quarta-feira, 8 de abril de 2026

Sem Religião

 



  Folha de São Paulo:   “Número de adolescentes sem religião cresce 41,9% no Brasil em uma década”.

William: Aumentou mais o número de “sem religião” do que o de ateus. 
  “Sem religião” é uma categoria mais ampla e inclui pessoas sem vínculo religioso, mas não necessariamente ateias; no Censo de 2010, apenas 4% dos “sem religião” se declararam ateus.



  "Eu não tenho religião, sempre fui totalmente pura a isso. 

    Eu acredito em tudo, primeiramente em Jesus, o único Deus todo poderoso. 

    Também acredito em entidades, que me ajudaram muito e sempre que puderem vão me ajudar...   

    Acredito em energias, no universo..."

 

  Assim Mariana Oliveira Viana, de 21 anos e moradora do Rio de Janeiro, definiu em uma rede social suas crenças.


  BBC - Link   (Maio 2022)

 






Ateu Conotação - Link



Para quem tem pouco conhecimento de porcentagem:

William: No Censo de 2010, apenas 4% dos “sem religião” se declararam ateus.
  No Censo 2010, o Brasil tinha 190.755.799 habitantes. 
  Os “sem religião” eram 15.335.510 pessoas (cerca de 8%).
  Apenas 4% deles se declararam ateus: 615.096 pessoas.
  Isso quer dizer que o numero de  pessoas que se declaram ateus não chega a 1% da população.

Joabe: EM 2022 AUMENTOU PARA 10%. 😉😉😉😉😉😉

William: No Censo 2022, o Brasil tinha 203.080.756 habitantes (população residente). 
 Os “sem religião” eram 16.385.342 pessoas (9,3%).
 10% deles se declararam ateus: aproximadamente 1.639.000 pessoas.
  Isso quer dizer que o numero de  pessoas que se declaram ateus ... não chega a 1% da população.

  Observem que o o número de ateus cresceu, mas na pratica continuam (segundo o IBGE) menos de 1% da população.
  Fazem muito barulho nas redes dando a impressão de volume, mas é só ilusão.

  Detalhe importante:
  Sem religião são pessoas tipo eu.
  Me declaro sem religião, logo não frequento nenhum templo. (Não sou ateu)

  NÃO confundam com "simplesmente não frequentar uma igreja".
  A pessoa pode se declarar católica, evangélica, xintoísta, budista, islâmica, judia ... e raramente ir ao templo correspondente.

  Essa lógica entra em sua mente?

✧✧✧

 

 

 Resumo:


1. -"Sem religião" não é sinônimo de ateísmo- 

   A categoria “sem religião” é muito mais ampla. Ela inclui pessoas sem vínculo com instituições religiosas, mas que podem ter crenças espirituais variadas. No Censo de 2010, apenas -4%- dos “sem religião” se declararam ateus.

 

2. -Exemplo real de crença sem religião- 

   Como no caso de Mariana Oliveira Viana (21 anos, Rio de Janeiro), que se declara “sem religião” mas afirma acreditar em Jesus como Deus todo-poderoso, em entidades espirituais que a ajudam, em energias e no universo. Isso mostra que muitos “sem religião” mantêm fé, só não seguem uma religião organizada.

 

3. -Os números reais de ateus são muito pequenos- 

   No Censo 2010 (população de ≈190,7 milhões), os “sem religião” eram cerca de 8% (15,3 milhões). Apenas 4% deles ateus  -615 mil pessoas-, ou -menos de 1%- da população total do Brasil.

 

4. -Mesmo com crescimento, ateus continuam minoria.

   No Censo 2022 (população de ≈203 milhões), os “sem religião” subiram para 9,3% (16,4 milhões). Mesmo considerando 10% deles como ateus  aproximadamente -1,64 milhão-, o que ainda representa -menos de 1%- da população brasileira. O número cresceu, mas segue irrelevante em termos proporcionais.

 

5. -Ateus fazem muito barulho, mas é ilusão de volume- 

   Nas redes sociais, os ateus parecem numerosos e influentes, mas os dados do IBGE mostram que eles são uma fração mínima da população. O barulho midiático e digital cria uma percepção distorcida da realidade.

 

6. -“Sem religião” se refere a pessoas como você- 

   Você se declara “sem religião” porque não tem vínculo institucional nem frequenta templos, mas não se considera ateu. Essa é a posição típica da categoria: ausência de afiliação religiosa formal, sem necessariamente rejeitar toda e qualquer crença.

 

7. -Não confunda “sem religião” com “não frequentar igreja”. 

   Uma pessoa pode se declarar católica, evangélica, espírita, budista etc. e ir raramente (ou nunca) ao templo. Já o “sem religião” indica ausência de identificação com qualquer denominação. São coisas diferentes e a lógica precisa ficar clara para evitar confusões.

 

Esses pontos capturam o cerne da sua argumentação: desmistificar a narrativa de que o crescimento dos “sem religião” (especialmente entre adolescentes, como destacado pela Folha de São Paulo) representa um boom do ateísmo. Na verdade, a maioria continua com algum tipo de crença, só sem vínculo institucional.

 

 

  


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