quarta-feira, 19 de junho de 2019

Criminal Minds

"As artes corrompem a Sociedade."

  A frase é de Jean-Jacques Rousseau um pensador o qual não tenho afinidade.

  Mas para essa meditação ela cai como uma luva.
  Corromper é uma palavra forte, desperta sentimento negativo.
  Porem se substituirmos por "influenciar" a frase fica óbvia, não é isso que quero para o texto.

  As artes tem enorme poder de corromper a sociedade, por isso Rousseau sugeria controle rígido das artes.

  Eu passo longe disso.
  Seria hipocrisia alguém que fala tanto em liberdade sugerir rígida censura as artes.
  Me contento em debate-las, vamos a um exercício prático.

  Tem uma série que comecei a gravar por me parecer mais adulta em meio tantos filmes de super heróis e comédias.
  Criminal Minds é uma série de sucesso senão não teria tantas temporadas.
  Assisti a primeira temporada, assisti a segunda e já nem queria mais gravar, mas a falta de filmes e séries inteligentes/adultos me deixa sem opções, fui assistindo até a gota d'água ...


  A assassina matava mulheres e as transformava em bonecas.
  Isso mesmo.
  Sequestrada mulheres pequenas com aparência angelical, administrava uma droga que as mantinha conscientes, mas paralisadas.
  As moças tinham que ser 3, uma negra outra morena e outra loira.
  A assassina confeccionava roupas a mão para cada uma delas.
  As maquiava e penteava de forma a ficarem idênticas as bonecas.
  Quando uma moça morria ela sequestrada outra para substituí lá.
  As moças duravam cerca de dois meses, o corpo delas ser mantido em estado de paralisia tanto tempo provocava derrame cerebral.

  É, os roteirista criam crimes inimagináveis.

  Mas os americanos são muito competentes na produção de seus filmes, os atores são fantásticos, os efeitos muito convincentes.
  As cenas são horríveis e deprimentes.
  Percebi que a série me deixava com uma tristeza profunda.
  No final eles salvavam alguém, mas antes disso 3 ou 4 morriam de maneira monstruosa.
  Isso ficava atormentando minha mente.

  Essa arte/filme corrompe quem assiste de várias maneiras, uma delas é colocando na cabeça de psicopatas sugestões de crimes horripilantes e maneiras de não serem descobertos pela polícia.

  Entretanto a maioria de nós não é psicopata ... pelo menos com gravidade.
  Eu não sou, no meu caso o problema é buscar um entretenimento para relaxar e no final sempre terminar triste.

  Porem tem uma coisa que me incomoda ainda mais.

  A meu ver o que mais corrompe nossa sociedade é o "psicologismo" embarcado nesse tipo de filme.

  Nem lembro bem do final desse episódio.
  Me parece que a assassina teve algum problema com bonecas que foram tiradas dela na infância.
  Somou-se a isso o pai ser pedófilo, não fez nada com ela, mas abusava de outras meninas.

  Onde está o psicologismo?

  É sempre isso nessa série e nos mais diversos filmes.
  O assassino é bom porque todos nascemos uma folha em branco.
  A "monstruosidade " sempre vem de algum trauma da infância.
  Os mais comuns são:

 💣 Abuso sexual.
 💣 Espancamento.
 💣 Viu a mãe e/ou pai morrer.

  No caso desse episódio.
  A mulher podia depois de adulta denunciar o pai.
  Podia virar pedófila com garotos.
  Podia se entregar a bebida/drogas.
  Podia se afastar daquilo tudo e nunca mais falar com o pai.
  Mas não o roteirista quer algo “diferente”.
  Então decide que a mulher vai sequestrar mulheres e transforma-las em bonecas!!

  Antes desse episódio já havia assistido a outro bizarro (entre tantos outros).
  Sabe quando você não acredita no que está assistindo, mas vai seguindo só para ver até onde vai a imaginação do roteirista e diretor?
  O assassino matava as mulheres e pegava como troféu a panturrilha, é, a "batata da perna" como minha vó falava.
  O cara tinha fetiche por panturrilhas, era assim que escolhia suas vítimas.
  De certo devia ser mais algum trauma de infância ... desliguei antes do fim.

"As artes edificam a Sociedade."

  Nesse tipo de meditação não podemos deixar de lado a dialética.
  (Em sentido bastante genérico, oposição, conflito originado pela contradição entre princípios teóricos ou fenômenos empíricos.)

  Um filme, novela, conto também podem semear o “bom mocismo”, ética, honestidade, honra.

  Na própria série Criminal Minds os crimes são horríveis, mas os protagonistas são pessoas muito integras, honestas, excelentes profissionais.

  O que eu pretendo passar com essa meditação?

  Sou contra o Estado censurar (interferir em) produções artísticas, prefiro que cada indivíduo repense o tipo de arte que está disposto a consumir.
  Gosto é gosto, se aprecia um tipo de arte (bizarra ou não) deve prestigiar.

  O problema é prestigiar uma arte só porque virou moda ou uma celebridade ou “critico de artes” gostou.

  Vejam meu caso, nunca me interessei por quadrinhos da Marvel ou DC.
  No entanto faz anos que filmes baseados em “super heróis” tomaram conta do cinema.
  Eu no geral não gosto e não prestigio.


  Os Vingadores?
  Quando o filme tem um super herói e bom roteiro consigo assistir.
  Aquele monte de gente super poderosa lutando contra Thanos ... me distraio melhor com episódios do Chapolin Colorado 😄

  Outro grande problema é você se deixar levar por uma “onda” sem identificar se aquilo está de acordo com seus valores, sua natureza.

  Isso é difícil explicar ... vou dar um exemplo.
  Se você assistir filmes (novelas) da década de 50, 60, 70 a “onda” era fumar cigarro.
  Símbolo de charme, sofisticação, “ser adulto”.
  De certo muitas pessoas começaram a fumar apenas para entrar na onda.
  Depois de 80 o cigarro foi se tornando um grande inimigo.
  Nas novelas e filmes foi praticamente banido.

É importante conhecer a si mesmo.

  Se realmente sente vontade de experimentar algo (até cigarro ou homossexualidade) ... tudo bem.
  Gostou, gostou; não gostou não gostou.

  O problema é se obrigar a gostar (ou não gostar) só para fazer parte da “onda”.

  No caso de filmes, novelas, pinturas, esculturas, shows ... você vai sentir um vazio/tédio por estar onde não gostaria de estar, vendo algo que não queria ver.

  No caso de drogas, bebidas, jogatinas, “perversões sexuais” ... podem te levar a dependência.
  Você entra na onda sem querer e acaba querendo muito.

  E agora, quem poderá te defender?

  




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Nem Chapolin na causa...😕

domingo, 9 de junho de 2019

Conservador de Esquerda


   O partido de Hitler quanto a comportamentos era essencialmente CONSERVADOR, defensor da FAMÍLIA TRADICIONAL ... desde que fosse “ariana”
😆



  Quanto a economia no Nazismo o Estado foi altamente intervencionista, característica da esquerda.

 


  Tenho um colega que representa bem essa “confusão de conceitos”.

  Ele é esquerdista roxo, daqueles tipo “Lula Livre”.
  Defende estatização generalizada, é fã de Che Guevara, Fidel, Stalin...

  Por outro lado é evangélico.
  É contra aborto, casamento gay, liberação de drogas...
  Sem dúvida nenhuma quanto a comportamentos meu colega é extremamente conservador.

  Diferente dele sou Centro Direita.
  Não tenho simpatia por nenhum ídolo da esquerda.
  Aceito estatização apenas nas áreas de Educação, Segurança e Saúde, para tudo o mais prefiro privatização.

  Não gosto do aborto, com tantos métodos anticoncepcionais acho um absurdo o casal trazer uma criança ao mundo por deslize.
  Mas em último caso prefiro o aborto do que mais uma criança nascer sem boa estrutura familiar.

  Se gays querem casar ... eu não me importo.

  Defendo a regulamentação das drogas, é uma guerra que não temos como ganhar.
  Vamos oficializar produção e comércio, cobrar impostos, quem for maior de idade, faça o que bem entender.
  Algo como acontece com o cigarro e a bebida.

  Então vejam que sou de “direita” na economia e não sou um conservador extremado.

  Em resumo:

  Direita e Esquerda se referem a posições econômicas.

 Conservadorismo e Progressismo se referem a posições comportamentais.



   


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domingo, 26 de maio de 2019

FMI

👨 “Como é possível gastar mais do que se ganha?
      Como eu não encontrei a resposta, hoje eu acredito que existem alienígenas lá fora.”
[Comentarista  Face]         
      
  Tudo é uma questão de confiança.
  (Análise de crédito).

  Se eu ganho mil reais e quero comprar algo de 3 mil com certa urgência.
 (Ou por ansiedade)
  COMPRO DINHEIRO.

  Dos mil reais posso gastar com prestações 300 reais.
  Vou ao Banco e peço para o gerente me vender 3 mil reais, me comprometo a pagar por 10 meses 300 reais.
  Acontece que manter um Banco é caro, para sobreviver a Empresa precisa ter algum lucro no produto que vende.
  O gerente te vende 3 mil reais por 300 reais.
  Então a proposta do Banco passa a ser:
  11 parcelas de 300 reais + a inflação do período.

  Como pode observar é uma negociação simples.
  Então, nesse mês de Maio mesmo ganhando mil reais você vai adquirir um produto de 3 mil.
  Vai gastar muito mais do que ganha comprometendo GANHOS FUTUROS.

💣 Se o Banco tem informações que você vai morrer em 3 meses, não confia em fazer esse empréstimo que só seria quitado em 11 meses.
  (Por isso idosos tem maior dificuldade para conseguir financiamentos de longo prazo)

💣 Se acabou de perder o emprego, não tem ganhos futuros para comprometer, não passa na análise de crédito.

💣 Se tem outras dividas em outras instituições e o Banco sabe que você não tem os 300 reais disponíveis todo mês, é aconselhável que negue o credito, o calote é quase certo.

  No caso de Países ... eles são eternos enquanto durar esse planeta.
  E se o planeta explodir os Bancos vão junto.
  Os Bancos vão emprestando para os Governos enquanto confiam que vão receber.
  Quando os Bancos “comuns” já não confiam mais, ainda resta os FMIs da vida.

  “Os países contribuem com dinheiro para o fundo através de um sistema de quotas a partir das quais os membros com desequilíbrios de pagamento podem pedir fundos.”

  Perceba que o FMI é uma grande cooperativa, se acontecer um calote ele “socializa” os prejuízos.
  Evidente que os países que estão colocando dinheiro nesse fundo (e que também tem suas dívidas) não querem jogar dinheiro fora em uma “venezuela”.

  O FMI é diferente de um Lehman Brothers que tem que ressarcir “do próprio bolso” os investidores em caso de calote.

  Japão e Estados Unidos conseguiram se endividar tanto porque há uma confiança que as parcelas continuarão a serem pagas.

  Mas é evidente a urgência do controle de gastos por parte de todos os povos da Terra.
  Depois vão falar que o “capitalismo” nos levou a um cataclismo econômico.
  Quando o que vejo é apenas irresponsabilidade fiscal, simplesmente ignoramos de propósito MATEMÁTICA BÁSICA.

  Não adianta querer colocar a culpa nos políticos, nós votamos em pessoas que gastam mais do que arrecadam e qualquer um que queira fazer os cortes necessários é tido como “inimigo do povo”.

  Estudem matemática, coloquem em pratica na sua vida e na hora do voto.

  “A Matemática não mente.
    Mente quem faz mau uso dela.”
     [Albert Einstein]

   





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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Cultura Alimentar

  Os que são contra o feijão transgênico dizem que a rejeição a esse tipo de produto vai diminuir o consumo.

 Cada povo vai desenvolvendo sua cultura alimentar por diversos fatores.
  No passado remoto comia-se o que estivesse mais disponível.
  Com o desenvolvimento tecnológico nos meios de transportes (melhoria das Caravelas) ocorreu compartilhamento muito grande de alimentos.
  Sabiam que na Europa não existia batata?
  Esse alimento só chegou lá por volta de 1600 vindo dos andes chilenos.

 “Nunca houve nobreza na batata.
  Quando os espanhóis conquistaram a América Latina e levaram a iguaria ao velho mundo, direto da mesa dos Incas, seu aspecto mal formado repeliu o interesse das pessoas, que acreditavam que a aparência de uma planta era uma indicação das doenças que ela podia causar ou curar (por parecer com as mãos de um leproso, logo espalhou-se que comê-la causava lepra).
  A aceitação das batatas, importadas do novo mundo, também enfrentou o fato de que elas não estavam presentes na Bíblia, o que indiretamente atestava que talvez não houvesse propósito em enxergá-las como algo a ser digerido.
  Antes de desbravar a América Latina, os europeus também desconheciam o tomate, feijão, milho, cacau e o maracujá).

  O que faz um povo gostar mais de um alimento a ponto de torna-lo sua base alimentar?

  Esses são um daqueles processos aleatórios indecifráveis.

  

  O importante para nossa meditação é que nenhum outro país tem o habito de comer tanto feijão quanto nós brasileiros.
  Logo, a preocupação dos exportadores que o feijão transgênicos vai prejudicar o comercio exterior é algo a ser quase que desconsiderado como argumento.

  Nosso feijão não tem mercado externo porque não é habito alimentar entre outros povos.

  Sei lá, feijão é um alimento muito bom, quem sabe algum artista/filme hollywoodiano faça em algum momento o consumo do produto virar febre mundial.
  Alimentação também é modismo, não raro também nisso ocorre o efeito manada, quem não lembra da recente febre da paleta mexicana?
  Se aumentar o consumo de feijão em outros países será mais um motivo para diversificarmos a produção.
  Dá para manter lavouras orgânicas isoladas para quem estiver disposto a pagar o preço.

 Mesmo no Brasil o consumo de feijão está estável apesar do crescimento da população.
 Qual seria o motivo?
 A “meu ver” é termos mais acesso a alimentos de todo tipo.
  Sim, ainda temos milhões de pessoas com grande dificuldade para conseguir alimentação básica, mas a maioria tem uma certa fartura na mesa, a obesidade tornou-se um grande problema.

 Com maior diversificação e acesso está ocorrendo lentamente mudança de cultura alimentar.
  (Não vamos desviar o foco especulando se é para melhor ou pior; ter bastante comida é melhor que passar fome, sobre o que comer a ESCOLHA É SUA.)

  Aqui em casa raramente alguém janta ... arroz e feijão.
  Sim a comida está disponível, mas eu prefiro comer algum lanche para não ir deitar com o estômago muito cheio
  No meu almoço que ocorre por volta da 8 horas da manhã não abro mão de arroz e feijão, entretanto é pouca coisa.
  Sistematicamente 1 concha de feijão e duas de arroz.
  Me preocupo com o sobrepeso.

  Na minha infância e adolescência havia dificuldade para adquirir “mistura”.
  Carne, quando havia, era um pedacinho para cada um.
  Um ovo frito era dividido em dois...

  Lembrei agora, fui receber aquela vacina contra gripe recentemente, o atendente perguntou se eu tinha alergia a ovo.
  Pensei e ri, “pobre com alergia a ovo não passa da primeira infância meu senhor”. 😄
  Hoje eu faço omelete com três ovos e se me der na telha coloco pedaços de mortadela.
  Mexe com quem é rico ... 😄

  Enfim, se não tem mistura ou ela é bem pouca o jeito é reforçar no arroz e feijão, “saco vazio não para em pé”.

  Minhas filhas almoçam por volta das 12 horas, não dispensam arroz, mas quase nunca comem feijão.
  Minha esposa trabalha a noite consome feijão na empresa, em casa é salada e frutas. (a preocupação com sobrepeso)
  Paralelo a isso tem as bugigangas, pizza, batata, lasanha de micro ondas, pão com embutidos, sorvete ... coisas que dão muito prazer em comer mesmo não sendo muito nutritivas...
  E aqui chegamos onde eu queria.
  Todos sabemos que coisas como bacon, bolachas, frituras, salgadinhos, doces ... não são muito recomendados por nutricionistas.
  Mesmo assim em nome do prazer e praticidade comemos, assumimos o risco.
  Racionalizamos em geral o seguinte:

  Todos vamos morrer mesmo, viver sem comer o que gostamos torna a vida desagradável.

  A boa pergunta é:

  Porque essa antipatia tão grande pelos transgênicos!?

  Quem me explica?

  Abusa do sal, massa, álcool, fritura, gordura ... quando chega no alimento transgênico fica com “anus açucarado” 😄

Ah para ô!




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sábado, 27 de abril de 2019

Feijão Transgênico

  “Há 20 anos o Brasil cultiva organismos geneticamente modificados.
  Vice-líder mundial em área plantada, com 50,2 milhões de hectares, somos suplantados apenas pelos EUA, com 75 milhões de hectares.”

  Noto que as pessoas demonizam o Capitalismo (Liberalismo Econômico) por pura falta de conhecimento.
  Devido uma hegemonia Socialista em nossa cultura, quando o indivíduo busca conhecimento sobre isso recebe informações contaminadas por ideologias.
 Acredito que através de exemplos corriqueiros dá para desmistificar muita coisa.

  Porque o feijão frequentemente tem grande alta de preço?

  É uma planta sensível a variações climáticas.
  Se em geral nas áreas de cultivo as condições ambientais permanecem aceitáveis ocorre uma grande safra nacional e o preço do feijão fica baixo.
  Vou apresentar números apenas para facilitar o entendimento.

    Você plantou para conseguir 100 sacas, conseguiu 90.
  (Alguma perda sempre acontece)
    Gastou com “defensivos” (agrotóxicos) e outros insumos o que estava planejado.
    Foram produzido no Brasil 3 milhões de toneladas bem perto da nossa capacidade de consumo.

   Essa seria uma situação ideal de Mercado.
   Não haveria falta do produto nem grande sobra.
   Você consumidor pagaria um preço acessível.
   O produtor receberia um valor que compensasse dignamente todo seu trabalho.

  Entenda que qualquer alteração significativa nesse “ecossistema” na cadeia de produção e comercialização tem algum efeito.

  Exemplo:
  Tudo correu tão bem na cadeia produtiva que foram disponibilizadas 3 milhões e 500 mil sacas.
  Essa sobra de feijão força os preços para baixo.
  É um produto perecível, se o produtor não consegue vender tem que jogar fora.
  Isso é bom pra você lá no supermercado, mas é ruim para o produtor.
 
  Por outro lado, se são produzidas 2 milhões e 500 mil sacas o preço sobe.
  É ruim para você e ... nem sempre é bom para o produtor.
  O produtor que não teve problemas na sua lavoura, vai se dar muito bem.
  Mas se houve uma quebra de safra tão grande muitos produtores tiveram problemas e para esses surge o pior dos cenários.
  Mesmo o preço mais alto não é suficiente para cobrir tudo que foi gasto para produzir, o resultado são prejuízos imensos e endividamento.

  O feijão transgênico desenvolvido pela Embrapa é resistente a praga mosaico dourado.

  Essa praga acaba com 40% a 60% da produção.
  Imagine, você planta e gasta para colher 100 sacas e só consegue 60 ou menos.

  A palavra transgênico é outra demonizada na nossa cultura.

  Porém, até agora o custo benefício dessa tecnologia tem sido extremamente favorável a humanidade.
  O medo do uso de transgênicos tem se mostrado injustificável, é mais uma paranoia espalhada por alguns grupos e que infelizmente afeta boa parte da humanidade.
  Estamos vendo algo semelhante com o movimento antivacinas.

  Se eu encontrar no supermercado feijão transgênico compro o produto sem receio algum.
  Se isso tornar o preço mais estável, bom para produtores e consumidores ... que maravilha irmão! 😊

  O grupo que mais está reclamando e atacando o projeto são os exportadores.
  Acontece que nossas exportações correspondem apenas a 5%.
  Pense bem, que lógica tem prejudicar 95% do mercado por causa da choradeira de 5%?
  Devemos respeitar as minorias e atender suas reivindicações na medida do possível.
  Agradar 100% a todos é impossível.
  Deixar que a vontade da minoria se sobreponha a da maioria é ... extremamente ilógico em uma Democracia.


  A Embrapa é estatal, um projeto dessa envergadura não sai barato.
  Pense no tanto de dinheiro dos impostos que já foram gastos. 
  Vamos simplesmente arquivar mesmo com os resultados sendo satisfatórios!?

  Sobre a baixa do consumo veremos na próxima meditação....

  I’ll be back...
 
   
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sábado, 13 de abril de 2019

Mimimi Profissional

   Quem estuda para ser enfermeiro, policial, soldado, médico, padre, pastor, cabeleireiro ... tem uma boa ideia das características de cada profissão.
  Se fez o curso de bobo alegre ... não vem dar uma de esperto querendo aposentadoria melhor que todo mundo.



  Poucas pessoas trabalham por prazer e mesmo para elas tem o lado chato da coisa.
  Pense naquele ator de teatro que já tem uma vida estável.
  Me veio à cabeça Antônio Fagundes.
  De certo ele atua por prazer, mas tem os custos das peças, se não se preocupar com algum retorno financeiro pode ir a falência rapidamente.
  Decorar textos é trabalhoso, em geral ele é um dos personagens principais o que significa muita atuação e também muitas falas.
  Como qualquer ser humano, Antônio Fagundes tem seus problemas pessoais e físicos, não é sempre que está disposto a atuar, mas tem o contrato, tem quem pagou o ingresso.

  Eu trabalho por necessidade.
  Quando aceitei o atual emprego foi me orientado o que deveria fazer.
  Passei por longo probatório, conheci bem o serviço.
  Era e sou livre para sair a qualquer momento.
  Desde o início soube que não teria necessariamente Sábados, Domingos e feriados livres, tudo dependeria da escala.
  Atendo centenas de pessoas, falo centenas de vezes a mesma coisa.
  Lidar com público não é fácil, já tive discussões feias, já fui ameaçado de morte.
  Por vezes a pessoa se revolta com alguma demora e quem tem que dar conta sou eu que humildemente estou fazendo a parte que me cabe...

  Meu trabalho não é tão “importante” quanto o de um médico, mas também não ganho tão bem quanto um médico, nem estudei tanto quanto esse profissional.
  O trabalho de médico é melzinho na chupeta?
  No geralzão ele tem os mesmos problemas que eu.
  Repete palavras e procedimentos a exaustão, atende várias pessoas, lida com o público ... o diferencial é que sua responsabilidade é bem maior, dependendo do que ele faz pode significar a vida ou morte, mas ....

  Já pensou que o mesmo podemos falar do mecânico de automóveis?
  Um procedimento errado no conserto do automóvel pode resultar em grande acidente, tirar vidas.
  Os carros modernos evoluíram bastante, mas quem faz curso de mecânica sabe que vai lidar com graxa e óleo, assim como o enfermeiro vai lidar com vômitos e sangue.
 
  Sem mais preparação...

  Estou cansado do mimimi de tantos profissionais.

  O militar se acha um profissional diferenciado e por isso merece melhores benefícios previdenciários e muita ajuda de custo além do salário.
  O agricultor, enfermeiro, professor, juiz, promotor, político, policial, vigilante... o mesmo mimimi.
  Os políticos conseguem se dar benefícios e vemos que é um poço sem fundo.

  Defendo que não devemos mais dar ouvidos a tanto VITIMISMO.

  O que regula os salários são a oferta, demanda e competência profissional de cada um.
 (Nessa meditação vamos ignorar a sorte)

  A previdência deve ser igual para todos de acordo com a contribuição feita.
 
  Pensão por doença ou invalidez deve seguir as mesmas regras gerais para todos que ficam doentes ou inválidos, é o óbvio.
  Um indivíduo é gerente de uma confecção, ganha 10 mil, entenda que a empresa paga esse salário a ele em contrapartida a um trabalho prestado.
  O cidadão sofre acidente de moto fica invalido.
  É uma enorme infelicidade, mas a empresa vai continuar pagando sem receber a contrapartida produtiva?
  Nós enquanto Governo/Sociedade vamos manter os 10 mil de pensão em nome de que?
  Precisamos ficar mais realistas, por vezes coisas ruins acontecem e nossa vida muda para pior.
    



  Não sei de onde vem a ideia que governos e empresas “tem obrigação” de manter o padrão de vida das pessoas mesmo quando elas deixam de ser produtivas.
 (Não estou falando de situações onde cabe indenizações)

  Lembram do tenista Guga?
  Ganhou competições e dinheiro jogando tênis.
  Infelizmente sofreu grave lesão e teve que interromper a carreira mais cedo.
  É lamentável, mas o atleta deixou de ser altamente produtivo na profissão que escolheu.
  Alguma empresa ou governo tem a obrigação de garantir a Guga os mesmos rendimentos com base em que!?
  De onde vai sair o dinheiro?

  Vamos supor que Guga ficasse invalido para qualquer tipo de trabalho e de acordo com suas contribuições previdenciárias sua pensão seria de 3 mil por mês.
  Defendo que é isso mesmo que deve receber.
  Se ele nos tempos de gloria fez boa poupança, parabéns pra ele, foi ajuizado.
  Se não fez ... seja bem vindo de volta a pobreza ... tamo junto. 😄

  Defendo que nós enquanto sociedade tenhamos uma “rede de proteção” para os menos adaptados ou “azarados”.
  Em nome da fraternidade/solidariedade.
 
  Para evitar a miséria haverá outros tipos de auxílios com as mesmas regras para todos que estiverem na miséria, óbvio.
  Sem o Estado gastar mais do que arrecada.
  Bolsa Família por exemplo ou pensão por idade para idosos necessitados, mesmo que não tenham contribuído.
  Combate a fraudes deve ser intenso e constante.

  Fechando essa meditação.

  Entenda que se você é policial, enfermeiro, professor ... NÃO FOI OBRIGADO A ISSO.
  Se não aguenta pede pra sair, aliás não deveria nem ter entrado.

  Todo profissional deve lutar por boas condições de trabalho, cada um deve buscar o melhor para si.
  Mas vamos parar com essa coisa de:

  😭 “Ninguém sofre mais do que eu, por isso tenho que me aposentar mais cedo e com benefícios mais altos.”

  Se não está satisfeito com sua profissão mude para outra.
  Quer melhorar as condições atuais de trabalho, é aceitável, sempre buscamos alguma melhora, assim evoluímos.
  Ficar com essa choradeira querendo aposentadoria especial porque “você acha” sua categoria profissional é melhor ou sofre mais que todas as outras ...

  “Não me faça pegar nojo!”

 (Antigo bordão de um programa humorístico que vem bem a calhar - YouTube)
 

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