segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Bigtech Brasileira

 

Comentarista:  Talvez o nível de colonialismo digital e dependência das bigtechs no Brasil seja tal que, qualquer alternativa precisa ser pensada a partir de padrões de usabilidade muito específicos nossos.
  Isso explica a dificuldade que muitas soluções de código aberto enfrentam para cativar adeptos.
  Não tem jeito, teremos que botar a mão no código e imprimir nele e nas interfaces a nossa cosmovisão.
  Qualquer interface distante do Whatsapp, Google, Microsoft precisa ser 10 vezes mais intuitiva pra ter adesão.
  As pessoas preferem sofrer nas enjambrações do Windows e Whatsapp, do que experimentar algo novo e melhor.

William: As bigtehchs prestam bom serviço.
  “Pra mim” excelente custo benefício.
   Um dos problemas da nossa cultura é esse.
   Com tanta coisa dando errado nesse país, precisando de soluções, queremos focar no que já está “satisfatório”.
   O WhatsApp é fantástico “pra mim”.
   Nem imagino o que uma startup brasileira possa desenvolver nesse sentido que possa fazer eu mudar de ferramenta.
  No nosso país não temos muitos cérebros eficientes para desenvolver inovações e os que temos querem reinventar a roda!?

  As IAs Chinesas e Americanas são tão boas, sério que precisamos mesmo investir em uma IA brasileira!?
  Lembrando que cerca de 90 milhões de pessoas não tem acesso a uma simples rede de esgoto.
  Porque nossas Universidades não focam em baratear esse tipo de infraestrutura?
  Só um exemplo entre tantos possíveis...


Atenção: Para "radicais" 😉
  NÃO estou dizendo que devemos deixar de desenvolver tecnologias já existentes.
  Se um grupo brasileiro tem uma boa ideia para IA ou qualquer outra coisa como um smartphone revolucionário ... que tente por para funcionar.
  O que não gosto é que a "motivação" seja um certo "ódio" de empresas estrangeiras.
  A equipe poderia se dedicar a algo realmente útil para a nação (quem sabe para o mundo), mas quer apenas "derrotar" uma ferramenta estrangeira em nome talvez de uma "soberania" ou por pura "inveja".


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As IAs Chinesas e Americanas são tão boas, sério que precisamos mesmo investir em uma IA brasileira!?
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https://filosofiamatematicablogger.blogspot.com/2026/01/bigtech-brasileira.html

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  Resumo:

 

1. Colonialismo digital e necessidade de soluções locais adaptadas — O Brasil vive uma dependência extrema das big techs estrangeiras, o que configura uma forma de colonialismo digital. Para competir de fato, uma "BigTech brasileira" precisaria oferecer usabilidade superior (mais intuitiva e adaptada ao público local) do que WhatsApp ou Google, algo muito difícil de alcançar.

 

2. Resistência cultural à mudança e preferência pelo já conhecido*— Mesmo com alternativas de código aberto ou nacionais potencialmente melhores, os brasileiros tendem a tolerar "enjambrações" do WhatsApp, Windows e similares porque já estão acostumados. 

 Há uma inércia muito forte: as pessoas preferem conviver com problemas conhecidos do que adotar algo novo.

 

3. Bom custo-benefício das big techs atuais para o usuário comum — Ferramentas como o WhatsApp são "fantásticas 'pra mim'" na prática cotidiana.

  Isso torna ainda mais difícil convencer as massas a migrarem para uma solução brasileira, mesmo que ela seja tecnicamente superior em algum aspecto.

 

4. Falta de cérebros eficientes e originalidade no ecossistema brasileiro — O Brasil sofre com escassez de talentos realmente capazes de inovar em alto nível. 

 

 5. Desalinhamento de prioridades nacionais —    

  Enquanto 90 milhões de brasileiros não têm acesso a rede de esgoto, as universidades e pesquisadores muitas vezes se dedicam a temas avançados (IA, etc.) em vez de atacar problemas básicos de infraestrutura e custo de vida com tecnologia acessível. 

  Isso representa uma inversão de prioridades.

 

6. Não se deve abandonar o desenvolvimento tecnológico — Se surgirem ideias genuinamente boas e originais (seja em IA, smartphone revolucionário ou outra área), elas devem ser perseguidas com seriedade, com o objetivo de gerar algo útil para o Brasil ou para o mundo — independentemente de ser contra as big techs estrangeiras.

 

7. Motivação correta para inovação— A criação de uma BigTech ou tecnologia brasileira não deve nascer de ódio às empresas estrangeiras, desejo de "soberania digital" por soberania ou inveja/nacionalismo exacerbado. 

  O esforço só vale a pena se for direcionado a produzir algo objetivamente útil e valioso.

 

  Esses pontos capturam bem a tese principal do texto: ceticismo realista quanto à viabilidade de uma "BigTech brasileira" no curto/médio prazo, combinado com crítica às prioridades nacionais e ao tipo de motivação que costuma mover esses debates no Brasil.


  


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