sábado, 14 de fevereiro de 2026

Amor em Ação

 

Kleber: Se fosse para você desconverter um cristão o que você falaria e quais argumentos usaria?
 
William: Nem me imagino fazendo tal coisa, acho o Cristianismo uma religião boa por ser tolerante as criticas.
  Sei que no passado não era, mas claramente "evoluiu".

  O maior risco que um cristão corre comigo de ser "desconvertido" é ele tentar me converter ...😉

  Geralmente sua "argumentação" é fundamentada na "doutrina", minha base de conhecimento é muito mais ampla.

  Exemplo:

Marcos 12:31 - "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." 

  Fala sério, algum cristão, diante de tudo que observamos na natureza humana, realmente acredita que isso é possivel!?

 


  Amar é sentir e demonstrar profundo afeto, carinho ou estima por alguém ou algo; querer o bem do outro, com dedicação, ternura e, muitas vezes, sacrifício.

 Vai além do sentimento: envolve escolha, cuidado e ação pelo bem estar alheio.

  (Dicionários)

 

 

 

  Ter esse sentimento (e ação) com seu cônjuge, filhos, pais, irmãos biológicos e até algum amigo que aconteceu na nossa vida ... até podemos considerar factível.
  Se "próximo" significasse isso.😉

  Acontece que eu li toda a Bíblia e posso garantir que biblicamente, próximo é qualquer pessoa que cruzamos no caminho e que necessita de amor prático.
  Inimigo, estrangeiro ou desconhecido incluídos.

  Percebam que destaquei as palavras "ação" e "pratico".

  Lembrei de um chiste:

  "Falar eu te amo é fácil, quero ver é pagar meus boletos."
  😂

  Brincadeiras a parte, cuidar de nós mesmos já é bem complicado.
  Ainda tem as pessoas em nosso entorno com as quais nos preocupamos naturalmente.

 "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." 

  Vejam que não é nem um pedido, é uma ordem.
  Observo que quase 100% dos cristãos entendem que  é um exagero.

  O bom dos cristãos é isso, a Bíblia (na pratica) é mais um símbolo sagrado que algo para ser levado ao pé da letra.
  Em outras religiões há maior "fanatismo" a letra.

  Encontrei que a etimologia da palavra amar é "querer bem".
  Aí já fica mais tranquilo.

  É cristão querer o bem de todos independente de sexo, cor de pele, nacionalidade ... se você tem esse sentimento ... não precisa nem ser cristão ... é apenas uma opção religiosa.

  Essa lógica entra em sua mente?

  AMÉM!






✧✧✧


 

Resumo:

 

1. Cristianismo é tolerante a críticas e evoluiu — Você não tentaria desconverter um cristão, pois vê o cristianismo como uma religião boa por aceitar críticas (diferente do passado); o maior risco é o cristão tentar converter você.

 

2. Base ampla vs. doutrina limitada — Sua argumentação vem de conhecimento amplo (leitura completa da Bíblia e mais), enquanto a dos cristãos geralmente se baseia só na doutrina.

 

3. Mandamento "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" é irrealista na prática — Diante da natureza humana, é impossível amar literalmente qualquer pessoa (inimigo, estrangeiro, desconhecido) com o mesmo afeto e sacrifício que se tem por si mesmo ou entes queridos.

 

4. Definição de amar exige ação prática — Amar não é só sentimento: envolve escolha, dedicação, ternura, sacrifício e ação pelo bem alheio (cuidado, "pagar boletos" no chiste); falar "eu te amo" é fácil, mas demonstrar é difícil.

 

5. "Próximo" bíblico é amplo e radical — Biblicamente, próximo = qualquer pessoa que cruza nosso caminho e precisa de amor prático (incluindo inimigos e desconhecidos), não só família/amigos próximos.

 

6. Quase 100% dos cristãos percebem o exagero — Na prática, cristãos veem o mandamento como símbolo sagrado, não algo literal; a Bíblia raramente é levada ao pé da letra (diferente de maior fanatismo em outras religiões).

 

7. Etimologia facilita: amar = "querer bem" — Com essa origem ("querer bem"), o mandamento fica mais acessível e realista; querer o bem de todos (independente de sexo, cor, nacionalidade) é suficiente — e não exige ser cristão, é uma opção religiosa.

 

  Seu argumento central é que o mandamento, tomado literalmente, é impraticável para a maioria, e os cristãos o adaptam pragmaticamente, o que torna o cristianismo mais tolerante e humano.


  

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