sábado, 11 de fevereiro de 2017

O Vitimismo

  Mulheres lutaram muito para trabalhar fora, para terem o seu próprio dinheiro e com isso mais autonomia.”
 [Comentarista no G+]

  

  Essa “historinha” que mulheres “lutaram” para trabalhar dá filmes e peças teatrais interessantes.
  Roteiristas criam enredos pontuais sem se preocupar muito com o todo.
  O escritor pode criar uma personagem ou mesmo narrar uma história real onde a mulher queira trabalhar e para isso enfrente o marido ou a sociedade a sua volta.

  A vida não é um filme onde o roteirista defende unilateralmente suas crenças e/ou ideologias.

  Vamos analisar a vida como ela é?

a)  Com relação ao marido lembremos sempre que é “1” individuo, por melhor ou pior que ele seja não pode ser a medida de todos os maridos ou de “1 milhão” de maridos.
  Não esqueçamos também que foi o homem que a mulher escolheu para casar.
  Algumas Culturas tem a pratica do casamento “arranjado”, mas no Ocidente em geral a mulher é cortejada por um homem e tem liberdade para aceita-lo ou rejeita-lo.
  Se a moça casou com alguém ciumento e possessivo não pode se eximir de responsabilidade e culpar todo o universo masculino por isso.

b)  Com relação a Sociedade ... mulheres são pelo menos 50% da população.
  Em nenhuma época podemos afirmar que mulheres foram minorias.
  Mulheres em geral são fisicamente mais fracas que os homens, mas o “amor/desejo” equilibra tudo.
  Não, não estou sendo romântico.
  Quando o homem está apaixonado fica meio que escravizado aos desejos da mulher.
  Se analisarmos a Historia veremos rainhas tão poderosas quanto os reis.
  Veremos que por trás das decisões de muitos homens poderosos ou fracos está a vontade de mulheres.
  Veja esse caso Bíblico:

  “Em Mateus 14:1-11 e Marcos 6:17-28, descreve-se uma festa no palácio de Herodes, na qual Salomé, sobrinha e enteada do tetrarca, dança para ele.
  Entusiasmado com o espetáculo Herodes Antipas (provavelmente embriagado) compromete-se a lhe dar a recompensa que ela houver por bem pedir.
  É quando intervém Herodias, mãe de Salomé.
  Ela odeia João Batista (então preso nas masmorras do palácio) porque ele a acusa de adultério, por ter deixado seu esposo, Herodes Filipe, para juntar-se ao irmão dele, Herodes Antipas.
  Herodias instrui a filha para que peça a cabeça do profeta e ela assim o faz.
  Como Herodes havia empenhado a palavra, não resta outro recurso senão atender à exigência da sobrinha, ainda que isso o constranja, pois receia as consequências dessa decisão, haja vista o prestígio de João junto ao povo.”

[Não sou evangélico, gosto de citar casos Bíblicos apenas por ser um livro que a maioria tem em casa, até ateus ]
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  Mulheres lutaram para ter o “direito” de trabalhar?

  O fato é que foram forçadas pelas circunstâncias a trabalhar.
  Até hoje tem mulher que só quer um marido para encostar, quanto mais rico melhor.
  Se o cidadão não tem algum dinheiro para gastar suas chances com mulheres ficam bastante reduzidas.

  Com a revolução industrial o serviço ficou menos pesado, mais mental e menos físico, claro que o CAPITALIS​​MO estimulou o trabalho de mulheres e crianças.
  Não que isso não ocorresse antes, mas agora apertando botões e alavancas elas poderiam igualar a produtividade dos homens e até passar caso fossem talentosas.
 
  Outra circunstância que colocou a mulher no trabalho “fora de casa” foram as inúmeras guerras, homens morriam feito moscas.

 “A Primeira Guerra Mundial foi uma das guerras mais destrutivas da história moderna.
  MORRERAM QUASE DEZ MILHÕES DE SOLDADOS, um número que excedia, em muito, todas as perdas militares das guerras dos cem anos anteriores.
  CALCULA-SE QUE 21 MILHÕES DE HOMENS FORAM FERIDOS EM COMBATE.
  O grande número de perdas foi o resultado, em parte, da introdução de novos tipos de armas, tais como a metralhadora e o uso de gases letais em combate.
  Em 1º de julho de 1916, a data em que houve o maior número de baixas em um único dia, o exército britânico, apenas na área do rio Somme, perdeu cerca de 57.000 soldados.
  A Alemanha e a Rússia tiveram o maior número de baixas militares: cerca de 1.773.700 e 1.700.000, respectivamente.
  A França perdeu 16% de suas forças mobilizadas.
  Estudiosos estimam que cerca de 13.000.000 de não combatentes morreram como resultado direto ou indireto das hostilidades.
  A taxa de mortalidade no fim da Guerra aumentou ainda mais quando eclodiu a "Gripe Espanhola", a epidemia mais letal daquela moléstia em toda a história.”


  Sem homens para trabalhar ... a mão de obra disponível para fabricas eram mulheres.

  Desde muito cedo eu fui ajudar minha mãe a fazer faxina na Igreja São José.
  Meu primeiro emprego “independente” foi aos 11 anos em uma banca de feira.
  Meu primeiro registro em carteira foi aos 14 anos.
  Seria bonito eu dizer que “lutei para trabalhar”, ficaria bonito em um filme.
  Na vida como ela é ... as circunstâncias me forçaram a trabalhar.

  Tem até as circunstâncias da cultura social.
  Se minha esposa não trabalha ela é do lar, se eu não trabalho sou vagabundo, explorador de mulher (mesmo que faça todas as tarefas de casa).

  Mas por favor, claro que preconceitos sempre existiram, não estou dizendo que foi tudo “mélzinho na chupeta”.

  Em verdade vos digo que nas minhas meditações detectei mais um grande mal que assola a humanidade, principalmente nos últimos 100 anos.
  O VITIMISMO.
  Por força da “tradição”, algumas historinhas vão se fixando no inconsciente coletivo.
  Escolhemos um lado para culpar, ser “bandido.”
  E o outro lado só pode ser o “mocinho”.

  A vida não é filme você ainda não entendeu!?
 





  Você acha mesmo que a vida da mulher camponesa era melhor?  
  Então me explique porque tantas mulheres trocaram o campo pela cidade?





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