quarta-feira, 15 de maio de 2013

Antiamericanismo Katrina

  
 
 William: Em 2005 aconteceu o Furacão Katrina em Nova Orleans, Estados Unidos.


  Um comentarista lembrou desse acidente com a seguinte explanação:


Vandré:   “Qualquer atividade governamental que viola direito de outras nações deve ser questionada, pois vimos que os EUA estavam passando e passam atualmente por desastres da natureza, sem demonstrar que de fato estavam preparados para socorrer as vítimas resultantes de tais eventos.
  Enfim, fazer a lição de casa, limpar o próprio quintal e cuidar dos próprios governados, que é o que a China e Japão tem feito a anos, me parece ser a medida mais eficaz para cuidar da própria casa, sem prejudicar a dos outros.”

  
William: Não sou um admirador das ideias baseadas na paixão gosto mais das baseadas na razão, na lógica.
 A paixão é só mais uma variável a ser considerada.
 Em certos casos entender a paixão é muito importante para entrar na mente das outras pessoas.

  Se pretendo entrar na mente da pessoa procuro por suas paixões, mas se quero realmente desenvolver uma ideia ou coloca-la em observação prefiro a razão, uma análise dos fatos.

  Chamo esse processo que uso de Filosofia Matemática onde todas as paixões, principalmente as minhas ficam em terceiro plano, o importante é a LÓGICA, a RAZÃO baseadas na observação dos números, estatística.

  Notamos a paixão do comentarista observando um certo “antiamericanismo” tão comum a tantos brasileiros.
  Ele cita o Japão, os números mostram um nível econômico bom, mas está com sua economia estagnada há anos, isso não é necessariamente mau, entretanto se dissermos que o EUA está economicamente pior que o Japão ... só se for por paixão não resiste a lógica, não resiste a análise dos números.

  Dizer que a China não intervém em outros países é não ler notícias do que acontece em seu entorno, o interlocutor simplesmente ignorou o Tibete, ignora os “roubos” de patentes, ignora os baixos salários pagos naquele país desempregando trabalhadores no mundo inteiro, ignora que a China se torna rapidamente a maior poluidora do planeta, sua “consciência ecológica” esta bem abaixo do padrão europeu ou americano.

  Um furacão de grandes proporções, o Katrina, atingiu 7 estados do USA em uma região densamente povoada o número de mortos chegou a 1836.

  Não faltou gente pedindo a cabeça de Bush (Presidente na Época) pelo acidente em Nova Orleans (A cidade mais atingida).

   O interessante é que recebi esse comentário em 2011 alguns meses depois daqueles deslizamentos de terra na região serrana do Rio de Janeiro.

  “Enchentes e deslizamentos de terra atingiram o estado do Rio de Janeiro, localizado no Sudeste do Brasil, em janeiro de 2011. 
  Os municípios mais afetados foram Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim na Região Serrana e Areal na Região Centro-Sul do estado. 
  Os serviços governamentais contabilizaram 916 mortes.”

  Compararam os números e as situações?
  O Katrina foi aquele fenômeno da natureza muito acima da média, atingiu 7 estados americanos.
  Chuvas torrenciais na região serrana do Rio são comuns e atingiram parte de 1 Estado.
  Imaginem o numero de mortos se algo como o Katrina atingisse 7 Estados brasileiros...

   Morreram mais de 900 pessoas.
   Não vi ninguém pedindo a cabeça de Lula, Dilma ou Sérgio Cabral pelo ocorrido no Rio de Janeiro.
  Lula foi Presidente até Dezembro de 2010 e Dilma assumiu em 2011.
  NÃO!
  Não acho que devemos responsabilizar Lula e Dilma por essa catástrofe ocorrida no Rio de Janeiro.
  O comentarista não responsabilizou e eu concordo com ele.
  Então porque um peso diferente para George Bush!?

  O furacão Katrina foi um desastre natural de proporções muito maiores que uma chuva intensa, isso é FATO.

  Se acontece algum acidente no EUA é o merecido fim do capitalismo já com outras nações é só um lamentável acidente da natureza...
  Colocando na matemática, analisando a situação, essa antipatia pelos americanos faz pouco ou nenhum sentido, mas com paixões não dá para discutir em muitos casos, lamenta-se…


Rio de Janeiro


  Antiamericanismo - Link

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 Resumo:


1.  .Razão e Lógica sobre a Paixão:. Você estabelece que sua análise prioriza a "Filosofia Matemática", um método que coloca a lógica, a razão e os dados estatísticos acima de inclinações emocionais ou ideológicas (paixões), que costumam nublar o julgamento.

 

2.  .Identificação do Viés Antiamericano:. O texto argumenta que as críticas direcionadas aos EUA muitas vezes não se baseiam em fatos comparativos, mas em um "antiamericanismo" latente, comum em parte da sociedade brasileira, que ignora indicadores objetivos.

 

3.  .Contradição sobre a China e Japão:. Você refuta a ideia de que esses países seriam modelos de "cuidar do próprio quintal" sem intervir alheio. Aponta que a China possui histórico de intervenções (Tibete), problemas ecológicos graves e práticas econômicas agressivas (propriedade intelectual e baixos salários) que impactam o mundo.

 

4.  .Desproporção entre Desastres Naturais:. Um ponto central é a comparação estatística entre o Katrina (que atingiu 7 estados americanos) e os deslizamentos na Região Serrana do Rio em 2011. Você destaca que o Katrina foi um evento de proporções vastamente superiores a uma chuva sazonal brasileira.

 

5.  .A Eficiência Relativa do Socorro:. Ao comparar o número de mortos do Katrina (em uma área densamente povoada de 7 estados) com as mortes no Rio de Janeiro (em uma área menor de 1 estado), você sugere que, logicamente, a capacidade de resposta americana é questionada de forma injusta quando comparada à realidade brasileira.

 

6.  .O "Dois Pesos e Duas Medidas" Político:. Você questiona a coerência dos críticos: por que pedir a "cabeça" de George Bush pelo Katrina, mas não responsabilizar os governantes brasileiros (Lula, Dilma ou Sérgio Cabral) pelas tragédias no Rio? Para você, se o governante brasileiro é isento de culpa por um desastre natural, o americano também deveria ser.

 

7.  .A Narrativa do "Fim do Capitalismo":. Você conclui que existe uma tendência ideológica em interpretar qualquer crise nos EUA como uma falência do sistema capitalista, enquanto desastres em outras nações são vistos apenas como fatalidades, revelando uma antipatia que não resiste à análise matemática dos fatos.


  

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