Lisandra: O texto é conceitualmente confuso e metodologicamente desonesto.
Alternativamente dados empíricos quando convém e subjetividade quando precisa forçar clareza.
Em nenhum momento demonstra causalidade entre ateísmo, comunismo ou falha social.
Apenas sugiro.
A tentativa de associar o ateísmo ao comunismo ignora fatos históricos básicos.
Adolf Hitler era abertamente agnóstico e liderou um regime de extrema-direita.
Do outro lado, há vários governos conservadores e autoritários profundamente ancorados na religião.
Logo, religião ou ausência dela não explicam modelo político nem eficiência social.
Quando entra no tema islâmico, o texto simplesmente abandona qualquer rigor e recua.
Reconhece a complexidade, mas não é enfrentado. Isso desmonta o próprio argumento, pois mostra que você escolhe onde aplicar a análise e para onde fugir.
A afirmação de que a não crença é uma falha intelectual completa.
Ignora figuras como Albert Einstein, que rejeitou religiões institucionais durante quase toda a vida.
Usá-lo seletivamente, omitindo esse dado, é manipulação retórica.
Dizer que ateus são “mais evoluídos” ou menos evoluídos porque acredito ou não em algo que não se prova é vazio.
Não há embasamento filosófico nem científico.
É apenas julgamento moral disfarçado de argumento.
A religião e a filosofia sempre funcionaram como estruturas de organização e controle social.
Isso não é polêmico, é histórico.
As civilizações criam narrativas para ordenar massas, legitimar o poder e reduzir a incerteza existencial.
Quem não acredita nelas não vive sem leis, vive por leis concretas, verificáveis e negociadas socialmente.
O texto não demonstra que as sociedades religiosas prosperam por causa da religião.
Apenas observei que prosperaram coexistindo com ela.
Correlação não é causa. Misturar fé, método científico e ideologia política dessa forma não é reflexão profunda, é confusão conceitual.
No fim, o artigo não sustenta a tese que se propõe.
O que aparece são problemas de coerência interna e uso seletivo de provas.
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Resumo:
1. A crença em Deus (ou espíritos) tem efeitos práticos mensuráveis, influencia comportamentos reais, mesmo que Deus e espíritos não existam de fato.
2. Pelo critério científico (evidências históricas + lógica dedutiva), nenhuma sociedade ateia superou as religiosas em organização, estabilidade e resultados duradouros ao longo da história.
3. Ateus não apresentam exemplos coletivos positivos robustos: ou negam que URSS e regimes comunistas sejam "ateus de verdade" (então ateísmo nunca formou nação viável), ou os aceitam (e mesmo assim não superaram nações teístas em prosperidade e qualidade de vida).
4. Falhas sociais (ex.: corrupção no Brasil) derivam de escolhas culturais, não de mandamentos religiosos em si; religião é apenas parte da cultura, não a totalidade dela.
5. A maior falha prática do ateísmo organizado é a tendência marxista ao chegar ao poder, gerando ditaduras, culto de personalidade e repressão — resultados seriam melhores se optassem por visões de centro-direita/liberalismo clássico (ex.: "Adam Smith").
6. A URSS exemplifica ateísmo estatal oficial e militante: ideologia marxista promovia ateísmo científico, fechava igrejas, perseguia líderes religiosos e reprimia a fé em vários períodos — não era mera ausência de religião, mas hostilidade ativa.
7. Rejeitar instituições religiosas (como fez Einstein ou bilhões de pessoas, inclusive você) não equivale a ateísmo: muita gente mantém crença em Deus sem frequentar igrejas ou aderir a dogmas organizados.
Esses pontos capturam o cerne da sua defesa pragmática e baseada em dados/história, em vez de argumentos puramente teológicos.
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