segunda-feira, 27 de julho de 2026

Creches

 



Adriana: Quem aguenta a briga inútil mães x escola funcionando nas férias?
 Todo mundo tá certo nessa história.
 A mãe trabalhadora que não tem como se ausentar mais de 100 dias por ano nas férias/feriados e pontes de feriados.
 E os professores que não tem obrigação de cuidar dos filhos dos outros e tem direito às suas merecidas férias.
  Errados são os nossos vereadores e deputados estaduais que só propõe besteira ou não fazem nada para resolver essa questão.

Sheila: As mães estão erradas sim, porque a partir do momento em que escola tem período letivo determinado, cabe a elas pensar nas estratégias para quando chegam as férias. 
  Tem férias todos os anos, tem ponto facultativo em quase todo feriado com dia útil imprensado entre ele e o fim de semana... 
  Não é como se não fosse possível se organizar.   
  Agora, se a pessoa resolveu ter filho achando que o mundo é que tem que se organizar em torno dela, realmente é complicado.

Helena: Gente, pelo amor de Deus. 
 Tem escola que oferece colônia de férias a 600 reais o mês inteiro, tempo integral. 
  Planejamento, se pesa esse valor, guarda um pouquinho por mês. 
  Problema é que o povo quer ter filho e acha que a responsabilidade de resolver todas as situações é do governo. 
  Essa situação quem tem que resolver são os pais, é o mínimo. 
  Governo oferece escola de graça, vacina, médico, hospital, paga bolsa família... falta o senso né!


William: Eu defendo que os pais devem se adequar a situação, que como a maioria já disse é previsível.
  Eu e minha esposa pagávamos minha cunhada para ficar com as meninas em casa.
  Os avós geralmente aposentados podem dar uma força.
  Uma vizinha de confiança.
  Senão é procurar alguma empresa que preste esse serviço, é passageiro, as crianças crescem rápido, é uma fase da vida da gente.
   Se educamos bem, elas vão ficando menos dependentes.

Silvia: Vou entrar na polêmica como uma mãe que sempre manteve as crianças pequenas em casa: creche É rede de apoio, SIM. 
  E muitas vezes é a única que uma mãe tem.
  "Ah, mas a criança aprende coisas lá".
   Sim, aprende. 
   Mas não é pra isso que serve uma creche, é pra isso que serve a escola a partir dos 4 anos.
  Agora não basta a mãe não poder ficar com o filho em casa porque precisa trabalhar, ainda tem que ficar ouvindo xingo de gente que não sabe cuidar da própria vida.😡

William: Já que você trabalha pague alguém para te apoiar nos dias de recesso.
  Coloque essa necessidade nas suas despesas.

  POR OUTRO LADO, pensando só nas creches, ENTENDO SEU PONTO.
  Não acho absurdo pensar em uma situação diferenciada nas creches.
  As funcionárias contratadas para esse tipo de serviço teriam as férias normais de 30 dias a combinar, assim como acontece com os demais trabalhadores.
  Eu trabalhei no SUS, já pensou se tivesse recesso...

Patrícia: Vc (William) tem ideia do que é uma escola com férias escalonadas?
  É um inferno né!😡 

William:  Eu trabalhava no SUS com férias escalonadas, sem recesso, na iniciativa privada também, não sei de que “inferno” esta falando.

  Eu falei no caso especifico da creche né?😉
  Que eu saiba não tem nenhum currículo escolar a ser seguido, nem horas aula mínimas a serem cumpridas.
  Se eu fosse vereador ou Prefeito faria um projeto no sentido das creches funcionarem da 7 ás 19 horas parando só nos finais de semana e feriados.
  Não que a criança fosse ficar necessariamente esse tempo todo na creche.
  Inclusive sugiro que os pais deixem o menor tempo possivel.
  Se os pais precisam de apenas da parte da manhã (ou da tarde) é esse tipo de matricula que deve ocorrer.
  Defendo até uma entrevista onde os pais devem justificar anualmente o tempo que a criança vai passar na creche.


 (Como tantos casais passam pela situação de não ter com quem deixar o filhos por um período, defendo que o Estado/Sociedade deveria se organizar melhor para atender essa demanda por creches.
  Defendo o uso de Voucher.)
 
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 Resumo: 

1. Responsabilidade dos pais e previsibilidade do calendário:
Você defende que o recesso escolar é uma situação previsível e que cabe aos pais buscarem alternativas particulares — como contratar parentes (cunhada, avós), vizinhos de confiança ou empresas especializadas —, entendendo essa necessidade financeira como uma fase temporária na criação dos filhos.

2. Diferenciação clara entre Escola e Creche:
Para você, a creche não possui o mesmo enquadramento da escola regular (que exige currículo escolar estrito ou carga de horas-aula mínimas cumpridas em período letivo). Por conta disso, ela atende a uma demanda social e assistencial diferente.

3. Incentivo à autonomia e ao tempo de qualidade em família:
Você defende que as crianças devam passar o menor tempo possível na creche. Sugere, inclusive, matrículas por turno (apenas manhã ou tarde) e a realização de uma entrevista anual com os pais para justificar a real necessidade de permanência da criança no local.

4. Proposta de funcionamento contínuo para creches:
Como proposta de gestão pública (para vereadores ou prefeitos), você sugere creches abertas das 7h às 19h, interrompendo o atendimento apenas em fins de semana e feriados nacionais, garantindo suporte contínuo para as famílias trabalhadoras.

5. Férias escalonadas como prática viável do mercado:
Rebatendo a ideia de que férias escalonadas geram um "inferno" operacional, você argumenta com base na sua experiência no SUS e no setor privado, demonstrando que o revezamento tradicional de 30 dias de férias entre funcionários é perfeitamente aplicável ao ambiente de creches.

6. Admissão e empatia pelo papel social da creche:
Ao responder à Silvia, você reconhece a validade do ponto de vista oposto: compreende que a creche atua fundamentalmente como rede de apoio para quem trabalha e concorda que o modelo pode ser adaptado para atender a essa carência.

7. Adoção do sistema de Voucher:
Como solução estrutural, você propõe o uso de vouchers pagos pelo Estado/Sociedade para subsidiar a demanda por creches privadas, organizando o atendimento às famílias que não têm onde deixar os filhos sem sobrecarregar a estrutura pública tradicional.

  

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