A Gamecorp, fundada em 2003 com sócios como filhos de Jacó Bittar (fundador do PT) e Lulinha, recebeu aportes significativos da Telemar (Oi), como R$ 5,2 milhões em 2005 e mais R$ 10 milhões em 2008, além de contratos com a Rede Bandeirantes para o canal PlayTV. Suspeitas apontavam para tráfico de influência, pois o governo Lula editou decreto em 2008 permitindo a Oi comprar a Brasil Telecom, beneficiando a empresa que financiava o grupo de Lulinha.
Entre 2004 e 2016, o grupo Gamecorp/Gol recebeu R$ 132 milhões da Oi/Telemar (mais de 50% de seus recebimentos) e R$ 40 milhões de empresas ligadas à Vivo, sem justificativa econômica plausível, segundo a PF; parte teria financiado o sítio de Atibaia. A Receita Federal identificou uso de "empresas inexistentes" por Lulinha para dissimular lucros, e e-mails sugeriam "verba política" da Oi.
“Jamais diga uma mentira
que não possa provar.”
(Millôr Fernandes)
Otávio: Se podemos provar, não é mentira...
Não diga mentiras!
William: Acredito que você entendeu a ironia do Millôr, mas para quem não entendeu.
(Principalmente a Geração Z, que não deve conhecer o estilo do cronista)
Você vai para o boteco, mas diz para patroa que vai trabalhar até mais tarde.
Diz para o segurança da empresa que caso sua esposa ligue você está em um ponto da empresa onde não tem sinal.
O que Millôr diz ironicamente é que se vai mentir tenha pelo menos um bom álibi.
Trazendo para hoje...
Se vai justificar o recebimento de 129 milhões, pelo menos combine com alguém os serviços que foram prestados “legalmente”.
✧✧✧
Resumo:
1. Inversão da Causalidade (Político vs. Empresário):** Você questiona a premissa de que o Congresso é dominado por capitalistas que entraram na política. Seu argumento central é que muitos indivíduos entram na política "sem nada" e se tornam empresários ou fazendeiros *após* enriquecerem no cargo, utilizando a atividade empresarial como fachada ou destino para o capital acumulado.
2. A Empresa como Álibi Financeiro: Você sustenta que a aquisição de empresas (fazendas, escritórios, resorts) serve frequentemente para "legalizar" ou dar aparência de licitude a um padrão de vida elevado que, na verdade, provém de "negociatas" e desvios de dinheiro público.
3. Mecanismos de Dissimulação de Lucros: O texto aponta o uso de "empresas inexistentes", laranjas e contratos de prestação de serviços sem justificativa econômica plausível (citando o caso da Gamecorp/Oi como exemplo) para dissimular o recebimento de verbas de origem política.
4. A Tolerância Social com a Corrupção: Você define a "raiz do problema" não na presença de empresários na política, mas na condescendência da sociedade brasileira com atos ilícitos. Para você, a estrutura corrupta sobrevive porque o povo a tolera.
5. Crítica à "Burrice Cultural": O termo que dá título ao texto refere-se à insistência do eleitor em eleger candidatos com históricos claros de corrupção. Você argumenta que essa escolha consciente gera um custo social inevitável, o qual chama de "preço da burrice cultural".
6. A Ironia de Millôr e a Falta de Escrúpulos: Ao citar Millôr Fernandes, você argumenta que a corrupção atual é tão descarada que os envolvidos nem sequer se preocupam em criar "mentiras prováveis" ou álibis consistentes, evidenciando um desleixo moral e institucional.
7. Rejeição ao Vitimismo do Eleitor: Você antecipa e rebate a crítica de que estaria "culpando a vítima" (o eleitor pobre).
Sua posição é estritamente lógica: se o eleitor conhece o problema e insiste no erro, ele deixa de ser apenas vítima para ser parte do mecanismo que sustenta o sistema.
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