Henrique: Segundo o Deputado Nikolas, é só o caixa de supermercado ou o frentista de posto de combustível ir falar com patrão que ele vai ter a escala 6x1 reduzida. 😡
William: Não estamos mais em 1960, pensadores de
esquerda pararam no tempo.
A média de filhos por mulher caiu para menos de dois ficando baixo da taxa mínima de reposição populacional.
1960: 6,28 filhos por mulher.
1980: 4,35 filhos por mulher.
1991: 2,89 filhos por mulher.
2000: 2,38 filhos por mulher.
2010: 1,90 filho por mulher.
2022: 1,55 filho por mulher.
(IBGE)
A geração Z que está no mercado não é aquela que precisava pegar o que aparecesse para ajudar no sustento dos irmãos.
A empresa que não oferece condições satisfatórias fica com dificuldade de reposição.
Ser contra a escala 6 por 1 NÃO significa achar viável economicamente a escala 4 por 3.
Eu por exemplo sou contra a escala 6 por 1, mas defendo que o individuo tenha 8 folgas no mês, o que daria uma escala 5 por 2.
Mas vamos pensar naquele individuo mais lascado, que por um motivo qualquer precisa desesperadamente de um emprego.
Tem aquele velho ditado:
"O que não tem remédio, remediado esta".
Se você não pode mudar algo, de nada adianta ficar se lamentando o problema continua lá, e você só fica mais mal-humorado.
É a versão ancestral do "aceita que dói menos".
Se você já tentou de tudo e o desastre continua firme ... o problema acaba de ser promovido a "destino".
Mas calma, se você aceitou o trabalho é porque a situação ficaria pior sem ele.
Agora é usar esse primeiro degrau da escada para subir outros.
Se o problema é falta de estudo, estude.
Se o problema é uma cidade pequena que não oferece muitas oportunidades aja de maneira que seja possivel mudar para uma cidade maior.
Entretanto PENSE BEM, sair de uma situação entediante (mas tranquila) para morar em uma "comunidade" tomada pela bandidagem ... você decide.
No Brasil, existem 5.251 municípios com menos de 100 mil habitantes, restando apenas 319 municípios com população superior a 100 mil pessoas.
Veja que é bem possivel viver satisfatoriamente em cidades pequenas.
Suponhamos que você queira muito vir para uma cidade maior e o preço a pagar é encarar uma escala 6 por 1.
O governo deve criar uma lei te proibindo de fazer isso?
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Resumo:
1. Queda drástica na natalidade muda o poder de barganha do trabalhador
Os dados do IBGE mostram que a média de filhos por mulher despencou de 6,28 em 1960 para 1,55 em 2022, abaixo da taxa de reposição populacional. Isso transforma estruturalmente o mercado de trabalho.
2. A Geração Z não aceita qualquer coisa
Diferente das gerações anteriores, o trabalhador jovem de hoje não precisa aceitar condições ruins para ajudar a sustentar irmãos. A escassez de mão de obra favorece o trabalhador, não o patrão.
3. Empresas com condições ruins enfrentam dificuldade de reposição
A consequência prática da queda demográfica é que empregadores que não oferecem condições satisfatórias simplesmente não conseguem repor suas equipes, o mercado já pune naturalmente.
4. Ser contra o 6x1 não é o mesmo que defender o 4x3
Você faz uma distinção importante: a crítica à escala 6x1 não implica aceitar qualquer alternativa. Sua proposta concreta é de 8 folgas mensais, resultando numa escala 5x2, viável e equilibrada.
5. Para quem não tem saída, a postura pragmática é usar o degrau disponível
Ao indivíduo em situação desesperada, a filosofia prática se aplica: aceitar o que não pode ser mudado imediatamente e usar aquela posição como ponto de partida para subir, estudar, se qualificar, se mover.
6. Cidades pequenas oferecem qualidade de vida viável
Com 5.251 municípios brasileiros abaixo de 100 mil habitantes, você argumenta que é perfeitamente possível viver bem sem migrar para grandes centros, e que trocar tranquilidade por violência urbana exige reflexão séria.
7. O argumento final e central: se um adulto decide aceitar uma escala 6x1 para ter acesso a oportunidades em uma cidade maior, cabe a ele essa decisão, não ao governo legislar contra isso. A liberdade individual prevalece sobre o paternalismo estatal.
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