Comentarista: Não está certo a forma de como a humanidade vive atualmente.
Para começo de conversa, seres humanos por milênios viviam em pequenas tribos no meio do mato de no máximo algumas dezenas de pessoas e em constante contato com a natureza, as pessoas se conheciam entre si, nunca havia o tal período de isolamento social que existe nas sociedades modernas que todo mundo fica se perguntando sobre "a solidão da vida adulta" isso é um fenômeno fruto de grandes sociedades e não sociedades tribais.
Atualmente nós vivemos em sociedades de milhões de pessoas, pessoas essas nas quais não conhecemos ou damos a mínima, vivemos em "caixas", casas modernas, carros e ônibus, trabalho e o ciclo continua trabalhamos em média 44 horas por semana isso sem contar a preparação, o tempo de deslocamento até o trabalho, isso tudo para lidar com um monte de gente desconhecida que você não dá a mínima, tudo isso só pra receber o bastante pra pagar conta e voltar pra corrida dos ratos mais um dia.
Poderíamos ser melhores como sociedade e prover o básico necessário como água, energia elétrica, alimentos e moradia sem cobrar por eles, mas não é o caso e nunca vai ser.
William: Produzir energia elétrica custa caro.
Construir a represa, montar todos os equipamentos, instalar linhas de transmissão, manutenção constante...
Sério que todo insumo seria doado, e a mão de obra feito por voluntários!?
Porque se não vamos cobrar nada, tudo precisa ser adquirido de graça.
Isso serve para todas as outras coisas.
O comentarista desconhece história.
Estimar a população da Suméria é um desafio para os historiadores, pois não existiam censos como os atuais.
No entanto, com base em evidências arqueológicas e na extensão das áreas agrícolas irrigadas, os estudiosos chegaram a números aproximados.
A população total da Suméria em seu auge é estimada entre 800.000 e 1,5 milhão de pessoas.
Vejam bem, estamos falando da civilização mais antiga a qual temos algum registro.
Ou seja, se agrupar em grandes centros faz parte da nossa natureza há milênios.
Evidente que se não há gente suficiente (como nos primórdios) a concentração fica menor.
Entretanto, mesmo hoje, fiz um pesquisa rápida.
O censo de 2022 estabeleceu que temos 5570 municípios.
Apenas 319 tem mais de 100 mil habitantes.
Ou seja, menos de 6%.
Municípios com mais de 1 milhão de habitantes são 15, isso mesmo, apenas 15.
Tá certo que concentram cerca de 21% da população, mas 13 deles são capitais de Estados que recebem muita gente de municípios menores.
Meu ponto é que ninguém é obrigado a morar na região metropolitana de São Paulo (só um exemplo).
Se a vida no grande centro esta tão infernal quanto pinta o comentarista planeje mudar para uma município mais tranquilo não me venha com "coitadismo"- Link
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Resumo
1. Agrupar-se em grandes centros é natural à humanidade há milênios.
Você argumenta que civilizações antigas, como a Suméria, já concentravam populações entre 800.000 e 1,5 milhão de habitantes, mostrando que viver em sociedades de grande escala não é uma "invenção moderna" ou algo contra a natureza humana, mas uma tendência histórica constante.
2. Produzir energia e insumos essenciais tem custos reais inevitáveis.
Você rebate a ideia de prover gratuitamente energia elétrica, água, alimentos e moradia, destacando que esses bens exigem investimentos em infraestrutura (represas, linhas de transmissão, equipamentos), manutenção contínua e mão de obra qualificada, impossíveis de sustentar apenas com doações ou voluntariado.
3. No Brasil, grandes cidades são exceção, não a regra.
Com base no Censo 2022, você mostra que apenas 319 dos 5.570 municípios têm mais de 100 mil habitantes (menos de 6%) e só 15 superam 1 milhão, concentrando 21% da população.
Isso prova que a vida em grandes centros não é obrigatória nem majoritária.
4. Ninguém é obrigado a morar em grandes metrópoles.
Você enfatiza a liberdade individual: se a vida em regiões como a metropolitana de São Paulo é insuportável, as pessoas podem simplesmente se mudar para um dos milhares de municípios menores e mais tranquilos do país, sem apelar para vitimização ou "coitadismo".
5. A concentração populacional ocorre em pontos específicos e atrativos.
Muitas das grandes cidades são capitais ou polos econômicos que atraem migrantes voluntariamente. Você defende que essa concentração é natural e não imposta, e que a maioria da população brasileira vive em cidades pequenas ou médias.
6. Crítica ao desconhecimento histórico e visões romantizadas.
Você corrige o argumento de que a humanidade sempre viveu em "tribos pequenas", apontando evidências arqueológicas e históricas de grandes aglomerações urbanas antigas, mostrando que a ideia de que a solidão e o estresse são exclusivos da modernidade é equivocada.
7. Foco em fatos concretos em vez de romantismo ou queixas.
Você prioriza dados objetivos (censo, estimativas históricas) para contrapor visões idealizadas de sociedades tradicionais ou utopias gratuitas, defendendo uma percepção realista: grandes cidades existem, mas são opção, não destino inescapável.
Esses pontos capturam o cerne da sua defesa: a naturalidade histórica das grandes aglomerações, a impossibilidade econômica de "tudo de graça", a liberdade de escolha e a desproporção entre grandes e pequenas cidades no Brasil.
Seu tom é firme, baseado em evidências e rejeita tanto o romantismo tribal quanto o vitimismo urbano.
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