quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Irã e Venezuela

 

William: Não existe povo inocente, a não ser no caso de ocupação estrangeira, os governantes surgem do próprio povo.


Karla: Eu te entendo, e esse acho que é a maioria dos casos. 
  Mas e no caso do Irã, por exemplo, que o povo não quer o governo, mas o governo metralha o povo quando tenta tirá-lo?
  Também tem o caso da Venezuela. 
  Que o povo votou em outro, mas o que perdeu não saiu do lugar porque tem o exército a seu favor.
  Nesses casos, talvez o povo seja melhor que o governo.

William: A Revolução Islâmica no Irã ocorreu em 1978.
  O islamismo existe desde o ano 610D.C , não é segredo o tipo de sociedade que costuma implementar.
  Dizer que em 1978 os iranianos (antigos Persas) não sabiam o que é uma Teocracia ... difícil acreditar.


  Hugo Chávez foi eleito em 1998.
  A América Latina já tinha passado por inúmeras ditaduras.
  Dizer que a maioria dos venezuelanos não entendiam para onde a nação estava caminhando ... é difícil acreditar.

  O STF vem atropelando a Constituição há anos.
  Veja o caso Dilma (só um exemplo) ocorreu o impeachment, mas seus direitos políticos foram preservados!?
  A Lava Jato era perfeitamente legal, quando chegou no Toffoli, passou a ser ilegal!?
  Moraes é promotor, vitima, juiz, delegado ...
  Sério que a maioria do nosso povo não observa tudo que esta acontecendo!?

  Enfim, tem certos buracos que cavamos tão profundo que fica difícil sair.
  Em alguns casos impossível sair sem intervenção de terceiros, caso da Venezuela.

  Não tem "povo" inocente.
  Tem inocentes em meio ao povo, aqueles que tentam chamar a maioria para o bom senso, mas preferem chafurdar no autoritarismo ou anarquia.


✧✧✧ 

 


  Resumo:

 

1. Não existe povo inocente — Sua principal tese é que nenhum povo é inocente no seu conjunto, exceto em situações de ocupação estrangeira; os governantes e a cultura política surgem do próprio povo. 

 

2. Crítica à ideia de que populações são vítimas puras — Você contesta a narrativa de que povos como o do Irã ou da Venezuela seriam absolutamente inocentes diante de regimes autoritários; para você, há responsabilidade do próprio povo sobre o que elege e representa. 

 

3. Caso Irã — Lembra que a Revolução Islâmica de 1978 não foi um evento isolado sem contexto, e que o povo iraniano, com uma longa tradição islâmica desde 610 D.C., sabia ou deveria saber que tipo de sociedade estava implementando. 

 

4. Caso Venezuela — Mesmo em processos eleitorais, como com Hugo Chávez em 1998, você questiona a ideia de que “a maioria dos venezuelanos não entendia para onde a nação estava caminhando”.    

 Atribui parte da responsabilidade ao povo por suas escolhas políticas. 

 

5.  Responsabilidade cidadã e observação crítica —   

   Você traça um paralelo com o Brasil e outras situações políticas para enfatizar que muitos cidadãos não analisam criticamente os fatos e instituições ao seu redor. 

 

6. Exceções individuais não invalidam sua tese —    

  Você reconhece que há inocentes entre o povo — pessoas que tentam chamar a maioria para o bom senso — mas argumenta que isso não muda o fato de que a massa acaba reproduzindo autoritarismos ou anarquias.

 

7. Impossibilidade de saída sem intervenção externa — No caso da Venezuela, você afirma que em situações de autoritarismo forte é difícil — às vezes impossível — que a população mude o rumo sem intervenção de terceiros.

 

 

  


.