quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Serviços de Aplicativos

 






HISTÓRIA CULTURA E CURIOSIDADE NO MUNDO - Link

O valor que aparece no aplicativo depois de uma sequência de corridas pode dar a impressão de que o motorista está ganhando bem. Mas, quando todas as despesas entram na conta, a realidade pode ser bem diferente.

Levantamentos realizados pelo Stop Club entre 2023 e 2024 mostram rendimentos líquidos mensais abaixo de R$ 3 mil em diferentes capitais, mesmo com jornadas que chegavam a 50 ou 60 horas por semana.

Em Recife, por exemplo, a estimativa foi de R$ 1.148,27 líquidos por mês. Em Brasília, R$ 1.320,64. Já Salvador apresentou R$ 1.712,19, enquanto Curitiba chegou a R$ 1.888,24.

Belo Horizonte teve uma estimativa maior, de R$ 2.805,77 mensais. Em São Paulo, o levantamento apontou R$ 2.501,61 líquidos com uma jornada de aproximadamente 60 horas semanais.

O problema é que o motorista não fica com todo o dinheiro das corridas. Combustível, manutenção, impostos, taxas das plataformas, financiamento ou aluguel do veículo podem consumir uma parcela significativa do faturamento.

Por isso, olhar apenas para quanto entra no aplicativo pode ser enganoso. Para saber se realmente vale a pena, é preciso calcular quanto sobra depois de pagar todos os custos para manter o carro rodando.

💬 Na sua opinião, trabalhar 50 ou 60 horas por semana para ganhar esse valor líquido compensa?

🔄 Compartilhe com alguém que trabalha ou já trabalhou como motorista de aplicativo.

📚 Fonte: Stop Club — levantamento sobre ganhos líquidos de motoristas de aplicativo

 



William >> Se o Brasil estivesse tão bem quanto dizem, não haveria tanta gente procurando esse tipo de serviço.
  Com menos concorrência os ganhos seriam maiores como eram no início.  
  É aquela lei econômica tão ignorada por brasileiro.
  Oferta e Demanda.
  Uma coisa que não entendo.
  Se o cidadão tem emprego melhor disponível ... porque não vai!?
   Quem me explica?

   Querem tornar os serviços de aplicativos inviáveis no Brasil?
   Tudo bem.

  Mais famílias no Bolsa Família.
  Sem empresas rentáveis no Brasil (gerando outros empregos e impostos) tudo vai dar certo ... confia... Deus vai nos ajudar ... oremos.




✧✧✧




Resumo:


1. Ilusão dos ganhos brutos nos aplicativos: O valor total exibido nas plataformas gera uma falsa impressão de alto rendimento, pois não reflete os pesados custos operacionais (combustível, manutenção, impostos, taxas e custos do veículo) que reduzem significativamente o valor líquido real retido pelo motorista.

2. Jornadas exaustivas e baixa remuneração real: Levantamentos reais em diversas capitais brasileiras mostram que motoristas chegam a trabalhar de 50 a 60 horas semanais para obter rendimentos líquidos mensais muito baixos (frequentemente entre R$ 1.100 e R$ 2.800).

3. Reflexo da fragilidade econômica do país: A grande adesão e busca por esse tipo de trabalho indicam que a economia brasileira não vai bem, ao contrário do que muitos afirmam; a necessidade força as pessoas a buscarem essa alternativa.

4. Ação da Lei da Oferta e da Procura: No início da operação dos aplicativos no Brasil, os ganhos eram maiores devido à menor concorrência. Com o excesso de trabalhadores ingressando no setor, a renda líquida individual caiu substancialmente — um princípio econômico básico muitas vezes ignorado.

5. Raciocínio sobre o mercado de trabalho: Se existissem oportunidades e empregos melhores no mercado formal ou em outros setores, os trabalhadores migrariam naturalmente para eles. A permanência nos aplicativos demonstra a falta de opções superiores disponíveis.

6. Risco de inviabilizar o setor: Propostas ou pressões que tornem os serviços de aplicativos inviáveis no país tendem a piorar o cenário econômico geral, destruindo uma fonte autônoma de renda.

7. Impacto socioeconômico e fiscal da perda de plataformas: A eventual saída ou retração dessas empresas gera prejuízos em cadeia: reduz a arrecadação de impostos, diminui a geração indireta de empregos e empurra mais famílias para a dependência de programas assistenciais, como o Bolsa Família.


 


  

.

Nenhum comentário:

Postar um comentário