sexta-feira, 31 de maio de 2013

Sobre Sinceridade

  “Inclusive, os ateus jovens são mais difíceis de educar- já que a comunicação a ser usada com eles é diferente daquela que a maioria dos cidadãos consegue usar.” [Nihil]
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ARQUIVO 29/JAN/2011

  Eu não entendo muito bem porque a “educação” tem que ser este pisar em ovos.
  Então um espiritualista tem que se encher de cuidados para falar com um jovem ateu ou acontece o que!? 
  Eu falo aqui do relacionamento com minhas filhas para não ficar falando em subjetividades alienantes, eu acredito no que penso então PRATICO.
  Mais uma vez precisaremos da teoria dos “diferentes tipos de espíritos”. 
  Minhas filhas gostam de piscina e tenho certeza que elas adorariam que eu brincasse na piscina com elas, só que tem um detalhe, eu não gosto de piscina.
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  Nunca pisei em ovos para falar a maioria das coisas com minhas filhas. Elas são pessoas que gostam de piscina e eu as aceito assim, elas sabem que eu não gosto de piscina e me aceitam assim.
  Se eu ficasse com MEDO de falar para minhas filhas sobre meu sentimento, teria que me obrigar a entrar na piscina e seria um sofrimento desnecessário. 
  Poderia também inventar uma desculpa em todas as ocasiões e ser um mentiroso.

  Se minha filha se declarasse atéia eu me declararia espiritualista para ela…simples assim.

  Diante de minha filha quero ser eu mesmo, diante de mim, quero que minha filha seja ela mesma, as necessárias “mascaras” deixemos para o mundo lá fora.
  Sei que a sinceridade não deve ser exposta a ferro e fogo nem entre eu e minha filha, uma sinceridade plena inviabiliza um bom convívio social, mas temos exagerado demais em não sermos sinceros, estamos sempre pisando em ovos para falar com o próximo.
  Eu aplico a sinceridade em minha vida o máximo que posso, sabe de uma coisa? 
  As pessoas acabam se acostumando e quando querem uma opinião sincera me procuram.
  Um dia desses meu irmão me pediu para analisar um filme do qual ele tinha gostado muito, eu não gostei do filme e fui direto e franco em minha analise.
   Meu irmão não ficou chateado comigo, ele queria uma analise séria e foi o que teve, ele sabe que eu sou SINCERO, já me aceitou assim.
  O que já magoou meu irmão foi a falsidade, a hipocrisia, assim como já aconteceu com a maioria de nós.
  Não baseio a educação das minhas filhas em pisar em ovos, mas na sinceridade, na argumentação lógica.
  Quando alcanço um certo nível de amizade com uma pessoa já a alerto:
  “Tome cuidado com o que vai perguntar, pois não terei cuidado com o que vou responder, vou simplesmente ser sincero e lógico.”


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