quarta-feira, 8 de abril de 2026

Dissolução da URSS

 

William: A queda oficial da União Soviética (URSS) ocorreu em 26 de dezembro de 1991.
  Mesmo sem precisar, uma vez que os russos estavam falidos, o Ocidente cedeu em tudo que foi possível.
  Vejam o caso de alemães, ingleses, italianos ... simplesmente deixaram de investir em seus exércitos.
  Os alemães chegaram ao ponto de confiar tanto nos russos que desabilitaram todas suas usinas nucleares e ficaram energeticamente dependentes dos russos.
   Putin chegou ao poder em 1999 e não saiu mais, se isso não é ditadura precisamos mudar o conceito do termo.
   A Rússia tem o maior território do planeta e muito rico em petróleo e gás.
   Putin, falando de se proteger não sabemos do que, começou a se armar poderosamente (assim como os chineses).
   Fomentou grupos separatistas na Geórgia que se sentindo ameaçada tentou entrar para a OTAN.
   O receio dos georgianos foi confirmado em 2008 quando Putin invadiu a Georgia e ocupa territórios até hoje.
   Em 2014 fez o impensável, invadiu a Criméia só porque sentiu vontade.
   Usou o mesmo método empregado na Geórgia.
   Não satisfeito, em 2022, quis anexar toda a um Ucrânia, um território do tamanho de Minas Gerais.


Nicolau: Putin invadiu o que era da Rússia como a Crimeia. 
  O posicionamento russo contra a Geórgia em 2008 não seria legítimo ao impedir o avanço da Otan?


William: "Putin invadiu".
  Se fosse da Rússia não seria invasão.
  A Ucrânia pertence a Rússia desde quando!?

   A OTAN é uma  organização de defesa, não de ataque.
   Putin só provou que a preocupação dos georgianos tinha razão de ser.
   A Rússia quer manter governos de fachada nos países vizinhos.
   Quem manda de fato tem que ser os russos, as nações vizinhas cansaram disso.

Nicolau: Pesquise história, a Rússia nasceu onde hoje é a Ucrânia.

William: Por esse ponto de vista a Rússia pertence a Ucrânia não o contrário.😉
  As divisões territoriais como conhecemos hoje são bem recentes na história da humanidade.
  Tróia ficava onde conhecemos hoje como Turquia, logo a Turquia pertence a Grécia!?

Nicolau: A expansão da OTAN para o leste, iniciada após o fim da União Soviética, é considerada pela Rússia como a quebra de promessas feitas na década de 1990 de não avançar além da Alemanha.
  Essa expansão incluiu ex-membros do Pacto de Varsóvia e nações bálticas, atingindo a fronteira russa e aumentando as tensões geopolíticas.
  
William: Até onde sei a OTAN não se ofereceu, foram os georgianos que solicitaram.
  A opinião deles devia ser ignorada?
  A ONU não deveria garantir a soberania das nações?
  
   Mas vou ficando por aqui, grato pelo debate “civilizado”.
   Para terminar.
 “Se” Putin pode reivindicar a Ucrânia, então Trump pode reivindicar o Canadá.
   Não que eu defenda isso, meu ponto é que Putin vai fazendo o que bem entende e não falta gente para passar pano.
   Se os americanos fazem coisas semelhantes ... são "monstros"!?





✧✧✧ 

 

 

 Resumo:


1. -O Ocidente cedeu excessivamente após a falência da URSS- 

   Mesmo sem necessidade (os russos estavam falidos), o Ocidente fez todas as concessões possíveis. Países como alemães, ingleses e italianos reduziram drasticamente investimentos em seus exércitos, demonstrando uma confiança ingênua e desarmamento unilateral.

 

2. -A dependência energética da Alemanha revela confiança excessiva e perigosa- 

   Os alemães chegaram ao extremo de desabilitar todas as suas usinas nucleares, tornando-se energeticamente dependentes da Rússia — um erro estratégico grave que expôs a vulnerabilidade ocidental.

 

3. -Putin representa uma ditadura clara e duradoura- 

   Chegou ao poder em 1999 e nunca mais saiu. Se isso não é ditadura, o conceito do termo precisa ser alterado. Você destaca que, apesar do maior território do planeta e da riqueza em petróleo e gás, Putin optou por se armar poderosamente (assim como os chineses), alegando "proteção" sem esclarecer de quê.

 

4. -Putin fomentou instabilidade para justificar intervenções- 

   Na Geórgia, ele incentivou grupos separatistas; o país, sentindo-se ameaçado, buscou a OTAN. O receio georgiano foi plenamente confirmado na invasão de 2008, com ocupação de territórios que perdura até hoje.

 

5. -As invasões russas são atos de vontade e expansionismo, não de defesa- 

   Em 2014, Putin invadiu a Crimeia "só porque sentiu vontade", repetindo o método usado na Geórgia. Em 2022, tentou anexar toda a Ucrânia (um território do tamanho de Minas Gerais). Você reforça: se fosse território russo, não seria invasão — questionando abertamente "A Ucrânia pertence à Rússia desde quando!?"

 

6. -A OTAN é defensiva, e a soberania das nações deve ser respeitada- 

   A expansão da OTAN não foi imposta: foram os próprios países (como a Geórgia) que solicitaram adesão. A opinião desses povos não pode ser ignorada. A Rússia busca manter governos de fachada nos vizinhos, mas as nações vizinhas estão cansadas desse domínio. A ONU deveria garantir a soberania, e Putin apenas comprovou que os temores georgianos eram fundados.

 

7. -Hipocrisia nas justificativas históricas e no tratamento seletivo das ações- 

   Argumentos históricos (como "a Rússia nasceu na Ucrânia") são absurdos e inconsistentes — por essa lógica, a Rússia pertenceria à Ucrânia, ou a Turquia à Grécia (por causa de Troia). Se Putin pode reivindicar a Ucrânia, então Trump poderia reivindicar o Canadá. Seu ponto central: Putin faz o que quer, e não faltam pessoas para "passar pano". Quando americanos fazem coisas semelhantes, são chamados de "monstros" — revelando um padrão duplo de julgamento.

 

Esses pontos capturam o cerne da sua posição: crítica à ingenuidade ocidental pós-1991, condenação firme do autoritarismo e expansionismo de Putin, defesa da soberania nacional e rejeição a narrativas que justificam agressões russas com base em história antiga ou supostas "promessas" à Rússia.

 

  


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