O PL 894/25, do deputado Pollon, propõe que empregadores depositem o salário bruto integral aos funcionários, que passariam a recolher eles mesmos encargos como INSS, FGTS e IR.
O objetivo é eliminar a "contabilidade invisível" da folha de pagamento, fazendo o trabalhador perceber o real custo do trabalho e o peso dos impostos.
A ideia é gerar consciência fiscal e levar o cidadão a questionar a eficiência dos gastos públicos.
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Laudelino: Eu defendo o PL do Pollon como uma ferramenta psicológica brilhante para gerar consciência econômica.
Hoje vivemos um "teatro contábil" onde o governo se esconde atrás das empresas, fazendo o trabalhador crer que o patrão é o vilão, sem saber seu custo real para quem o contrata.
Minha tese é que, ao receber o valor bruto e pagar os próprios encargos, o cidadão terá um "choque de realidade" ao ver que o Estado abocanha quase metade do seu suor.
Isso acaba com a passividade e gera autonomia, forçando o brasileiro a cobrar eficiência pública ao perceber que patrão e empregado são vítimas da mesma carga tributária sufocante.
É um projeto de transparência contra a extração de renda invisível que domina nossa relação com o Estado.
William: Duvido que passe, mas só a discussão sobre o projeto já é bastante didática.
Eu tenho uma proposta parecida.
Defendo o atendimento público da Saúde.
Manteria no desconto da conta do salário o SUS, para todos.
Inclusive PJs e autônomos de todo tipo deveriam contribuir, saúde é coisa importante.
Criaria uma conta poupança benefícios, entraria tudo mais em dinheiro.
Suponhamos que a parcela do Plano de Saúde pago pela empresa seja de 500 reais.
Ela discrimina oficialmente essa destinação, coloca na conta benefício 500 reais, o funcionário decide que plano contratar ou se prefere ficar com a grana.
Por vezes é um jovem solteiro, com boa saúde, que tem outras prioridades.
Lembremos que em caso de emergência ele teria o SUS.
Veja o caso do vale alimentação.
Porque precisa de uma empresa intermediaria tipo SODEXO ou VR!?
(Empresas que obviamente tem custo de operação e precisam cobrar por seus serviços.)
Bastaria o empregador depositar na conta beneficio o valor do auxílio alimentação discriminando oficialmente essa destinação.
O funcionário gerência isso como achar melhor.
Enfim.
O Brasil é o que NÓS brasileiros fazemos dele.
O gasto da empresa com o funcionário não deveria ter tanta intervenção do Governo.
O funcionário deve administrar a própria renda.
Resumo:
1. Valor didático da discussão: Independentemente da aprovação do PL 894/25, você destaca que o simples debate sobre a transparência do salário bruto e dos encargos já cumpre um papel pedagógico essencial para o trabalhador.
2. Manutenção do caráter universal do SUS: Diferente de uma desoneração total, você defende que a contribuição para a saúde pública deve permanecer como um desconto obrigatório para todos (incluindo PJs e autônomos), dada a importância da rede de segurança do SUS.
3. Criação da "Conta Poupança Benefícios": Você propõe que os valores destinados a benefícios (como plano de saúde e auxílio-alimentação) sejam depositados em dinheiro em uma conta específica, em vez de ficarem retidos ou vinculados a serviços fechados.
4. Liberdade de escolha e autonomia individual: O ponto central é que o funcionário deve ter o poder de decidir como usar essa verba. Por exemplo, um jovem saudável pode preferir ficar com o dinheiro do plano de saúde para outras prioridades, contando com o SUS para emergências.
5. Eliminação de intermediários financeiros: Você questiona a necessidade de empresas operadoras de benefícios (como Sodexo ou VR). Seu argumento é que o depósito direto do auxílio-alimentação na conta do funcionário elimina custos operacionais desnecessários e taxas de serviço.
6. Gestão direta da própria renda: Você sustenta a tese de que o trabalhador é o melhor gestor de seus próprios recursos e que a discriminação oficial desses valores na folha garante transparência sem tirar a liquidez do cidadão.
7. Redução da intervenção estatal: Você defende que o governo deveria intervir menos na forma como a empresa gasta com o funcionário, permitindo que a relação trabalhista seja mais direta e que o colaborador tenha controle total sobre a administração de seus rendimentos e benefícios.
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