terça-feira, 24 de março de 2026

Revisão de Pares

 

Xavier: Por que rotular de pseudociência um trabalho marxista que apresenta metodologia sólida, paradigma bem estabelecido, epistemologia clara, coerência hermenêutica, revisão por pares e método transparente e replicável?
   Não sou marxista, mas simpatizo com alguns aspectos do materialismo histórico-dialético. 
   Por isso me pergunto; se em qualquer área a prática científica surge do exercício de reflexão crítica e investigação da realidade, por que o marxismo não poderia ser considerado científico, uma vez que consegue estabelecer fatos e argumentos consistentes por meio de suas práticas?

William: Eu não consigo ver “ciência” na área de humanas.
  Veja o caso da Psicologia.
  Se apoia em coisas como Id, Ego e Superego, estruturas que são só conjecturas.

  Algo fazer sentido, ser coerente em um universo de "conjecturas criadas" não tem nada de "cientifico".

  Veja a história do Superman, foi criada uma  conjectura onde a criptonita o enfraquece.
  Então é isso, ninguém se importa se existe esse material.
  Mas vamos a um exemplo concreto.
  A "Ciência de Marx" com seus cálculos (conjecturas) previu que o Capitalismo seria seu próprio coveiro. 
  Que a revolução do proletariado aconteceria naturalmente.
  Não é o que vimos, o Comunismo tem se mostrado impossível e o Socialismo é mantido com o poder de opressão militar e censura das liberdades o máximo possivel.
  Se aplicamos um "método cientifico" considerando os melhores resultados ... o Marxismo é uma pseudociência por não admitir que estava errado.


  REVISÃO DE PARES é quando um cientista  
analisa o trabalho de outro cientista da mesma 
área.
  “Pares” a grosso modo é do mesmo campo de pesquisa.
    O cientista que revisa deve ser ISENTO, de preferência até “concorrente”.
   Tipo, Nikola Tesla revisar um projeto de Thomas Edison.
   O que vemos muito atualmente é a revisão de 
“pares” no sentido de “amigos, colegas”.
   Principalmente na área de Humanas.
   Eu, William Robson, chamo de “REVISÃO DENTRO DA BOLHA” ou REVISÃO DE COMPADRES.

  Vejam o caso de Paulo Freire, dizem que foi muito premiado.
  Foi premiado pela "sua Bolha".

  Dizem que Paulo Freire é um dos pedagogos mais citados no mundo.
  Nem pedagogo de formação ele era.
  Não que eu dê muita importância a isso, o cidadão pode ser autodidata e se especializar em um assunto sem necessariamente ter formação acadêmica.
  Quanto a "ser citado" ... eu estou o citando nesse texto sem necessariamente ser uma concordância com o trabalho dele.



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 Resumo:


1. Não existe “ciência” nas áreas de Humanas

    Você argumenta que disciplinas como Psicologia se sustentam em estruturas puramente conjecturais (ex.: Id, Ego e Superego), sem qualquer base empírica sólida. Coerência interna dentro de um sistema de conjecturas criadas não equivale a ciência.

 

2. O marxismo é pseudociência, apesar de alegar metodologia sólida, paradigma estabelecido, epistemologia clara, coerência hermenêutica, revisão por pares e método replicável. 

   Você rebate diretamente a pergunta de Xavier: mesmo com aparência de rigor, o marxismo não passa no teste científico.

 

3. A previsão central de Marx falhou de forma retumbante

   Marx calculou (via conjecturas) que o capitalismo seria “seu próprio coveiro” e que a revolução proletária ocorreria naturalmente. Na prática, o comunismo revelou-se impossível e o socialismo só se sustenta por opressão militar e censura sistemática das liberdades.

 

4. O marxismo não admite erro — característica típica de pseudociência

   Aplicando o critério científico dos “melhores resultados” (ou seja, confronto com a realidade), o marxismo se recusa a reconhecer suas previsões fracassadas, o que o desqualifica como ciência.

 

5. A revisão por pares nas Humanas é, na verdade, “Revisão dentro da Bolha” ou “Revisão de Compadres” 

   Em vez de ser feita por pares isentos e preferencialmente concorrentes (exemplo ideal: Tesla revisando Edison), ela ocorre entre amigos, colegas e membros da mesma tribo ideológica, eliminando a crítica genuína.

 

6. O caso de Paulo Freire ilustra perfeitamente essa bolha

   Suas premiações e o fato de ser um dos autores mais citados no mundo não provam mérito científico: foram concedidos pela “sua bolha”. Além disso, ele nem era pedagogo de formação (embora você reconheça que alguém pode ser autodidata).

 

7. Citação é diferente de concordância ou validação científica

   O fato de ser muito citado (inclusive por você no próprio texto) não significa aprovação ou reconhecimento de qualidade. Citar alguém pode ser apenas para criticá-lo ou analisá-lo, não para endossá-lo.

 

Esses são os núcleos argumentativos mais fortes e recorrentes do seu post, organizados de forma fiel à sua linha de raciocínio. O texto como um todo defende que, nas Humanas, o mecanismo de “revisão por pares” serve mais para proteger bolhas ideológicas do que para produzir conhecimento científico verdadeiro.

 


  


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