domingo, 3 de fevereiro de 2019

Diva Depressão

   "Me sinto tão estranho por ter uma vida totalmente diferente das outras pessoas, talvez posso ser especial por isso."
[Anônimo Deprimido]

  O que antipatizo nos deprimidos é justamente essa sensação que eles tem de que são muito especiais.

  A tristeza profunda deles vem de "ver o que ninguém vê" no sentido de ter um entendimento muito melhor da vida que todos os outros e a vida ... é uma droga.

  Acredito que tenho bom entendimento da vida e não a considero uma droga.
  Concordo que é um grande mistério, mas na maior parte do tempo não vejo grande problema em estar vivo.
  A vida com minha esposa e filhas segue tranquila, posso me sentir bem na situação atual indefinidamente.
  O que me fará desejar encerrar a vida provavelmente será alguma doença muito incapacitante, mesmo isso não me incomoda em demasia, todos morrem e o mundo segue, minha vez de partir um dia vai chegar.

  A maioria trata os deprimidos como coitadinhos eu os considero um pé saco.

  Os que eu menos gosto são os que pegam longo afastamento do trabalho.

  Evidente que não estou falando daquelas pessoas que viveram uma grande perda ou violência e precisam de 1 semana de licença para se recomporem.
  Estou falando daqueles que não se recompõe nunca, vira e mexe são afastados por “depressão”.

  Defendo que essas pessoas devem ser demitidas, são um grande fardo para os colegas de trabalho.
  Quando vão trabalhar só ficam reclamando e de licença tomam o lugar de alguém que está desempregado e seria mais útil.
  A pessoa com “licença mental” deveria ter desconto salarial de 40% a título de INSS pelo período que estivesse afastada.

  Se de fato a pessoa foi diagnosticada com depressão crônica que seja aposentada por invalidez e nada de receber salário integral como se fosse um cidadão produtivo.
  Um salário ou um e meio está bom demais.
  (Dependendo do tempo de contribuição)

  Lembrei da reportagem sobre uma professora que brigou com a aluna e faz mais de 5 anos que está afastada por motivo de depressão.

Todos nós passamos por situações difíceis.

  Assaltos, sequestros, brigas, acidente de trânsito, ameaças de morte, constrangimento no trabalho, “amores problemáticos” ... morte de alguém querido.

  As pessoas “normais” depois de algum tempo "levantam, sacodem a poeira e dão a volta por cima".

  Essas pessoas que deprimidas "se acham especiais" merecedoras de toda atenção no mundo ficam remoendo eternamente seus medos.
  Quantas professoras passaram por situações difíceis, mudaram de sala ou escola e continuam produtivas?

  Não vejo a justiça/lógica em pagar o mesmo salário para uma professora produtiva que para outra improdutiva há anos!

  A reportagem claro que tratou a professora como se fosse uma santa vítima do sistema escolar a ... Diva Depressão.
  (Estou falando dessa profissão, mas poderia ser qualquer outra.)

  Interessante que depois dessa reportagem entrei em meditação e observei um nefasto padrão, que me fez desenvolver antipatia por deprimidos e mais ainda pelo diagnostico.

 “A depressão é tratada principalmente por médicos e psicólogos.
  O ideal é procurar um psiquiatra (médico com foco em transtornos mentais) para que ele diagnostique o problema e sua severidade e, então, recomende os tratamentos mais adequados para cada caso.
  Como saber se eu tenho depressão
   Há sintomas suspeitos, como cansaço extremo, fraqueza, irritabilidade, angústia, tristeza, falta de interesse por atividades que antes davam prazer, pensamentos negativos ou que envolvem a morte e até disfunção sexual.
  E ainda existem testes e questionários.”

   Esse trecho daria outro texto, mas vou tentar ser breve.

  “Falta de interesse por atividades que antes davam prazer.”

  Isso é tão subjetivo, enjoamos das coisas, eu gostava de jogar futebol, com o passar dos anos fui perdendo aquela boa condição física da adolescência e jogar deixou de ser tão prazeroso.
  Já gostei de assistir futebol, mas os jogadores passaram a mudar tanto de clubes que não consigo mais me identificar com um time.

  E o amor?
  Confundimos tanto com “paixão” ou “desejo sexual”.
  (Não é fácil identificar onde começa uma coisa e termina outra)
  Enfim, podemos estar muito a fim de uma pessoa e depois de um ano de relacionamento “enjoarmos dela”.

  Não preciso me estender mais para você entender que o que lhe dá prazer hoje não quer dizer que dará o ano que vem.

  Fica claro que como não há um exame conclusivo qualquer um pode se dizer deprimido.
  Na maioria das vezes “acredito” que nem é fingimento é tipo um “efeito placebo” ao contrário.
  A pessoa está desanimada ou entediada, a depressão é uma explicação fácil, dá afastamento do trabalho e o salário integral continua vindo...

  Chegamos onde eu queria chegar.

A)Como tudo é muito subjetivo, você passa por vários médicos até que um te diagnostique com depressão.
  São receitados remédios, sabemos que eles causam dependência.
  Depois disso é um caminho sem volta, você não encarou seu tédio ou problema, preferiu remédios e o coitadismo.
  Agora não vive sem drogas e quem pode te receitar é o médico, para isso você tem que manter o “personagem”, você está sempre desanimado com tudo só tem energia incrível para “correr atrás dos seus direitos”.

B)Trabalhar é necessário, mas desagradável.
   A maioria de nós não tem a profissão que escolheu, a vida foi levando.
   Mesmo os que trabalham no que gostam, nem tudo é mar de rosas.
  Veja a profissão de jogador de futebol, tem a parte dos treinos e concentrações, as cobranças por resultados ... não é só a festa do gol e tietagem.

  É difícil encontrar um trabalhador que não espere as férias com ansiedade.
  E quando voltamos das férias, basta uma semana de trabalho para já sonharmos com a próxima.

  Pois bem, o “deprimido” pega férias/licença de meses.
  Fica naquela vida mansa em casa, dinheiro caindo na conta, tempo de serviço sendo contado.
  Um dia a licença acaba, volta a trabalhar e em uma semana já está sonhando com outra licença... e consegue, já tem histórico.
  Como se não bastasse, os colegas de trabalho o veem como alguém que merece atenção especial o “Divo Depressão”.
 
  Aposto que o número de deprimidos só tende a aumentar, é algo que “foi tornado” extremamente vantajoso na sociedade atual.

  A ineficiência dessa “cultura que desenvolvemos” é brutal.
  Gastamos fortunas com cidadãos improdutivos e que ainda oneram nosso sistemas de saúde, seja utilizando os profissionais, seja recebendo remédios nos postos de saúde.

 Você professora que encara todas as barras do dia a dia ganha X reais, a outra que vive de licença em licença ganha os mesmos X reais!!

  Espero que com esse texto você deprimido se localize na sociedade.

  Você é um pé no saco, uma mala sem alça.
  A sociedade não deve nada pra você.
  Por isso sou a favor do suicídio, quem não vê razão para viver ... morra.
  Ou pelo menos reconheça que se você é especial ... não é para melhor, seja humilde.


  Quanto a Sociedade trabalhadora ... nem sei o que dizer.

   A C O R D E M !

   



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Um comentário:

William Robson disse...


👩 “O ser-humano é profundamente reativo.
Eu me "humanizei" um pouco nesses anos, e ao menos na teoria entendo melhor nossas fraquezas.
O estresse coletivo está complicando nossa vida mental.
Temos estado pressionados entre a onipotência e a sensação de impotência- sem falar no fato de que hoje em dia ninguém- e nem criança para de trabalhar todo o tempo- pois ficar jogando na internet no tempo livre é ocupação.
Muito natural que andemos mais fragilizados.”
[Nihil no Face]
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Sempre acho estranho quando principalmente mulheres falam esse tipo de coisa.
Antigamente sem os eletrodomésticos a vida era mélzinho na chupeta para as mulheres?
Era menos trabalhoso cuidar de 6, 7 filhos que de 1 ou dois hoje?
Se a moça não estivesse casada até os 20 anos era considerada encalhada.
Maridos tinham o “direito” de bater na esposa ... realmente era uma vida muito boa ... zero motivos para depressão...