quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Antonieta de Barros



  A filha de uma ex-escrava teve papel fundamental na luta pela igualdade racial e pelos direitos das mulheres no Brasil.
  Antonieta de Barros foi a primeira mulher negra a ser eleita deputada no Brasil.
   Em 1935, ela conquistou nas urnas uma vaga para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina.


  Nessa matéria está tudo de acordo, mas pesquisei esse nome porque em um post no Face foi dito que o nome da mulher foi “apagado da história”.

  A primeira deputada negra foi banida dos livros de história?

  Vimos por essa matéria que não, está tudo devidamente registrado.

  Seu nome estava no currículo escolar?

  No meu não, nunca tinha ouvido falar da Antonieta antes.
  Mas nunca estudei sobre o primeiro deputado ou deputada branca.
  Eles também não estiveram no meu currículo escolar, estiveram no seu?

  Pesquisei mais um pouco e relembrei que o voto feminino foi decretado em 1932.
  Vejam que a Antonieta foi eleita logo nos primórdios da maior participação feminina na política.
  O voto feminino foi decretado em 32 e já em 35 Antonieta foi eleita.
  Sua eleição não foi algo a ser destacado, pelo menos não por sua cor de pele.

  Isso mostra mais uma vez que negros estavam satisfatoriamente integrados a sociedade.

  O problema é que os negros (sem generalizações) desviaram o foco dos estudos e participação política
 para apostar tudo no VITIMISMO, a cobrança de uma “divida ancestral”.
  Daí o que vinha evoluindo bem no Brasil (igualdade entre raças) ... desandou.

  E a tal dívida com “afrodescendentes”?

  Para quem gosta de história:

  Islamismo na África

A escravidão esteve presente no continente africano muito antes do início do comércio de escravos com europeus na costa atlântica.
  Desde por volta de 700, "prisioneiros capturados nas guerras santas que expandiram o Islã da Arábia pelo norte da África e através da região do Golfo Pérsico" eram vendidos e usados como escravos.  
  Durante os três impérios medievais do norte da África (séculos X a XV), o comércio de escravos foi largamente praticado.

O islamismo é a religião que possui o maior número de adeptos na África, seguido do Cristianismo, de acordo com a World Book Encyclopedia.
  Apesar disso, o número exato de pessoas que praticam essa religião é desconhecido, pois as pesquisas demográficas no continente são incompletas.
  Segundo a Encyclopedia Britannica, a África é constituída por 45% de muçulmanos, 40% de cristãos e menos de 15% de ateus, ou que seguem cultos africanos.


 
  Notem que culpar europeus pela escravidão africana é uma história mal contada.
  Nem o cristianismo os europeus conseguiram culturalmente impor.

  Africanos exerceram sua opção cultural de continuar se escravizando e seguindo a religiosidade que bem entendessem.

  Já havia escravidão intensa no ano 700.
  Lembremos que o Brasil foi “descoberto” só em 1500.

  Em fim.
  Aposto que o avanço econômico e social dos negros nas próximas décadas será intenso.
  Aposto também que vão creditar esse avanço a implementação de cotas raciais.
  
  Eu credito a CONSCIENTIZAÇÃO.
  Negros abandonando o caminho da vitimização e retomando as trilhas de “Antonietas” e Nilos Peçanhas”.



  “SÉRGIO DE CAMARGO usa as redes sociais para expor suas opiniões. Ele escreveu: “não há salvação para o movimento negro. Precisa ser extinto! Fortalecê-lo é fortalecer a esquerda”.

  Em outra postagem, ele afirma que “A ESCRAVIDÃO FOI TERRÍVEL, MAS BENÉFICA PARA OS DESCENDENTES, e que os negros do Brasil vivem melhor que os negros da África".

  E, na semana passada, Sérgio criticou o Dia da Consciência Negra dizendo que “CELEBRA A ESCRAVIZAÇÃO DE MENTES NEGRAS pela esquerda, e que precisa ser abolido".
[O Globo]


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  Ele é “esquerdofóbico”, isso atrapalha.

  Mas “no geral” pensamos a mesma coisa.
  
  Não defendo que o “movimento negro” precise acabar, apenas tem que mudar de foco, revisar a HISTORIA.


https://terapiadalogica.blogspot.com/2014/03/dividas-com-afrodescendentes.html

    Evidente que racismo existe, mas no Brasil “culturalmente” não é algo generalizado.
  Não notamos no decorrer da nossa história segregações raciais como ocorridas em outros países, Estados Unidos por exemplo.

  O “racista branco” não gosta de negros, ele tem uma caricatura mental dos negros (estereotipo) e coloca todos no mesmo pacote.

  O “racista negro” não gosta de brancos, é uma raça opressora, responsável por tudo de mal que acontece a negros, coloca todos no mesmo pacote.







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