Regina: Tem uma parte de mim que não está disposta a seguir o que Jesus ensina.
As vezes acho que ser caridosa não vai ajudar em nada.
Só consigo pensar em mim mesma geralmente.
William: Não sei se é da minha natureza ou se as dificuldades de infância me deixaram empático com o sofrimento alheio.
Gosto de ajudar as pessoas, mas sem essa de “faça o bem sem olhar a quem”.
Minha caridade, fraternidade tem sempre a análise lógica da situação.
"As vezes acho que ser caridosa não vai ajudar em nada."
Se a pessoa se sente bem sendo útil, auxiliando o próximo, serve para a satisfação pessoal.
É aquele exemplo que já usei em vários textos.
Perguntaram a um alcóolatra porque ele bebia tanto.
A resposta foi simples e dispensa maiores explicações:
"Bebo porque gosto!"
Porque eu William escrevo tanto?
Escrevo porque gosto, não escolhemos o que sentir.
O problema do alcoólatra é o excesso, não o fato de beber em si.
Escrever seria um problema se eu negligenciasse minhas responsabilidades, não fizesse nada em casa sobrecarregando minha esposa por exemplo.
Caridade em excesso também é prejudicial.
O lance do "dê tudo que tem aos pobres" é ruim para o rico que vai ficar pobre.
Se o individuo já é pobre .... dispensa comentários.
Saindo do pessoal e indo para quem recebe o auxilio...
Tem a caridade empática, aquela que damos coisas a crianças (orfanatos) ou pessoas que estão passando por dificuldades momentâneas, tipo desemprego, doença, alguma catástrofe natural como enchentes...
Digo empática porquê nos colocamos no lugar da pessoa, poderia ou pode acontecer com nós.
Tem a caridade "civilizada" , aquela que sabemos que não é uma fase, não tem recuperação.
A pessoa vive daquele jeito, não vai mudar, tipo aqueles moradores de rua que já desistiram da vida ou são viciados.
Nossa ajuda vai servir para ele viver aquele dia.
Nem nos imaginamos naquela situação ... pelo menos "eu" não me imagino mendigo ou morador de rua.
Se quando a comentarista fala que a caridade não vai ajudar em nada no sentido de mudar a situação/atitude da pessoa ... nesse caso concordo.
Mas sou civilizado, não quero ver pessoas morrendo de frio, fome ou sem atendimento médico básico.
Não desejo isso nem para animais de outras espécies, imagine para outro humano.
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Resumo:
1. -Caridade com Análise Lógica:- Você rejeita o conceito de "fazer o bem sem olhar a quem". Para você, a caridade e a fraternidade não devem ser impulsos cegos, mas sim passar por um filtro racional e uma análise lógica da situação.
2. -A Satisfação Pessoal como Motivação:- Você argumenta que ajudar o próximo traz satisfação a quem pratica. Usando a analogia do "bebo porque gosto", você sugere que a caridade pode ser uma inclinação pessoal que gera bem-estar ao indivíduo útil, sendo uma escolha de foro íntimo.
3. -A Crítica ao Excesso e ao Sacrifício:- Você defende que a caridade em excesso é prejudicial. Argumenta contra a ideia de "dar tudo o que tem", pois isso levaria o doador à pobreza ou à negligência de suas próprias responsabilidades familiares e pessoais.
4. -Caridade Empática (Auxílio Temporário):- Você define esse tipo de caridade como aquela voltada para situações de vulnerabilidade momentânea (órfãos, desempregados, vítimas de catástrofes). A base aqui é a identificação direta: "ajudo porque poderia ser eu".
5. -O Conceito de "Caridade Civilizada":- Este é o ponto central do texto. É o auxílio prestado a quem está em uma situação irreversível ou crônica (como dependentes químicos ou moradores de rua que desistiram da vida). Nesses casos, a ajuda não visa "mudar" a pessoa, mas garantir a manutenção básica da vida naquele dia.
6. -Dignidade Humana acima da Recuperação:- Você concorda que, muitas vezes, a caridade não "resolve" o problema estrutural do indivíduo. No entanto, defende que o ato de impedir que alguém morra de fome ou frio é um imperativo de uma pessoa "civilizada", independentemente da mudança de atitude do receptor.
7. -Compunção Universal:- Sua ética estende o desejo de evitar o sofrimento básico (fome e frio) não apenas a outros seres humanos, mas também a animais, reforçando que a civilidade se manifesta na recusa em aceitar a dor alheia como algo natural.
Esses pontos mostram uma visão pragmática e humanista, onde a caridade deixa de ser um dogma religioso de sacrifício para se tornar um pilar de manutenção da dignidade em uma sociedade civilizada.
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