sexta-feira, 5 de junho de 2026

Imposto sobre Solteiros

 

   
 O Japão implementa em 2026 uma nova contribuição social vinculada ao seguro de saúde público para financiar um fundo de apoio à natalidade e criação de filhos. 
  Conhecida popularmente como "imposto para solteiros", a taxa incidirá sobre todos os trabalhadores e aposentados, variando conforme a renda. 

   A medida gerou forte indignação, especialmente entre os jovens e solteiros, que consideram injusto pagar por um benefício que não utilizam.

   O valor da taxa varia de acordo com a renda do trabalhador.
   Em 2026:  Média de 250 ienes por mês (cerca de R$ 8 a R$ 10, dependendo do câmbio).
   Em 2028 (implementação total): Média de 450 ienes por mês. (cerca de R$ 15 a R$ 18).
 
  A taxa é proporcional ao salário, trabalhadores assalariados com renda mais alta pagarão valores maiores (podendo passar de 1.000 ienes mensais em salários mais elevados), enquanto trabalhadores de baixa renda e aposentados pagarão menos que a média. 
  No caso de trabalhadores formais, o valor é dividido meio a meio entre o funcionário e a empresa.


 
  O Japão tem uma divida enorme e que só cresce.
  Para isso não tem fórmulas mágicas é cortar gastos ou aumentar impostos.

  Vamos a uma análise lógica mais interessante.

 Uma babaquice do nosso tempo é essa PREOCUPAÇÃO EXAGERADA COM A BAIXA NATALIDADE.
  Até 1975 éramos cerca de 4 bilhões de pessoas, o mundo funcionava muito bem … com as mazelas de sempre.
  A década de 1960 a 1970 foi o pico de natalidade.
  Com expectativa média de vida de 70 anos, a partir de 2040 a mortalidade vai ser alta dos mais velhos.
  Faltam menos de 15 anos.
  Com a entrada dos robôs a produtividade vai continuar alta.



   Minha "aposta" é que assim como essa modinha de não querer ter filhos veio, ela pode ir embora.
   A realidade por volta também de 2040 vai bater à porta.
  Esse pessoal que está em idade fértil agora, vai ver a juventude ir embora, pais “partirem”, vão herdar bens e casas vazias, nem sinal de um “lar”.

  A geração “alfa” (nascidos de 2010 a 2024) vai ver isso e possivelmente a vontade de constituir família vai voltar.
  Não naqueles moldes de meia dúzia, mas 1,2 ou 3 no máximo.
  

Nota: Esse fundo de apoio à natalidade e criação de filhos é um gasto que não deveria ter sido criado.
  Coloco no mesmo caso do nosso programa "Pé de Meia".

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 Resumo: 

1.A preocupação exagerada com a baixa natalidade é uma "babaquice" do nosso tempo — sua crítica central é de que a crise demográfica está sendo dramatizada desnecessariamente, sendo tratada como catástrofe quando não é.

2.O mundo funcionou bem com 4 bilhões de pessoas — você usa o período pré-1975 como evidência de que uma população menor não compromete o funcionamento da sociedade.

3.A mortalidade natural dos mais velhos vai reequilibrar a pirâmide demográfica por volta de 2040 — argumento estrutural: o próprio ciclo da vida resolverá parte da questão sem intervenção estatal.

4.Os robôs manterão a produtividade alta — para você, o argumento econômico por trás da pressão natalista (mão de obra e produtividade) perde força com a automação.

5.A tendência de não querer filhos pode se reverter naturalmente — você aposta que a experiência de solidão, perda dos pais e herança de "casas vazias" vai mudar a mentalidade da geração atual, sem necessidade de incentivo fiscal.

6.A Geração Alfa deverá resgatar o desejo de constituir família — ao testemunhar as consequências do modelo individualista, esses jovens podem optar por 1, 2 ou 3 filhos espontaneamente.

7.O fundo de natalidade japonês é um gasto desnecessário — sua conclusão prática: o Estado não deveria criar programas para resolver um problema que o tempo e a realidade resolverão por conta própria, comparando ao "Pé de Meia" brasileiro como exemplo de gasto questionável.

  


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