quinta-feira, 11 de junho de 2026

Cidades Soviéticas

 



Diego: Proibir que pessoas físicas e jurídicas tenham mais de um imóvel residencial no nome é a única solução pra moradia.
  Tem que acabar com essa putaria de tratar moradia como investimento, de construir pensando em alugar e não em morar. 
  Desde o sujeito que constrói três casas pra alugar, o investidor que constrói centenas de imóveis pra fazer Airbnb, até as empresas que tem milhares de imóveis vazios como investimento especulativo.

William: Você pretende indenizar os proprietários ou simplesmente expropriar os imóveis já  construídos?

  Você comprou o imóvel que mora, é uma pessoa ajuizada, não gasta mais do que ganha, acumula algum capital.
  Esta proibido por lei de adquirir outro imóvel.
  Você que tem grana não pode comprar (investir em imóveis).
  Eu não tenho grana para pagar a não ser em prestações a perder de vista e o imóvel não pode ser caro.

   Isso teria muitas implicações, uma delas é que grandes construtoras deixariam de existir ... pelo menos para fazer imóveis residenciais, se dedicariam a outras obras de engenharia.

  Quero dizer que a enorme quantidade de imóveis vazios só existem porque alguém pagou para construi-los.
  Confiscar propriedade já foi feito por varias nações, não sei de nenhuma com resultados bons a longo prazo.
  (Quem quiser saber mais pesquise por conta própria.)

  Dito isso ...


  Com a diminuição da população, investir em imóveis pode ser uma grande furada.
  Na China já esta acontecendo, muito da grana investida em imóveis lá foi perdida.
  Mas deixemos os endinheirados pra lá, os menos burrinhos vão deixar de investir tanto em imóveis.
  Os mais burrinhos ... a burrice cobra seu preço.

  O que me chama atenção é generalizarem que o mundo todo é uma cidade de São Paulo, Rio de Janeiro, Barcelona, Nova Iorque, Seul...😉
  A maioria das cidades são pequenas, no Brasil de mais de 5 mil  municípios, menos de 400 tem mais de 100 mil habitantes.

  O cidadão quer ficar longe da "selvageria capitalista"?
  Permaneça ou mude para uma cidade do interior.

  Fiz umas contas com a IA e descobri que se eu tivesse dinheiro para comprar meu apartamento a vista no ano 2000 e ao invés de comprar o imóvel tivesse deixado na poupança, eu teria 80 mil a mais do que vale o imóvel hoje.
  Isso se conseguisse vender bem, sem descontos.
  Bairro bom, bem localizado, a cinco minutos de carro do centro de Campinas.

  Minha esposa depois de anos trabalhando na EMS (Industria farmacêutica) foi dispensada, recebeu a indenização, juntou com algumas economias, adquiriu um imóvel com a intenção de alugar.
  Se eu fosse escrever toda dor de cabeça que isso já deu, 10 mil caracteres seriam poucos.
  Faz uns dois anos que tentamos vender, mesmo por menos do que foi comprado e não aparece ninguém com dinheiro para fechar o negócio.
  É um apartamento, o que tem o inconveniente de ter a despesa do condomínio quando não tem inquilino.
  Com as novas leis é preferível deixar vazio até conseguir vender.
  É, foi um péssimo negócio.

  E se fosse imóvel de rua?
  Olhe ao seu redor para imóveis desse tipo.
  Sem manutenção e desocupados deterioram rapidamente espantando quem possa ter algum interesse.

  Sobre a crise dos imóveis nas grandes cidades, quanto menos o Estado implantar ideias mirabolantes, melhor.
  NÃO estou dizendo radicalmente para o Estado "lavar as mãos".
  Mas para pensar e repensar muito bem cada intervenção.

  Construir moradias populares, Ok.
  Urbanizar comunidades, Ok.

  Proibir quem tem dinheiro de investir em imóveis ... "eu" não faria. 

  Expropriar propriedades!?
  MISERICÓRDIA!!!
  (Tem quem ainda defenda esse tipo de coisa!?)

✧✧✧

 

 Resumo: 


1. Questionamento prático sobre a expropriação: Você questiona a viabilidade e a justiça por trás da ideia de confiscar ou proibir múltiplos imóveis, indagando se os proprietários seriam indenizados ou simplesmente roubados/expropriados, apontando que o confisco de propriedades historicamente não trouxe bons resultados a longo prazo (citando o fracasso das "Cidades Soviéticas").

2. Impacto negativo no setor da construção civil: Você argumenta que proibir pessoas e empresas de investirem em imóveis residenciais traria sérias implicações econômicas, fazendo com que as grandes construtoras deixassem de existir ou abandonassem o setor residencial para focar em outras obras de engenharia, reduzindo a oferta de habitações.

3. Tendência de mercado e declínio demográfico: Aponta que, com a diminuição da população global, o próprio mercado regulará o investimento em imóveis. Você cita o exemplo da China para demonstrar que investir em imóveis já está deixando de ser lucrativo por vias naturais, sem a necessidade de intervenção estatal autoritária.

4. Generalização errônea das crises urbanas: Você critica a generalização de que o mercado imobiliário do mundo todo funciona como o de megacidades (como São Paulo, Nova Iorque ou Barcelona), lembrando que a ampla maioria dos municípios é de pequeno porte e que o cidadão que deseja fugir da "selvageria capitalista" das metrópoles tem a opção de viver no interior.

5. Imóvel nem sempre é um bom investimento (Relato Pessoal): Utilizando cálculos e a sua própria experiência, você contesta o mito de que imóvel é sempre um investimento seguro e rentável. Demonstra que a poupança teria rendido mais que o seu apartamento em Campinas e relata os severos prejuízos, dores de cabeça e dificuldades de liquidez enfrentados por sua esposa ao tentar alugar e vender um imóvel residencial.

6. Defesa do livre mercado e cautela na intervenção estatal: Argumenta que, para resolver a crise imobiliária nas grandes cidades, o Estado deve evitar implantar "ideias mirabolantes" e permitir a atuação da "mão invisível do mercado". Você defende que cada intervenção estatal deve ser muito bem pensada e repensada.

7. Papel legítimo versus excessos do Estado: Você delimita o que considera ações aceitáveis do Estado (como construir moradias populares e urbanizar comunidades), mas rejeita categoricamente medidas extremas, expressando total oposição à proibição de investimentos por quem tem capital e, principalmente, à expropriação de propriedades privadas ("MISERICÓRDIA!!!").


  

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