Você quer um concorrente, outra pessoa vendendo trufas na empresa?
NÃO.
Você quer alguma fiscalização sobre como produz o alimento?
NÃO.
Quer pagar impostos sobre o lucro obtido?
NÃO.
Gostaria que no estatuto da empresa tivesse alguma clausula garantindo que só você pudesse comercializar trufas no local?
SIM.
Se para conseguir a tal clausula você precisasse dar algumas trufas de "brinde" para membros importantes do conselho faria isso?
SIM.
Se outro funcionário tentasse vender trufa desrespeitando a nova clausula você o denunciaria e exigiria punição?
SIM.
a) Ética baixa:
Alguns costumeiramente sairão 5 ou 10 minutos mais cedo.
Mais que isso acham "sacanagem".
b) Ética muito baixa:
Outros sabemos que não tem limite.
Marcam no livro 17 horas, mas frequentemente saem 1 hora mais cedo.
c) Éticas:
Independente de qualquer controle ou vigilância saem as 17 horas.
Porém, como tantos não respeitam o horário e não da nada, de vez em quando, em caso que ela sente necessidade, sai mais cedo.
d) Muito éticas:
Independente de qualquer controle, vigilância ou outras pessoas fazendo o errado, ela faz o certo.
Se precisa sair mais cedo pede autorização a chefia e marca o horário correto da saída no livro.
Quando um povo evolui culturalmente o número de pessoas éticas vai aumentando.
A vigilância fica automaticamente mais intensa mesmo sem grande tecnologia.
Utilizando nosso exemplo de cartão de ponto...
O horário de saída é as 17 horas.
Caso persista no erro será denunciado a chefia que tomara as devidas providências inclusive a demissão.
A pessoa pouco ética aceita o errado porque ... vai que ela precise fazer o errado de vez em quando...
Para uma cultura pouco desenvolvida como a nossa eu recomendo controles rígidos.
Vamos encerrar essa longa meditação.
Oséias: “A guerra pelo poder não conhece fronteiras.”
William: Conhece sim, a fronteira é o poder do outro individuo ou grupo.
Compartilham a mesma cultura, óbvio.
Sem controles rígidos (ainda mais em uma cultura pouco eficiente como a nossa) podendo, o cara vai tentar alguma ou muita vantagem.
Porque empresários “capitalistas” financiam movimentos “socialistas”?
Doações de empresas para os movimentos de esquerda nos EUA somam três bilhões de dólares; para a direita, 32 milhões.
| Vicio ou Compulsão? - Link |
Resumo:
1. A Distinção entre Empresário e Capitalista Idealista: Você argumenta que ser empresário não significa necessariamente defender a liberdade econômica. Na prática, muitos empresários preferem a Reserva de Mercado (proteção contra concorrência) do que o livre mercado, pois o privilégio é mais lucrativo e seguro do que a competição.
2. O Incentivo à Cooptação do Estado: O texto aponta que o financiamento de campanhas por empresas é uma ferramenta estratégica. Para o empresário, "puxar a sardinha para o seu lado" através de leis favoráveis, barreiras alfandegárias ou exclusividades é uma forma de garantir sua fatia de mercado, o que explica o apoio a diferentes espectros políticos.
3. A Contradição do Financiamento por Pessoa Jurídica: Você defende o fim do financiamento empresarial, argumentando que ele retira a transparência e fere o direito dos acionistas. Enquanto o CPF revela o interesse direto do indivíduo, o CNPJ mascara decisões de conselhos que podem usar recursos coletivos para fins políticos que nem todos os donos do capital apoiam.
4. A Natureza Humana e a Busca por Vantagem: Um ponto central do seu argumento é que o ser humano tem um instinto natural de buscar vantagem indevida (o exemplo da "festa" ou do "cartão de ponto"). O empreendedor quer liberdade para entrar no mercado, mas, uma vez estabelecido, tende a querer "fechar a porta" para os novos concorrentes.
5. A Ética como Reflexo Cultural: Você estratifica a sociedade em diferentes níveis de ética e afirma que, em culturas "pouco desenvolvidas" ou "selvagens", a omissão dos bons permite que os maus prosperem. Onde não há uma cultura de liberdade econômica consolidada, as vantagens indevidas são mais toleradas e menos punidas socialmente.
6. A Necessidade de Controles Rígidos: Dado que a cultura muda lentamente, seu argumento clínico é que precisamos de sistemas de vigilância e punição eficientes (como câmeras e semáforos com multa). Para você, no Brasil, a falta de impedimentos físicos ou punições severas estimula o desrespeito às normas e a busca pelo "jeitinho".
7. A Vigilância Mútua como Motor da Eficiência: Você propõe uma solução pragmática: já que todos tendem a buscar vantagens, a sociedade funciona melhor quando um indivíduo vigia o outro por puro interesse próprio. A denúncia do erro do concorrente ou do vizinho garante que as regras sejam cumpridas, gerando um ambiente ético não por "bondade", mas por equilíbrio de forças.
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