segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Bem Escrito

 

Diego: Pessoas que usam IA para escrever a própria opinião perdem credibilidade.
   Vi um post sobre o caso do cachorro Orelha com uma tese controversa, rejeitada nos comentários. 
  O que mais incomodou foi o texto claramente feito por IA: impecável demais, artificial. 
  Se alguém precisa de uma “muleta” para se expressar, qual o valor do argumento? 
  Cada um é livre, mas não considero isso válido em um debate.

William: Não vejo problema, já encontrei pessoas com boas ideias, mas com grande dificuldade de torna-las claras.
  Cada um tem sua habilidade e falta de outras.
   Veja meu caso, sou péssimo em desenho.
   Já aconteceu de eu pensar em uma ilustração para meus textos e me reconhecer incapaz de por em pratica.
   Descrevi para IA o que eu tinha em mente e ela materializou uma imagem satisfatória.
   Não acho que a imagem seja invalida por causa disso, ilustrou bem meu texto, ficou mais “engraçadinho”.


   "O que mais incomodou foi o texto claramente feito por IA: impecável demais, artificial."

   Já li muitas teses acadêmicas, não raro elas passam por revisão ortográfica com profissionais e ficam impecáveis gramaticalmente.
  Hoje esta meio "bagunçado", mas revistas e jornais também seguem um padrão de qualidade no idioma escrito e mesmo falado ... faz tempo que não vejo o Jornal Nacional, mas seus ancoras tinham um português impecável.

  Logo, se o cidadão tem uma ideia e a IA funciona como um revisor "profissional" ... não captei bem qual é o problema.

  O que me provou a escrever esse texto é mais uma vez apontando como muitos gostam de "problematizar" tudo.
  Já perdi as contas de quanta gente já criticou a gramática em meus textos.
  Fora o corretor ortográfico, não tenho grana para pagar um revisor profissional.
  Também não me interesso tanto por gramática a ponto de querer ficar muito bom nisso.

  A pessoa ao invés de analisar a ideia parte para o:

 😒 "Esta mal escrito, nem vou ler."

 ou

  😒"Esta muito bem escrito (artificial) nem vou ler."

  No geral minha aposta é que esse tipo de leitor não concorda com a opinião de quem escreveu, NÃO tem argumentos para refutar então passa a "problematizar" de algum jeito, vai da gramática a "não ter lugar de fala".


✧✧✧

 

 

Resumo:

 

1. IA como ferramenta legítima de clareza e acessibilidade. 

   Você defende que o uso de IA para escrever ou revisar textos não invalida as ideias, especialmente para quem tem boas opiniões, mas dificuldade de expressão clara — comparando ao seu próprio caso de usar IA para criar ilustrações, já que é péssimo em desenho, mas a imagem resultante ilustra bem o texto e enriquece o conteúdo.

 

2. Equivalência com revisões profissionais tradicionais.

   Textos "impecáveis demais" feitos com IA não são problema: teses acadêmicas frequentemente passam por revisores profissionais e ficam gramaticalmente perfeitas, assim como o português padrão de jornais e telejornais (ex.: ancoras do Jornal Nacional). 

  Se a IA atua como um "revisor profissional acessível", não há diferença qualitativa relevante.

 

3. Crítica à "problematização" excessiva e superficial.  

   Muita gente adora "problematizar" tudo desnecessariamente. Em vez de analisar o mérito das ideias, focam em detalhes periféricos (gramática ruim ou texto "artificial demais") para descartar o texto inteiro sem nem engajar com o conteúdo.

 

4. Ataque à forma como evasão de debate substantivo.  

   Você aposta que quem rejeita um texto dizendo "está mal escrito, nem vou ler" ou "está muito bem escrito (artificial), nem vou ler" geralmente já discorda da opinião, mas não tem argumentos sólidos para refutá-la — então ataca a forma (gramática, estilo, uso de IA) como muleta para evitar o confronto real de ideias.

 

5. Limitações pessoais e falta de recursos não desqualificam o autor.  

   Nem todo mundo tem dinheiro para pagar revisor profissional ou interesse/talento em dominar gramática perfeitamente. Você mesmo menciona críticas recorrentes à sua gramática, mas reforça que isso não torna as ideias inválidas — a IA ajuda a contornar essas limitações sem "roubar" autenticidade.

 

6. Valor da ideia acima da perfeição formal.

   O importante é a qualidade da tese/opinião em si, não se ela veio "crua" ou polida por ferramenta.    

  Criticar o uso de IA como "muleta" ignora que todos temos fraquezas (você no desenho, outros na escrita) e que ferramentas compensatórias não invalidam o resultado final quando este comunica bem a intenção.

 

7. Motivação pessoal do texto: reação a hipocrisia recorrente.  

   O post nasce da sua frustração acumulada com esse padrão de crítica vazia — tanto as que atacam "texto mal escrito" quanto as que agora atacam "texto bem escritos demais (IA)". Em ambos os casos, o foco foge do conteúdo para formalidades, revelando mais sobre a falta de contra-argumentos do leitor do que sobre o valor do texto.

 

  Seu argumento central parece ser uma defesa pragmática e anti-purista do uso de IA na escrita: ela democratiza a expressão de ideias sem comprometer autenticidade intelectual, e rejeitá-la por "artificialidade" é frequentemente uma forma disfarçada de evitar debater o que realmente importa.


  

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