A organização social dos índios.
“Entre os indígenas não há classes sociais como a do homem branco.
Todos têm os mesmo direitos e recebem o mesmo tratamento.
A terra, por exemplo, pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir com os habitantes de sua tribo.
Apenas os instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual.
O trabalho na tribo é realizado por todos, porém possui uma divisão por sexo e idade.
As mulheres são responsáveis pela comida, crianças, colheita e plantio.
Já os homens da tribo ficam encarregados do trabalho mais pesado: caça, pesca, guerra e derrubada das árvores.
A formação social era bastante simples, as aldeias não tinham grandes concentrações populacionais e as atividades eram exercidas de forma coletiva.
O índio que caçasse ou pescasse mais dividia seu alimento com os outros.
A coletividade era uma característica marcante entre os índios.
Suas cabanas eram divididas entre vários casais e seus filhos, como não havia classes sociais, até mesmo o chefe da tribo dividia sua cabana.”
Tirando a menção da palavra "guerra" nossas crianças ficam com a impressão que a cultura indígena é tudo de bom.
Notou como o texto reforça que não há classes sociais e a terra é de todos?
Não há propriedade privada a não ser por algumas ferramentas.
E é mesmo:
”Na visão Marxista do Socialismo a propriedade particular não deveria existir é um dos grandes males da humanidade, isto muita gente sabe, o que não sabem é que Jean Jacques Rousseau foi um dos grandes pensadores a formular isso muito antes de Marx.
Rousseau disse:
"O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado o terreno lembrou-se de dizer "isto é meu" e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo.
Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes:
"Evitai ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém"
Percebem?
A sociedade civil para Rousseau foi fundada por um sujeito vil cercado de pessoas "simplesmente" imbecis.
Para Rousseau na vida nômade não havia crimes, guerras, misérias, horrores e daí vem aquela ideia que indígenas são os melhores seres humanos que já habitaram o planeta então a solução para todos os problemas da "modernidade" é voltarmos a viver como os índios viviam.Imagine quantos grupos diferentes de indígenas existiram.
Tinha os canibais, os agricultores, os nômades ... enfim colocar todas as tribos nessa “cultura” exposta no texto é limitar muito o conceito.
“Os astecas eram um povo indígena da América do Norte (Região do atual México), pertencente ao grupo Nahua.
Os astecas atingiram alto grau de sofisticação tecnológica e cultural, eram governados por uma monarquia eletiva, e organizavam-se em diversas classes sociais, tais como nobres, sacerdotes, guerreiros, comerciantes e escravos, além de possuírem uma escrita pictográfica e dois calendários (astronômico e litúrgico).”
Me parece que nossos livros só consideram como indígenas povos com tecnologia extremamente rudimentar.
Você concorda que não encontramos arco e flecha na natureza?
Construir arco e flecha é uma tecnologia.
Se índios se vestem com peles é uma tecnologia.
Até um certo nível de tecnologia alguém decidiu que um grupamento de humanos são indígenas a partir de certo ponto não.
Se um grupamento constrói cabanas de pau a pique é índio; se começar a confeccionar tijolos não é mais!?
Se faz flecha de madeira é índio; se domina o ferro e faz as pontas da flecha de metal deixa de ser!?
É como se nós demonizássemos o progresso, a evolução!
O grupamento humano que desenvolve melhor tecnologia naturalmente vai se “desumanizando”.
O grupamento bom (Segundo pessoas que pensam como Rousseau) é o que não desenvolve todo potencial do seu intelecto ... permanece humano, permanece indígena.
Os “indígenas Astecas” por volta de 1100 tinham um verdadeiro império na américa e seriam “nossos monstros imperialistas”.
Talvez em alguns séculos entrassem em confronto com o Império Inca que surgiu na região do atual Peru.
Acontece que uma tribo ainda mais poderosa, que já dominava a travessia oceânica chegou a américa por volta de 1490, isso mesmo, a tribo dos Portugueses e Espanhóis ... o "homem branco europeu".
Agora que você adquiriu esse conhecimento espero que entenda:
TODOS NÓS FOMOS ÍNDIOS EM ALGUM MOMENTO DA HISTÓRIA.
Terno, gravata, escritório, indústria...são coisas bem recentes na história da humanidade.
Deixamos de ser indígenas em que momento!?
Os chineses foram os primeiros a deixarem de ser indígenas ao desenvolverem a pólvora?
Os árabes foram os segundos a deixarem de ser índios quando desenvolveram os rifles?
Os asiáticos viviam em tribos.
Os árabes viviam em tribos.
Os africanos viviam em tribos.
Reginaldo: “A solução é devolver o Brasil aos índios e pedir desculpa.”😡
Se a tribo da qual eu faço parte tem acesso a melhor tecnologia ... não consigo me sentir culpado por isso.
Acredito na Meritocracia, se uma tribo se destacou mais é porque superou as outras.
Inclusive defendo que a humanidade melhorou bastante.
Hoje em dia temos tribos muito poderosas como China e Estados Unidos que no entanto respeitam a soberania de outros povos.
No caso da China ainda temos alguns conflitos nas fronteiras e a ocupação do Tibete, mas qual brasileiro teme que a China anexe a força nosso território?
Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha ... são nações poderosas, mas nada indica que vão nos invadir, saquear nossas cidades, estuprar as mulheres e escravizar os sobreviventes ... coisas muito comuns no passado não muito distante.
Como podem ver, podemos imaginar qualquer “narrativa”.
Somos todos humanos, surgidos de alguma forma aqui na Terra, alguns povos através da experimentação/erro/acerto foram se destacando e absorvendo outras culturas menos eficientes.
O companheiro Darwin chamava isso de adaptação.
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| A Terra era habitada por "pacíficos" povos indígenas😉 |
Segundo a
teoria mais aceita nós sapiens surgimos no que chamamos hoje de África.
Tecnicamente somos todos “afrodescendentes”, se alguns se adaptaram melhor e prosperaram ... é a vida...
1. Universalidade da origem indígena e continuísmo histórico: Todos os povos e civilizações humanas têm um passado tribal e "indígena". Sob a sua ótica, a humanidade continua sendo essencialmente a mesma, apenas com aldeias que se transformaram em cidades modernas.
2. Crítica à idealização escolar e ao romantismo de Rousseau: O ensino escolar transmite uma visão romantizada dos povos indígenas — sem classes sociais ou propriedade privada —, o que induz a ideia de que a vida tribal é o modelo ideal e que o progresso civilizatório seria a origem dos males sociais.
3. Reducionismo do conceito de "indígena": Definir os povos originários apenas por traços rudimentares é um equívoco. Povos como os Astecas possuíam classes sociais, monarquia e impérios. Reduzir a definição de "índio" ao uso de tecnologias simples limita a diversidade cultural e histórica desses povos.
4. Tecnologia como divisor arbitrário e natural: A distinção entre quem é "indígena" e quem é "civilizado" baseia-se em critérios arbitrários de desenvolvimento tecnológico. A evolução técnica (como o metal, a pólvora ou a alvenaria) é uma manifestação natural do intelecto humano, e não algo que desumaniza o indivíduo.
5. A "tribo" como motor da expansão e domínio: Ao longo da história, os agrupamentos humanos que desenvolveram tecnologias mais eficientes (fossem chineses, árabes, portugueses ou espanhóis) acabaram se sobrepondo a outros. A expansão europeia foi a vitória de uma "tribo" com maior domínio técnico e navegação.
6. Isonomia territorial de todos os terráqueos: Como não há humanos de origem extraterrestre, todos os habitantes da Terra são "terráqueos" por herança. Portanto, um brasileiro atual tem o mesmo direito nato de habitar o território nacional do que os membros de tribos pré-colombianas.
7. Seleção cultural e avanço moral da humanidade: Apoiando-se na ideia de adaptação, o desenvolvimento das sociedades segue uma lógica em que as culturas mais eficientes prosperam. Além disso, a humanidade evoluiu não só tecnologicamente, mas também moralmente, reduzindo práticas históricas de invasão brutal e respeitando fronteiras soberanas.
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