Comentarista: Acompanho de perto o cenário político e vejo com preocupação como o Congresso Nacional se transformou em um palco para influenciadores digitais.
Minha principal crítica é direcionada à "bancada da lacração", que utiliza mandatos caros para gerar engajamento em redes sociais com propostas absurdas, como fixar o salário mínimo em R$ 100 mil em protesto contra o fim da escala 6x1, em vez de trabalhar com seriedade.
William: Usar ironia para defender um argumento é uma ferramenta normal em qualquer debate.
Eu uso bastante.
Vejam o caso da defesa da Lei Rouanet, tem um relatório circulando dizendo que é um "investimento" que tem retorno financeiro para sociedade.
Vi artistas e políticos "sérios" dizendo que quem não entende isso é burro.
Caraca!
(Contém ironia.)
Comentarista: Medidas que retiram direitos dos mais vulneráveis são blindadas como "técnicas", enquanto a redução da jornada é tachada de "populista".
Com base em dados do Ipea, argumento que a transição para 40 horas semanais é viável, com impacto inferior a 1% nos custos totais de grandes setores e benefício humano direto para a base da nossa pirâmide social.
William: O que eu acho um tanto infantil é o catastrofismo. 😉
NÃO!
Fim da escala 6 por 1 não vai quebrar o Brasil.
Vai aumentar o custo, mas já vivemos nesse tipo de cenário há décadas.
Lembremos que quase metade das ocupações (nem vou falar empregos) são informais.
Dos empregos formais, a maioria já faz 5 por 2.
E houve grande crescimento dos PJ.
O triste para mim é proibir horas extras ou por um limite muito baixo.
De repente o jovem quer juntar grana para comprar uma moto elétrica (só um exemplo), a empresa que ele trabalha poderia disponibilizar horas extras, mas é proibida por lei.
Esse jovem depois do dia de trabalho vai precisar fazer um bico provavelmente informal.
Uma grana que poderia juntar de maneira mais tranquila, sem deslocamento, vai ter duplo desgaste ou não vai conseguir juntar dinheiro.
Quem não tem nenhuma ambição de melhorar financeiramente vai estar tudo bem.
Quem tem, vai ficar prejudicado, mais uma daquelas ações que mantém o pobre ... pobre com menos oportunidades de melhorar.
Nota: Evidente que não defendo exageros de nenhum tipo.
Mas no geral acho mais bom do que mau as transmissões dos deputados.
Aliás, quando considero votar em algum politico, minha principal fonte de pesquisa são suas redes sociais.
Quanto mais o cara posta, melhor.
É o jeito mais eficiente de conferir seus posicionamentos e ações.
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Resumo:
1. A ironia como ferramenta legítima de debate: Você defende que o uso de ironias e exageros retóricos (como propor um salário mínimo de R$ 100 mil ou a expressão "dobrar a meta") é um recurso normal e válido em discussões políticas para contrapor argumentos adversários.
2. Crítica ao "investimento" da Lei Rouanet: Utilizando-se de ironia, você questiona a narrativa de relatórios e de setores que defendem a Lei Rouanet puramente como um investimento financeiro de retorno garantido para a sociedade.
3. Rejeição ao catastrofismo econômico: Você argumenta contra a ideia de que a extinção da escala 6x1 causaria a quebra do Brasil, classificando esse tipo de reação alarmista como "infantil".
4. Reconhecimento de custos sem colapso: Seu argumento pondera que, embora o fim da escala 6x1 vá sim aumentar o custo para as empresas, o país já lida com variações de cenários econômicos há décadas e o mercado se adapta.
5. A realidade do mercado de trabalho atual: Você aponta que o impacto da mudança é relativizado pelo cenário prático: quase metade das ocupações no país são informais, a maioria dos empregos formais já adota a escala 5x2 e há um forte crescimento do modelo PJ (Pessoa Jurídica).
6. Defesa da liberdade para horas extras e ambição financeira: Seu argumento central sobre a jornada é que proibir ou limitar demais as horas extras prejudica o trabalhador de baixa renda que tem a ambição de melhorar de vida. Para você, essa rigidez empurra o jovem para o desgaste de um segundo emprego/bico informal, limitando suas oportunidades de crescimento econômico.
7. Valorização da transparência digital dos políticos: Ao contrário do comentarista, você avalia de forma positiva as transmissões e a forte presença digital dos deputados. As redes sociais são a sua principal ferramenta de pesquisa eleitoral, e você defende que, quanto mais um político posta, mais fácil e eficiente se torna para o cidadão fiscalizar seus posicionamentos e ações.
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