William: Os Estados Unidos em 1929 optaram pela Centro direita, são o 20º melhor país em qualidade de vida.
O Brasil, na pratica, optou pela Centro Esquerda, Estado altamente intervencionista em tudo, o resultado ... estamos na posição 84º em qualidade de vida.
Alcides: William, esse gráfico é um exemplo de como você ignora a história para vender uma narrativa.
Comparar o crescimento do PIB dos EUA com o do Brasil dessa forma é uma simplificação que ignora a estrutura do imperialismo.
Os Estados Unidos não se tornaram a potência que são apenas por 'escolha política', mas porque estruturaram um sistema global que extrai a riqueza das nações periféricas para sustentar o próprio desenvolvimento.
William: Se fosse só isso haveria pelo menos umas 5 nações no mesmo nível dos americanos.
Veja o caso do Brasil, na escola aprendemos sobre o tratado de Tordesilhas.
Ficamos do tamanho que somos invadindo outros territórios, chegamos a comprar o Acre, assim como os americanos fizeram com o Alaska.
A Rússia não nasceu gigante.
Ela começou como o pequeno Grão-Principado de Moscou no século XIV e se expandiu brutalmente de duas formas:
1 - A Oeste e Sul: Imperialismo clássico.
Através de guerras contra a Suécia, Império Otomano e Polônia, os Czares (como Pedro e Catarina, a Grande) invadiram e anexaram territórios na Europa, Ucrânia e Cáucaso para ganhar acesso aos mares.
2 - A Leste (Sibéria): Uma corrida expansionista insana atrás do comércio de peles.
Cossacos e exploradores avançaram por terras congeladas enfrentando tribos locais isoladas.
Em apenas 60 anos, saíram de Moscou e chegaram ao Oceano Pacífico.
A Rússia (maior país do mundo) é o resultado de invasão militar de reinos vizinhos e colonização de fronteira na marra.
Pensem nisso quando ouvirem as narrativas criticando apenas o expansionismo dos Estados Unidos.
Nem vou falar da URSS que se não me falha a memória era o domínio politico e econômico dos russos sobre outras 14 nações.
Alcides: Você faz um esforço enorme para listar a expansão territorial de impérios antigos, mas ignora o ponto central do debate: a diferença entre a formação histórica de estados nacionais (que ocorreu com quase todas as potências, inclusive as europeias) e o imperialismo financeiro moderno que discutimos.
William: Eu tenho amplo conhecimento.
Basta você decidir o período que quer analisar.
Os americanos se firmaram como potência econômica depois de passar duros perrengues, na crise de 1929.
Quase foram dominados com o ataque do Japão em Pear Habor.
Decidiram entrar na Segunda Guerra apoiando principalmente os Ingleses.
Eles não começaram a guerra na Europa que praticamente se destruiu.
O fim do padrão ouro alavancou o poder do Dólar.
É a vida, eles foram mais espertos que todos ou “Deus”, “A Força”, “A Sorte” .... estava com eles.
Como preferir...😂
Alcides: Já que você menciona ter amplo conhecimento, vamos analisar um período chave para entender a estrutura do sistema que você defende, o biênio 1971-1974.
Como você classifica o ato de uma nação unilateralmente quebrar sua promessa de lastro de moeda e, na sequência, forçar o mundo inteiro a comprar sua moeda para acessar um recurso essencial como o petróleo?
Isso é 'esperteza' ou é o uso da força militar para sustentar uma hegemonia financeira artificial?
William: Primeiro a analise lógica econômica, sem entrar em pormenores senão fica um texto gigantesco.
A população da Terra em 1900 não chegava a 1,7 Bilhão.
Em 1974 chegou a 4 Bilhões.
Em 1900 a eletrificação estava engatinhando no Mundo.
Em 1974 até nações pouco desenvolvidas como Brasil já tinham eletricidade em 50% das residências, concentradas nos grandes centros, óbvio.
A eletricidade aumentou a produtividade, a variedade de produtos, baixou preços, mudou hábitos culturais arraigados ... turbinou o comércio internacional.
Os navios ficaram mais eficientes, aviões então ... em 1974 já tinha uso coletivo acessível, pelo menos a classe média dos países.
Na "minha análise", o padrão Ouro comportava bem a economia até por volta de 1940.(só para citar didaticamente uma data)
Depois a complexidade econômica exigia uma nova solução.
Os americanos tinham isso em mente desde o inicio ou perceberam durante o processo e foram forçados a fazer adaptações?
Não sei.
Eu não imagino a economia mundial crescendo tanto lastreada em ouro, hoje somos 8 Bilhões.
Agora (com a Internet) estão tentando com o Bitcoin.
Veja que as coisas vão acontecendo e a humanidade vai se adaptando.
Agora a análise geopolítica.
Você é o Governo Americano e combinou uma meta de lastrear a economia em Ouro.
Isso rapidamente começa a sair do controle.
Tem alterações possíveis como lastrear a economia na sua moeda, o que lhe daria grande vantagem econômica.
Correndo em paralelo tinha uma URSS querendo subjugar toda a Europa, já tinha chegado até em Cuba.
Os americanos foram espertos sim.
Se não tivessem agido como agiram, possivelmente a hegemonia hoje seria dos Soviéticos.
Por tudo que conheço de história, prefiro os americanos.
Trump é ruim?
Putin é muito pior.
Alcides: A questão não é 'preferir' A ou B, mas entender que o sistema desenhado após 1971 não é sobre garantir a liberdade, mas sobre garantir privilégios para o emissor da moeda.
William: Os americanos seriam muito imbecis se não aproveitassem a oportunidade.
Lembra quando os países árabes combinaram para subir o preço do petróleo destruindo economias como a do Brasil?
Porque eles fizeram?
PORQUE PODIAM, por vezes tudo se resume a isso.
Pessoas iguais você cobram uma “retidão moral” dos americanos e ingleses (paradoxalmente) como se eles fossem superiores a humanidade em geral e tivessem obrigação de serem 100% éticos em tudo, o tempo todo, em todas as épocas.😉
✧✧✧
Resumo:
1. Escolha política como fator decisivo — Os EUA optaram pelo centro-direita a partir de 1929 e hoje ocupam a 20ª posição em qualidade de vida; o Brasil optou pelo centro-esquerda intervencionista e está na 84ª posição. Para você, isso ilustra o impacto de decisões políticas no desenvolvimento de um país.
2. O imperialismo não é exclusividade americana — Você contesta a tese de que os EUA cresceram apenas por explorar nações periféricas, argumentando que, se essa fosse a explicação central, outras potências imperialistas (como a Rússia) deveriam ter alcançado o mesmo nível de desenvolvimento.
3. Expansão territorial é um padrão histórico geral — Você usa os exemplos do Brasil (Tratado de Tordesilhas, compra do Acre) e principalmente da Rússia (expansão do Grão-Principado de Moscou até se tornar o maior país do mundo, via guerras a oeste/sul e colonização da Sibéria a leste) para mostrar que a formação de grandes potências por conquista territorial não é uma particularidade americana.
4. Contextualização histórica da ascensão americana — Você recorda que os EUA enfrentaram a Crise de 1929 e o ataque a Pearl Harbor, entraram na Segunda Guerra apoiando os britânicos (sem tê-la iniciado) e se beneficiaram do fim do padrão-ouro — atribuindo esse sucesso a uma combinação de esperteza estratégica e circunstâncias favoráveis.
5. O fim do padrão-ouro como resposta a uma necessidade econômica real, não apenas manipulação — Você argumenta que o crescimento populacional (de 1,7 bi em 1900 para 4 bi em 1974), a eletrificação e o avanço tecnológico tornaram o padrão-ouro inviável para sustentar a economia mundial a partir de certo ponto, tornando a mudança uma adaptação necessária, e não só um ato de força.
6. Justificativa geopolítica: conter a URSS — Você defende que, no contexto da Guerra Fria (com a URSS avançando até Cuba), os EUA agiram estrategicamente para preservar sua hegemonia, e que a alternativa — um mundo sob domínio soviético — seria pior. Daí sua preferência declarada pelos americanos sobre a Rússia/Putin.
7. Crítica ao duplo padrão moral aplicado aos EUA — Você questiona por que se exige dos americanos e ingleses uma "retidão moral" absoluta, como se fossem obrigados a agir com ética perfeita em todas as épocas, enquanto outras nações (como os países árabes ao elevar o preço do petróleo) são julgadas com menos rigor por agirem em benefício próprio simplesmente "porque podiam".
.





