O Partido Bolchevique e o Partido Comunista são, na prática, o mesmo grupo em diferentes momentos históricos.
A mudança de nome ocorreu em 1918 para marcar a nova fase após a Revolução de Outubro e se distanciar da social-democracia tradicional.
Inicialmente, os bolcheviques eram uma facção do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR), fundado em 1898.
Em 1903, partido dividiu-se entre Bolcheviques (maioria), liderados por Vladimir Lenin, e Mencheviques (minoria), liderados por Julius Martov.
Enquanto os bolcheviques defendiam uma revolução armada imediata e a "ditadura do proletariado", os mencheviques acreditavam que a Rússia precisava passar por uma fase democrática e capitalista antes de chegar ao socialismo.
Em março de 1918, após tomarem o poder na Revolução de 1917, os bolcheviques renomearam oficialmente a organização para Partido Comunista Russo (Bolchevique).
Com a fundação da URSS em 1922, o grupo evoluiu para o que ficou conhecido como PCUS, que governou o país até 1991.
Portanto, "bolchevique" é o termo mais comum para se referir aos membros do partido durante o período revolucionário, enquanto "comunista" tornou-se a designação oficial e padrão após a consolidação do poder na Rússia Soviética.
*Gemini*
A liberdade de escolha da profissão tinha limitações.
Na União Soviética o cidadão podia ser preso por "PARASITISMO SOCIAL", um conceito que incluía a vagabundagem e a vadiagem.
Como o trabalho era considerado um dever
constitucional para todos os cidadãos aptos, aqueles que não tinham um emprego oficial ou viviam de
rendas não autorizadas pelo Estado eram vistos como elementos antissociais.
O entendimento do Estado soviético era de que todos deveriam produzir para a nação.
Quem não trabalhava era visto como alguém que "atrapalhava o enriquecimento" do país, transformando a mendicância e o ócio em crimes passíveis de punição.
Resumo:
1. A Inviabilidade do Comunismo e a Realidade do Socialismo: Você argumenta que o comunismo, conforme idealizado por Marx, mostrou-se um "delírio" impossível na prática. O socialismo surge como a etapa intermediária necessária, cujo pilar central é a abolição do direito à propriedade privada, transferindo tudo para o controle do Estado.
2. O Estado como Substituição da Coletividade: No modelo socialista puro (como na URSS), a ideia de que "tudo pertence à coletividade" é uma ficção jurídica. Na prática, o controle total dos meios de produção e da vida social fica concentrado nas mãos de um grupo restrito: o Partido Comunista (ou a elite partidária).
3. Coerção Profissional e Fim da Liberdade de Escolha: A liberdade de escolher uma profissão é severamente limitada. Como o trabalho é um dever, o indivíduo é compelido a aceitar a vaga oferecida pelo Estado (como a de gari). Recusar ou ficar desempregado por mais de quatro meses era passível de prisão.
4. Imobilidade Geográfica via Sistema *Propiska*: O cidadão não tinha liberdade de movimento para buscar melhores condições de vida. O sistema de registro residencial (*propiska*) vinculava a pessoa a uma cidade específica; sem autorização estatal, era impossível conseguir moradia ou emprego em outra região.
5. A "Dívida" pelo Ensino Gratuito: O texto destaca que o ensino técnico ou universitário não era apenas um benefício, mas um contrato de servidão temporária. O formado era obrigado a trabalhar por 2 ou 3 anos onde o Estado determinasse, muitas vezes em locais remotos e indesejados, como forma de pagamento pelo estudo.
6. Falência da Meritocracia e Ascensão do "QI" (Quem Indica): Em uma economia planificada e controlada pelo Estado, o sucesso não dependia do talento individual, mas de conexões políticas. O melhor "investimento" era tornar-se um membro fanático do Partido para obter contatos, influência ou recorrer a propinas para contornar a rigidez do plano econômico.
7. A Criminalização do "Parasitismo Social": Este é o ponto culminante do seu argumento sobre o controle social. O ócio, a vadiagem ou a busca por rendas não autorizadas eram vistos como crimes contra a nação. O conceito de "Parasitismo Social" transformava o trabalho em uma obrigação constitucional rígida, onde quem não produzia para o Estado era punido por "atrapalhar o enriquecimento" do país.
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