Tecnicamente (sem romantismo) a UMBANDA é uma religião brasileira.
Surgiu em 1908.
Zélio Fernandino de Moraes, aos 17 anos, incorporou o espírito Caboclo das Sete Encruzilhadas, que anunciou a criação de uma nova religião aberta a todos.
Religiões Afro-brasileiras - Link
Resumo:
1. Distinção entre Ideia e Pessoa: Você estabelece uma premissa fundamental de que não se deve confundir a origem de uma ideia ou conceito cultural com a condição jurídica ou social da pessoa que a carrega.
2. A Natureza Objetiva do "Estrangeiro": Ao contrário do tom retórico de Galeano, você argumenta que a classificação de "estrangeiro" é um fato jurídico e geográfico. Se alguém nasce em outro país, é tecnicamente estrangeiro até que ocorra um processo de mudança de status.
3. O Processo de Naturalização: Você destaca que o estrangeiro pode deixar de sê-lo através da naturalização, integrando-se plenamente ao corpo social do país de acolhida, adquirindo deveres e direitos quase idênticos aos dos natos.
4. Limitações da Naturalização (Soberania): Você utiliza dados técnicos para mostrar que, embora acolhido, o Estado mantém reservas de segurança e soberania (como a proibição de cargos de alta cúpula para naturalizados), o que reforça que a cidadania possui camadas lógicas e legais além da poesia.
5. A "Naturalização" das Ideias Culturais: Um dos seus principais argumentos é que ideias (como a religião) passam por um processo semelhante ao humano. Embora a raiz do "Deus Cristão/Judeu" seja o Oriente Médio, você defende que essa ideia já foi "naturalizada brasileira" após séculos de presença e influência na nossa cultura.
6. A Identidade das Novas Gerações: Você questiona a lógica de Galeano ao apontar que os descendentes de estrangeiros, nascidos e criados no ambiente local, são plenamente brasileiros. Portanto, usar a origem remota de um antepassado (ou de uma ideia) para rotular o presente de "estrangeiro" é logicamente inconsistente.
7. Brasilidade Autêntica (O exemplo da Umbanda): Você encerra reforçando que, embora bebam de fontes externas, novas sínteses surgem como puramente nacionais. Ao citar a Umbanda como uma religião brasileira criada em 1908, você demonstra que o Brasil não apenas importa o "estrangeiro", mas o transforma em algo novo e genuinamente seu.

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