terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Meios

 

Comentarista: A satisfação das suas necessidades básicas NÃO é um "direito natural".

  Isso é polêmico mas devia ser um consenso, suas necessidades básicas como comida e outros não podem ser garantidos, por quê? 
   Por que garantir isso significa escravizar outras pessoas que dedicam tempo, esforço ou dinheiro para produzir.
   Estou dizendo que o pão francês que você se alimentou hoje de manhã não apareceu magicamente na padaria e sim que alguém ou várias delas dedicarem um ou mais desses recursos para produzir, essas mesmas pessoas se esforçam para suprirem suas próprias necessidades básicas então qual direito você acha que tem para elas serem obrigadas a te alimentar? 
   Por que o pedreiro é obrigado a construir uma casa pra você ao invés dele deitar numa rede e aproveitar o domingo?

   No fim do dia o que tem que ser assegurado a você sem desprezar a existência de outra pessoa é que você tenha MEIOS para isso.    
  Por isso é simplesmente utópico tentar garantir politicamente, juridicamente, socialmente, etc. que ninguém passe necessidade.

  Não é por que você não tem uma casa que o pedreiro é obrigado a construir uma casa pra você de graça, os seus direitos não estão acima dos direitos dos outros só por que você tem necessidades, afinal eles também têm.

William:  Os meios...
a)  Sou a favor do Bolsa Família.
     Garantir alguma grana ao cidadão para que pelo menos não passe fome.

b)  Sou a favor do SUS, ninguém escolhe ficar doente, é uma situação difícil, sem saúde não dá nem para correr atrás de alguma renda.

c)  Defendo segurança publica, policial e jurídica para todos.
     Por isso tem sido lamentável um judiciário tão partidário.

d)  Defendo bons albergues para que a pessoa não precise dormir na rua.

e)  Defendo escola publica gratuita pelo menos até o ensino básico.

  Fora essas coisas, que tem que ter forte participação do Estado ... cada um deve ser por si.
  Em resumo, não me importo de manter uma rede de proteção para os humanos "menos competentes" (menos adaptados) ou "azarados" (nasceram em situação muito precária).
  O que reprovo são os humanos que querem  do bom e do melhor só  por terem nascido.
  Como se toda sociedade que produz alguma coisa devesse algo a eles.
  Cobrem isso dos seus pais, não de toda sociedade.
  Das minha filhas eu cuido.

  Sim, todos nós podemos passar por dificuldades.
  "Fraternalmente" é bom que nos apoiemos.
   Em um planeta com tanta abundância não devemos normalizar a miséria.
   Mas cada um tem que se esforçar para não ser um peso para os outros.

   Esse posicionamento de muitos de que o Pai Estado deve dar boa vida do "berço ao tumulo"... tem que ser confrontado com a realidade que o Estado vive do dinheiro dos impostos de quem PRODUZ.

   Essa lógica entra em sua mente?


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  Resumo


 

1. A satisfação das necessidades básicas não constitui um "direito natural".

  Garantir isso como direito intrínseco a natureza implicaria escravizar outras pessoas, obrigando-as a dedicar seu tempo, esforço e recursos para suprir as necessidades alheias.

 

2. Os bens não surgem magicamente.

    O pão, a casa, etc., são resultado do trabalho de outras pessoas que também precisam suprir suas próprias necessidades; ninguém tem direito de exigir esses produtos gratuitamente.

 

3. Ninguém pode ser obrigado a trabalhar de graça para os outros.

  Exemplo clássico: não se pode forçar um pedreiro a construir uma casa para alguém sem pagamento, pois os direitos de uns não prevalecem sobre os dos outros apenas por causa de maior necessidade.

 

4. O foco deve estar nos meios, e não nos fins diretamente. 

  Em vez de o Estado ou a sociedade garantir comida, moradia ou conforto, o objetivo legítimo é proporcionar meios para que as pessoas consigam obtê-los por si mesmas.

 

5. É utópico e equivocado tentar garantir que ninguém passe necessidade.

  Qualquer tentativa política, jurídica ou social de eliminar completamente a carência ignora os limites reais dos direitos individuais e da produção.

 

6. Defesa de uma rede mínima de proteção estatal.

    Você apoia explicitamente: Bolsa Família (para evitar fome extrema), SUS (para doenças imprevisíveis), segurança pública/jurídica, bons albergues para moradores de rua e escola pública gratuita até o ensino básico — mas apenas esses pontos como rede de segurança para os "menos competentes" ou "azarados".

 

7. Responsabilidade individual após a rede mínima.

    Fora esses apoios pontuais, cada pessoa deve ser responsável por si mesma; não se pode esperar uma vida confortável garantida do berço ao túmulo às custas do Estado (que vive de impostos pagos por quem produz).

 

  Seu raciocínio é uma crítica forte ao assistencialismo amplo e à ideia de necessidades como direitos absolutos, combinada com aceitação pragmática de uma rede de proteção limitada e realista.


  



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