sábado, 7 de fevereiro de 2026

Soberano Autocrático

 



Rogério:  Quais métodos são usados pela classe dominante para evitar uma revolução?

William: Nos países autoritários (ditaduras), desarma a população e reprime qualquer manifestação usando as forças policiais.

  Nos países democráticos a população vota, elege os políticos que bem entende.

  No geral as pessoas romantizam muito a palavra "Revolução" no sentido derrubada do Governo, parece uma grande melhora, mas raramente é.
  Serve mais para substituir uma "classe dominante" por outra que nem sempre é melhor.

  Quem conhece história sabe que “Comunismo” depois da revolução de 1917 passou a ser meio que sinônimo de ser dominado pela URSS, na década de 1930 comunismo era igual a “Stalinismo”.
   A classe dominante passou a ser os bolcheviques.
   Até fevereiro de 1917, o czar Nicolau II era o soberano autocrático do Império Russo.
   A Revolução trocou Nicolau por Lenin que morreu pouco depois e foi substituído por Stalin um líder soberano e autocrático ... percebem que trocou 6 por meia dúzia?
                                             


 Bolcheviques foi a facção radical do Partido Operário Social-Democrata Russo que, sob liderança de Lênin, defendeu a revolução proletária imediata, ditadura do proletariado e centralismo democrático rígido.

Em 1917, organizaram a Revolução de Outubro, tomaram o poder e fundaram o primeiro Estado socialista da história (URSS). O termo opunha-se aos mencheviques ("minoria"), mais moderados.


 

  Na China foi coisa semelhante - Link


 No Irã foi coisa semelhante - Link


 Em Cuba foi coisa semelhante - Link



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  Resumo:

 

1. A Ciclicidade da Autocracia: Você argumenta que as revoluções frequentemente falham em seu propósito libertador, resultando na substituição de um "soberano autocrático" por outro. 

  O exemplo central é a troca do Czar Nicolau II por Stalin, o que você define como "trocar seis por meia dúzia".


2. A Romantização do Termo "Revolução": Você critica a visão idealizada que as pessoas têm da palavra "revolução". Para você, a derrubada de um governo raramente traz uma melhora real, servindo mais para a alternância de elites do que para a emancipação do povo.


3. Substituição da Classe Dominante: Um dos seus argumentos principais é que o processo revolucionário apenas troca a "classe dominante" antiga por uma nova (como ocorreu com a ascensão dos Bolcheviques), que nem sempre é superior à anterior.


4. Diferenciação de Métodos de Controle: Você aponta que o controle social varia conforme o regime: ditaduras utilizam o desarmamento e a repressão policial direta, enquanto democracias utilizam o sistema eleitoral como válvula de escape.


5. A Mutação Ideológica do Comunismo: Você observa que, historicamente, o conceito de "comunismo" perdeu sua essência teórica para se tornar sinônimo de domínio geopolítico e autoritário, primeiro pela URSS e depois especificamente pelo Stalinismo na década de 30.


6. Crítica ao Centralismo e Radicalismo: Ao definir os Bolcheviques, você enfatiza o "centralismo democrático rígido" e a "ditadura do proletariado" como ferramentas que consolidaram esse novo poder autocrático em vez de dissolvê-lo.


7. Universalidade do Fenômeno Revolucionário: Ao citar China, Irã e Cuba, você reforça o argumento de que esse padrão de "revoluções que mantêm a estrutura autocrática" não é um evento isolado da Rússia, mas uma característica comum de grandes rupturas políticas no século XX.


  

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