Odair >> Ainda pretendo escrever sobre este espectro centro direita.
Não basta ser um espectro, invisível, impalpável, ainda sim um fator desassociado de qualquer responsabilidade... ou seja, um espectro clandestino.
Quem obedece à este espectro?
Tô esperando melhor inspiração, para falar deste nada, sem dono.
William >> Desassociado de qualquer responsabilidade!?😉
Com esse pré conceito é melhor nem desperdiçar seu tempo escrevendo sobre o tema.
A responsabilidade esta em o cidadão analisar um projeto de lei (não importa de onde vem a proposta) e decidir se é uma intromissão excessiva do Estado na vida do cidadão ou não.
Um exemplo qualquer que me veio a mente, me desviando propositadamente de qualquer conotação politica.
Sou contra a obrigatoriedade do uso de capacetes ao dirigir moto.
(Eu uso e nunca deixarei de usar.)
Considero uma intromissão excessiva do Estado na vida do cidadão.
Muitos gostam da moto pela sensação do vento batendo no rosto, não vejo motivo para cercear esse prazer da pessoa.
O Estado deve fazer campanhas sugerindo o uso para própria proteção, mas se o cidadão quer assumir o risco, que seja.
O mesmo serve para o cinto de segurança.
Vai da conscientização de cada um.
O Estado deve proibir dirigir alcoolizado ou drogado?
Sim, concordo.
Já não se trata da pessoa colocar em risco só sua vida, mas a de outros.
Percebe?
Ser Centro direita é analisar uma proposta e defender o direito individual o máximo "possivel".
Você quer se embebedar? Isso te dá muito prazer?
Sabe dos riscos, a vida é sua.
Dirigir sem estar em condições para isso ... a coisa já muda de figura.
Porque alguns se destroem o Estado quer proibir bebidas para todos ... ai não, "para mim" é uma intervenção excessiva do Estado na vida do cidadão.
O principal responsável pela própria vida tem que ser o individuo.
Se ele é considerado incapaz de alguma maneira, cabe ao Estado especificar quem é seu tutor.
No caso de crianças, seus pais.
No caso de deficientes mentais, quem assumir essa responsabilidade - Link
Odair >> Vou procurar ler Adam Smith, pra ver se de fato, ele faz a distinção de direita e centro direita.
Por antecipação, já apostando quê é a mesma coisa.
Voltarei ao assunto, em breve.
William >> 😂 É como procurar nas anotações de Thomas Edison a distinção entre válvulas e transistores.
Ou procurar na Torá a distinção entre judaísmo e cristianismo.
As ideias surgem e vão ganhando corpo, ramificações aparecem, outras desaparecem.
Já escrevi sobre o academicismo, tanta coisa aconteceu depois de 1900, mas muitos se prendem as ideias de Rousseau (só um exemplo) como se as soluções para a sociedade moderna com certeza estão nos seus escritos de 1762.😉
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Resumo:
Critério de Avaliação Prática: A responsabilidade política e ideológica do cidadão reside em analisar qualquer projeto de lei (independentemente da origem) e julgar se ele representa ou não uma intromissão excessiva do Estado na vida individual.
Defesa Máxima da Liberdade Individual: O posicionamento de centro-direita (ou a defesa da liberdade) consiste em analisar propostas maximizando o direito individual sempre que possível.
Distinção entre Risco Pessoal e Risco a Terceiros (O Exemplo do Capacete e do Cinto): O Estado deve atuar por meio de campanhas educativas (como sugerir o uso de capacetes e cintos), mas a decisão final de assumir um risco puramente pessoal deve caber exclusivamente ao indivíduo (preservando, por exemplo, o prazer de sentir o vento no rosto).
O Limite da Ação Estatal (Drogas e Direção): A intervenção do Estado torna-se legítima e necessária quando a conduta individual deixa de colocar em risco apenas a própria vida e passa a ameaçar diretamente a segurança de terceiros (como dirigir sob efeito de álcool ou drogas).
Autonomia e Tutela: O indivíduo deve ser o principal responsável pela própria vida. A tutela do Estado só se justifica para quem é legalmente considerado incapaz, cujas responsabilidades cabem a tutores específicos (como pais para crianças ou responsáveis legais).
Evolução Histórica das Ideias: Conceitos políticos não são dogmas estáticos criados por autores clássicos do passado (como buscar distinções modernas em Adam Smith). As ideias surgem, ganham corpo, ramificam-se e se transformam ao longo do tempo.
Repúdio ao Dogmatismo Acadêmico: Não se deve tratar pensadores clássicos (como Rousseau em 1762) como detentores de soluções absolutas para a sociedade moderna, ignorando toda a evolução histórica e os acontecimentos posteriores a 1900.
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