domingo, 5 de abril de 2026

Flávio vs Lula



 
 
Francinaldo: Por que a direita quer acabar com o PIX?


William: Não sei disso não.
  Isso é só mais uma propaganda enganosa dos mais a esquerda, o “Gabinete do Amor”.
  O PIX foi gerado no Governo Bolsonaro que se dizia de direita e o Gabinete 💖 diz que foi extrema direita.

   Tem uma reclamação dos americanos com relação ao PIX que é válida.
  Se você tem um serviço importante como pagamento automático (ou parcelado) de contas de graça, porque vai usar um pago!?
  Não se enganem, gerir um sistema como o PIX é caríssimo, não existe almoço grátis.
  Sem dúvida é uma concorrência de mercado desleal.
  Se o PIX cobrasse as mesmas taxas dos cartões privados teria tanta adesão? Claro que não, as pessoas são preguiçosas, não trocam 6 por meia dúzia.
  Esqueçamos os americanos, pensemos em nós.
  Tem um perigo nisso.
  Ficarmos totalmente dependentes de uma ferramenta totalmente controlada pelo governo.
  O barato (grátis agora) pode sair muito caro.
  Se o ambiente ficar inviável para outras formas de pagamento, elas deixam o país.
  Daí ficamos totalmente reféns do Governo que pode colocar a taxa que quiser.
  Tipo o que acontecia com a telefonia antes das privatizações.
   O risco de dependência existe e é válido. 
   O PIX é operado pelo Banco Central (juiz e parte), com adoção quase obrigatória, o que reduziu drasticamente cartões e TEDs. 
  Se alternativas privadas saírem ou enfraquecerem, o governo poderia, no futuro, autorizar tarifas maiores, cobrança direta de impostos e taxas, bloqueio de contas por  motivos políticos. 
   Diferente da telefonia pré-privatização, o PIX é infraestrutura pública aberta, qualquer banco/fintech usa. 
  A concorrência persiste, mas sem vigilância, pode virar monopólio estatal disfarçado com custos subindo.
  O “ideal” é manter competição real e limites claros a tarifas, evitando ficarmos reféns.
   Lembremos que nosso país  tem grande insegurança jurídica, a ”infraestrutura pública aberta” pode ser fechada, por negociatas no Congresso, canetada do Presidente ou ingerência do STF.
  Ou mesmo o Governo favorecer “compadres” … alguém pensou em JBS ou Itaú?

  Minha análise lógica é:
  Devemos enquanto cidadãos exigir governança independente, transparência total em regras/tarifas e estímulo real à concorrência privada. 
  Vigilância constante é essencial para não virarmos reféns de qualquer governo seja de direita, esquerda ou “Trans” (sigla de esquerda tomando medidas de direita ou vice versa).

  Essa lógica entra em sua mente?



  Dumping é a prática de vender produtos no mercado externo por preço inferior ao custo de produção ou ao praticado no mercado interno, com o objetivo de eliminar concorrentes ou escoar excedentes. 
  É considerado uma forma desleal de concorrência e pode ser combatida com tarifas antidumping.
  Exemplo:
  O governo chinês concede bilhões em subsídios diretos, incentivos fiscais, crédito barato, terras e apoio à cadeia de suprimentos à BYD. 
  Em 2025, a empresa recebeu cerca de 12,5 bilhões de yuans em subsídios.
  Sem esses aportes, vários analistas indicam que o resultado real da BYD ficaria muito próximo de zero ou negativo.
  Isso permite vender carros elétricos a preços artificialmente baixos no Brasil e no mundo, gerando concorrência desleal contra montadoras que operam sem esse colchão estatal.
  Com isso montadoras que estão no Brasil há décadas vão quebrar. 
  É isso mesmo que queremos?
  Nos tornarmos reféns do dumping é um processo lento, mas depois de instalado é difícil sair.

  É o mesmo mecanismo do PIX, o Estado absorve custos que o setor privado teria de cobrir, distorcendo o mercado.
  No caso do PIX o governo brasileiro ignora os custos altos  de manter o sistema, cria uma concorrência desleal com empresas nacionais ou estrangeiras que participam do sistema de compras e pagamentos.
  Quando o governo interno pratica o dumping chamamos de Subsidio Cruzado ou Estatismo Econômico.
  Quando o Estado assume custos para oferecer um serviço gratuito, alterando a competitividade do setor privado, provocando distorção de mercado.

  Guarde isso na sua mente:

  Quando uma empresa privada ou governo estrangeiro pratica dumping ou cartel para tentar o monopólio em algum setor, em casos que estivermos enquanto cidadãos sendo muito prejudicados, podemos recorrer ao nosso governo.
  Quando "nosso governo" faz praticas para monopolizar (estatizar) um setor, se formos prejudicados a quem iremos recorrer?

  No Brasil aquela metodologia de peso e contra peso, com Executivo, Legislativo e Judiciário independentes e harmoniosos esta em crise.
  Onze caras que não foram eleitos nas urnas, que deveriam só analisar se algo é constitucional ou não ... rasgaram a Constituição, fazem o que bem entendem.
  A "harmonia" que vemos é só na maracutaia, um corrupto protegendo outro.

  Como sempre digo:
  O Brasil é do jeito que os brasileiros querem, não tem povo inocente.
   É da nossa vontade (maioria) ficarmos reféns do Governo e da nossa vontade eleger e reeleger pessoas visivelmente corruptas.

  Nas eleições que se aproximam, não temos alguém de conduta ilibada com chances de ser eleito.

  Eu gostaria que o próximo Presidente fosse Romeu Zema, não que seja alguém sensacional.
  Dos que tem alguma chance me parece o menos corrupto e com competência e "postura" para o cargo.
  Apesar da gafe da banana😉, ficou estranho.

  Ronaldo Caiado segue na mesma linha do Zema.

  Renan e outros ... as chances são tão pequenas que nem compensa a análise.

  Sendo realista:

  A disputa é Flávio vs Lula.
  No segundo turno vou votar no Flávio, não por ser sensacional.
  Me parece que é um cidadão que consegue entender melhor esse tipo de texto que estou escrevendo.
  Seus casos de corrupção são menores que o do Lula.
  A compreensão econômica de Lula e das pessoas que o cercam parou na década de 1960.
  Mesmo "se" tivessem as melhores intenções ... são um caso perdido.
  Quem sabe o brasileiro passe por uma melhor "conscientização" e depois do Flávio tenhamos opções melhores para Presidência.
  Amém?





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 Resumo:


1.  -A Natureza do PIX e a Falácia do "Grátis":- Você argumenta que o PIX não é isento de custos; a gestão do sistema é caríssima e o Estado absorve esses custos. Para você, isso configura um "subsídio cruzado" ou "estatismo econômico", criando uma concorrência desleal com o setor privado (cartões e TEDs) que precisa cobrir seus próprios custos.

 

2.  -Risco de Dependência e Monopólio Estatal:- Um dos seus principais alertas é que o PIX pode tornar a população refém do governo. Se as alternativas privadas (cartões) deixarem o país ou enfraquecerem devido à concorrência desigual, o Estado passará a ter controle total sobre as transações, podendo impor tarifas, impostos diretos ou até bloqueios por motivações políticas.

 

3.  -Paralelo entre o PIX e o Dumping (Caso BYD):- Você estabelece uma analogia lógica entre a gratuidade do PIX e a prática de *dumping* (exemplificada pelos subsídios da China à BYD). Em ambos os casos, o uso de colchão estatal para baixar preços artificialmente distorce o mercado e ameaça quebrar empresas que operam sem auxílio governamental.

 

4.  -Fragilidade das Instituições e Insegurança Jurídica:- Você aponta que a infraestrutura "aberta" do PIX pode ser fechada ou alterada por decisões do Congresso, do Presidente ou por "ingerência do STF". Critica severamente o Judiciário, afirmando que o sistema de pesos e contrapesos no Brasil está em crise e que a harmonia entre os poderes serve apenas para proteger interesses escusos.

 

5.  -O Perigo do Estado como "Juiz e Parte":- Você destaca o problema de o Banco Central operar o sistema ao mesmo tempo em que o regula. Sua tese é que, quando o governo monopoliza um setor, o cidadão perde a quem recorrer caso seja prejudicado, diferentemente de quando o abuso parte de uma empresa privada.

 

6.  -Responsabilidade do Eleitor:- Você defende que "não há povo inocente" e que a situação do país é reflexo da vontade da maioria, que opta por eleger candidatos corruptos ou se permite ficar refém de ferramentas governamentais pelo benefício imediato do "barato que sai caro".

 

7.  -Pragmatismo Político nas Eleições:- Ao analisar o cenário eleitoral, você expressa preferência por perfis como Romeu Zema ou Ronaldo Caiado, mas, diante da polarização real entre Flávio e Lula, opta pelo primeiro. Seu argumento é pragmático: acredita que Flávio tem uma melhor compreensão econômica e um histórico de corrupção menor se comparado a Lula, cuja visão econômica você considera obsoleta.


  


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