terça-feira, 18 de agosto de 2026

Angolanos e Brasileiros

 



José (angolano) >> Os transportes públicos interprovinciais estão a pegar fogo durante as viagens. 
  O que o angolano mediano e preguiçoso em dar soluções pensa?

-" Isso não é normal, isso deve ser um pacto satânico dos donos das empresas pra ter mais sacrifícios e subir na vida".

  É esse tipo de país com essa mentalidade que queremos construir?
  Superstição nunca ajudou e não vai ajudar .
  Sabemos qual é o problema e os problemas são de gestão do pessoal, gestão de técnicos de manutenção mecânica dos automóveis, péssima manutenção ou falta dela geram esses tipos de acidentes e não supostamente pactos Satânicos.
  Precisamos acordar como nação principalmente a juventude, se formem em cursos que dão resposta imediata aos problemas do dia-a-dia e não em teologias pra viver especulando...
  Estudem engenharia civil, química, metalúrgica, gestão e desenvolvam soluções e vendam as soluções pra os diversos problemas que temos.

João (angolano) >> E também o mau estado das estradas contribui para os graves acidentes rodoviários que se verificam por todo país.

  "Estudem engenharia civil, química, metalúrgica, gestão e desenvolvam soluções e vendam as soluções pra os diversos problemas que temos."


William (brasileiro) >>  Evidente que estudar é importante, mas é ilusão acreditar que vai resolver esse tipo de problema "ideológico".
   Observo a mesma coisa no Brasil.
   Ódio de empresários, a ponto de atribuir a eles  pactos satânicos para explorar a população.
   Acreditar que "Educação" (no sentido escolar ) é solução para quase tudo.
   A postagem fala de cursos que dão "respostas imediatas" para os problemas do dia a dia ...😉.
   Respostas imediatas são gambiarras, improvisações, no Brasil chamamos de "jeitinho brasileiro", não precisa de cursos para isso.

  Em Angola as tarifas são controladas pelo Governo.

  
  "O setor é supervisionado pelo Estado através do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT).
   O Governo define tetos máximos e homologa as tarifas fixadas."

Gemini

   Aqui no Brasil acontece o mesmo, não tem liberdade de preços, o empresário tem que se virar com que o Estado determinar. 
   Se for o suficiente para prestar um bom serviço e o empresário for competente tudo fica dentro do aceitável.
   Se o Estado determina um preço de passagem com margens muito apertadas, não sobra muito para manutenção por mais competente que o empresário seja.
  Note que a principal variável é a INTERVENÇÃO DO ESTADO.
   

   A qualidade das estradas em Angola é responsabilidade de quem?

  
  A malha rodoviária angolana é administrada pelo Estado através do INEA (Instituto Nacional de Estradas de Angola), com financiamento vindo do Orçamento Geral do Estado e do Fundo Rodoviário. 

Gemini


   Em Angola não tem nem cobrança de pedágio pelo Estado ou inciativa privada, isso a principio seria bom ... se as estradas fossem boas.
   No Brasil o Estado cobra IPVA e ainda tem pedágios privados (concessão do governo).
   Fica caro, mas as estradas são muito boas ... se comparadas com as de Angola.
   O Brasil é grande, estou falando das rodovias Anhanguera e Bandeirantes que passam perto de casa, os trechos que eu utilizo são bem cuidados... e CAROS.

  Resumindo:
  Brasileiros e angolanos querem serviços de ótima qualidade, mas não querem pagar diretamente por ele.
  Preferem que o Governo colete dinheiro dos cidadãos e empresas (impostos), e use esse dinheiro para o próprio Governo fazer ou contratar algum prestador de serviço.

  Quando o próprio governo faz, cria uma Estatal.
  Quando o Governo contrata, abre uma licitação.

   Nada disso é ruim ... se os políticos eleitos são pessoas honestas e competentes como em uma Noruega.
   Se o eleitor é muito tolerante com a corrupção como no Brasil e Angola ... dá mais vezes errado  do que certo.

  A Estatal vira cabide emprego para amigos dos políticos.
  Recentemente um amigo  do Lula foi colocado  como diretor dos Correios, um caos, a empresa "nos afunda" em prejuízos.

  Na licitação a facilitação corre solta.
  Fica mais provável a empresa vencer se "presentear" políticos. 

  Por isso que mesmo em uma Noruega eles priorizam a Liberdade Econômica com menor intervenção do Estado possivel.
  O politico ou servidor público, com muito poder, pode não  resistir a tentação de se corromper, ainda mais quando tem quase certeza da impunidade.

   Olhem os números mais recentes:


   Índice de Liberdade Econômica 2026 - Heritage Foundation

Noruega -               8º Lugar
Estados Unidos -   25º
Chile -                     26º
Uruguai -                27º
Angola -                121º
Brasil -                   134º


  Meu conselho para jovens angolanos e brasileiros?

   Parem de odiar empresários, os que estão aí irão morrer e vocês irão assumir,  nem que sejam os filhos deles, tentem ser  bons empreendedores.

   O mesmo serve com relação aos políticos, não adianta ficar odiando  o Governo.
   Não existe um Senhor chamado Governo.
   Existe pessoas que são funcionários públicos ou políticos eleitos.
   As que estão aí vão morrer.
   Você jovem que vai assumir tente fazer um bom governo de Centro Direita.
   Um estado forte o suficiente para fazer valer as regulamentações, mas não grande demais a ponto de sufocar empresas e cidadãos seja economicamente ou seja cerceando a liberdade de expressão.



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Resumo:


1. A ilusão da educação formal como solução para problemas ideológicos:
Você argumenta que estudar é fundamental, mas é um engano crer que o ensino escolar sozinho resolverá posturas ideológicas — como a aversão e o ódio ao empresariado —, que levam a população a culpar "pactos satânicos" ou a explorar explicações místicas em vez de encarar a lógica dos fatos.

2. Cursos imediatistas geram apenas "gambiarra":
A busca por formação voltada apenas para "respostas imediatas" aos problemas do dia a dia resulta em soluções provisórias, improvisadas e sem fundamentação sólida — o equivalente ao "jeitinho brasileiro" —, em vez de promover soluções estruturais e de longo prazo.

3. O impacto do controle estatal de tarifas na manutenção:
A intervenção do Estado ao fixar tetos de preços nas passagens (seja no Brasil ou em Angola) estrangula as margens de lucro dos empresários. Sem recursos suficientes, a manutenção preventiva dos veículos é comprometida, o que resulta em falhas graves e acidentes.

4. Infraestrutura de qualidade exige financiamento direto:
Estradas mantidas exclusivamente com impostos estatais sem cobrança de pedágios (como em Angola) costumam ser precárias. A comparação com rodovias concedidas (como a Anhanguera e Bandeirantes) mostra que serviços e vias de alta qualidade custam caro e demandam pagamento direto pelo usuário.

5. A tolerância à corrupção inviabiliza o modelo estatal:
Modelos com forte presença de estatais e licitações podem funcionar em sociedades de alta integridade (como a Noruega), mas falham gravemente em países com alta tolerância à corrupção (como Brasil e Angola), onde o Estado vira cabide de empregos e as licitações são marcadas pelo favoritismo.

6. Liberdade econômica reduz a tentação do poder público:
Até mesmo países desenvolvidos priorizam a liberdade econômica e o mercado livre porque compreendem que a excessiva concentração de poder na mão do político ou do servidor público estimula a corrupção e a impunidade (fato refletido nas baixas colocações de Brasil e Angola no Index of Economic Freedom).

7. Conselho à juventude — empreendedorismo e Estado de Centro-Direita:
Em vez de alimentar ódio contra empresários e governantes, os jovens devem se preparar para assumir esses papéis: empreendendo com competência e construindo um Estado de Centro-Direita moderado — forte o suficiente para fiscalizar e fazer cumprir as leis, mas sem sufocar a economia ou a liberdade de expressão.

 


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