quarta-feira, 11 de março de 2026

Maus Instintos

 

Adriano: Presos por furto ou tráfico (em casos leves sem envolver chefões e mandantes) deveriam ter o histórico limpo caso se profissionalizassem na prisão.
  Se o cara roubou um celular, comida ou paradas do tipo (com um valor relativamente baixo) ou era traficante (aqueles patetas q tiram 1 ou 2k por mês) e foi preso, se ele fizesse um curso técnico/profissionalizante na cadeia, deveria ter o histórico limpo pra incentivar na ressocialização.

  Já trampei em lugares com zero exigências profissionais e sem benefício algum, mas não contratavam ex-detentos de jeito algum.

  Se você quer que a sociedade tenha menos bandidos, incentivar com que não sejam mal vistos pela sociedade seria o melhor caminho possível visto que, atualmente, o cara sai da cadeia e sabe que lá fora ninguém vai contratar ele e não vai ter outra alternativa senão voltar pro crime.

  Sejamos espertos o suficiente para concordar que não mencionei presos por crimes como assassinato ou latrocínio, por favor.


William: Isso é complicado ... por tudo que conheço da mente humana.
  Não procure a resposta fora, busque dentro de você.
  Eu nem me imagino roubando, precisaria estar em uma situação desesperadora.
  Não sou especial, a maioria das pessoas que já conheci na vida são assim.
  Crescendo em bairro um pouco barra pesada, também já vi o contrário, crianças e adolescentes que sentem forte atração pelo mundo do crime e vícios.

  Porém vamos focar nos crimes ...
  Isso vai além da criação, faz parte da personalidade da pessoa, sente prazer em passar a perna em alguém.
  Evidente que concordo (e já vi) que a pessoa apesar dos seus "maus instintos" consegue se manter sob controle.
  Dito isso ...

  Sou contra apagar da ficha da pessoa o que ela fez.

  A maioria que não comete crimes tem direito a essa informação.
  Mas sou a favor da conscientização que você esta fazendo.
   As empresas (sem imposição do governo) poderiam deixar algumas vagas para ex-detentos.
   O ex-detento deve entender que pelo seu histórico vai ser normal que pelo menos por um ano seja mais "vigiado" que outros, confiança se conquista.
   Indo além...
   Não ser contratado por empresas não é motivo para voltar para o crime.
   Você falou em curso profissionalizante.
   Agora mesmo estou esperando um chaveiro para consertar a fechadura do banheiro.
   Não sei nem seu segundo nome, claro que não saio por ai investigando a ficha criminal das pessoas.
   Quero dizer que trabalho "CLT", não é o único que tem.

  Para quem nasceu pobre, ganhar bem é sempre um desafio.
  Eu mesmo nunca ganhei.
  Nunca tive que pagar IR, fora do que o governo me descontou na fonte.
  Como CLT, informal ou autônomo ... grana alta é difícil, não impossível.
  Eu e a maioria preferimos não fazer mal aos outros, nem ter problemas com a policia.

   Se o "caráter" da pessoa vê o 
crime como opção ... 
devemos ficar vigilantes.
(William Robson)


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 Resumo:


1. A Origem Interna do Comportamento: Você argumenta que a inclinação para o crime não deve ser buscada apenas em fatores externos, mas dentro do indivíduo. Para a maioria das pessoas, a ideia de roubar é algo distante, aceitável apenas em situações de desespero extremo.

 

2. Personalidade e "Maus Instintos": Você defende que o crime muitas vezes vai além da criação, fazendo parte da personalidade. Algumas pessoas sentem uma atração intrínseca pelo mundo do crime ou prazer em "passar a perna" nos outros, embora reconheça que muitos conseguem controlar esses instintos.

 

3. O Direito à Informação (Transparência do Histórico): Você se posiciona contrariamente ao apagamento da ficha criminal. Seu argumento é que a sociedade e as pessoas que não cometem crimes têm o direito de ter acesso a essa informação sobre o passado de outrem.

 

4. Conquistar a Confiança: Para você, a ressocialização exige que o ex-detento entenda que a confiança não é automática, mas conquistada. É natural e esperado que ele seja mais "vigiado" ou observado no início de uma nova ocupação devido ao seu histórico.

 

5. Responsabilidade Individual vs. Justificativa Social: Você refuta a ideia de que a falta de emprego formal (CLT) seja um motivo legítimo para retornar ao crime. Argumenta que o trabalho autônomo ou informal (como o exemplo do chaveiro) são alternativas viáveis para quem realmente deseja mudar.

 

6. A Ética da Honestidade na Pobreza: Ao compartilhar sua experiência pessoal de nunca ter tido altos ganhos, você reforça que a dificuldade financeira não justifica o dano ao próximo. A escolha pela honestidade é um valor que a maioria das pessoas mantém, independentemente da classe social.

 

7. Vigilância sobre o Caráter: O ponto final do seu argumento é que, se o "caráter" de uma pessoa enxerga o crime como uma opção válida ou uma saída fácil, a sociedade deve permanecer vigilante, pois a índole precede a oportunidade.


  

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