Alves | Fala Will
@lavemowill :
"Sabe o que me chamou atenção?
Essa manchete: “Mulher opta por equipe totalmente negra em parto do filho”!
A Bárbara Carine, de Salvador, decidiu que queria pré-natal e parto só com médicos negros.
Todo mundo sorrindo na foto, bebê nasceu, clima de comercial de margarina.
Agora imagina o contrário.
Uma mulher branca dizendo que só quer médicos brancos.
O que aconteceria?
Pandemônio! Textão! Matéria na TV! Grito de “racismo” até a voz falhar!
Quando é uma pessoa negra escolhendo só negros, parece que tá tudo bem. Ninguém pisca. Quando é o inverso, vira crime.
Cadê a coerência? Não era pra ser igualdade de tratamento? Ou a regra muda conforme a cor de quem escolhe?
Se a moda pega, amanhã o hospital escolhe profissional por raça, o posto de gasolina faz o mesmo, o supermercado também. E a gente finge que isso é avanço!"
William: O que me chamou atenção é que na foto vejo 2 negros e 3 pardos.
Quem decidiu que pardos são negros? 😉
Quanto ao questionamento da postagem vão dizer que não existe “racismo reverso”.
Ter orgulho de ser negro ... certo.
Ter orgulho de ser branco ... *azism*.
Paulo: Se não houvesse racismo estrutural, metade do Congresso seria de negros.
William: Negros são cerca de 10% da população, porque deveriam ser 50% do Congresso!?
Paulo: Negros são mais de 50% do país.
Lembrando que negros envolvem a população preta e parda.
Os brancos são 45% do país, no máximo.
William: Quem decidiu que pardos são negros?
Mas se são maioria ... cada eleitor é um voto, não importa condição social ou cor de pele.
Seria só negros votarem em negros.
✧✧✧
Resumo:
1. Questionamento sobre a classificação de pardos como negros: Você aponta que na foto do evento há 2 pessoas pretas e 3 pardas, provocando e questionando criticamente quem definiu que pessoas pardas devem ser contabilizadas como negras ("Quem decidiu que pardos são negros?").
2. Crítica ao duplo padrão ("racismo reverso"): Você antecipa e rebate as reações habituais do debate público sobre discriminação e orgulho racial, argumentando a existência de um duplo padrão ideológico: demonstrar orgulho de ser negro é aceito, enquanto o orgulho de ser branco é associado ao extremismo ("Ter orgulho de ser negro ... certo. Ter orgulho de ser branco ... nazismo").
3. Contestação dos dados demográficos da população negra: Diante do argumento de representatividade no Congresso, você argumenta que a população de pessoas pretas no Brasil corresponde a cerca de 10%, rebatendo a ideia de que deveriam ocupar metade das cadeiras legislativas.
4. Defesa do processo democrático e do voto individual: Você argumenta que, independentemente da cor ou condição social, a regra eleitoral é "cada eleitor, um voto". Assim, se a população dita negra ou parda quisesse uma representação majoritária, bastaria a escolha nas urnas, sem a necessidade de impor proporcionalidades forçadas.
5. Apresentação de contradição visual e fática: Ao analisar a imagem da equipe médica, você contrasta o discurso oficial/mídia com a realidade visual da composição da equipe para evidenciar inconsistências na aplicação de critérios raciais.
6. Denúncia da assimetria no julgamento moral de escolhas raciais (em consonância com a postagem comentada): A discussão traz à tona o debate sobre a assimetria com que a sociedade julga a preferência racial por profissionais de saúde, apontando que uma exigência semelhante feita por uma pessoa branca causaria indignação e acusações de racismo.
7. Alerta contra a segregação e a perda de coerência no conceito de igualdade: O texto adverte que validar a seleção de profissionais por critérios de raça rompe com a igualdade de tratamento e pode abrir precedentes para a segregação em diversos setores da sociedade (hospitais, comércios, serviços).
.
