Rerisson: Os colonizadores somos nós.
Há muita gente no Brasil que odeia o Portugal atual e os portugueses atuais, alegando que estão sendo contra “os colonizadores”.
Mas isso não faz absolutamente nenhum sentido.
Os portugueses atuais não são os colonizadores do Brasil.
Não são sequer os descendentes dos colonizadores.
Os portugueses atuais são os descendentes dos que não vieram colonizar o Brasil, dos que permaneceram em Portugal.
Os colonizadores do Brasil são as pessoas que vieram para o Brasil, que viveram e morreram no Brasil.
Que deixaram descendentes no Brasil.
Os filhos dos colonizadores portugueses somos nós.
Odiar os colonizadores é uma tolice, pois é odiar a si mesmo, a seus bisavós.
William: Fico tão alegre em ver mais gente escrevendo esse tipo de coisa, a humanidade “civilizada” deve muito aos europeus.
Se o Brasil não deslanchou, pela lógica, não tem outro responsável que não seja o próprio povo brasileiro.
Já não me sinto tão só filosoficamente no Brasil...😂
Na minha fase escolar não tinha noção de nada, tudo era novidade.
Mas olhando para trás com o conhecimento que adquiri depois frequentando bibliotecas e levando livros para casa...poderia citar inúmeros ensinamentos equivocados ou pelo menos muito parciais.
Um exemplo entre tantos:
Tratar a colonização portuguesa como sendo uma "tragédia" para esse território que passamos a chamar de Brasil.
Na biblioteca aprendi que Espanha era a maior potência da época.
Se os portugueses não tivessem ocupado e expandido nosso território, o mais provável é que fossemos vários países tal qual é o restante da América Latina.
Isso seria bom ou mau?
Não dá para saber, apenas entendi que ver Portugal como uma algoz do Brasil deixa de fazer sentido.
O Brasil como conhecemos NÃO existia, foi construído pelos portugueses.
Quando Isabel deixou o trono só não tínhamos ainda o Acre, adquirido oficialmente em 1903.
Aqui em Campinas é comum encontrar "colonizadores" haitianos...
“Apenas no primeiro trimestre, o número de entradas de cidadãos haitianos no território nacional atingiu 7.888 pessoas.
Esse volume é extremamente alto, pois representa cerca de 80% de todo o total registrado ao longo de todo o período anterior, evidenciando uma forte aceleração migratória."
Migalhas
Esse volume é extremamente alto, pois representa cerca de 80% de todo o total registrado ao longo de todo o período anterior, evidenciando uma forte aceleração migratória."
Migalhas
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Resumo:
1. A humanidade "civilizada" deve muito aos europeus — você expressa satisfação em ver mais pessoas reconhecendo essa contribuição histórica.
2. O fracasso do Brasil em "deslanchar" é responsabilidade do próprio povo brasileiro, não da colonização portuguesa — argumento central que desloca a culpa histórica para o presente/pós-colonial.
3. Crítica ao ensino escolar sobre a colonização — você relata que, na educação básica, aprendeu uma versão distorcida ou parcial da história, percebida como equivocada só mais tarde, com leituras autônomas em bibliotecas.
4. A colonização portuguesa não deve ser tratada como "tragédia" — você contesta esse enquadramento comum no discurso histórico/escolar sobre o Brasil.
5. Contraponto histórico-hipotético: se Portugal não tivesse colonizado e expandido o território, o Brasil provavelmente teria se fragmentado em vários países, como ocorreu no resto da América Latina (comparando com a colonização espanhola).
6. Suspensão de juízo sobre esse cenário alternativo — você pondera que não dá para saber se a fragmentação seria "boa ou má", mas isso já basta para enfraquecer a visão de Portugal como "algoz" do Brasil.
7. O Brasil como território unificado é uma construção portuguesa — reforçado pelo dado histórico de que, ao fim do reinado de Isabel (regente que assinou a Lei Áurea), faltava apenas a incorporação oficial do Acre (1903) para o mapa atual do país.
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