segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Isenção Fiscal




William: Riqueza do "rentista de alta renda" sustenta negócios, empregos e inovação, não é apenas “ganância” ou acumulação inútil.

Soraia: O trabalhador sustenta negócios, gira a economia, mantém a máquina de empregos sem ganância, sem roubo, produzindo 👍🏽

William: Não sei desse trabalhador que trabalha sem receber e dispensa aumentos de salários ou benefícios.

Soraia: Moço, trabalhador, não escravizado 🤦🏽‍♀️ patrão contrata mão de obra, não faz caridade não!

William: Da mesma forma quando eu empresto dinheiro para o Governo aplicando no Tesouro Nacional não é por caridade ou para ajudar o país, quero receber os juros contratados.

   Em 2025 o Brasil teve um déficit de R$ 61 bilhões.
   Quer dizer que mesmo colocando na balança tudo que foi arrecadado, faltaram 61 Bilhões para fechar as contas.
   Para terem uma ideia os gastos administrativos da máquina pública (custeio para manter o governo funcionando): R$ 72,7 bilhões em 2025 (maior patamar em 9 anos).

   Olhemos só para esses dados para facilitar o entendimento e vamos pensar só em salários.

   Percebam que se o Governo não conseguisse 61 bilhões emprestados, cerca de 80% do funcionalismo ficaria sem salário em 2025.
  Para quem não entende nada de porcentagem pense que de cada 10 funcionários, 8 teriam que trabalhar todo 2025 sem receber um centavo.

  Logo, quando ouvir que o cidadão que empresta dinheiro para o Governo é "improdutivo", lembre-se que em 2025 ele pagou 80% do salário do funcionalismo.

Soraia: A isenção tributária prevista para 2025 é de R$ 587 bilhões, ou 4,74% do PIB. 
  Bilionários corroendo a economia do país. 
  A máquina pública a serviço de quem????

William: Me diga você ...


     Muitos repetem feito papagaios algo que ouviram falar, mas não sabem bem do que estão falando.
    Noto que confundem sonegação fiscal com isenção fiscal.
    Sonegação é deixar de pagar o imposto devido.
    Pode ser  atitude "criminosa" (não pagar porque não quer), mas também pode ser por falta de dinheiro mesmo.
    O IPVA do seu carro é mil reais, você perdeu o emprego ou teve um grande imprevisto e não esta conseguindo pagar ... é sonegação.

   O IPVA do seu carro elétrico é 5 mil, mas o Governo para incentivar esse tipo de compra dá desconto de 50% e você "só" paga 2.500.
   O Governo concedeu uma isenção tributaria de 50% para o carro elétrico com a boa intenção de reduzir a poluição e diminuir as mudanças climáticas.
  Entenda que não é um pagamento que o Governo fez a você, foi uma grana que ele deixou de arrecadar, o que na pratica muda pouca coisa.

  Entenda que "Governo" é Executivo + Legislativo + Judiciário.

  Nos cargos de Executivo e Legislativo você vota.
  Se o politico esta votando a favor de uma isenção que você não aprova, se manifeste contra.
  Eu sou contra a isenção para carros elétricos.

Nota: É só um exemplo fácil de entender, muita gente paga IPVA, eu não pesquisei sobre isenções para IPVA.

  É comum lermos que a agricultura tem muitas isenções.
  Por principio sou contra qualquer tipo de isenção ou subsidio.
  A boa intenção do Governo é baratear o preço dos alimentos e turbinar nossa balança comercial trazendo mais dólares.
  A agricultura é uma das poucas coisas que conseguimos ser competitivos no comércio mundial.
  São bons argumentos.
  Precisamos fazer uma análise completa e profunda para calcular o custo beneficio.
  É "compreensível" as discordâncias.

   Mas vejam o caso fácil da Zona Franca de Manaus.
   Há décadas nós enquanto povo concordamos com isenções pesadas para atrair indústrias para a Amazônia.
   Empresas como Samsung, Moto Honda e LG produzem eletrônicos e motocicletas com isenção total de IPI e reduções drásticas de Imposto de Importação e IRPJ.
   Durante a Reforma Tributária (Arcabouço Fiscal), o Governo (Executivo + Legislativo) lutaram para manter os privilégios de Manaus para não "quebrar" a economia local.
   Ao mesmo tempo que  o Ministério da Fazenda  aponta que esse modelo custa cerca de R$ 30 bilhões por ano e cria distorções competitivas com indústrias de outros estados.

  A população total do estado do Amazonas é de 4.321.616 habitantes.

  A população do município de Manaus (capital do estado) é de 2.303.732 habitantes.

  A população do município do Rio de Janeiro (a cidade propriamente dita, não o estado) é de 6.730.729 habitantes.

  Observem que só a cidade do Rio de Janeiro tem mais habitantes que todo o Estado do Amazonas

  O Brasil tem 26 estados e o Distrito Federal (DF), totalizando 27 unidades federativas.

  Meu ponto é:

  Os Senadores e Deputados do Amazonas defenderem a Zona Franca de Manaus eu até entendo.

  "Brasília" (O Presidente que estiver no poder) defender, eu já não entendo, o Presidente deve pensar no país como um todo, a Zona Franca tem sido um freio de mão para nação.

  Os Senadores e Deputados dos outros 25 Estados defenderem esse "freio de mão" para todos ... desafia qualquer lógica.

  Samsung, LG e Honda fazem lobby?
  E todos os outros grupos empresariais espalhados pelo país, não fazem lobby para acabar com essa situação!?

   Quando falo da nossa "burrice cultural" sou atacado por todos.

   Mas sinceramente não sei que outro termo usar.
   Tem coisas que basta matemática da mais simples para entender.
   Entendemos e mesmo assim não fazemos!?
      


✧✧✧

 

Resumo:


1. A Função Social do Capital e do Investimento: Você defende que a riqueza do "rentista de alta renda" não é um acúmulo inútil, mas o combustível que sustenta negócios, inovação e a manutenção de empregos, refutando a ideia de que o capital parado é apenas fruto de ganância.


2. O Credor do Estado como Mantenedor da Máquina Pública: Através de um cálculo matemático direto, você argumenta que, diante do déficit de R$ 61 bilhões e dos custos da máquina pública, o cidadão que empresta dinheiro ao governo (via Tesouro Nacional) foi, na prática, quem garantiu o pagamento de cerca de 80% do funcionalismo público em 2025.


3. Distinção Conceitual entre Sonegação e Isenção: Você esclarece que a isenção fiscal não é um "roubo" ou "pagamento" feito pelo governo, mas uma renúncia de arrecadação (muitas vezes com intenções extrafiscais, como incentivar carros elétricos ou baixar preços de alimentos) decidida pelos representantes eleitos.


4. Posicionamento Contra Subsídios e Isenções: Apesar de reconhecer os argumentos econômicos da agricultura (competitividade e balança comercial), você se posiciona, por princípio, contra qualquer tipo de isenção ou subsídio, defendendo uma análise de custo-benefício mais rigorosa.


5. A Crítica à Zona Franca de Manaus como "Freio de Mão": Você utiliza o exemplo de Manaus para ilustrar como isenções pesadas (IPI, IRPJ, etc.) geram distorções competitivas. Aponta que o modelo custa R$ 30 bilhões anuais e beneficia uma região cuja população é menor que a da cidade do Rio de Janeiro, prejudicando o equilíbrio com outros estados.


6. Incoerência Política e Federativa: Um dos seus argumentos mais fortes questiona a lógica política: enquanto é compreensível que parlamentares do Amazonas defendam seus privilégios, é logicamente injustificável que o Executivo Federal e parlamentares dos outros 25 estados defendam um modelo que atua como um entrave para o desenvolvimento nacional como um todo.


7. A "Burrice Cultural" e a Falta de Pragmatismo Matemático: Você conclui que muitos dos problemas econômicos do Brasil permanecem não por falta de dados, mas por uma incapacidade cultural de agir sobre o que a "matemática mais simples" revela, preferindo manter privilégios e lobbies em vez de buscar a eficiência do país.


  

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