William: Em
2005 aconteceu o Furacão Katrina em Nova Orleans, Estados Unidos.
Um comentarista lembrou
desse acidente com a seguinte explanação:
Vandré: “Qualquer atividade governamental que viola
direito de outras nações deve ser questionada, pois vimos que os EUA estavam
passando e passam atualmente por desastres da natureza, sem demonstrar que de
fato estavam preparados para socorrer as vítimas resultantes de tais eventos.
Enfim, fazer a lição de casa, limpar o
próprio quintal e cuidar dos próprios governados, que é o que a China e Japão tem feito a
anos, me parece ser a medida mais eficaz para cuidar da própria casa, sem
prejudicar a dos outros.”
William: Não sou um
admirador das ideias baseadas na paixão gosto mais das baseadas na razão, na
lógica.
A paixão é só mais
uma variável a ser considerada.
Em certos casos
entender a paixão é muito importante para entrar na mente das outras pessoas.
Se pretendo
entrar na mente da pessoa procuro por suas paixões, mas se quero realmente
desenvolver uma ideia ou coloca-la em observação prefiro a razão, uma análise
dos fatos.
Chamo esse
processo que uso de Filosofia Matemática onde todas as paixões, principalmente
as minhas ficam em terceiro plano, o importante é a LÓGICA, a RAZÃO baseadas na
observação dos números, estatística.
Notamos a paixão
do comentarista observando um certo “antiamericanismo” tão comum a tantos
brasileiros.
Ele cita o Japão,
os números mostram um nível econômico bom, mas está com sua economia estagnada há anos,
isso não é necessariamente mau, entretanto se dissermos que o EUA está
economicamente pior que o Japão ... só se for por paixão não resiste a lógica,
não resiste a análise dos números.
Dizer que a China
não intervém em outros países é não ler notícias do que acontece em seu
entorno, o interlocutor simplesmente ignorou o Tibete, ignora os “roubos” de
patentes, ignora os baixos salários pagos naquele país desempregando
trabalhadores no mundo inteiro, ignora que a China se torna rapidamente a maior
poluidora do planeta, sua “consciência ecológica” esta bem abaixo do padrão europeu ou americano.
Um furacão de
grandes proporções, o Katrina, atingiu 7 estados do USA em uma região
densamente povoada o número de mortos chegou a 1836.
Não faltou gente
pedindo a cabeça de Bush (Presidente na Época) pelo acidente em Nova Orleans (A
cidade mais atingida).
O interessante é que recebi esse comentário em
2011 alguns meses depois daqueles deslizamentos de terra na região serrana do
Rio de Janeiro.
“Enchentes e deslizamentos de
terra atingiram o estado do Rio de Janeiro, localizado no Sudeste do Brasil, em
janeiro de 2011.
Os municípios mais afetados foram Nova Friburgo, Teresópolis,
Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim na Região
Serrana e Areal na Região Centro-Sul do estado.
Os serviços governamentais
contabilizaram 916 mortes.”
Compararam os números e as situações?
O Katrina foi aquele fenômeno da natureza muito acima da média, atingiu 7 estados americanos.
Chuvas torrenciais na região serrana do Rio são comuns e atingiram parte de 1 Estado.
Imaginem o numero de mortos se algo como o Katrina atingisse 7 Estados brasileiros...
Morreram mais de 900 pessoas.
Não vi ninguém
pedindo a cabeça de Lula, Dilma ou Sérgio Cabral pelo ocorrido no Rio de
Janeiro.
Lula foi
Presidente até Dezembro de 2010 e Dilma assumiu em 2011.
NÃO!
Não acho que
devemos responsabilizar Lula e Dilma por essa catástrofe ocorrida no Rio de
Janeiro.
O comentarista
não responsabilizou e eu concordo com ele.
Então porque um
peso diferente para George Bush!?
O furacão Katrina
foi um desastre natural de proporções muito maiores que uma chuva intensa, isso
é FATO.
Se acontece algum
acidente no EUA é o merecido fim do capitalismo já com outras nações é só um lamentável
acidente da natureza...
Colocando na
matemática, analisando a situação, essa antipatia pelos americanos faz pouco ou nenhum sentido, mas com paixões não dá para
discutir em muitos casos, lamenta-se…
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| Rio de Janeiro |
Antiamericanismo - Link
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Resumo:
1. .Razão e Lógica
sobre a Paixão:. Você estabelece que sua análise prioriza a "Filosofia
Matemática", um método que coloca a lógica, a razão e os dados
estatísticos acima de inclinações emocionais ou ideológicas (paixões), que
costumam nublar o julgamento.
2. .Identificação do
Viés Antiamericano:. O texto argumenta que as críticas direcionadas aos EUA
muitas vezes não se baseiam em fatos comparativos, mas em um
"antiamericanismo" latente, comum em parte da sociedade brasileira,
que ignora indicadores objetivos.
3. .Contradição sobre
a China e Japão:. Você refuta a ideia de que esses países seriam modelos de
"cuidar do próprio quintal" sem intervir alheio. Aponta que a China
possui histórico de intervenções (Tibete), problemas ecológicos graves e
práticas econômicas agressivas (propriedade intelectual e baixos salários) que
impactam o mundo.
4. .Desproporção
entre Desastres Naturais:. Um ponto central é a comparação estatística entre o
Katrina (que atingiu 7 estados americanos) e os deslizamentos na Região Serrana
do Rio em 2011. Você destaca que o Katrina foi um evento de proporções
vastamente superiores a uma chuva sazonal brasileira.
5. .A Eficiência
Relativa do Socorro:. Ao comparar o número de mortos do Katrina (em uma área
densamente povoada de 7 estados) com as mortes no Rio de Janeiro (em uma área
menor de 1 estado), você sugere que, logicamente, a capacidade de resposta
americana é questionada de forma injusta quando comparada à realidade
brasileira.
6. .O "Dois
Pesos e Duas Medidas" Político:. Você questiona a coerência dos críticos:
por que pedir a "cabeça" de George Bush pelo Katrina, mas não
responsabilizar os governantes brasileiros (Lula, Dilma ou Sérgio Cabral) pelas
tragédias no Rio? Para você, se o governante brasileiro é isento de culpa por
um desastre natural, o americano também deveria ser.
7. .A Narrativa do
"Fim do Capitalismo":. Você conclui que existe uma tendência
ideológica em interpretar qualquer crise nos EUA como uma falência do sistema
capitalista, enquanto desastres em outras nações são vistos apenas como
fatalidades, revelando uma antipatia que não resiste à análise matemática dos
fatos.
.
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