sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Ler Clássicos

 



Adriano >> Gente qual a opinião de vocês sobre uma pessoa que lê muito, mas não tem costume de ler clássicos?

William >> Não acho que ler clássicos seja obrigatório, mas quem gosta de ler mesmo ... é estranho não ficar curioso.
  Quando Paulo Coelho lançou aquele seu livro de maior sucesso (O Alquimista) fiquei curioso para ler, comecei, mas não gostei.
  Calma ... sei que não é um clássico, foi só um exemplo.
   Ouvi falar tanto do escritor e pensador Friedrich Nietzsche fiquei curioso para ler e gostei.
   Mas vamos além ...
   Ler revistas, jornais, livros ... era antes de tudo um passatempo.
  A TV aberta é muito limitada, nem sempre tinha algo que prendesse minha atenção.
  Não dava para ficarmos na rua passeando o tempo todo.
  Eu pegava alguns livros na biblioteca (de graça) e lia no tempo livre.
  Quando consegui alguma grana assinei revistas como a Veja e a Superinteressante.
   Se tivesse internet eu faria isso?
   Dificilmente.
   Os debates on line são muito mais interessantes, interativos.
   Dúvidas são mais fáceis de pesquisar.
   Gostei demais de ler grandes filósofos, mas não condeno quem não tem mais paciência para lê-los na integra e preferem resumos da biografia e de seus pensamentos.
   Veja o caso de Dostoiévski, viveu de 1821 a 1881.
   Caraca, estamos em 2026!
   Tanta coisa aconteceu.
   Será que a sociedade russa (europeia) de 1800 é um espelho tão bom assim para olharmos em detalhes!?



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Resumo:

1. **Curiosidade natural pelos clássicos:** Para quem gosta de ler de verdade, é natural sentir curiosidade por clássicos e grandes pensadores (como Nietzsche), embora a leitura deles não deva ser tratada como uma obrigação rígida.

2. **Origem da leitura como passatempo:** Ler livros, jornais e revistas começou, antes de tudo, como uma alternativa de passatempo em uma época em que a TV aberta era limitada e não se podia ficar o tempo todo na rua.

3. **Acesso à leitura no passado:** O hábito de leitura era impulsionado pelo empréstimo gratuito de livros em bibliotecas e, posteriormente, pela assinatura de revistas (como *Veja* e *Superinteressante*) assim que houve condições financeiras.

4. **O impacto da internet:** Se houvesse internet naqueles tempos de formação dos hábitos de leitura, dificilmente o foco teria sido o mesmo, pois os debates online e a facilidade de pesquisar dúvidas tornam-se muito mais interativos e atraentes.

5. **Compreensão com resumos:** Não há condenação para quem perdeu a paciência de ler grandes filósofos na íntegra e prefere recorrer a resumos biográficos e de seus pensamentos.

6.  Distância temporal e relevância: O mundo mudou radicalmente — como o exemplo de Dostoiévski (1821–1881) em contraste com os dias atuais —, levantando o questionamento se a sociedade de 1800 ainda serve como um espelho tão fiel e detalhado para a realidade contemporânea.

7. **Visão flexível sobre a literatura:** A defesa de que o valor da leitura está na curiosidade e no interesse genuíno, relativizando dogmas literários sobre o que "deve" ou não ser lido.

 


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