terça-feira, 17 de março de 2026

Babá Eletrônica



Leo: Tantos golpes e as plataformas não fazem nada!😡

William: Golpes sempre existiram, as plataformas não tem fórmulas magicas para evita-los.
  Com “cheques” por exemplo era diferente?
  Não tinha golpes?
  Estelionatários só surgiram depois da Internet?

  Estou falando isso porque as pessoas tem que ser mais realistas.
  “Bandidos” também são inteligentes, sempre foram.
   Sim, devemos cobrar das plataformas o máximo de segurança possivel.
   Mas também cada um deve fazer sua parte.
   Não ir clicando em qualquer coisa.
   Não ir preenchendo qualquer formulário.

   Faz algum tempo clonaram o WhatsApp da minha esposa, pediram dinheiro emprestado a várias pessoas, coisa que minha esposa nunca fez.
   Tem gente que emprestou!!!
   Caraca, esse golpe é tão conhecido quanto o bilhete premiado da loteria.
   Quem ainda perde dinheiro com isso ... prefiro nem comentar...

  Aproveitando a provocação ....

   Gosto dessa Youtuber, menos da sua forma de se expressar sobre a Internet que infelizmente é comum a maioria.

  Vou falar da TV aberta, o mesmo serve para Internet.

  Sou da geração TV, desde que consigo me lembrar é uma ferramenta muito demonizada.
  Minha mãe e outros adultos assistiam, mas ...

  "TV só passa o que não presta."
  "TV emite raios que provocam doenças."
  "TV estraga sua vista."
  "TV só serve para manipulação."
  "TV te prende, não te deixa viver."

  A lista é grande, não lembro de nenhuma frase boa incentivado a ver TV.
  Algumas correntes religiosas proibiam terminantemente, é coisa do mundo (demônio).
  Pais "responsáveis" evitavam ao máximo que seus filhos vissem TV.
  Os que deixavam eram acusados de usar a TV como "Babá Eletrônica".

  De família pobre, praticamente o único entretenimento de fácil acesso que eu tinha era a TV, dessa forma criei um "carinho" pelo aparelho.
  Séries como Jornada nas Estrelas, Lei e Ordem, Globo Repórter, CSI, Seinfeld, Friends ... marcaram minha vida, me trouxeram muitos ensinamentos.
  Os livros me traziam aquela filosofia "acadêmica", a TV a filosofia "divertida", que me entretinha.

  Quanto ao noticiário, de certo não estava isento de manipulação, mas no geral trazia informações importantes e bem apuradas.
  A pessoa não ficou sabendo tudo sobre o Mensalão (só um exemplo) porque não quis, a TV trouxe tudo em detalhes.

   Casos como o ataque a Torres Gêmeas foram cobertos com precisão, até as "teorias paralelas".


  Meu ponto é:
  Embora tenha feito sucesso, o programa "Pânico na TV" nunca me agradou, tinha poucos quadros que eu gostava, mesmo assim com reservas.
  É ilógico "demonizar" toda a TV mirando em programas que eu não gostava.

  A Internet é uma ferramenta muito mais abrangente e interativa que a TV. 
  É ilógico dizer a Internet fez isso ou fez aquilo.
  Dê nome aos sites e analise-os como quiser.
  Demonizar a Internet só interessa a DITADORES.

Nota: Claro que sei o conceito de "força de expressão", mas também sei que muitos não diferenciam uma coisa da outra.
  O "ódio infantil" que enquanto sociedade desenvolvemos pela TV, não gostaria que fosse replicado a Internet.



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 Resumo:


1. Responsabilidade Individual vs. Plataformas: Você argumenta que, embora se deva cobrar segurança das plataformas, os usuários possuem uma responsabilidade crucial. Golpes não são exclusivos da era digital; a inteligência dos criminosos sempre existiu (como no caso dos cheques), e cabe ao indivíduo não agir com negligência ao clicar em links ou preencher formulários.

 

2. A Falácia da "Novidade" dos Golpes: Você aponta que muitos golpes atuais, como a clonagem de aplicativos de mensagens, são variações modernas de fraudes antigas e conhecidas. O sucesso desses golpes deve-se mais à falta de atenção ou prudência das vítimas do que a uma falha tecnológica inédita.

 

3. Crítica à Demonização da Tecnologia: Você traça um paralelo entre o "ódio infantil" direcionado à TV no passado e o tratamento dado à internet hoje. Argumenta que culpar a ferramenta (seja a TV ou a internet) por comportamentos sociais ou conteúdos específicos é um erro de perspectiva.

 

4.  Valor Educativo e Formativo do Entretenimento: Contrapondo a ideia de que a TV era apenas uma "babá eletrônica" ou ferramenta de alienação, você destaca como séries e programas de qualidade (como Jornada nas Estrelas e documentários) foram fundamentais para sua formação, trazendo uma "filosofia divertida" e ensinamentos práticos.

 

5.  A Diferença entre Conteúdo e Veículo: Você defende que é ilógico condenar todo um meio de comunicação baseando-se em programas de que não se gosta (citando o exemplo do Pânico na TV). A análise deve ser feita sobre sites ou programas específicos, e não sobre a infraestrutura técnica.

 

6. O Papel da Informação na Mídia Tradicional: Você ressalta que, apesar das críticas sobre manipulação, a TV aberta cumpriu papéis importantes na disseminação de informações detalhadas sobre eventos históricos e políticos (como o atentado às Torres Gêmeas ou escândalos de corrupção), acessíveis a quem estivesse disposto a acompanhar.

 

7. Internet como Ferramenta de Liberdade: Seu argumento final sugere que a internet é uma evolução interativa e abrangente da TV. Você alerta que o esforço para "demonizar" a rede como um todo geralmente atende a interesses autoritários, pois deslegitima uma ferramenta essencial para a circulação de ideias e autonomia individual.


  

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