terça-feira, 13 de agosto de 2013

Religião para quem Precisa

 

  “Se os homens são tão perversos
 tendo religião, 
como seriam sem ela?
   (Benjamin Franklin)

William:  Observo que a religião em muitos casos é um “freio moral”, mas não em todos os casos e nem indispensável.
  Nosso vazio existencial é muito grande, me parece melhor preenche-lo com a crença em um Deus justo e bom que afoga-lo em álcool e drogas por exemplo.

  "Prefiro pessoas viciadas em Jesus que em drogas."

  Não concordo com os que dizem que sem religião caminharíamos inexoravelmente para a barbárie.
  Se queremos ter uma vida longa e tranquila o respeito mútuo é muito lógico.
  Estou tranquilo em casa, não tenho a preocupação de a qualquer momento meu vizinho arrombar minha porta e tentar me matar ou roubar ou fazer-me algum mal.
  Meu vizinho não me ataca não por temor a Deus ou porque se fizer isso pode ser preso, acredito que é um cidadão de bem e quer ficar tranquilo também.

  Imaginem a seguinte situação:

  Você chega em um lugar, diz bom dia.
  As pessoas a sua volta respondem ao cumprimento e fica por isso mesmo, você faz o que tem que fazer, segue seu caminho ou acontece alguma conversa agradável ou banal sobre o cotidiano.
  Se você chega dizendo palavrões, com a cara fechada, querendo bater em alguém, com arrogância, a situação fica bem mais tensa.

  A grande maioria de nós opta pela lógica da cordialidade, mesmo que estejamos vivendo momentos difíceis, com vontade de xingar meio mundo... ser agradável e cordial é mais tranquilo, mais eficiente, menos tenso.
  Criar um ambiente hostil não facilita em nada a vida de ninguém.
  Se as pessoas se sentem ameaçadas, acreditando que você pode agredi-las, elas te agridem primeiro.

  Percebem que não falamos de Deus, Religião, Moral, Bom Costume, Educação?

  Chamo isso de INTELIGÊNCIA BÁSICA.
  Até os animais “não racionais” tem.

  Infelizmente nesse planeta estamos todos submetidos a uma cadeia alimentar.
  Mas fora isso, cada animal vive no seu canto sem incomodar muito os outros.

  O trânsito é uma boa ilustração mental.
  Com o grande número de carros, a maneira mais eficiente de fluir é respeitarmos as leis, as sinalizações e punirmos os infratores.
  Independentemente de qualquer crença ou descrença você dirigir com prudência/atenção aumenta consideravelmente suas chances de chegar bem ao seu destino.
  Chegar ao destino sem sofrer acidentes é o que todos queremos, até os imprudentes.

  Aquela inteligência de grande monta, que estabelece novos padrões de excelência é rara.

  No entanto a grande maioria de nós tem inteligência básica, basta usa-la.
  É difícil encontrar um louco tão louco que rasgue dinheiro ou coma fezes.

  Alguns são arrogantes, se acham melhor ou mais importante que todos os outros e só o medo da multa (punição) evitará que eles cruzem o sinal vermelho (cometam crimes).

  Porém a maioria entende que respeitar o semáforo (respeitar o próximo) é o certo a fazer.
 
   “Polícia para quem 
precisa de polícia, 
polícia para quem precisa.”

  Se pergunte agora:

  Você precisa da Religião para fazer o que é certo?

  “Decifre-se ou seja devorado!”

   

                                            
  Melhor é não precisar, mas se precisar ... tudo bem; o importante é que faça o que é certo.

  Se a religião serve como um freio moral para tantas pessoas então é melhor que não acabemos com ela.
  Mas convém evitar o fanatismo ... isso não dá certo, implode até nossa inteligência básica.


“Dizem que ela existe
  Prá ajudar!
  Dizem que ela existe
  Prá proteger!
  Eu sei que ela pode
  Te parar!
  Eu sei que ela pode
  Te prender!”


“Religião para quem precisa de religião, religião para quem precisa.”



   "Espiritualistas" vivem mais e melhor, mesmo que esse “melhor” seja considerado ilusão por ateus.
  Não acredito em felicidade, mas achei essa matéria interessante:

  

  Pesquisas científicas mostram que pessoas religiosas tendem a relatar maior felicidade e satisfação com a vida em comparação a não religiosas.

​  Uma meta-análise com mais de 500 mil participantes confirma essa associação positiva entre religiosidade/espiritualidade e satisfação vital.


  Unisinos - Link


 

 






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  Resumo:

 

1. A religião funciona como freio moral em muitos casos, mas não é indispensável nem universal. 

   Você observa que ela atua como "freio moral" em vários contextos, porém não em todos e nem sempre é necessária — serve para alguns, mas não para todos.

 

2. É preferível preencher o vazio existencial com crença em um Deus justo do que com vícios destrutivos.

   Argumento forte: melhor "viciados em Jesus que em drogas" ou álcool, pois a fé pode ocupar o espaço do vazio de forma menos prejudicial.

 

3. Sem religião, a humanidade não desaba necessariamente na barbárie. 

   Você rejeita a ideia de que a ausência de religião levaria inexoravelmente ao caos; o respeito mútuo é suficiente e lógico para uma vida tranquila e longa.

 

4. O bom comportamento surge da inteligência básica e do interesse próprio, não da religião. 

   A cordialidade, o "bom dia", o respeito no trânsito e a não-agressão entre vizinhos vêm de uma "inteligência básica" (presente até em animais), visando tranquilidade mútua e eficiência na vida — sem precisar invocar Deus, moral religiosa ou temor divino.

 

5. A maioria das pessoas já possui inteligência básica suficiente para fazer o que é certo. 

   Exemplos claros (respeitar semáforo, não rasgar dinheiro, evitar hostilidade) mostram que a grande maioria opta pelo certo por lógica elementar, não por necessidade de religião. 

  Pergunta central: "Você precisa da Religião para fazer o que é certo?"— melhor não precisar, mas se precisar, tudo bem.

 

6. A religião deve ser mantida para quem precisa dela como freio moral, mas o fanatismo deve ser evitado.

   Se serve de contenção para muitas pessoas, é melhor preservá-la do que eliminá-la; porém, o fanatismo é perigoso e "implode até nossa inteligência básica".

 

7. Pessoas religiosas/espiritualistas tendem a viver mais e relatar maior felicidade e satisfação. 

   Você cita evidências científicas (meta-análise com mais de 500 mil participantes) mostrando associação positiva entre religiosidade e bem-estar/satisfação vital — mesmo que ateus vejam isso como ilusão, o benefício prático existe.

 

  Você não ataca a religião em si, mas a relativiza como ferramenta opcional para quem dela necessita, enquanto defende que a conduta ética básica não depende dela para a maioria das pessoas.


  


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