terça-feira, 30 de junho de 2026

Vida Disciplinada

 

Samara: Às vezes tudo que eu quero fazer em um dia não cabem em 24 horas.
   Ultimamente o às vezes se tornou frequentemente. 
   E para vocês?

William: Sempre fui um tanto preguiçoso.
  Não confundir com “vagabundo”. 😉
  Sempre faço o que é preciso fazer e com zelo.
  Então, pela minha vontade, sempre sobraram horas que aproveito por vezes até cochilando.

  Teve fases bem atribuladas, por exemplo.
  Trabalhava da 7 às 17.
  Ia direto para musculação.
  Faculdade dás 19 até às 23.
  Queria que o dia tivesse mais horas para eu poder dormir…
  Nenhuma dessas atividades eu fazia porque “queria”, no sentido de ter prazer em fazer.
  Apenas sentia que precisava fazer.

   Mas a boa pergunta é:

   Quais são as atividades que a pessoa quer fazer?

   Se deixa em segundo plano o que precisa fazer e prioriza o que tem prazer em fazer ... as horas podem ser poucas mesmo.
   Eu normalmente escrevo com algum alarme acionado.
   Nesse momento são 5h30, gosto de escrever de manhã.
   Um alarme esta programado para tocar ás 5h40.
   Assim que ele tocar, escrevo o último parágrafo e começo meus preparativos para fazer caminhada.
   Por volta dás 6h00 saio de casa.
   Pela minha vontade (prazer) continuaria a escrever o texto até sua conclusão.
   Depois de publicado, conferiria as notificações recebidas das redes sociais e responderia os questionamentos.
   Quanto tempo isso demora?
   Depende da quantidade de notificações e se vai haver réplicas.
   Enquanto converso com outras pessoas é comum surgir provocações mentais para outros textos, faço um rascunho para ser elaborado mais tarde...

   Percebem?
   Ficar diante do computador fazendo o que eu gosto de fazer, pode facilmente consumir meu dia inteiro.
   Com pausa para banheiro e comer alguma coisa.

   E as coisas que eu precisava fazer?
   Dai, realmente 30 horas não seriam suficientes ...

   Horas depois ...

   A provocação desse texto ocorreu em algum dia da semana passada.
   Eu poderia termina-lo no mesmo momento, preferi deixar o rascunho, de certo tinha outra prioridade.
   Poderia retoma-lo lá pelas 21h30 do mesmo dia, mas gosto de dormir as 22h00, pensar nele poderia atrasar meu sono.

   Voltei a ele hoje, 30 de Junho de 2026, por volta das 5h20, ele ajudou meu despertar.
   Esta sendo concluído ás 10h00, só agora consegui voltar a ele.

   A vida disciplinada é assim.
   Fazemos o que precisamos fazer e deixamos um tempo para o prazer.
   Esse tempo vai variar de acordo com a vida de cada um, suas atividades e interesses.

   Não tem fórmulas magicas para viver.
   Fazer só o que precisa fazer torna a vida chata, estressante.
   Nos entregarmos ao prazer provavelmente vai ser nossa ruina ou seremos um terrível fardo para alguém.








✧✧✧

 

 Resumo: 


1. Distinção entre preguiça consciente e ociosidade: Você esclarece que, embora se considere "preguiçoso", cumpre todas as suas obrigações com zelo. A eficiência e a responsabilidade em realizar o que é necessário garantem que as horas restantes sejam aproveitadas para o descanso, sem culpa.

2. A motivação pelo dever, não pelo prazer: Ao relembrar sua fase mais atribulada (trabalho, musculação e faculdade), você pontua que realizava essas atividades não pelo prazer em si, mas pela consciência e senso de necessidade de que precisavam ser feitas.

3. O perigo da inversão de prioridades: Você argumenta que a sensação constante de falta de tempo (as 24 horas que parecem insuficientes) muitas vezes decorre de priorizar o que dá prazer imediato em detrimento do que é necessário, gerando desorganização na rotina.

4. O uso do controle do tempo contra as distrações do prazer: Como exemplo prático de autodisciplina, você menciona o uso de alarmes programados. Esse mecanismo é usado para interromper uma atividade altamente prazerosa (como escrever e interagir nas redes sociais) e forçar a transição para outra atividade necessária (a caminhada).

5. O risco do consumo integral do dia pelas paixões: Você reconhece que, se dependesse puramente da sua vontade e prazer, a escrita e as interações digitais facilmente consumiriam o seu dia inteiro, provando que o prazer, sem limites, pode monopolizar o tempo e negligenciar outras obrigações.

6. Fracionamento e paciência no processo criativo: A conclusão do próprio texto em etapas — deixando rascunhos para não prejudicar o horário de sono ou outras prioridades — ilustra seu argumento de que a disciplina exige saber pausar e retomar os projetos no momento logicamente adequado.

7. O equilíbrio essencial entre dever e prazer: Seu argumento central define a vida disciplinada como a capacidade de balancear obrigações e lazer. Focar apenas no dever torna a vida estressante, enquanto render-se totalmente ao prazer leva à ruína ou à dependência alheia; o segredo está na gestão racional do tempo de acordo com a realidade de cada um.


  

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domingo, 28 de junho de 2026

Conservadorismo e Cristianismo

 

Roberto: Conservadorismo não é Cristianismo.
 Cristianismo não é sentar-se ao lado direito da assembleia francesa revolucionária, mas sim, sentar-se ao lado de Cristo.

William: Evidente que Cristianismo não é sinônimo de conservadorismo, mas a doutrina é sim claramente conservadora.
  Não consigo lembrar de nada “progressista” nas correntes católicas ou protestantes do Cristianismo.
  Alguém consegue para analisarmos?

  Sentar-se ao lado de Cristo?
  Como se faz isso sem estar com as “vestes adequadas” do conservadorismo?😉

 
 "E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava vestido com veste nupcial.
  E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial?   
  E ele emudeceu.
  Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes."
  (Mateus 22:11-13)

  Para os teólogos e estudiosos da Bíblia, essa veste adequada representa:

  A Justiça de Cristo: O convite para a festa (a salvação) é aberto a todos, bons e maus (Mateus 22:10). 
  Mas para permanecer no banquete (o Reino de Deus), é preciso aceitar ser transformado, "vestindo-se" da justiça e do caráter que Deus oferece.

  A Conversão Real: Não basta apenas aceitar o convite de boca para fora e entrar na igreja; é preciso mudar de atitude. 
  Entrar na festa com as próprias roupas sujas da velha vida representa o desprezo pela santidade do anfitrião.

  O desfecho da parábola resume tudo no versículo 14: 
  "Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos."
   O chamado é universal, mas a permanência exige a veste da verdadeira transformação interior.


  Quanto a citação da corte francesa ... é algo tão antigo.
  Quem não é um tanto erudito nem sabe do que você está falando.
  No caso do Brasil, a monarquia caiu em 1889 (se não me falha a memória).
  Nos tempo atuais conservadorismo e progressismo estão mais ligados as ideias de Adam Smith e Karl Marx.





✧✧✧

 

 Resumo: 

1. Distinção, mas conexão intrínseca: Você estabelece claramente que Cristianismo e conservadorismo não são sinônimos, porém defende de forma contundente que a doutrina cristã é essencialmente conservadora em sua essência e princípios.

2. Ausência de traços progressistas: Como base do seu argumento, você lança um desafio prático: aponta que, ao analisar a história e os fundamentos tanto das correntes católicas quanto das protestantes, não se encontram elementos que possam ser classificados como "progressistas".

3. A necessidade das "vestes adequadas": Rebatendo a ideia de "sentar-se ao lado de Cristo", você propõe uma metáfora forte: é impossível aproximar-se ou estar ao lado de Cristo sem portar as "vestes adequadas", que você associa diretamente aos valores do conservadorismo.

4. Fundamentação na parábola bíblica: Para justificar a exigência dessas vestes morais e de conduta, você utiliza a Parábola do Banquete de Casamento (Mateus 22:11-13), mostrando que o convite ao Reino é amplo, mas a permanência exige uma transformação real.

5. A veste como transformação e justiça: Você argumenta que a "veste nupcial" representa a Justiça de Cristo e a Conversão Real. Para você, não basta uma aceitação superficial ou institucional ("entrar na igreja"); é indispensável abandonar as "roupas sujas da velha vida" e mudar de atitude.

6. Superação do anacronismo histórico: Você rejeita o argumento do seu interlocutor sobre a assembleia revolucionária francesa, classificando-o como uma referência antiga, obsoleta e distante do entendimento do cidadão comum, além de pontuar o distanciamento temporal citando a queda da monarquia brasileira em 1889.

7. Atualização do debate político-ideológico: Você conclui reposicionando o conceito moderno de conservadorismo e progressismo. Em vez de disputas do século XVIII, você defende que o embate atual e real no mundo contemporâneo gira em torno das ideias econômicas e sociais de Adam Smith e Karl Marx.



  

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sábado, 27 de junho de 2026

Normalizando Absurdos

 

 




Mulher:  "Doutor, minha filha já tem 5 anos, não gosta de ficar quieta!
  Ela é curiosa, quer mexer no que não conhece!
  Fica correndo, pulando, questionando ...
  Qual é o diagnóstico?
  Ela é o que?"

Pediatra: Criança.

🤣🤣

 

William: Se fosse um PSICÓLOGO seria diagnosticada no mínimo com TDHA. 😂

  Quanto mais gente se achando “autista tipo 1” ou com “ansiedade ou apatia” acima de uma média que ninguém sabe qual é ...mercado garantido para psicólogos.
  Não, não acredito em alguma conspiração, da “Industria Farmacêutica”.
  Muitos humanos são naturalmente imbecis.
  Tem também os mal caráter que usam esses subjetivismos para conseguir algum privilégio.

  E as pessoas que se consideram “normais”?
  Só posso falar por mim.
  Ninguém nasce sabendo de tudo, a gente vai crescendo e adquirindo conhecimento.
  Alguns se interessam mais, outros menos.
  
William: Porque chove vó?
Vó Timira:  É Deus lavando o céu.

  Quando eu fiz essa pergunta acho que tinha uns 4 anos no máximo.
  Minha vó sabia a resposta, mas achou que eu não iria compreender a explicação correta ou não sabia e passou a narrativa que fazia mais sentido pra ela?

  De qualquer forma eu aceitei a narrativa, era minha vó falando.
  Depois na escola aprendi a explicação correta.
  A narrativa da professora fazia mais sentido, tinha FATOS mais observáveis e comprováveis.

  Uma narrativa não é necessariamente de "má fé", por vezes a pessoa realmente acredita no que diz.
  Cabe a nós pesquisar os fatos, analisar e chegar a nossa própria conclusão.

   Dito isso ...

   As pessoas normais tem seus afazeres e campos de interesse.
   São tantas narrativas e de todo tipo, não paramos para investigar todas.
   Se alguém tem alguma autoridade para falar sobre algum assunto, pode ser um técnico de geladeira, tendemos a não ficar questionando muito.
   Um desses me deu  um prejuízo danado.
   A geladeira parou de gelar, ele disse que poderia durar anos era só ele tapar um vazamento de gás.
   Gastei uma grana considerável, não durou 1 mês.
   Antes de chama-lo, estava na garantia do conserto, fiz umas pesquisas sobre o problema que ele tinha me narrado.
   Cheguei a conclusão que era melhor trocar de geladeira, ela já tinha 10 anos, ficar remendando tinha 90% de chances de frequentes quebras.

  Então o problema que observo nos "normais" é esse.
  Não param para pensar direito nos assuntos observando os fatos.
  Dai ficam ao sabor da narrativas.

  Mais uma vez:
  Narrativas existem para tudo.
  Elas são tipo Commodities do pensamento.
  Cabe a nós decidir o uso que faremos delas.
  Eu gosto de perseguir a verdade, baseado nos melhores argumentos.
  Aceitar sem pensar muito é normal, mas sempre que tiver um tempo ... PENSE!
  Se não tem tempo ... ARRANJE!

  Se não a sociedade como um todo vai "normalizando absurdos".



  Commodities são bens primários, geralmente de origem agrícola, mineral ou energética (como soja, petróleo e ouro), negociados em mercados globais com preços definidos pela oferta e demanda internacional.
 (Dicionário)


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 Resumo: 

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1. Patologização excessiva de comportamentos normais Psicólogos tendem a diagnosticar como transtornos o que são simplesmente traços naturais do ser humano — curiosidade, agitação, questionamento.
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2. Mercado alimentado pelo subjetivismo O crescimento de autodiagnósticos ("autista tipo 1", "ansiedade", "apatia") cria e expande um mercado lucrativo, sem que haja uma linha clara do que é "normal".
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3. Rejeição à teoria conspiratória, mas não à crítica Você não atribui isso a uma conspiração da indústria farmacêutica — o problema está na ingenuidade e, em alguns casos, no oportunismo individual.
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4. Narrativas não são necessariamente má-fé Usando o exemplo da avó sobre a chuva, você distingue quem acredita genuinamente no que diz de quem distorce intencionalmente — o que exige discernimento do receptor.
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5. A autoridade seduz e dispensa o pensamento crítico O episódio da geladeira ilustra como delegamos decisões a "especialistas" sem investigar — e pagamos caro por isso.
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6. Narrativas são commodities do pensamento Seu conceito central: assim como commodities, narrativas são abundantes, padronizadas e negociadas em massa — e cabe a cada um decidir o que fazer com elas.
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7. Pensar é um ato de responsabilidade coletiva A omissão do pensamento individual não é inofensiva — é ela que, acumulada, leva a sociedade a normalizar absurdos.


  

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Pensadores Românticos

 




 Maria Montessori: 
  "As pessoas educam para a competição e esse é o princípio de qualquer guerra.
   Quando educarmos para cooperarmos e sermos solidários uns com os outros, nesse dia estaremos a educar para a paz."


William: O dia que tivermos menos pensadores românticos e mais pensadores pragmáticos de certo a humanidade dará um salto de qualidade em todos os sentidos.

  É lindo imaginar TODOS os pais educando seus filhos para cooperação e "punindo" qualquer tentativa de competição.
  Sim, porque a competição surge naturalmente, faz parte da nossa natureza.
  Dois garotinhos que disputem qualquer coisa, devem ser proibidos de fazê-lo.
  Sabemos que nem todas as crianças aceitam as coisas só com o dialogo, por vezes tem que ter algum castigo, nem estou dizendo que seja físico.

  Jogos de todo tipo devem ser proibidos.

  Comparar qualquer coisa com outra deve ser muito bem analisado.
  Se uma criança se colocar ao lado da outra e verificar que é mais alta, ou mais forte ... já é uma competição.

  O que falar das ideias?
  Sim, eu gostaria que TODOS cedessem ao melhor argumento.
  Mas muitos se apegam a ideias fixas como se tivessem em uma competição de quem consegue "impor" sua ideologia ou ponto de vista.

  Não acho que as crianças nascem folha em branco.
  Observo que algumas já nascem mais competitivas que outras.
  Mas vamos ignorar isso nessa meditação.

  Suponhamos que as crianças nasçam folha em branco e são totalmente moldadas pelos pais.
  Os pais que criarem os filhos como "cordeiros" tem que entender o risco que seus filhos vão estar expostos diante dos pais que criam seus filhos para serem "lobos".

  No mundo dos sonhos da Maria Montessori é possivel eliminar pais que pensam "radicalmente" diferente dela.
  Eu não imagino como isso seria possível.

  Eu não penso radicalmente contra, prefiro a busca de um equilíbrio de acordo com as características naturais da criança.
  Se a criança dá sinais de ser muito "cordeiro" estimulo a ser um pouco "lobo".
  E vice versa.

  Não tenho nada contra a competição.
  Muito menos contra a cooperação.
  Não acho que uma coisa elimina a outra.
  Um time de futebol precisa de muita cooperação entre seus indivíduos para competir "contra" outro time.

  E esse contra não precisa ser necessariamente uma guerra.
  Pode ser apenas alargar nossos limites, buscar superações, buscar diversão.

  As duas equipes tem que cooperar entre si para que as regras estabelecidas sejam respeitadas.

  Enfim...

  A imaginação pode tudo, imaginar que todos os humanos sejam absolutamente sem nenhum tipo de ambição, pensando sempre no bem da coletividade é lindo, romântico ... John Lennon até fez uma música 😉


  Eu William, também acho que se todos fossemos agnósticos, centro direita, héteros e éticos a paz seria mais abrangente.
  Apenas não tenho a ilusão que todos tem os meus mesmos valores.


 “Sem competição, ainda seríamos organismos unicelulares.”



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 Resumo: 

Necessidade de pragmatismo: Você argumenta que a humanidade dará um verdadeiro salto de qualidade quando houver menos pensadores românticos e mais pensadores pragmáticos.

Inatismo da competição: Você aponta que a competição surge naturalmente e faz parte da natureza humana, não sendo algo artificial, e nota que algumas crianças já nascem visivelmente mais competitivas que outras.

Inviabilidade prática do "mundo dos sonhos": Contrapõe a ideia de Maria Montessori ao afirmar que, na prática, é impossível eliminar pais que pensam de forma radicalmente diferente dela para criar um ambiente puramente cooperativo.

Risco da passividade: Argumenta que pais que criam seus filhos estritamente como "cordeiros" os expõem a grandes riscos em um mundo real onde existem pais que criam seus filhos para serem "lobos".

Busca pelo equilíbrio individual: Em vez de uma postura radical, você defende a busca por um equilíbrio moldado de acordo com as características naturais de cada criança, estimulando traços de "lobo" naquelas que são muito "cordeiros", e vice-versa.

Complementaridade entre cooperação e competição: Você defende que a competição e a cooperação não se anulam, usando o exemplo de um time de futebol, que exige intensa cooperação interna entre seus membros justamente para conseguir competir contra outro adversário.

Competição saudável e limites da utopia: Sustenta que competir não significa fazer guerra, mas sim buscar superação, diversão e alargar limites, concluindo que idealizar uma humanidade sem ambição e focada apenas no coletivo é uma visão romântica e utópica, pois as pessoas não partilham dos mesmos valores.


  

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Britânicos

 

Orlando: Eu não entendo odiar os judeus por ‘‘traição’’, sendo que eles são justamente aquilo que Jesus sempre disse em relação aos fariseus. 
  Se você realmente odeia os ‘‘judeus’’ por uma suposta traição, por que não odiar ainda mais os britânicos por criar 90% das merdas no Ocidente? 
  Os britânicos são os verdadeiros traidores de Cristo.

William: Não sou dos que "odeiam" judeus, pelo contrário, os admiro.
  Gosto também dos britânicos, só deles terem proporcionado a Revolução Industrial já merecem ir para o céu.😉
  A resistência deles a Hitler ... emocionante.
  O que dizer da Revolução Gloriosa?
  Uma aula de civilidade para a humanidade.

Orlando: A revolução industrial foi o começo do fim para a humanidade. 
  Precisamos apenas das máquinas, mas os britânicos quiseram impor através das indústrias um novo modelo de sociedade que é totalmente contrário ao modelo tradicional, corroendo o tecido social para que servisse apenas para a produção material de bens.

William: "Simbolicamente" a Revolução Industrial começou em 1769.
  Quando o engenheiro escocês James Watt patenteou a sua versão modificada da máquina a vapor.
  Estamos em 2026, a humanidade prosperou bastante depois disso, então não sei de qual "fim" simbólico ou efetivo esta falando.
  O modelo tradicional era baseado no artesanato que tornava os produtos pouco acessíveis para maioria e pela escravidão.
  Do que sente tanta saudades do "modelo tradicional"?
  Da escassez ou dos sistema escravagista?😉

Orlando: "Quando a Polônia foi atacada em 1939, eles enviaram um pedido de ajuda formal à Inglaterra, que nada fez, deixou seus aliados serem esmagados. 
  A Polônia foi o país onde mais judeus foram mortos no holocausto e que mais sofreu com a ocupação nazista." 

William: A Inglaterra estava militarmente despreparada para uma ofensiva terrestre rápida e preferiu se entrincheirar na Europa Ocidental e lançar um bloqueio naval.
  Você queria o quê!?
  A Polônia foi invadida não por um, mas por dois exércitos poderosos, stalinistas e nazistas.
  Inglaterra e França seriam esmagadas junto com a Polônia.
  Tanto que a França sucumbiu menos de 1 ano depois.
  Você realmente acha que se os Ingleses tivessem capacidade bélica para derrotar Stalin e Hitler em 1939 não teriam feito isso com prazer!?

Orlando: Os britânicos que criaram os campos de concentração na guerra dos Boeres em 1900, foram os únicos que buscaram a exterminação integral dos povos nativos que colonizavam, promoveram a guerra do ópio na China e financiaram a revolução russa. 
 As pessoas gostam de culpar o ‘‘poder judaico’’, mas os Rotchild não são ‘‘judeus’’, eles são na verdade o mais puro exemplo de BRITÂNICOS.

William:  "foram os únicos que buscaram a exterminação integral dos povos nativos que colonizavam"...

   Caraca!
   Você leu história da humanidade só pós Revolução Industrial!?
   Até na Bíblia povos são varridos do mapa.
   Você acha que Astecas cresceram tanto em território e poder na base da paz e amor?
  E os Tupinambás aqui no Brasil?
  O que dizer de Gengiskan ou Alexandre "O Grande"!?
  Pesquise sobre a história da China e do Japão, extermínio de adversários era o padrão.
  Dito isso ...
  Um dos problemas que noto nesse tipo de debate é esse.
  Tratam europeus (nesse caso britânicos) como se fossem extraterrestres  que tinham obrigação de ser "super evoluídos moralmente" diante da humanidade "primitiva".
   Saxões são tão humanos quanto outros povos, também tiveram uma fase mais selvagem, primitiva.
   De repente Ciro e Xerxes foram grandes conquistadores que devem ser admirados pela humanidade.
   Não sei bem qual a diferença entre eles, Hitler e Napoleão ...

Orlando: Prosperamos materialmente, por outro lado, o nível de testosterona de nossa geração é o menor da história. 

William: Não sei porque isso é tão ruim.
  Homens mais calmos e menos tar*dos.
  Como estamos menos selvagens, não precisamos de muita testosterona, nosso organismo vai se adaptando.

Orlando: Temos mais suicídios como jamais tivemos. 

William:  Antes éramos mais "religiosos", se desviver era pecado.
  Se a pessoa acha que a vida não esta mais valendo a pena, é justo que coloque um fim.
  Eu pretendo me desviver caso meu corpo fique muito deteriorado pela idade, não quero ser fardo para ninguem.

Orlando: A escravidão não acabou, temos mais de 40 milhões de escravos ao redor do mundo, metade disso são só de escravos sexuais, muito mais do que o império romano teve em seu auge. 

William: Para uma população de 8 bilhões é uma fração e que esta sendo combatida.
  No auge do império romano (ano 117 DC), a população estimada da Terra era de no máximo 300  milhões.
  Suas comparações são capciosas, sofismas.
  Você quer o paraíso na Terra, mas isso não tem como acontecer.
  Humanos problemáticos nascem.

Orlando: Entre nossos jovens, a esmagadora maioria vai chegar aos 30 sem sequer namorar, ter filhos ou ter sentido na vida. 


William: Uma babaquice do nosso tempo é essa PREOCUPAÇÃO EXAGERADA COM A BAIXA NATALIDADE.

  Até 1975 éramos cerca de 4 bilhões de pessoas, o mundo funcionava muito bem … com as mazelas de sempre.

  A década de 1960 a 1970 foi o pico de natalidade.

  Com expectativa média de vida de 70 anos, a partir de 2040 a mortalidade vai ser alta dos mais velhos.

   Faltam menos de 15 anos.

   Com a entrada dos robôs a produtividade vai continuar alta.

   Minha "aposta" é que assim como essa modinha de não querer ter filhos veio, ela pode ir embora.

   A realidade por volta também de 2040 vai bater à porta.

  Esse pessoal que está em idade fértil agora, vai ver a juventude ir embora, pais “partirem”, vão herdar bens e casas vazias, nem sinal de um “lar”.

A geração “alfa” (nascidos de 2010 a 2024) vai ver isso e possivelmente a vontade de constituir família vai voltar.

  Não naqueles moldes de meia dúzia, mas 1,2 ou 3 no máximo.


Orlando: A grande maioria da humanidade toma remédios para dormir, para controlar a ansiedade e antidepressivos.  

William:  O grande mal dos últimos tempos depois de Marx foi Freud.
  Chamo de "psicologismo", criaram a narrativa de tantos transtornos mentais que todo mundo consegue ser classificado como doente.
  Li a narrativa psicológica dos sintomas de autismo tipo 1 e posso ser diagnosticado com esse "transtorno".
  Uma coisa ou outra não bate, mas para conseguir algum privilégio, se eu fosse mal caráter, poderia simular com facilidade.


Orlando: Tudo isso é reflexo não só das consequências históricas da revolução industrial, mas também do iluminismo e todos os seus filósofos malucos.

William:  Vixe! 😂😂
  Vou ficando por aqui.
  Ver de forma tão negativa o Iluminismo é o limite para mim.
   Saudações Democráticas!



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 Resumo: 

   
1. Defesa da Revolução Industrial como avanço civilizatório
A Revolução Industrial não foi o "começo do fim", mas o início de uma era de prosperidade. O modelo tradicional que Orlando romantiza era baseado no artesanato inacessível à maioria e na escravidão — não há por que ter saudades disso.

2. Contextualização realista da inação britânica na Polônia (1939)
A Inglaterra estava militarmente despreparada para uma ofensiva terrestre rápida. A Polônia foi atacada simultaneamente por dois exércitos colossais (nazista e stalinista), e a própria França caiu em menos de um ano — qualquer intervenção britânica teria sido esmagada junto.

3. Crítica ao duplo padrão moral aplicado aos europeus
Tratar britânicos como se tivessem obrigação de ser "super evoluídos moralmente" é um equívoco histórico. Extermínio de adversários era o padrão universal — astecas, tupinambás, Gengiskan, Alexandre, persas. Saxões são tão humanos quanto qualquer outro povo.

4. Ceticismo em relação ao alarmismo sobre baixa natalidade
A preocupação exagerada com natalidade é uma "modinha". Com a chegada dos robôs mantendo produtividade alta e a mortalidade natural dos mais velhos a partir de 2040, o cenário muda. A geração Alfa provavelmente verá esse vazio e o desejo por família pode retornar naturalmente.

5. Crítica ao "psicologismo" e à patologização excessiva
Freud foi um dos grandes males do tempo moderno ao criar uma narrativa de tantos transtornos mentais que praticamente qualquer pessoa pode ser classificada como doente — sistema facilmente manipulável por quem busca privilégios.

6. Refutação das comparações sobre escravidão contemporânea
Comparar escravidão atual com a do Império Romano sem considerar a escala populacional (8 bilhões vs. 300 milhões) é um sofisma. A escravidão moderna, além de proporcionalmente menor, está sendo ativamente combatida.

7. Defesa intransigente do Iluminismo
O Iluminismo é um limite inegociável para William. Ver de forma tão negativa esse movimento filosófico — que fundamenta liberdade, razão e democracia — é onde o diálogo chega ao seu fim.

  

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Deputado Youtuber

 






Comentarista: Acompanho de perto o cenário político e vejo com preocupação como o Congresso Nacional se transformou em um palco para influenciadores digitais.   
  Minha principal crítica é direcionada à "bancada da lacração", que utiliza mandatos caros para gerar engajamento em redes sociais com propostas absurdas, como fixar o salário mínimo em R$ 100 mil em protesto contra o fim da escala 6x1, em vez de trabalhar com seriedade.

William: Usar ironia para defender um argumento é uma ferramenta normal em qualquer debate.
  Eu uso bastante.
  Vejam o caso da defesa da Lei Rouanet, tem um relatório circulando dizendo que é um "investimento" que tem retorno financeiro para sociedade.
  Vi artistas e políticos "sérios" dizendo que quem não entende isso é burro.
  Caraca!
  (Contém ironia.)

Comentarista: Medidas que retiram direitos dos mais vulneráveis são blindadas como "técnicas", enquanto a redução da jornada é tachada de "populista". 
 Com base em dados do Ipea, argumento que a transição para 40 horas semanais é viável, com impacto inferior a 1% nos custos totais de grandes setores e benefício humano direto para a base da nossa pirâmide social.

William: O que eu acho um tanto infantil é o catastrofismo. 😉
  NÃO! 
  Fim da escala 6 por 1 não vai quebrar o Brasil.
  Vai aumentar o custo, mas já vivemos nesse tipo de cenário há décadas.
  Lembremos que quase metade das ocupações (nem vou falar empregos) são informais.
  Dos empregos formais, a maioria já faz 5 por 2.
  E houve grande crescimento dos PJ.

  O triste para mim é proibir horas extras ou por um limite muito baixo.
  De repente o jovem quer juntar grana para  comprar uma moto elétrica (só um exemplo), a empresa que ele trabalha poderia disponibilizar horas extras, mas é proibida por lei.
  Esse jovem depois do dia de trabalho vai precisar fazer um bico provavelmente informal.
  Uma grana que poderia juntar de maneira mais tranquila, sem deslocamento, vai ter duplo desgaste ou não vai conseguir juntar dinheiro.
  Quem não  tem nenhuma ambição de melhorar financeiramente vai estar tudo bem.
  Quem tem, vai ficar  prejudicado, mais uma daquelas ações que mantém o pobre ... pobre com menos oportunidades de melhorar.


Nota: Evidente que não defendo exageros de nenhum tipo.
  Mas no geral acho mais bom do que mau as transmissões dos deputados.
  Aliás, quando considero votar em algum politico, minha principal fonte de pesquisa são suas redes sociais.
  Quanto mais o cara posta, melhor.
  É o jeito mais eficiente de conferir seus posicionamentos e ações.


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 Resumo: 

   
1. A ironia como ferramenta legítima de debate: Você defende que o uso de ironias e exageros retóricos (como propor um salário mínimo de R$ 100 mil ou a expressão "dobrar a meta") é um recurso normal e válido em discussões políticas para contrapor argumentos adversários.

2. Crítica ao "investimento" da Lei Rouanet: Utilizando-se de ironia, você questiona a narrativa de relatórios e de setores que defendem a Lei Rouanet puramente como um investimento financeiro de retorno garantido para a sociedade.

3. Rejeição ao catastrofismo econômico: Você argumenta contra a ideia de que a extinção da escala 6x1 causaria a quebra do Brasil, classificando esse tipo de reação alarmista como "infantil".

4. Reconhecimento de custos sem colapso: Seu argumento pondera que, embora o fim da escala 6x1 vá sim aumentar o custo para as empresas, o país já lida com variações de cenários econômicos há décadas e o mercado se adapta.

5. A realidade do mercado de trabalho atual: Você aponta que o impacto da mudança é relativizado pelo cenário prático: quase metade das ocupações no país são informais, a maioria dos empregos formais já adota a escala 5x2 e há um forte crescimento do modelo PJ (Pessoa Jurídica).

6. Defesa da liberdade para horas extras e ambição financeira: Seu argumento central sobre a jornada é que proibir ou limitar demais as horas extras prejudica o trabalhador de baixa renda que tem a ambição de melhorar de vida. Para você, essa rigidez empurra o jovem para o desgaste de um segundo emprego/bico informal, limitando suas oportunidades de crescimento econômico.

7. Valorização da transparência digital dos políticos: Ao contrário do comentarista, você avalia de forma positiva as transmissões e a forte presença digital dos deputados. As redes sociais são a sua principal ferramenta de pesquisa eleitoral, e você defende que, quanto mais um político posta, mais fácil e eficiente se torna para o cidadão fiscalizar seus posicionamentos e ações.

  


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