quinta-feira, 2 de abril de 2026

CULPISMO

 

Francine:  Imagine ouvir da sua mãe que ela se arrependeu de ser mãe? 
  Ou seja, se arrependeu de te dar a vida?
  As mulheres estão com a cabeça doente. 
  Como falta Deus neste mundo!!

William: “Não somos a medida de todas as coisas.”
  Noto que as pessoas entendem quando expresso esse pensamento, mas não o colocam em prática … não me perguntem porque … fica para outra meditação.

  O normal (dentro do padrão) é a mulher gostar muito dos filhos.
  Mas essa não é a medida de todas as mulheres.
  Existem as que definitivamente não “sentem” vontade de ser mães.

  Daí entra aquele outro pensamento:

  “Não escolhemos o que sentir, decidimos como agir diante do que sentimos.”


Situação A: A mulher não chega a casar, está satisfeita em ser só tia e tudo bem.

Situação B: Encontra um parceiro, ele não quer ter filhos e tudo bem.

Situação C: Encontra um parceiro, ele quer muito ter filhos, como a mulher quer manter esse relacionamento, tem um ou dois filhos, sem aquele amor maternal padrão.

  Eu William, acho horrível a mãe falar para criança que se arrependeu de tê-la.
  Se a criança veio por “acidente” ou pelo interesse da mulher em manter um relacionamento, faz parte do pacote “civilizado” evitar esse tipo de comentário.

  Mas o que me provocou responder esse comentário é uma situação que escrevi pouco sobre ela.
  Sempre falo que não escolhemos em que família nascer.
  Porém os pais também não escolhem o tipo de filhos que irão ter.
  Quem não conhece aquele casal dentro do padrão, que tem um filho fora do padrão no pior sentido.
  Já conheci e soube de tantos filhos problemas.
  O pai, mãe cria o filho com tanto amor e na adolescência os sinais de mais um “traste” no mundo são claros.
  Drogas, crimes, promiscuidade, agressividade, vagabundagem, revolta sem causa justificável …

  Tem pais dentro do padrão que nem dizem, mas se dissessem que se arrependeram de ter determinado filho … eu entendo perfeitamente.
   Ainda bem que minhas duas filhas são “espíritos/personalidades” adoráveis.💖

Francine:  O problema é que essas mulheres não estão falando de filhos problemáticos, drogados, etc. 
 Porque isso, de fato, é um fardo e tanto. 
 Elas estão falando muitas vezes de bebês ou crianças, por serem dependentes demais delas e justamente por isso, por exigirem muito, viram essa coisa terrível que “aprisiona” as mulheres e as impede de viverem como gostariam: eternas adolescentes.

William: Eu fiz essa ressalva no meu comentário.
  A mulher não sente vontade de ser mãe, mas para não perder o parceiro aceita ter filho.
  Ou ocorre um “acidente” e ela não quis abortar.
  Não acredito que mulheres desse tipo só passaram a existir em tempos atuais.
  Hoje elas apenas se sentem mais à vontade para expressarem o que sentem.
  Veja o caso do lesbianismo, houve um crescimento ou apenas veio a luz o que estava nas sombras?

  Aqui me despeço e aproveito para deixar outro apontamento.
  Algo que leio em muitas manchetes:

  "As pessoas nunca se sentiram tão solitárias (ou infelizes) como atualmente".

  Caraca!
  Para medir alguma coisa temos que comparar com outra.
  A pessoa com todas as facilidades que a "eletricidade" (só um exemplo) nos proporciona se acha no pior dos mundos, sério que se sentiria melhor sem essa comodidade!?
  Minhas filhas podem falar e ver minha esposa praticamente a qualquer hora do dia ou da noite através do celular.
  Na história da humanidade é comum a imigração de pessoas para longe, perdendo quase que totalmente o contato com a mãe.
  Telefonar antes da Internet era caríssimo, quanto maior a distância.
  Se cartas fossem a maneira mais "feliz" de se comunicar estariam em alta até hoje.
  
  Minha manchete é:



Nota: A humanidade escreve há muito tempo, dá para fazer alguma comparação com relatos do passado.
  Peguemos a Bíblia (e outros livros antigos.)
  O que não falta nela são relatos de sofrimentos diversos sugerindo que a vida era muito difícil.
  Por outro lado: "Já nascemos com culpa".
  O individuo culpava mais a si mesmo ou a vontade dos deuses por seus perrengues terrenos.
  O individuo praticamente não assumir nenhuma responsabilidade e culpar apenas a "Sociedade/Sistema a sua volta tem sido um "efeito pendular" preocupante, ineficiente.
  Espero que "evoluamos" para visões holísticas da vida, em busca do equilíbrio ... BOM SENSO.
  Sem "CULPISMO" ou vitimismo.






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 Resumo:


1. .A subjetividade do sentimento materno:. Você argumenta que "não somos a medida de todas as coisas". Embora o padrão social seja a mulher amar os filhos, isso não é uma regra universal. Existem mulheres que genuinamente não sentem o desejo de ser mães, e essa realidade deve ser reconhecida fora do julgamento moral.

 

2. .Diferença entre sentir e agir:. Um dos seus pilares lógicos no texto é que não escolhemos o que sentimos, mas decidimos como agir diante desses sentimentos. Mesmo que a maternidade não tenha sido um desejo ou tenha ocorrido por "acidente", o comportamento civilizado exige que a frustração não seja descarregada na criança.

 

3. .Maternidade como concessão relacional:. Você aponta que muitas mulheres aceitam ter filhos não por instinto ou vontade própria, mas como uma forma de manter o relacionamento com um parceiro que deseja ser pai, o que cria uma dinâmica de maternidade sem o "amor padrão".

 

4. .O arrependimento perante "filhos-problema":. Você faz uma ressalva importante sobre o comportamento dos filhos. Argumenta que, quando pais dedicados e "dentro do padrão" se deparam com filhos que escolhem caminhos de criminalidade, agressividade ou vício (os "trastes"), o sentimento de arrependimento é compreensível e justificável pela conduta do descendente.

 

5. .Sinceridade vs. Mudança de época:. Você contesta a ideia de que esses sentimentos são fenômenos novos. Para você, essas mulheres (e outras realidades sociais) sempre existiram; a diferença é que hoje o ambiente permite que o que antes estava "nas sombras" venha à luz e seja expressado abertamente.

 

6. .Paradoxo da infelicidade na era da facilidade:. Você questiona as manchetes que afirmam que a humanidade nunca foi tão solitária ou infeliz. Ao comparar com o passado — onde a comunicação era precária e a vida fisicamente mais difícil —, você argumenta que falta perspectiva histórica para quem reclama das facilidades tecnológicas atuais.

 

7. .A ascensão do Vitimismo e o Efeito Pendular:. O ponto central que encerra o texto é a crítica ao "culpismo" e ao vitimismo. Você observa um movimento perigoso onde o indivíduo deixa de assumir responsabilidade pessoal para culpar exclusivamente o "sistema" ou a "sociedade", defendendo o bom senso e o equilíbrio como saída para essa ineficiência comportamental.


  

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