quarta-feira, 17 de abril de 2013

Dor Inventada

   
  

                                               

  “Se não puder ajudar, atrapalhe, afinal o importante é participar.”


  😂

                                        

  “Se a pratica faz a perfeição, e ninguém é perfeito, então pra que praticar?”


 😂


  Gosto desse tipo de frase que coloca em xeque o senso comum. 
  Esperamos uma "sequência de eventos" e vem outra.

  Algo que acho super ilógico é a pessoa inventar uma dor (fazer surgir um desconforto mental) ignorando a sequência de eventos.

  Não sei se conseguirei me fazer entender, vou tentar...

  Era dia 4, em uma empresa que trabalhei havia duas mulheres da limpeza próximas ao meu local de trabalho quando chegou uma terceira dizendo que “achava” que o pagamento não sairia no dia 5, mas talvez dia 6 ou 7.

  Por alguns minutos ficaram as três ali “sofrendo por antecedência” a respeito da possibilidade do pagamento atrasar 1 ou 2 dias.
  Falaram basicamente sobre todas as contas que não seriam pagas e a ocorrência de juros e multas.
  Chegaram a ponto de criticar a irresponsabilidade da empresa, o desrespeito com os funcionários...

  Entenderam?
  Uma funcionaria acordou no dia 4 “pressentindo” que o pagamento não sairia no dia 5 e aquilo virou uma certeza torturante!!!

  Me impressiona essa dificuldade das pessoas em relaxarem.
  Claro que nós criaturas devemos ter o plano B e C afinal a sorte é uma visita ilustre que raramente aparece, mas porque desconfiamos tanto da sequência de eventos?


  A empresa daquelas funcionarias é terceirizada, fiquei sabendo que atrasou em 1 dia o pagamento há quase dois anos, a “faxineira médium” nem estava no quadro de funcionários naquela ocasião.

  O plano B seria não fazer prestações com vencimento no dia 5, as minhas tem vencimento para o dia 10.

  O plano C é manter alguma poupança para momentos de emergências.

  Acho engraçado que as pessoas dizem que com o que ganham não dá para poupar absolutamente nada, mas medite comigo já que estou falando em "sequencia de eventos".
  O sujeito esta desempregado há meses, não esta entrando dinheiro nenhum ou bem pouco. 
  (algum trabalho informal)
  Consegue trabalho e passa a receber 900 reais (Ano 2013).
  Caraca!
  Para quem tinha zero de dinheiro garantido no mês houve um grande avanço.
  Faz de conta que ganha 700 reais e mantenha o habito de colocar 200 na poupança. 





  No entanto, o plano A é não esperar o pior, não sofrer por antecedência.
  Se não é comum o atraso do pagamento porque se preocupar em demasia com isso?  
  Porque duvidar da sequência de eventos?

  Me é estranho como as pessoas parece que “torcem” para as coisas darem errado, esperam pelo pior e quando as coisas seguem sua sequência natural agradecem ... a alguma entidade por ter dado certo!!

  Coisa de doido!😉

  O filho esta na balada, a mãe já o imagina assaltado, estuprado, assassinado sequestrado; quando ele volta para casa como sempre ocorreu ela diz:


 “Ainda bem, graças a Deus”.

  A mãe INVENTOU um sofrimento ... ocorreu apenas a sequência de eventos.

  Inventar sofrimento é coisa de doidos!

  Esperar sempre pelo pior é sofrer duas vezes, uma na espera e outra no acontecimento.

  Se o pior não acontece passamos horas ou dias inventando um sofrimento.
  Muitas criaturas são tão eficientes em inventar sofrimentos que desaprendem o prazer do SERENIDADE.

    Você fez a sua parte, relaxe.

    Se tem que acreditar em alguma coisa, acredite na normalidade, que a sequência de eventos esperada (não a imaginada) vai ocorrer.

   Amém?


✧✧✧

 

 Resumo:


1. A Crítica ao "Sofrimento por Antecipação": Você argumenta que criar um desconforto mental baseado em uma suposição (um "pressentimento") é uma forma de autotortura ilógica, que gera dor antes mesmo de qualquer fato concreto ocorrer.

 

2. A Quebra da "Sequência de Eventos": Um dos seus argumentos centrais é que as pessoas tendem a ignorar a normalidade estatística. Se algo costuma dar certo repetidamente, o lógico seria esperar que continue assim, mas o ser humano insiste em projetar a ruptura negativa dessa sequência.

 

3. A Eficiência do Plano B e C: Você defende que a prevenção real não é emocional, mas prática. Em vez de sofrer, deve-se agir estrategicamente: ajustar datas de vencimento (Plano B) e criar uma reserva de emergência (Plano C), mesmo com ganhos modestos.

 

4. A Psicologia da Escassez e a Poupança: Você questiona a ideia de que "não sobra dinheiro para poupar". Seu argumento é que, se alguém sobreviveu ao desemprego com zero, ao conseguir um salário, deveria manter o hábito de viver com menos do que ganha para construir segurança.

 

5. O "Otimismo Pragmático" (Plano A): O seu "Plano A" é, fundamentalmente, não esperar o pior. Você propõe que a serenidade advém de confiar na normalidade e não gastar energia mental com problemas que ainda não existem.

 

6. A Ironia do "Graças a Deus" após a Dor Inventada: Você aponta a estranheza de quem projeta tragédias (como a mãe que imagina o pior para o filho na balada) e depois agradece a uma entidade divina pelo fato de a "sequência natural dos eventos" ter ocorrido, ignorando que o sofrimento foi uma criação da própria mente.

 

7. O Custo do Sofrimento Duplo: Seu argumento final é um alerta sobre a eficiência perversa de algumas pessoas em inventar problemas: elas sofrem uma vez na espera e outra no acontecimento (se ele ocorrer). Ao fazer isso, perdem a capacidade de desfrutar da serenidade.

 

Em resumo, seu texto é um convite ao realismo e à disciplina mental, sugerindo que a "normalidade" merece mais crédito do que os nossos medos imaginários.


  

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