terça-feira, 1 de setembro de 2026

Fiz Tudo que Mandaram

 


  
 


Comentarista: Cresci ouvindo que estudar e ter um diploma seria o passaporte para mudar de vida, assim como toda uma geração que se tornou a mais qualificada do país. 
  No entanto, fiz tudo o que mandaram para descobrir que as regras do jogo mudaram.
  Com o Enem, Prouni, Fies e o EAD, democratizamos o acesso, mas, ao nos formarmos, enfrentamos uma economia desindustrializada e desaquecida. 
  Vagas júnior sumiram, o mercado saturou de advogados e engenheiros e 40% dos diplomados foram empurrados para a informalidade ou subempregos.
  Diante dessa frustração, resta-nos disputar concursos públicos hiperconcorridos em busca de estabilidade ou depender da incerteza dos algoritmos. 
  Cumprimos nossa parte, mas fomos formados para um Brasil promissor que simplesmente deixou de existir.

                                            
   "No entanto, fiz tudo o que mandaram 
para descobrir que as regras
 do jogo mudaram."


William >> Não consegui achar a idade do autor, mas ...

  "O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado em 1998, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, sob a gestão do ministro da Educação Paulo Renato Souza.
  Inicialmente, seu objetivo era apenas avaliar a qualidade do ensino médio no país e o desempenho individual dos estudantes ao final da educação básica.     A partir de 2009, o exame foi reformulado e passou a ser utilizado como o principal mecanismo de seleção para o acesso ao ensino superior público e privado no Brasil."
  *Gemini*

  Podemos deduzir que ele é no mínimo da geração de 1990 ou mais jovem.
  O que me provocou escrever esse texto é algo que ouço e leio repetidamente em vídeos desse tipo.
  Que havia uma "certeza de sucesso".
  Meu último ano na Faculdade foi em 1994, pré ENEM e coisas do tipo.
  Esse mundo maravilhoso de pleno emprego pra quem concluísse faculdade eu desconheço 😂.
  Olha que moro em uma região próspera, Campinas SP.
  Estudei na PUC, claro que tinha os deslumbrados acreditando que assim que terminassem o curso alguma grande oportunidade aconteceria.
  A maioria era bem pé no chão.
  Fazer faculdade melhorava suas chances, mas não faria acontecer nenhum milagre.
  Eu mesmo fiz o curso para tentar ser mais útil na empresa que eu era encarregado, quem sabe chegar a um cargo de diretoria... caso a empresa crescesse.
   Nessa parte confesso que eu era um deslumbrado😉.
   Acreditava que a faculdade de administração iria me trazer conhecimentos valiosos.
   No primeiro ano foi uma decepção, pensei, no segundo melhora.
   No terceiro já estava ciente que era uma grande encheção de linguiça.

   Enfim, esse pessoal que acreditava piamente no que seus familiares falavam sobre faculdade sem perceber o ambiente a sua volta ... pessoal "pouco inteligente hein!?"

   No ano de 2 mil até eu tinha computador com Internet em casa, participava de fóruns de debates.
   E essa turma permaneceu alienada!?

    "Cresci ouvindo que estudar e ter um diploma
 seria o passaporte para mudar de vida,
 assim como toda uma geração que se 
tornou a mais qualificada do país."

   Mais qualificada!?
   Pegar o certificado de conclusão do curso é uma coisa, qualificação mesmo só quando você se torna um profissional competente. 

   A vida continua, quem foi tão alienado por tanto tempo tente despertar para realidade.
   O mundo te enganou ou você fez questão de alimentar uma ilusão por conta própria!?

   O estudo realmente potencializa suas oportunidades.
   Garantias ... isso não existe na vida.
   Hoje estamos vivos e com saúde, amanhã um grave acidente ou doença pode acontecer.

   O "seu passado" não volta, o que esta feito esta feito.
   Essa idealização do "passado da humanidade" é outra coisa difícil de entender.
   Não sei se tem algum estudo sobre isso, mas 99% das pessoas que nascem pobres, morrem pobres, se conseguem alcançar ou permanecer na classe média já é algo a comemorar.
   Esse passado maravilhoso onde era só conseguir um diploma e enricar ... eu que sempre gostei muito de historia da humanidade desconheço.
   Albert Einstein (morava nos Estados Unidos) e tantos outros cientistas famosos viviam com certo conforto, mas não podiam ser considerados "ricos".

  O cara pega diploma meia boca em um país que odeia empresas e quer se dar bem com certeza!?
  😂😂
  É rir para não chorar ...

Nota: Até serviços com aplicativos estamos fazendo de tudo para dificultar ao máximo para essas empresas.
  Brasil, a última empresa a sair apague a luz.
  Quem ficar vai viver de Bolsa Família.
  De onde virá o dinheiro?
  Oremos ... sem empresas robustas para gerar impostos ... é ficar a espera de milagres.


✧✧✧



Resumo:


1. A ilusão do "passado de pleno emprego" e da certeza de sucesso: Com base em sua própria experiência universitária nos anos 1990 (pré-Enem/Prouni), você rebate a ideia de que antigamente havia uma garantia ou um "mundo maravilhoso" de emprego imediato para qualquer diplomado, ressaltando que, mesmo em regiões prósperas como Campinas, fazer faculdade sempre aumentava as chances, mas nunca garantiu milagres.

2. Falta de senso crítico e alienação individual: Você questiona a postura dos jovens que acreditaram cegamente em promessas de sucesso sem observar a realidade ao seu redor, apontando que a informação e o acesso à internet já estavam disponíveis há décadas para quem quisesse ter uma visão mais pé no chão do mercado.

3. Diploma não é sinônimo de qualificação real: Contestando a tese de que esta é a "geração mais qualificada", você argumenta que obter um certificado de conclusão é muito diferente de ter uma qualificação prática e se tornar um profissional competente.

4. Decepção com a formação acadêmica e promessas do ensino: Relembrando sua trajetória na faculdade de Administração, você relata que o conteúdo acadêmico muitas vezes não entregou o valor prático esperado, mostrando que a idealização do ensino superior como salvação é um equívoco antigo.

5. A inexistência de garantias e a falsa mobilidade social do passado: Apontando que historicamente a esmagadora maioria das pessoas que nascem pobres permanecem em condições similares (sendo a chegada à classe média algo a se celebrar), você refuta a mitificação de um passado em que "bastava um diploma para enriquecer". Nem mesmo mentes brilhantes como Einstein ficaram ricas.

6. A autoenganação vs. "o mundo me enganou": Você provoca o leitor a refletir sobre a própria responsabilidade no processo, questionando se as pessoas foram realmente enganadas pelo sistema ou se preferiram alimentar uma ilusão confortável por conta própria sem encarar a realidade da vida.

7. Ambiente hostil às empresas e falta de perspectiva econômica: Por fim, você critica o cenário nacional que dificulta a vida de quem gera empregos e inova (como as tentativas de engessar o trabalho por aplicativos), argumentando que um país que "odeia empresas" inviabiliza a criação de riqueza, tornando irreal a expectativa de prosperar apenas ostentando um diploma.




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