Comentarista >> "Ter um professor policial bolsonarista e um professor evangélico apaixonado pelos Estados Unidos ao mesmo tempo é nocivo para uma sala de aula do ensino médio?"
William >> Tem policiais lulistas também.
Meu irmão é.
Tem evangélico que prefere a China e a Rússia, tenho um colega Felipe que é comunista até o osso e evangélico também.
Meu ponto é ...
Você poderia falar que um professor é bolsonarista e outro é apaixonado pelos EUA.
Mas fez questão de destacar outras características como um ser policial e outro evangélico.
A impressão que passa é que você não tem muito apresso por policiais e evangélicos e tenta influenciar quem está te lendo.
Aqui já está a resposta para seu questionamento.
Se os professores tal qual você tem essa necessidade de influenciar outros a ponto de deixar de lado o profissionalismo ... sem dúvida é um mal.
Se o professor de matemática ensina matemática, o de ciências ensina ciências ... não vejo problema.
Professores (e todos os outros profissionais) tem suas paixões, o profissionalismo tem que ser perseguido por todos.
Dito isso ...
Hoje em dia o professor militante mais tumultua a aula do que consegue alguma "doutrinação" dos alunos.
Antes de 2010 com menos smartfones nas mãos de crianças e adolescentes a opinião do professor tinha peso decisivo.
Depois, principalmente da chegada do 4G em 2014, as redes sociais ganharam uma capilaridade fenomenal.
A opinião do professor é só mais uma em meio a tantas outras.
O professor já tem tantos problemas na sala de aula, ficar militando vai criar só um problema a mais.
É aquele atitude que não tem defesa.
De repente o aluno reclama que o professor ao invés de ensinar sua matéria fica falando de politica (não importa a vertente ideológica) se for professor de História dá para dar alguma desculpa (esfarrapada) nas outras matérias é ser reprendido e ter que ficar calado.
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Resumo:
Pluralidade política e religiosa: Existem policiais de diferentes correntes políticas (como policiais lulistas) e evangélicos com variadas visões ideológicas (incluindo aqueles simpáticos à China e à Rússia, como o seu colega comunista).
Viés na formulação da pergunta: O uso de termos específicos como "policial" e "evangélico" — em vez de focar apenas em "bolsonarista" ou "apaixonado pelos EUA" — revela uma falta de apreço por esses grupos e uma tentativa velada de influenciar os leitores.
O limite da atuação profissional: A militância e a necessidade de influenciar alunos em sala de aula, deixando de lado o profissionalismo, são nocivas.
Separação entre matéria e opinião: Desde que cumpram seus papéis profissionais — ensinando suas respectivas disciplinas, como matemática ou ciências —, as paixões pessoais dos professores não representam um problema.
Redução da influência ideológica na era digital: Com a popularização dos smartphones e da tecnologia 4G (especialmente após 2014), a opinião do professor deixou de ter peso decisivo e passou a ser apenas mais uma voz em meio a uma infinidade de redes sociais.
Ineficácia e desgaste da militância docente: O professor que tenta militar em sala de aula hoje em dia mais tumultua do que consegue doutrinar, criando problemas desnecessários para si mesmo em um ambiente que já possui inúmeros desafios.
Quebra de expectativa pedagógica: Militar fora da disciplina específica (salvo eventuais justificativas rasas em História) gera reclamações legítimas dos alunos, resultando em repreensão e constrangimento para o docente.
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