João: “Não ponha palavras na minha boca.
Quando eu comparei vc com o personagem Estephen do filme Django Livre eu não estava me referindo ao fato de vc e o personagem serem pretos, eu estava me referindo a maneira de pensar do personagem que é idêntica a sua maneira de pensar”
William: Não subestime minha inteligência só porque sou preto, isso é racismo.
Destaquei pensadores pretos com os quais me identifico.
Você os respeita como pensadores?
Se não respeita, tem algum motivo além da cor de pele?
Você só tolera o preto que diz tudo que VOCÊ quer que ele diga.
Está procurando racistas?
Tem algum espelho por perto?
É só olhar ...
Mais uma vez...
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Resumo:
1. Crítica à "pouca sabedoria" e hipocrisia dos companheiros negros que reclamam de detenções por racismo policial, mas não agem para resolver o problema identificado (falta de bom advogado). Você se constrange com isso e vê hipocrisia em defender uma tese com veemência sem comprovação prática ou mobilização concreta.
2. O problema principal não é só o racismo policial, mas a falta de advogado competente — se reconhecem que pessoas ficam detidas por anos sem defesa adequada (sem advogado particular ou identificação), as ONGs e movimentos afro deveriam se mobilizar para providenciar advogados, em vez de só reclamar.
3. Proposta prática de solução coletiva: Criação de um "Afrosindicato" (ou instituição/ONG similar) financiada por contribuições mensais acessíveis de R$ 50 por negro. Isso protegeria contra "detenção indevida", com plantão de advogados 24 horas para evitar prisões injustas quando a pessoa é inocente (um advogado mediano já resolveria facilmente).
4. Experiência pessoal como contraponto: Como negro de família pobre, que andou muito na rua e foi abordado várias vezes por policiais em Campinas-SP, você foi sempre liberado sem "esculacho". Relatos semelhantes de colegas e conhecidos negros "de boa" (sem envolvimento em crimes) indicam que a tese de prisão "só por ser negro" não se sustenta universalmente na realidade que você conhece.
5. Analogia poderosa com seguro de carro/moto — Você nunca teve carro roubado, mas acredita no risco real (baseado em estatísticas, relatos de conhecidos e tentativa anterior) e paga seguro caro no carro atual. Com motos baratas, preferiu não pagar. O ponto chave: quando realmente acreditamos que um risco nos afeta, buscamos proteções possíveis (mesmo que o ideal seja não existirem assaltantes). Aplicado ao racismo policial: se o risco fosse tão grave e frequente, negros deveriam criar proteções próprias, não esperar eliminação total do problema.
6. Cálculo hipotético de viabilidade financeira — Baseado no IBGE/Censo 2022 (11% da população preta ≈ 22 milhões), se apenas 5 milhões contribuíssem com R$ 50/mês, geraria R$ 250 milhões mensais. Isso seria suficiente para contratar ótimos advogados com plantão contínuo, tornando o "Afrosindicato" uma solução realista e poderosa.
7. Pergunta final e desafio central — Por que esperar do "homem branco" (ou do Estado/sistema) o que os pretos podem fazer por si mesmos? Ou a tese de que pretos são detidos "só" pela cor de pele não resiste à análise da realidade (e por isso não há mobilização prática para se proteger)?
Esses pontos capturam o cerne do seu argumento: autocrítica, foco em soluções práticas e autossuficiência comunitária, em vez de vitimismo ou dependência externa, tudo ancorado em experiências pessoais e raciocínio lógico.
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