Bolcheviques foi a facção radical do Partido Operário Social-Democrata Russo que, sob liderança de Lênin, defendeu a revolução proletária imediata, ditadura do proletariado e centralismo democrático rígido.
Em 1917, organizaram a Revolução de Outubro, tomaram o poder e fundaram o primeiro Estado socialista da história (URSS). O termo opunha-se aos mencheviques ("minoria"), mais moderados.
Na China foi coisa semelhante - Link
No Irã foi coisa semelhante - Link
Em Cuba foi coisa semelhante - Link
✧✧✧
Resumo:
1. A Ciclicidade da Autocracia: Você argumenta que as revoluções frequentemente falham em seu propósito libertador, resultando na substituição de um "soberano autocrático" por outro.
O exemplo central é a troca do Czar Nicolau II por Stalin, o que você define como "trocar seis por meia dúzia".
2. A Romantização do Termo "Revolução": Você critica a visão idealizada que as pessoas têm da palavra "revolução". Para você, a derrubada de um governo raramente traz uma melhora real, servindo mais para a alternância de elites do que para a emancipação do povo.
3. Substituição da Classe Dominante: Um dos seus argumentos principais é que o processo revolucionário apenas troca a "classe dominante" antiga por uma nova (como ocorreu com a ascensão dos Bolcheviques), que nem sempre é superior à anterior.
4. Diferenciação de Métodos de Controle: Você aponta que o controle social varia conforme o regime: ditaduras utilizam o desarmamento e a repressão policial direta, enquanto democracias utilizam o sistema eleitoral como válvula de escape.
5. A Mutação Ideológica do Comunismo: Você observa que, historicamente, o conceito de "comunismo" perdeu sua essência teórica para se tornar sinônimo de domínio geopolítico e autoritário, primeiro pela URSS e depois especificamente pelo Stalinismo na década de 30.
6. Crítica ao Centralismo e Radicalismo: Ao definir os Bolcheviques, você enfatiza o "centralismo democrático rígido" e a "ditadura do proletariado" como ferramentas que consolidaram esse novo poder autocrático em vez de dissolvê-lo.
7. Universalidade do Fenômeno Revolucionário: Ao citar China, Irã e Cuba, você reforça o argumento de que esse padrão de "revoluções que mantêm a estrutura autocrática" não é um evento isolado da Rússia, mas uma característica comum de grandes rupturas políticas no século XX.
.

Nenhum comentário:
Postar um comentário