terça-feira, 21 de abril de 2026

TAV São Paulo

 


Leandro: "A ausência de trens de alta velocidade nos Estados Unidos é um enigma que intriga tanto os americanos quanto os visitantes internacionais."

William: Não tem enigma é questão de custo beneficio.

  "Apesar de possuir a maior rede do mundo, apenas cerca de 7 de suas dezenas de linhas são consideradas economicamente viáveis. 
  O restante da rede chinesa acumula dívidas bilionárias porque atende regiões com baixa demanda que não cobrem sequer os custos de operação."
  *Gemini*

  Com a ajuda da IA eu analisei a proposta de TAV (Trem de Alta Velocidade) ligando Campinas a São Paulo.

  O teto da tarifa para o Trem Intercidades (TIC) está previsto para R$64,00.
  Uma passagem de avião custa em média R$ 350 reais.
  A passagem de ônibus fica por R$ 64,00 reais.

  Aqui já notamos que o Estado quer impor um preço não usando a lógica dos custos, mas para forçar a passagem do TAV ser pelo menos igual a do ônibus.

  O projeto paulista, com entrega prevista para 2031, foca na média velocidade (140 km/h), priorizando a capacidade de massa (860 passageiros/viagem) e conectividade.
  No papel é tudo lindo.
  O teto da passagem é baseado na expectativa de 860 passageiros por viagem.
  Preste atenção no "por viagem".
  Quer dizer que o TAV, independente do dia ou horário tem que estar sempre com a lotação máxima.
  Obviamente, passageiros não podem ir de pé.

  O cálculo de passagem a 64 reais foi feito em 2023.
  Todo mundo com mais de dois neurônios funcionando sabe que o preço teria que ser bem maior.
  Calcula-se que a passagem deveria custar cerca de 150 reais.
  Mai barato que o avião, mas bem mais caro que o ônibus.

  Lembrem-se que os ônibus geram muitos empregos, movimenta uma economia.
  Evidente que se você pode ir de TAV pelo mesmo preço do ônibus sua opção é óbvia.
  O problema a nível de sociedade é estarmos trocando empresas que se sustentam, geram impostos, por outra que não se sustenta, vira um ralo para o dinheiro dos impostos. 

  No ônibus, no trem comum, avião, carro, moto ... paga quem precisa ou quer ir  de Campinas para São Paulo ou vice versa.
  No TAV todos pagamos.
  Eu moro em Campinas, mas não preciso nem quero ir para São Paulo.
  Se quem vai subsidiar a passagem (com o dinheiro dos impostos) é o Estado de São Paulo, você que mora em um município dentro do Estado, mas fora da região metropolitana de Campinas ... meus pêsames...

  Outra questão importante.
  É sabido que nós brasileiros estamos procriando abaixo da taxa de reposição.
  Em meros 15 anos já podemos experimentar queda da população.
  Ou seja, não esta previsto aumento significativo de demanda para meios de transportes.

   Outra variável que poucos estão olhando.
   A chegada da Internet banda larga possibilitou aumento das atividades Home Office.
   O cidadão pode trabalhar para uma empresa na Capital e manter residência na pacata cidade de  Vinhedo, Valinhos, Americana ...
   Como se não bastasse a diminuição da população ainda temos a diminuição da necessidade de viagens de uma cidade para outra.

  O que falar das compras?
  Um comércio pode estar lá no interior do Espirito Santo, se anuncia em algum marketplace o produto chega até Campinas sem eu precisar viajar para fora do Estado.

   Sem mais delongas ...

   O americanos sensato olha tudo isso e diz NÃO ao TAV.
   O brasileiro sensato também.

   O americano ou brasileiro insensatos dizem:
   TAV, porque não? Vai se legal.

   A diferença eu ilustro com uma imagem mental.
   TAV nos Estados Unidos é o rico com iphone última geração.
   TAV no Brasil é o pobre com o mesmo tipo de aparelho.

   Entendeu?

  Se não entendeu, você faz parte dos insensatos ... enquanto você for maioria ... ficaremos deitados em "berços esplendido".
  Ótimo território, mas povo que deixa muito a desejar.


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 Resumo:


1.  A Falácia do Enigma Internacional: Você argumenta que a ausência de trens de alta velocidade em países como os EUA não é um mistério, mas uma decisão racional de custo-benefício. Cita o exemplo da China, onde a maior parte da rede é deficitária e gera dívidas bilionárias por atender regiões sem demanda suficiente.

 

2.  Preço Artificial e Intervenção Estatal: Você aponta que a tarifa de R$ 64,00 prevista pelo Estado não segue a lógica dos custos reais, mas é uma imposição política para forçar a paridade com o preço do ônibus, ignorando a sustentabilidade financeira do projeto.

 

3.  Cálculo Irrealista de Ocupação: O texto destaca que o viés econômico do projeto depende de uma ocupação máxima constante (860 passageiros por viagem). Você argumenta que é impossível manter lotação plena em todos os horários e dias, o que torna o teto da passagem matematicamente inviável.

 

4.  Subsídio Injusto e Ralo de Impostos: Um dos seus principais argumentos é a troca de um sistema autossustentável (ônibus, que geram empregos e impostos) por um sistema dependente do Estado. Você critica o fato de que todos os cidadãos paulistas pagarão pelo trem através de impostos, mesmo aqueles que nunca utilizarão a linha.

 

5.  O Impacto do Declínio Demográfico: Você traz o dado de que o Brasil já está procriando abaixo da taxa de reposição. Com a previsão de queda populacional em cerca de 15 anos, você questiona a lógica de investir em um transporte de massa caro para uma demanda que tende a diminuir, não a crescer.

6.  Mudança de Paradigma (Home Office e E-commerce): Você argumenta que a tecnologia (internet banda larga) reduziu drasticamente a necessidade de deslocamentos físicos. O trabalho remoto e as compras online eliminam a justificativa de viagens frequentes entre cidades do interior e a capital.

 

7.  A Metáfora do Consumo Inconsequente: Você finaliza comparando o TAV no Brasil ao "pobre com iPhone de última geração". Para você, o projeto é um luxo desproporcional à realidade financeira do país, representando uma falta de prioridade e de sensatez econômica da sociedade e dos governantes.

 

  

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