quarta-feira, 4 de março de 2026

Inteligência e Sucesso

 


Renata: Naval Ravikant, empresário e investidor americano, disse algo que me deixou pensando por dias: 
  "O único teste real de inteligência é se você consegue o que quer da vida."

William: Não concordo por motivos óbvios.
  Querer não é poder.
  Exemplos não faltam, não sei como alguém pode ter uma ideia tão estapafúrdia dessas.
  O garoto sonha em ser astro da NBA, mas não passou dos 1,70 de altura.
  O QI dele pode ser de 200, sua dificuldade para conseguir essa façanha vai ser muiiiito maior que a de um cara de 1,90 mesmo que não jogue tão bem.
  Quero dizer que temos características físicas diferenciadas, condições de nascimento diferenciadas, o sucesso na vida (entenda isso como quiser) não tem como única variável a inteligência.
  Nem estou falando de dinheiro.
  Você pode ser muito inteligente, bonito ... se apaixonar por uma mulher e ela querer outro.
  Querer, não é poder.

Renata: Bom, eu vejo isso de outra perspectiva. 
  Acho que temos predisposições e elas fazem parte de uma área de interesses, que englobam várias atividades. 
  Por exemplo, se eu gosto de escrever, posso ser autora de livros, ou jornalista, cronista, copywriter, etc.
  Então, se a pessoa tem predisposição para o atletismo, ela se encontrará em uma modalidade que sirva para o tipo de corpo que tem.
  E no caso, eu considero a inteligência algo além do QI. 
  Acho que o QI faz parte, mas não é tudo.
  Para mim a inteligência é eu conseguir transformar a minha predisposição em meu modo de viver.


William: Mais uma vez você confunde inteligência com sabedoria.
  Quando começar a separar as duas coisas será uma pensadora muito mais "eficiente".
  Se eu quero ser um escritor famoso, mas me tornei editor ... concorda que NÃO consegui o que eu queria?
  Então me faltou inteligência!?
  Sério que basta ser inteligente para sermos o que quisermos!?
  Se apesar das minhas tentativas não consegui sucesso como escritor e para não ficar longe dessa minha área de interesse me tornei editor ... é uma atitude sabia.
  Sim, sabedoria e inteligência são conjuntos diferentes, mas tem grande área de intercessão.
  Quem não lembra das aulas de matemática ... pesquise.
  É, tem o conjunto da "Memória" que muitas vezes simula muito bem o conjunto da inteligência... os sábios entenderão...😂 

   "Acho que o QI faz parte, mas não é tudo."

  Observem que a própria Renata chega a uma conclusão óbvia.
  "Inteligência" faz parte, mas não é tudo.
   Logo, para conseguir o que quer na vida ... inteligência não é tudo ... nem indispensável.


 
 "Luva de Pedreiro (Iran Ferreira), de Quijingue-BA, explodiu em 2021 no TikTok com vídeos de futebol habilidosos, bordão “Receba!” e luvas características. 
  Saiu da roça para fenômeno global em meses: ultrapassou 21 milhões de seguidores no Instagram (2026), soma cerca de 45 milhões entre redes, foi seguido pela conta oficial do Instagram (único homem brasileiro), interagiu com Neymar, CR7 e Vinicius Jr., quebrou recordes de engajamento na América e faturou milhões em contratos publicitários, virando um dos maiores influenciadores esportivos do Brasil." 
    *Grok*


  

Júlio:  “O verdadeiro teste de inteligência não é querer qualquer coisa, mas querer a coisa certa.

  Aquela que pode ser alcançada dentro da realidade em que você existe.”

 

William: Uma pessoa “pouco inteligente” pode fazer isso.

  Foi feito uma pesquisa com pessoas de alto QI (por favor, eu sei das limitações desse teste, mas é o que temos de mais conhecido) e elas não tem necessariamente uma vida mais satisfatória que pessoas de QI médio.

  Peguemos a Medicina, só um exemplo fácil.

  Naquelas Universidades de ponta, pessoas pouco inteligentes não entram.

  No entanto se olharmos ao nosso redor vemos pessoas com dificuldades no estudo se adaptando bem a realidade a sua volta e "vivendo de boa".

  Inteligência é a capacidade cerebral da pessoa, sabedoria é como usa essa capacidade.

  A pessoa pode ter uma Ferrari e não ser bom motorista.


   Tesla por exemplo tinha uma "Ferrari" cerebral, inteligentíssimo.

   Lendo sua biografia (vida pessoal) não percebi SABEDORIA.


  Nikola Tesla - Link


 

 




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 Resumo:


 1. A Falácia do "Querer é Poder": Você argumenta que o desejo e a inteligência não são garantias de resultados. Fatores externos e limitações concretas podem impedir que alguém alcance exatamente o que quer, independentemente de sua capacidade intelectual.


2. Limitações Biológicas e Físicas: Você utiliza o exemplo do jogador de basquete para mostrar que características genéticas (como a altura) são variáveis determinantes para o sucesso em certas áreas, e que um QI elevado não consegue compensar ou anular essas barreiras físicas.


3. A Multiplicidade de Variáveis do Sucesso: Para você, o sucesso não depende de uma única variável (inteligência). Condições de nascimento, sorte, características físicas e a vontade de terceiros (como no exemplo do relacionamento amoroso) influenciam o resultado final da vida de uma pessoa.


4. Diferenciação entre Inteligência e Sabedoria: Este é um dos seus argumentos centrais. Você defende que saber se adaptar a uma realidade (como tornar-se editor em vez de um escritor famoso) é um ato de sabedoria, e não necessariamente uma prova de inteligência superior ou inferior.


5. A Teoria dos Conjuntos (Interseção): Utilizando uma analogia matemática, você explica que Inteligência e Sabedoria são conjuntos diferentes que possuem uma área de interseção, mas não são a mesma coisa. Da mesma forma, a "Memória" pode simular inteligência, mas pertence a outro conjunto.


6. Crítica à Redução do Conceito de Inteligência: Você rebate a ideia de que falhar em um objetivo específico signifique "falta de inteligência". Para você, a inteligência é uma ferramenta, mas o resultado (conseguir o que se quer) depende de um contexto muito mais amplo.


7. O Sucesso sem o Rigor Intelectual Acadêmico: Ao citar o caso do "Luva de Pedreiro", você ilustra que o sucesso fenomenal e o alcance de objetivos (fama, dinheiro, influência) podem ocorrer através de carisma, oportunidade e engajamento, reforçando que a inteligência (no sentido clássico ou de QI) não é o único — e às vezes nem o principal — motor para "conseguir o que se quer da vida".


  


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