Comentarista >> As prefeituras brasileiras estão substituindo concursos públicos por Processos Seletivos Simplificados.
O PSS faz sentido apenas para demandas pontuais, sendo inaceitável usá-lo em cargos de carreira, como professores e psicólogos, retirando a estabilidade dos servidores .
Critico duramente a remuneração de editais como o de Serra Talhada, que oferecem apenas um salário mínimo para cargos de nível superior, nivelando os ganhos por baixo.
Questiono a omissão dos conselhos de classe e reforço que o problema é estrutural do Estado brasileiro, não culpo os candidatos que prestam a prova por necessidade financeira, mas denuncio essa precarização.
William >> O problema é que no Brasil foi criado uma classe de trabalhadores com benesses muito acima da média dos demais trabalhadores.
Funcionários públicos são um "superfaturamento" da mão de obra.
Eu comecei prestar concurso porque cansei de ser otário.
A parte da minha família que era servidor público tinham muitas vantagens e nunca estavam satisfeitos.
Governador bom é o que dava aumentos substancias e aumentava os privilégios, independente da situação das contas publicas.
Passei em um concurso da Unicamp em 2011, a diferença foi gritante.
Seis horas por dia, 8 folgas por mês, o dobro do que eu ganhava, vale alimentação 4 vezes maior.
Isso para um posto basicamente de recepcionista.
Sem contar que minha "falta de sorte" me fez ser lotado no HC Unicamp, SUS.
Havia lugares bem mais tranquilos.
Não acho bom o que esta acontecendo (PSS), mas acho ainda pior o superfaturamento.
Mais de 1200 municípios não arrecadam o suficiente nem para pagar Prefeitos e Vereadores.
Vivem com o dinheiro enviado por cidades que realmente funcionam.
O povo brasileiro apoia municípios deficitários, apoia ter mais políticos desnecessários.
Logo, o buraco fiscal é bem mais embaixo.
Defendo o concurso publico, não defendo o superfaturamento dos salários.
Não tem porque uma recepcionista "comum" ganhar 2 mil e a servidora ganhar 3 e quinhentos só por ter passado em um concurso.
Defendo que haja critérios para ocorrer a demissão que não sejam políticos.
Estabilidade sou contra.
Trabalhar para o governo deveria ser como trabalhar em qualquer empresa.
Salário e condições compatíveis com o mercado de trabalho.
Se funcionários públicos não tivessem tantos benefícios e privilégios poderíamos contratar muito mais.
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Resumo:
1. Serviço público como mão de obra "superfaturada"
Você argumenta que o modelo atual criou uma classe de trabalhadores com salários, benefícios e privilégios muito acima da média praticada pelo setor privado para funções equivalentes.
2. Crítica à estabilidade e aos privilégios históricos
Você se posiciona contrariamente à estabilidade do servidor e ressalta que, historicamente, a cultura no setor valoriza governantes que concedem aumentos expressivos, independentemente da saúde financeira e fiscal das contas públicas.
3. Experiência pessoal como evidência de contraste (Unicamp)
Com base na sua própria vivência ao ser aprovado em um concurso em 2011 para uma função básica, você ilustra a disparidade do setor público: carga horária menor (6h/dia), mais folgas, o dobro da remuneração e vale-alimentação quatro vezes superior ao do setor privado.
4. Inviabilidade e dependência fiscal dos municípios
Você aponta um problema estrutural grave: mais de 1.200 municípios brasileiros são deficitários e sequer arrecadam o suficiente para custear prefeitos e vereadores, dependendo do repasse de cidades produtivas para manter a máquina pública.
5. Defesa do concurso, mas sem distorção salarial
Apesar de discordar do avanço dos Processos Seletivos Simplificados (PSS) sem critério, você defende a manutenção do concurso público com uma ressalva central: os salários e benefícios devem ser compatíveis com a realidade do mercado de trabalho.
6. Equiparação das relações de trabalho e proteção sem estabilidade
Você defende que trabalhar para o Estado deveria seguir regras similares às do mercado privado, propondo a eliminação da estabilidade permanente, mas mantendo critérios técnicos e transparentes para demissão que impeçam perseguições políticas.
7. Sustentabilidade fiscal e expansão de contratações
Sua conclusão é de que, ao eliminar privilégios e adequar os salários ao mercado, o Estado reduziria o custo por servidor, viabilizando a contratação de mais profissionais para atender a população.
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