mais concebível que uma onde a maioria sobrevive de assistência.

  "Talvez" com o avanço da robótica a produtividade fique tão alta, que poucos indivíduos humanos produzindo podem gerar renda mínima para os que não conseguirem ser produtivos.
  Não vejo grande dificuldade em nos adaptarmos a isso se ... evoluirmos mentalmente para não sentir tanta INVEJA.
  A pessoa que por capacidade ou sorte consegue ser produtiva vai ganhar mais mesmo, por vezes muito mais.
  Se quem trabalha ganhar o mesmo de quem vive da assistência ... não consigo pensar em uma sociedade assim que funcione satisfatoriamente. 





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 Resumo: 


1. Trabalho faz parte da vida real
Viver não é apenas lazer. O trabalho traz emoções, relações (colegas, esposa), diversão (peladas) e propósito (produzir algo útil como armações de óculos). Quem vê a vida só como ócio está equivocado.

2. A rotina de trabalho não anula a vida
Contra a ideia de que a pessoa “só vive 4 horas por dia”, você defende que o tempo no trabalho também conta como vida vivida, com experiências positivas.

3. Não fui pego desprevenido
Diferente de Sara, você observou desde cedo a realidade (escola, TV, novelas, reclamações de adultos) e se preparou mentalmente, demonstrando percepção crítica.

4. Alienação como perda de percepção crítica
Alienação é tornar-se alheio à realidade, agindo sob controle de forças externas (manipulação, consumo, ideologias) sem consciência. Você afirma nunca ter tido essa incapacidade.

5. Valorizar o trabalho sobre o assistencialismo
É melhor gerar empregos e autonomia do que depender de esmolas. Cita Benjamin Franklin: o melhor modo de ajudar os pobres é fazer com que possam viver sem recebê-la.

6. Sociedade de trabalhadores é mais viável
Uma sociedade onde a maioria adulta trabalha e vive da própria renda é mais saudável e concebível do que uma baseada majoritariamente em assistência.

7. Futuro com robótica exige evolução mental
Com alta produtividade via robótica, será possível dar suporte a quem não for produtivo, mas é essencial reduzir a inveja e manter a diferença de renda entre quem produz e quem não produz.


  


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