“A Teoria das
Inteligências Múltiplas, proposta pelo psicólogo Howard Gardner em 1983, afirma
que a inteligência humana não é uma capacidade única e geral (como o QI), mas
sim um conjunto de habilidades independentes.
Segundo Gardner, cada indivíduo possui
diferentes potenciais que podem ser desenvolvidos de acordo com estímulos
culturais e ambientais.”
Tiago: Defendo que a teoria de Gardner é pseudociência, aceita apenas por seu apelo inclusivo, e critico a falta de testes empíricos para validá-la.
Quando testada, os resultados apontam para o fator G (inteligência geral), refutando a teoria, e considero as inteligências múltiplas apenas como talentos ou diferenciais sensoriais, e não capacidades intelectuais independentes.
William: Eu defendo que você esta "problematizando".😂
Você esta certo e ele também.
É só uma "nomenclatura" para as coisas.
Um bom escultor tem uma "inteligência espacial" ou "percepção espacial" acima da média?
Tanto faz.
Empiricamente percebemos que "nossa mente" pode ser muito habilidosa para algumas coisas e uma catástrofe para outras.
"Me acho" muito bom em escrever, os textos vem fáceis.
Sou péssimo para desenhar.
Howard Gardner quis classificar isso como tipos diferenciados de inteligência e caiu no agrado da galera?
Tudo bem, não tem porque dramatizar.
Teve outro que falou em "inteligência emocional".
Percebermos essas ocorrências já me basta... independente da nomenclatura que o leitor prefira.
Mas para aproveitar a provocação filosófica ...
O apelo inclusivo existe forte, este sim é preocupante.
Criaram um "dogma" que absolutamente todos os humanos tem algum tipo de inteligência (habilidade) que com certeza vai leva-lo ao sucesso.
Basta descobrir essa inteligência e aprimora-la.
Me veio uma frase na mente:
Ninguém é burro, todo mundo é inteligente a sua maneira...😂
Acontece que "sua maneira" de ser inteligente pode não ser muito útil ou rentável.
Vou pegar um exemplo infantil só para tentar não magoar ninguém.
Faz tempo vi uma matéria onde a criança ou adolescente tinha enorme facilidade para memorizar que dia da semana caiu qualquer data que perguntássemos a ele.
A principio temos a expectativa de um novo gênio.
Mas e se suas habilidades não forem muito além disso?
Quão útil é alguém saber de cabeça se 3 de maio de 1950 caiu em uma terça feira!?
Igual aquelas pessoas que estudam bastante, chegam a fazer mestrado e acham que merecem ganhar bem só por isso. De repente a pessoa é especialista em arte barroca, se fosse especialista em refrigeração teria muito mais demanda para seus conhecimentos.
Sobre inteligência eu tenho um resumo só para efeitos didáticos, não levem as porcentagens tão ao pé da letra.
10% dos humanos são inteligentes.
80% são medianos.
10% são pouco inteligentes
Correndo por fora, mas que faz toda diferença tem a SABEDORIA. Que é como você administra o talento, habilidade, "inteligência múltipla" que tem.
É facil encontrar pessoas que estão entre os 10% mais inteligentes com qualidade de vida questionáveis, drogas, depressão, dificuldades financeiras...
Entre os 90% podemos encontrar fácil pessoas com vidas mais satisfatórias.
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Resumo:
1. A Irrelevância da Nomenclatura: A discussão sobre se uma habilidade deve ser chamada de "inteligência" ou apenas "percepção/talento" é secundária. O foco deve estar na observação prática de que certas pessoas possuem habilidades acima da média em áreas específicas, independentemente do termo técnico utilizado.
2. Especificidade das Aptidões Mentais: A experiência empírica demonstra que a mente humana não é uniformemente habilidosa. É comum que um indivíduo seja altamente proficiente em uma área (como a escrita) e apresente dificuldades acentuadas em outra (como o desenho).
3. Ceticismo quanto ao "Dogma Inclusivo": Existe uma preocupação com a ideia de que "todos são inteligentes à sua maneira". Esse conceito pode se tornar um dogma perigoso ao sugerir que qualquer habilidade inata levará inevitavelmente ao sucesso, o que nem sempre corresponde à realidade.
4. Diferença entre Habilidade e Utilidade: Ter uma capacidade excepcional em algo específico (como memorizar datas) não significa que essa habilidade terá utilidade prática ou valor social significativo. A inteligência, por si só, não garante funcionalidade no mundo real.
5. Valor de Mercado do Conhecimento: O retorno financeiro e o reconhecimento não dependem apenas do nível de instrução ou esforço, mas da demanda prática pelo conhecimento. Especializações em áreas com baixa procura tendem a render menos do que habilidades técnicas com alta demanda.
6. Distribuição Estatística da Inteligência: A inteligência pode ser vista de forma estratificada para fins didáticos: uma pequena parcela da população (10%) possui inteligência acima da média, a grande maioria (80%) é mediana, e uma parcela menor (10%) possui pouca inteligência.
7. A Primazia da Sabedoria sobre o Talento: A sabedoria , definida como a capacidade de administrar o próprio talento ou inteligência , é o fator determinante para uma vida satisfatória. Isso explica por que pessoas com alta capacidade intelectual podem enfrentar dificuldades severas, enquanto indivíduos medianos muitas vezes alcançam maior estabilidade e qualidade de vida.
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