sábado, 2 de janeiro de 2016

Anos Dourados

 Porque pessoas nascidas em “bom berço” se encantam pelo Marxismo?

  “Com a mãe, a relação de embate permanente durou quase até o fim.
  Crítica às opções pessoais e profissionais da filha, Maria Antônia, porém, nunca deixou de entregar a ela por quatro décadas boa parte da GENEROSA PENSÃO DEIXADA PELO MARIDO, um promotor público, morto em 1956.
   “SEMPRE FUI BANCADA PELA MINHA MÃE E, POR CAUSA DISSO, CONSTRUÍ UMA CARREIRA SEM PREOCUPAÇÕES.” [Maria Alice Vergueiro]

   Bancada pela mãe!!!!!
   Foi bancada pelos cofres públicos.
   A mãe dela viveu a nossas custas e ela também.
   Assim é fácil ter quadro do Che Guevara na sala.
   O Estado realmente é um “Deus Provedor” para alguns indivíduos que vivem do dinheiro dos impostos.
  Acontece que o dinheiro tem que vir de algum lugar e sai do bolso de quem realmente trabalha.
  Para Maria Alice viver sem preocupações milhões de brasileiros precisaram se preocupar e MUITO, verteram sangue, suor e lagrimas.
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  Minhas filhas vivem sem grandes preocupações, eu e minha esposa as sustentamos enquanto elas não podem fazer isso por si próprias.      

  Elas conhecem o valor do dinheiro o que elas não conhecem é o valor do trabalho.
  É mais ou menos assim:
  Minhas filhas sabem que um Smartphone razoável custa cerca de 700 reais.
  Esse é o valor em dinheiro qual seria o valor em trabalho?
  Imagine que alguém ganhe líquido 1400 reais por mês.
  Vamos fazer cálculos bem toscos o importante é você entender o raciocínio.
  Para esse cidadão que ganha 1400 reais o valor do Smartphone em trabalho são 15 dias.
  No entanto todos temos despesas essenciais.
  Aluguel condomínio combustível supermercado ...
  Vamos dizer que sobre do salário desse cidadão 200 reais para outros gastos.
  Para quitar o Smartphone ele precisa de três meses e meio usando o que “sobra” do seu salário. [Não vamos falar dos que se endividam pagando juros, comprando coisas além de suas posses]

  Para alguém que ganha 7 mil o smartphone custaria 3 dias de trabalho.
  Fica fácil entender porque quem ganha mais gasta mais.
  O cidadão trabalha bem menos dias para comprar o mesmo produto, mas para que isso seja possível ele prosperou em alguma profissão ou nasceu de família bem estruturada financeiramente, nasceu em bom berço.

  Quando pensamos em 7 notas de cem reais nem parece grande coisa, mas quando você pensa em todo trabalho que dá consegui-las a coisa fica muito diferente.

  Por vezes quem trabalha não faz esse tipo de raciocínio, o cidadão tem o dinheiro ele gasta.
  Se quem trabalha não pensa no sacrifício que fez para ganhar dinheiro imagine quem não trabalha.

  Agora minhas filhas tem um melhor entendimento pelo menos teórico, mas a princípio pensavam que não ganhavam coisas apenas por má vontade minha ou da minha esposa.
  Minha filha queria muito um irmãozinho, não preciso nem dizer que ela não imagina a quantidade de trabalho e dinheiro que uma criança necessita, não, só amor não basta. 
  Ela “infantilmente” pensa que eu e minha esposa não tivemos um terceiro filho porque não quisemos.
  E aqui chegamos no conceito que eu queria: INFANTILIDADE
  Fica mais interessante analisarmos o conceito oposto.

  Maturidade: Qualidade da pessoa que se encontra numa fase adulta; atingiu bom senso mental e comportamental.
  Espaço de tempo de uma vida, compreendido entre a juventude e a velhice.
  Isso tem muito a ver com nosso aproveitamento das frutas.
  Elas estão “verdes”, “maduras”, “podres”.

  [É evidente que esse “podre” em se tratando de humanos não se refere propriamente a idade física, mas a alguma debilidade mental que pode surgir na velhice.]

  Muitas pessoas que nascem em famílias bem estruturadas infelizmente conhecem o valor do dinheiro, mas desconhecem o valor do trabalho, não amadurecem para essa questão.
  No entendimento/experiência delas para as coisas acontecerem basta “vontade e persistência”.
  Vontade dos pais em dar e persistência delas em pedir, que isso fique bem claro.
  Mais tarde isso é transferido para o paizão Estado.

  “Há dinheiro para absolutamente tudo o que falta é vontade política.”

  Uma outra característica desse tipo de cidadão é que ele é ávido para que todos dividam as coisas, mas não é tão ávido para dividir as dele.
  No fundo ele sabe que se lhe faltar dinheiro terá que trabalhar ou sendo mais claro trabalhar em algo que não seja do seu agrado.
  Como eu disse essas pessoas sabem o valor do dinheiro.

  Essa parte da meditação é até bonita, eu chamo esses momentos de “canto da sereia”.
  Se eu tivesse uma renda mensal de digamos 10 mil (algum benefício do Estado ou herança familiar) isso me daria uma grande liberdade para fazer coisas agradáveis de acordo com minha vontade.
  Se eu não for irresponsável com os gastos, uma quantia garantida mensal de 10 mil me possibilitaria morar bem, ter um bom carro, fazer a faculdade da minha preferência, me possibilitaria apenas estudar sem me sujeitar a chefes ou trabalhos que não me fossem toleráveis.
  Onde está a parte bonita?

  As pessoas de “bem” imaturas ou maduras não querem o mal de ninguém, muito pelo contrário.

  Quando você come algo gostoso conta aos amigos, você não quer pagar a conta do restaurante, mas quer que os amigos experimentem o prazer que você experimentou.

  Você viajou para uma praia linda, recomenda essa viagem para as pessoas, mas evidente que não deseja se responsabilizar pelas despesas.

  Quero dizer que ter uma alta renda garantida (familiar, estatal, investimentos) e não depender de algum trabalho para viver dá uma liberdade maravilhosa.
  Isso varia muito de acordo com a ambição de cada um.
  Mas uma renda mensal de 10 mil vitalícia que fosse sendo corrigida monetariamente, daria uma enorme tranquilidade para 99% das pessoas.
  Pessoas que nascem em bom berço tem certas garantias tão boas que elas “quando pessoas de bem” desejam que todos tenham, uma renda mínima que lhes garanta viver com “dignidade” sem a necessidade de se submeter a algum trabalho que não gostem ... isso é muito bonito.

  Minhas filhas até agora me parecem pessoas de bem.
  Elas tem casa própria e de certo gostariam que todos tivessem.
  Será que quando eu e minha esposa morrermos elas vão tornar nossa propriedade coletiva, aberta a todos que não tem?
  Eu acho pouco provável.
  O mais provável é que se ocorrer a venda elas queiram o maior preço possível e dividirão pela metade cada centavo.
  A parte dos impostos sobre a venda, a parte do Estado, pagarão a contra gosto.
  E os que não tem casa própria?
  Humm ... deveria ter uma lei para dividir outras propriedades não as delas.
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  Naquele protesto contra aumento das tarifas de ônibus (2013) me chamou atenção um rapaz de família muito rica dando a explicação que ele lutava em defesa da empregada de sua casa.

  Caraca ao invés de lutar por mais subsídios do Governo para passagem de ônibus porque não deu aumento para empregada!?
  O dinheiro da família é dele o subsídio é pago por todos.
  Ouviram o canto da sereia?
  É bonito um jovem “consciente” dos problemas de transporte da funcionária da casa, um jovem que se preocupa com os outros, pensa nos mais pobres ... desde que alguém pague a conta, não ele.
  O cidadão “ajuda” protestando e não raro vandalizando.

  Analisando esses indivíduos vamos verificando uma série de contradições próprias da infantilidade.
  Sabe aquelas crianças que fazem birrinhas para chamar atenção dos pais.
  Esses jovens fazem birrinhas para chamar a atenção da Sociedade/Estado e usam um discurso bonito de igualdade social.

  Chico Buarque que nasceu em bom berço tinha como hobby roubar carros para dar um rolê e provocar avarias.
  Se você assistir o vídeo verá que ele não respeitava a propriedade privada, mas alguém o convenceu a respeitar a propriedade pública, hoje como ele apoia o PT o respeito a coisa pública deve ter novamente se perdido no tempo.
  Eu gosto da obra musical de Chico Buarque, ainda bem que ele pode trabalhar no que quis e nasceu com um grande talento.
  Mas infelizmente maturidade política é algo que não encontramos.
  Eu gosto da melodia de muitas de suas música.
  Ele tem um jeito muito próprio e fascinante de descrever o universo homem/mulher/relacionamentos. ♫♫♫♫
  Anos Dourados, maravilhosa música de Tom Jobim, maravilhosa letra de Chico.

  A juventude são anos dourados, na fase adulta entendemos que nem tudo que brilha é ouro.
  Há muitos outros brilhos e mais ainda falsos brilhantes. [William Robson]


     “Vista pelos jovens, a vida é um futuro infinitamente longo; vista pelos velhos, um passado muito breve.”  [Schopenhauer]




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