domingo, 15 de fevereiro de 2026

Burrice Cultural

 


Enzo:  Dos 594 parlamentares, 273 são empresários e 160 fazendeiros.
Juntos, representam 72% dos deputados.
  Nossa politica é dominada por Capitalistas!

William: Não vou ficar pesquisando a vida de mais de 500 parlamentares, mas vejam um caso que me veio a memória automaticamente e que não é isolado.
  Renan Calheiros não era “empresário” nem fazendeiro.
 (Fazendeiro é empresário, vou manter a separação em função da postagem original).
  Entrou para política, ganhou rios de dinheiro, daí adquiriu empresas.

  O Inácio é outro exemplo, não era empresário e “oficialmente” continua não sendo, mas ... foi ele chegar na Presidência para seu filho virar um “Ronaldinho Gaúcho” dos negócios.


 

 A Gamecorp, fundada em 2003 com sócios como filhos de Jacó Bittar (fundador do PT) e Lulinha, recebeu aportes significativos da Telemar (Oi), como R$ 5,2 milhões em 2005 e mais R$ 10 milhões em 2008, além de contratos com a Rede Bandeirantes para o canal PlayTV. Suspeitas apontavam para tráfico de influência, pois o governo Lula editou decreto em 2008 permitindo a Oi comprar a Brasil Telecom, beneficiando a empresa que financiava o grupo de Lulinha.

 

  Entre 2004 e 2016, o grupo Gamecorp/Gol recebeu R$ 132 milhões da Oi/Telemar (mais de 50% de seus recebimentos) e R$ 40 milhões de empresas ligadas à Vivo, sem justificativa econômica plausível, segundo a PF; parte teria financiado o sítio de Atibaia. A Receita Federal identificou uso de "empresas inexistentes" por Lulinha para dissimular lucros, e e-mails sugeriam "verba política" da Oi.


  Revista Crusoé - Link




  Minha pergunta é: 

  O parlamentar foi eleito porque era empresário ou virou empresário porque ganhou rios de dinheiro na política e precisa "legalizar" sua renda?

  A principio ao vermos tantos "empresários" no Congresso podemos achar que essa é a raiz dos problemas.
  "Pra mim" a raiz do problema é sermos (enquanto povo) muito tolerantes com a corrupção.

  O politico ganha rios de dinheiro com negociatas, precisa criar um álibi para seu padrão de vida que passa a ser alto.
  Adquire uma empresa que pode ser fazenda, escritório de advocacia, resort ... 
  Ter prejuízo claro que ninguém quer, mas mesmo que a empresa renda uma ninharia ela dá uma "aparência" de fonte principal de renda.
  Se der lucro, melhor ainda, afinal "licitações direcionadas" servem para isso.
  Colocar as empresas em nome de "laranjas" é fundamental.

  Esse é mais um texto que vão falar que eu "culpo a vitima" (O eleitor pobre).
  Apenas faço análises lógicas.
  Se claramente nosso problema é a tolerância com a corrupção e insistimos em eleger corruptos ... a burrice cultural cobra seu preço.
 

  

  

      “Jamais diga uma mentira

 que não possa provar.”

 (Millôr Fernandes)



Otávio: Se podemos provar, não é mentira...

  Não diga mentiras!

 

William: Acredito que você entendeu a ironia do Millôr, mas para quem não entendeu.

  (Principalmente a Geração Z, que não deve conhecer o estilo do cronista)


  Você vai para o boteco, mas diz para patroa que vai trabalhar até mais tarde.

  Diz para o segurança da empresa que caso sua esposa ligue você está em um ponto da empresa onde não tem sinal.


  O que Millôr diz ironicamente é que se vai mentir tenha pelo menos um bom álibi.


  Trazendo para hoje...

  Se vai justificar o recebimento de 129 milhões, pelo menos combine com alguém os serviços que foram prestados “legalmente”.

 


 


✧✧✧


 

Resumo:


1. Inversão da Causalidade (Político vs. Empresário):** Você questiona a premissa de que o Congresso é dominado por capitalistas que entraram na política. Seu argumento central é que muitos indivíduos entram na política "sem nada" e se tornam empresários ou fazendeiros *após* enriquecerem no cargo, utilizando a atividade empresarial como fachada ou destino para o capital acumulado.


2. A Empresa como Álibi Financeiro: Você sustenta que a aquisição de empresas (fazendas, escritórios, resorts) serve frequentemente para "legalizar" ou dar aparência de licitude a um padrão de vida elevado que, na verdade, provém de "negociatas" e desvios de dinheiro público.


3. Mecanismos de Dissimulação de Lucros: O texto aponta o uso de "empresas inexistentes", laranjas e contratos de prestação de serviços sem justificativa econômica plausível (citando o caso da Gamecorp/Oi como exemplo) para dissimular o recebimento de verbas de origem política.


4. A Tolerância Social com a Corrupção: Você define a "raiz do problema" não na presença de empresários na política, mas na condescendência da sociedade brasileira com atos ilícitos. Para você, a estrutura corrupta sobrevive porque o povo a tolera.


5. Crítica à "Burrice Cultural": O termo que dá título ao texto refere-se à insistência do eleitor em eleger candidatos com históricos claros de corrupção. Você argumenta que essa escolha consciente gera um custo social inevitável, o qual chama de "preço da burrice cultural".


6. A Ironia de Millôr e a Falta de Escrúpulos: Ao citar Millôr Fernandes, você argumenta que a corrupção atual é tão descarada que os envolvidos nem sequer se preocupam em criar "mentiras prováveis" ou álibis consistentes, evidenciando um desleixo moral e institucional.


7. Rejeição ao Vitimismo do Eleitor: Você antecipa e rebate a crítica de que estaria "culpando a vítima" (o eleitor pobre). 

  Sua posição é estritamente lógica: se o eleitor conhece o problema e insiste no erro, ele deixa de ser apenas vítima para ser parte do mecanismo que sustenta o sistema.


  

.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Amor em Ação

 

Kleber: Se fosse para você desconverter um cristão o que você falaria e quais argumentos usaria?
 
William: Nem me imagino fazendo tal coisa, acho o Cristianismo uma religião boa por ser tolerante as criticas.
  Sei que no passado não era, mas claramente "evoluiu".

  O maior risco que um cristão corre comigo de ser "desconvertido" é ele tentar me converter ...😉

  Geralmente sua "argumentação" é fundamentada na "doutrina", minha base de conhecimento é muito mais ampla.

  Exemplo:

Marcos 12:31 - "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." 

  Fala sério, algum cristão, diante de tudo que observamos na natureza humana, realmente acredita que isso é possivel!?

 


  Amar é sentir e demonstrar profundo afeto, carinho ou estima por alguém ou algo; querer o bem do outro, com dedicação, ternura e, muitas vezes, sacrifício.

 Vai além do sentimento: envolve escolha, cuidado e ação pelo bem estar alheio.

  (Dicionários)

 

 

 

  Ter esse sentimento (e ação) com seu cônjuge, filhos, pais, irmãos biológicos e até algum amigo que aconteceu na nossa vida ... até podemos considerar factível.
  Se "próximo" significasse isso.😉

  Acontece que eu li toda a Bíblia e posso garantir que biblicamente, próximo é qualquer pessoa que cruzamos no caminho e que necessita de amor prático.
  Inimigo, estrangeiro ou desconhecido incluídos.

  Percebam que destaquei as palavras "ação" e "pratico".

  Lembrei de um chiste:

  "Falar eu te amo é fácil, quero ver é pagar meus boletos."
  😂

  Brincadeiras a parte, cuidar de nós mesmos já é bem complicado.
  Ainda tem as pessoas em nosso entorno com as quais nos preocupamos naturalmente.

 "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." 

  Vejam que não é nem um pedido, é uma ordem.
  Observo que quase 100% dos cristãos entendem que  é um exagero.

  O bom dos cristãos é isso, a Bíblia (na pratica) é mais um símbolo sagrado que algo para ser levado ao pé da letra.
  Em outras religiões há maior "fanatismo" a letra.

  Encontrei que a etimologia da palavra amar é "querer bem".
  Aí já fica mais tranquilo.

  É cristão querer o bem de todos independente de sexo, cor de pele, nacionalidade ... se você tem esse sentimento ... não precisa nem ser cristão ... é apenas uma opção religiosa.

  Essa lógica entra em sua mente?

  AMÉM!






✧✧✧


 

Resumo:

 

1. Cristianismo é tolerante a críticas e evoluiu — Você não tentaria desconverter um cristão, pois vê o cristianismo como uma religião boa por aceitar críticas (diferente do passado); o maior risco é o cristão tentar converter você.

 

2. Base ampla vs. doutrina limitada — Sua argumentação vem de conhecimento amplo (leitura completa da Bíblia e mais), enquanto a dos cristãos geralmente se baseia só na doutrina.

 

3. Mandamento "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" é irrealista na prática — Diante da natureza humana, é impossível amar literalmente qualquer pessoa (inimigo, estrangeiro, desconhecido) com o mesmo afeto e sacrifício que se tem por si mesmo ou entes queridos.

 

4. Definição de amar exige ação prática — Amar não é só sentimento: envolve escolha, dedicação, ternura, sacrifício e ação pelo bem alheio (cuidado, "pagar boletos" no chiste); falar "eu te amo" é fácil, mas demonstrar é difícil.

 

5. "Próximo" bíblico é amplo e radical — Biblicamente, próximo = qualquer pessoa que cruza nosso caminho e precisa de amor prático (incluindo inimigos e desconhecidos), não só família/amigos próximos.

 

6. Quase 100% dos cristãos percebem o exagero — Na prática, cristãos veem o mandamento como símbolo sagrado, não algo literal; a Bíblia raramente é levada ao pé da letra (diferente de maior fanatismo em outras religiões).

 

7. Etimologia facilita: amar = "querer bem" — Com essa origem ("querer bem"), o mandamento fica mais acessível e realista; querer o bem de todos (independente de sexo, cor, nacionalidade) é suficiente — e não exige ser cristão, é uma opção religiosa.

 

  Seu argumento central é que o mandamento, tomado literalmente, é impraticável para a maioria, e os cristãos o adaptam pragmaticamente, o que torna o cristianismo mais tolerante e humano.


  

.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Fogo nas Partes

 

Juracy: Mulheres seriam mais satisfeitas sexualmente se saíssem com garotos de programa?

  Muitas mulheres se sentem insatisfeitas sexualmente por não terem com quem sair ou por estarem com parceiros que não ligam para o prazer delas. 
  Além disso, muitas não querem um relacionamento ou não são preferência para sexo casual e relacionamentos e acabam se sentindo frustradas sexualmente.  
   Contratar pessoas que trabalham com o sexo para te dar prazer ou companhia seria uma forma de se sentir satisfeita e não precisar aguentar coisas de parceiros que claramente estão com vc por última opção ou ficar com pessoas que não gostam de verdade de vc, todo ser humano gosta de sexo e de se sentir satisfeito e pagar por isso não é errado se vc for uma pessoa adulta e solteira.

William: Humm ... nessa questão embora sendo homem tenho um "lado feminino".
  No sexo sempre gostei de ser desejado, alguém transar comigo só por dinheiro nunca me atraiu.
  Digo lado feminino porque percebo isso mais nas mulheres que nos homens.

  A Juracy sugeriu o caso da mulher não ter sido a primeira opção, porém ela FOI UMA OPÇÃO, o cara desejou ficar com ela, poderia não ter ficado.
  Geralmente o homem também não foi a primeira opção da mulher ... estou falando daquele fim de festa.
  A moça estava de olho em um, não rolou.
  Tentou outro, não rolou.
  Ela poderia ter ido para casa, mas decidiu ficar com a terceira ou quarta opção.


  Não acho que tenha uma ação ideal para o caso que você comentou, procurar ou não garotos de programa.
  Muitos homens não se importam de pagar por sexo e pagam.
  Da mesma forma, as mulheres que não se importam de pagar por sexo, pagam.

  Para mulher que não gosta de pagar por sexo, só de pensar nisso já "broxa", "pra mim" a melhor solução é a masturbação.
  Os sex shops tem aparelhos interessantes.
  Entendam o básico.
  O "corpo biológico" não tem amor ou paixão, tem "tesão".
  Glândulas injetam hormônios na sua corrente sanguínea provocando excitação.
  Basta chegar ao orgasmo para descarregar a "tensão".

  Nossa "mente" pode ser mais carente de companhia, dai é outra situação onde uma coisa não elimina a outra.

  Logo, identifique se aquele "fogo nas partes" é só a biologia agindo, nesse caso a masturbação é suficiente.
  Se é algo mais mental, você realmente precisa de uma companhia ... tente as opções disponíveis.
  Desejo a todos JUIZO e BOA SORTE!
  A vida é essa aventura ... não tem fórmulas mágicas.
  Cada um tem que se virar com as cartas que tem.


✧✧✧


 

 

 Resumo:

 

1. A importância de ser desejado: Você enfatiza que, para você, o prazer sexual está intrinsecamente ligado ao sentimento de ser desejado. A ideia de uma relação mediada apenas pelo dinheiro (prostituição) não exerce atração, pois carece desse componente de validação mútua.


2. O "Lado Feminino" na percepção sexual: Você identifica essa necessidade de desejo genuíno como um "lado feminino" (no sentido comportamental), observando que essa preferência por ser desejada em vez de apenas "consumir" o sexo é, em sua percepção, mais comum entre as mulheres do que entre os homens.


3. A validação na "última opção": Diferente da visão de Juracy, você argumenta que, mesmo que uma mulher seja a terceira ou quarta opção em um "fim de festa", ainda houve um desejo real envolvido na escolha. O fato de o parceiro ter decidido ficar com ela, podendo ter ido embora sozinho, valida a existência de uma atração de momento.


4. Liberdade de escolha e ausência de fórmula ideal: Você sustenta que não existe uma "ação ideal" única. Tanto homens quanto mulheres que se sentem confortáveis pagando por sexo têm o direito de fazê-lo, assim como aqueles que não gostam têm o direito de buscar outras alternativas.


5. A masturbação como alternativa prática: Para as mulheres que sentem aversão à ideia de pagar por sexo (o que você chama de "brochar" com a ideia), você sugere a masturbação e o uso de acessórios de sex shops como uma solução eficaz para resolver a demanda física sem os dilemas morais ou financeiros de um garoto de programa.


6. Distinção entre Biológico e Mental: Um ponto central do seu argumento é a separação entre o "corpo biológico" (que demanda apenas a descarga de hormônios e o orgasmo para aliviar a tensão) e a "mente" (que demanda companhia e afeto). Você propõe que a pessoa identifique qual dessas necessidades está sentindo antes de agir.


7. Autoresponsabilidade e Realismo: Você conclui que a vida não possui fórmulas mágicas. Sua visão é pragmática: cada indivíduo deve avaliar as "cartas que tem em mãos" e buscar o que melhor funciona para si, seja lidando com a biologia de forma solitária ou buscando companhia nas opções disponíveis.


  

.



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Liberal

 


Yara: Como posso saber meu lado político?
   Meu pai é advogado, e esses dias ele veio me perguntar sobre a minha opinião política (eu sou de menor), como eu nunca tinha nem parado pra pensar nisso, disse pra ele que eu não era de direita nem de esquerda, e ele me disse que política não era só sobre o Lula ou o Bolsonaro (sou mulher e nunca havia parado pra pensar nisso, se justifica), e eu comecei a me questionar bastante. 
  Dei uma pesquisada (não tão afundo) e vi pessoas falando que quem pensava que não era de nenhum lado, tinha mais tendência a ser de direita. 
  Mas eu discordo disso. 
  Alguém me explica o básico pra eu poder me achar nesse assunto? 💔

William: O que mais confunde as pessoas é misturar comportamento (valores morais, família) com economia (modelo de produção, mercado).

  Generalizações comuns (e equivocadas):

1 Esquerda = igualdade
   Direita = desigualdade  

2 Esquerda apoia homossexuais.
   Direita é homofóbica.

3 Esquerda defende trabalhadores.
   Direita defende patrões.
  
4 Esquerda pró-aborto.
   Direita contra o aborto.
  
5 Esquerda contra racismo.
   Direita é racista.  

6 Esquerda pró-imigração.
   Direita  é xenófoba.  

7 Esquerda estatiza.
   Direita privatiza  


  Apenas a 7ª é razoavelmente observável na prática.    No entanto, as esquerdas atuais no Ocidente raramente propõem estatização ampla, no máximo mantêm setores estratégicos.

   Erro comum:  
   Direita = Capitalismo + Conservadorismo  
   Esquerda = Socialismo + Progressismo  

  Na verdade, posições variam por tema.
  Alguém pode ser liberal econômico (direita) e progressista comportamental (esquerda), ou o inverso.

  Tome cuidado com o termo "Liberal".
  Aqui no Brasil significa progressista, "liberal nos costumes".
  Exemplo, defender o casamento gay é um posicionamento progressista/liberal no Brasil.
  Note que não é algo ligado a "economia", é ligado a "costumes".
  

  Nos Estados Unidos o termo Liberal pode ter o mesmo sentido que no Brasil, mas geralmente é mais ligado a Economia, a pessoa que defende o livre mercado tanto quanto possivel.

 Logo, não devemos rotular rigidamente.
 
 Cada pessoa é uma mistura única de visões econômicas e comportamentais.

  Exemplo que eu repito sempre:
  Um padre ou pastor que é contra privatizações é de esquerda econômica, mas de direita comportamental em temas como ser contra o aborto, contra o casamento gay, defender a família tradicional....

  Enfim, já escrevi tantos textos sobre as diferenças fundamentais nos pensamentos de direita e esquerda que até me entedia continuar escrevendo.
  Quem quiser mais ... tem esse link:
                                                     ⇩ ⇩

Nota: Nos Estados Unidos não tem esquerda (relevante) no sentido "econômico".
  Tanto Democratas quanto Republicanos tem mais características de Centro Direita.
  A diferença é que Democratas são mais progressistas e Republicanos mais conservadores, quero dizer que a divergência deles são mais nos costumes.
  As cores também mudam com relação ao Brasil.
  Democratas são representados pela cor azul.
  Republicanos pela cor vermelha.

✧✧✧

 

Resumo:

 

1. Distinção entre Economia e Comportamento: O seu argumento central é que o maior erro das pessoas é misturar o modelo econômico (mercado e produção) com valores morais e comportamentais (família, religião, costumes). Para você, são eixos distintos que não deveriam ser fundidos em um único rótulo.


2. Crítica às Generalizações Binárias: Você rebate os estereótipos comuns que tentam definir a Esquerda apenas como defensora da igualdade/minorias e a Direita como defensora da desigualdade/preconceitos. Para você, apenas a questão da estatização vs. privatização é razoavelmente observável na prática política.


3. A Complexidade das Misturas Ideológicas: Você defende que as posições variam por tema. Alguém pode ser liberal na economia (direita) e progressista nos costumes (esquerda), ou vice-versa, como o exemplo dado do religioso que é contra privatizações mas mantém valores tradicionais.


4. A Ambiguidade do Termo "Liberal": Você destaca como o termo muda de significado conforme o contexto geográfico. No Brasil, costuma focar na liberdade de costumes (progressismo), enquanto nos EUA é frequentemente associado à defesa do livre mercado (embora também usado para o progressismo social).


5. Rejeição aos Rótulos Rígidos: O texto enfatiza que o espectro político não deve ser uma "caixa" fechada. Cada indivíduo é uma mistura única de visões, e rotular alguém rigidamente ignora a complexidade do pensamento humano.


6. Análise do Cenário Americano vs. Brasileiro: Você observa que, nos EUA, a "esquerda" econômica relevante praticamente não existe no sentido tradicional (estatização), sendo que tanto Democratas quanto Republicanos operam em um espectro de Centro-Direita econômica, divergindo majoritariamente nos costumes.


7. Inconsistência da Esquerda Moderna com a Estatização: Você argumenta que, embora a estatização seja o único marcador prático clássico, as esquerdas ocidentais contemporâneas raramente propõem uma estatização ampla, limitando-se a manter setores estratégicos, o que torna os rótulos antigos ainda mais obsoletos.


  

.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Culpar os Pais

 

Vanessa: Pare de culpar seus pais. 
 Você já é velho demais pra isso!

William: Desde que não responsabilize um "subjetivo Sistema" concordo.

  Exemplo:
  Se você nasceu pobre, a possibilidade de ficar rico é bem remota.
  Se for disciplinado e nada dar muito errado pode chegar a classe média.

  NÃO, você não nasceu para ser rico com certeza.
  Pode até acontecer, mas é exceção a regra, não uma "lei da natureza" que algum "Sistema" impediu que prevalecesse na sua vida.
  Sua condição de nascimento é fruto da decisão de um casal.
  Se não foi satisfatória reclame com eles ou com Deus ... se não for ateu...




✧✧✧
  Sua condição de nascimento é fruto da decisão de um casal.
  Se não foi satisfatória reclame com eles ou com Deus ... se não for ateu...
    ⇩ ⇩
https://filosofiamatematicablogger.blogspot.com/2026/02/culpar-os-pais.html

*
*

.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Marina Lacerda

 



Atenção: Faço análises lógicas, reduzindo o sentimentalismo ao mínimo possível.
  Se tiver problema com isso, esse Blog não é para você.
  NÃO LEIA!

 

  

YouTube

  Marina Lacerda nasceu em Belo Horizonte (MG) e mudou-se para Nova Iorque entre os 7 e 8 anos, acompanhando a mãe que procurava melhores condições de vida.

 

  Na escola americana, sofreu bullying e tornou-se uma criança calada e retraída.   

   Como a mãe trabalhava até tarde, Marina ficava sozinha em casa e tinha de acordar e ir para a escola sem companhia desde os 9 anos.

 

  Antes de conhecer Epstein, Marina já tinha sido vítima de abuso sexual por um homem da própria família, situação que durou dos 9 aos 12 anos de idade.

  Ela relata que a comunidade local sabia, mas ninguém interveio.

 

   Começou a trabalhar ainda criança ajudando a mãe num buffet.

   Aos 14 anos, vendia flores num clube grego e, pouco depois, saiu de casa por se sentir ameaçada pelo seu primeiro abusador, que havia saído da prisão em liberdade condicional.

 

  Marina Lacerda foi uma das principais testemunhas no caso contra o pedófilo americano Jeffrey Epstein.

 Os abusos começaram na mansão de Epstein em Nova York quando ela tinha 14 anos , após ser levada por uma amiga sob o pretexto de realizar massagens .

 

  Durante três anos, ela foi vítima de exploração sexual, sendo dispensada aos 17 anos por ser considerada "velha" pelo criminoso . Em 2018, seu depoimento ao FBI foi crucial para a prisão de Epstein, que se suicidou na cadeia em 2019 .

  Marina, que agora utiliza sua voz para encorajar outras vítimas a denunciarem abusos, destaca que "o silêncio da vítima é a impunidade do criminoso" .

  O vídeo também aborda a luta das vítimas para que documentos sigilosos do caso sejam tornados públicos pelo Congresso americano .

 


 

   "Pra mim" um dos maiores problemas da humanidade é a PATERNIDADE IRRESPONSÁVEL.

    Infelizmente sou um dos poucos que pensam assim; ficando a irresponsabilidade do casal como a "raiz dos problemas" mais ignorada.

   A "mãe da Marina" (nem o nome é citado) foi para os Estados Unidos por volta de 1996, o vídeo diz que "as coisas não estavam boas pra ela aqui".

   Atentem para o ano, em 1994 tinha ocorrido o Plano Real, as coisas melhoraram bastante.

  Sei que cada caso é um caso, mas o que levaria uma mulher com duas filhas pequenas embarcar em uma aventura dessas!?

  Se estivéssemos em guerra civil ou externa até seria uma justificativa, mas em 1996!?

  Cheguem as suas próprias deduções lógicas...


  Marina fala de bullying na escola ...  é tão subjetivo.

  Eu fui zoado na escola, isso virou justificativa para todo tipo de "trauma"!?

  Como o vídeo em análise quase não fala sobre isso, vou ignorar.


  O vídeo diz que Marina ficava sozinha em casa, ao mesmo tempo diz que foi abusada por um "familiar".

  Caraca, ela ficava sozinha ou tinha familiar por perto!?

  (A mãe assim que chegou, levou um "padrasto" para casa).


  Eu e meus irmãos ficávamos sozinhos em casa, minha mãe saia pra trabalhar, éramos em cinco, minha irmã mais velha tinha apenas 12 anos, eu 10.

  Porém morávamos no fundo da casa da minha avó, tinha familiar por perto.

  Vejam que eu "tenho lugar de fala" ... para quem se importa com isso.


  "O vídeo" diz que ela foi abusada dos 9 aos 12 anos, todos sabiam e ninguém fazia nada.

   Minha pergunta é óbvia:

   Como o abusador foi preso!?

   Intervenção Divina!?


  Pouco depois foi morar com um namorado, ao mesmo tempo que diz ter cuidado financeiramente da mãe e da irmã antes de se envolver com Epstein.

  Percebam que a "linha de tempo" é bastante apertada, mas ninguém questiona.


  Com 14 anos de idade, por cerca de 4 meses ela apenas fez massagens como a colega que a indicou disse que seria.

  A própria Marina diz que nesse período o ricaço nem a tocava.

  Depois o Fantástico (mídia em geral) já fala em "abuso".

  Minha "aposta"?

  É que ele ofereceu uma grana a mais para ela "ir além" e ela aceitou, consentiu.


 Atenção: A idade de consentimento em Nova York é de 17 anos, legalmente o que Epstein fez foi o que chamamos no Brasil de est*pro de vulnerável.

  No Brasil a idade de consentimento é 14, mas isso não conta se foi comprovado "prostituição", foi feito pagamento.

  Epstein seria condenado tanto aqui quanto lá, esse não é o meu ponto, questionar a prisão.


  Meu ponto é o "maniqueísmo" de transformar  um lado em santo o outro em demônio.


  A Marina dá aquele "migué" que não sabia bem o que estava fazendo.

  Lembrem-se que ela já tinha sido abusada.

  Se fosse a primeira vez já seria questionável, estamos falando de Estados Unidos por volta de 2003.

  Essa adolescente virginal que não sabia nada sobre sexo ... é difícil imaginar.

  Minha dedução lógica é que ela sabia o que estava fazendo e fazia por dinheiro.


  O vídeo fala que depois de 4 meses ela foi est*prada.

  Sabemos que é um evento traumático para qualquer mulher.

  Mas a "pobre e indefesa" frequentou a casa por mais dois anos, parou de ir porque ELE a dispensou.


  Voltando onde começamos.

  E a mãe dela em tudo isso!?

  Porque não condenar a mãe por abandono de vulnerável, menor de 18 anos!?

  Do pai biológico então, não se fala nada.


  Pelo menos os Epstein da vida são presos.


  Quanto aos pais irresponsáveis ...  eu e poucos damos a devida importância a esse assunto.


  Se os pais cuidassem bem dos filhos, pessoas como Epstein seriam presas logo no início de suas atividades.

  Mesmo com tendências diabólicas pensariam mil vezes antes de fazer algo ilegal.


  Mas preferimos tratar os sintomas (quando tratamos, poucos são presos) que atacar a DOENÇA (irresponsabilidade) em si.


  Ai de mim, ai de mim ... só gemidos de dor para expressar o que eu sinto ... 😢

  Teríamos um mundo tão melhor se as pessoas fossem minimamente LÓGICAS.



Nota: Eu já sei o "escapismo" que vão usar para essa meditação.

  😡"Mais um que culpa a vitima".

   Mantenho o que eu "prometi", análise lógica sem maniqueísmo.

   Pai, padrasto, mãe, Epstein ... e a própria Marina fizeram escolhas.

   Epstein sabia da ilegalidade, fez consciente.

   Marina recebeu uma proposta diferente depois de 4 meses, aceitou CONSCIENTE.


   Essa análise lógica entra em sua mente?


    Me refute se for capaz ... Link


✧✧✧

 

 

Resumo:

 

1. A Irresponsabilidade Parental como Causa Raiz: O seu argumento central é que a "paternidade irresponsável" (tanto da mãe quanto do pai ausente) é a origem do problema. 

 Você questiona a decisão da mãe de emigrar para os EUA sem condições estabelecidas, deixando as filhas vulneráveis, e aponta que se os pais cuidassem devidamente dos filhos, criminosos como Epstein não encontrariam terreno fértil.


2. Questionamento da "Aventura" Migratória: Você utiliza o contexto histórico (Pós-Plano Real, 1996) para refutar a ideia de que a situação no Brasil justificaria a mudança da mãe de Marina para os EUA, classificando a decisão como uma escolha mal calculada que expôs as crianças ao risco.


3. Ceticismo sobre a "Vulnerabilidade Virginal": Você argumenta que, como Marina já havia sofrido abusos anteriores (dos 9 aos 12 anos), ela possuía conhecimento sobre a situação.

  Para você, a narrativa de que ela não sabia o que estava acontecendo aos 14 anos é um "migué", defendendo que ela tinha discernimento sobre a natureza das trocas sexuais.


4. A Hipótese do Consentimento por Dinheiro: Sua análise lógica sugere que, após um período inicial de massagens sem toque, Marina teria aceitado "ir além" por motivação financeira. 

  Você sustenta que ela fez uma escolha consciente ao aceitar a proposta de Epstein, apesar da ilegalidade do ato por parte dele.


5. A Contradição da Permanência: Um ponto forte do seu argumento é o fato de Marina ter frequentado a casa de Epstein por dois anos após o primeiro abuso relatado, só parando porque "ele" a dispensou. 

  Você utiliza isso para questionar a narrativa de vitimização absoluta e passiva.


6. Crítica ao Maniqueísmo Social: Você rejeita a visão binária de "santo contra demônio". 

  Embora reconheça que Epstein cometeu um crime (estupro de vulnerável), você insiste que Marina também fez escolhas e que a sociedade ignora as falhas morais e de cuidado da família ao focar apenas no criminoso midiático.


7. Abandono de Incapaz e Impunidade Familiar: Você questiona por que a mãe não foi condenada ou responsabilizada por abandono de vulnerável, já que Marina ficava sozinha e desamparada. 

  Para você, focar apenas no "sintoma" (Epstein) em vez da "doença" (irresponsabilidade dos pais) impede a solução real dos problemas da humanidade.


  

.