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Resumo:
1. IA como ferramenta legítima de clareza e acessibilidade.
Você defende que o uso de IA para escrever ou revisar textos não invalida as ideias, especialmente para quem tem boas opiniões, mas dificuldade de expressão clara — comparando ao seu próprio caso de usar IA para criar ilustrações, já que é péssimo em desenho, mas a imagem resultante ilustra bem o texto e enriquece o conteúdo.
2. Equivalência com revisões profissionais tradicionais.
Textos "impecáveis demais" feitos com IA não são problema: teses acadêmicas frequentemente passam por revisores profissionais e ficam gramaticalmente perfeitas, assim como o português padrão de jornais e telejornais (ex.: ancoras do Jornal Nacional).
Se a IA atua como um "revisor profissional acessível", não há diferença qualitativa relevante.
3. Crítica à "problematização" excessiva e superficial.
Muita gente adora "problematizar" tudo desnecessariamente. Em vez de analisar o mérito das ideias, focam em detalhes periféricos (gramática ruim ou texto "artificial demais") para descartar o texto inteiro sem nem engajar com o conteúdo.
4. Ataque à forma como evasão de debate substantivo.
Você aposta que quem rejeita um texto dizendo "está mal escrito, nem vou ler" ou "está muito bem escrito (artificial), nem vou ler" geralmente já discorda da opinião, mas não tem argumentos sólidos para refutá-la — então ataca a forma (gramática, estilo, uso de IA) como muleta para evitar o confronto real de ideias.
5. Limitações pessoais e falta de recursos não desqualificam o autor.
Nem todo mundo tem dinheiro para pagar revisor profissional ou interesse/talento em dominar gramática perfeitamente. Você mesmo menciona críticas recorrentes à sua gramática, mas reforça que isso não torna as ideias inválidas — a IA ajuda a contornar essas limitações sem "roubar" autenticidade.
6. Valor da ideia acima da perfeição formal.
O importante é a qualidade da tese/opinião em si, não se ela veio "crua" ou polida por ferramenta.
Criticar o uso de IA como "muleta" ignora que todos temos fraquezas (você no desenho, outros na escrita) e que ferramentas compensatórias não invalidam o resultado final quando este comunica bem a intenção.
7. Motivação pessoal do texto: reação a hipocrisia recorrente.
O post nasce da sua frustração acumulada com esse padrão de crítica vazia — tanto as que atacam "texto mal escrito" quanto as que agora atacam "texto bem escritos demais (IA)". Em ambos os casos, o foco foge do conteúdo para formalidades, revelando mais sobre a falta de contra-argumentos do leitor do que sobre o valor do texto.
Seu argumento central parece ser uma defesa pragmática e anti-purista do uso de IA na escrita: ela democratiza a expressão de ideias sem comprometer autenticidade intelectual, e rejeitá-la por "artificialidade" é frequentemente uma forma disfarçada de evitar debater o que realmente importa.
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