domingo, 15 de março de 2026

Desconstruir o Óbvio

 

Diogo: Dá-se mais valor ao corpo da mulher como objeto, enquanto sendo pessoa, a sua história, imagem, família e futuro são esquecidos.

William: Vixe, que dramático 😉.
  Se você busca o sexo pago, as garotas não gostam de ser entrevistadas.
  Se o cliente insiste elas inventam alguma história,   geralmente triste.
  O cliente paga mais.

  No relacionamento comum ... não sei do cara já ir chamando a mulher para os "finalmentes".
  A entrevista acontece naturalmente, hoje em dia começa pelas redes sociais.
  Logo, tanto o homem quanto a mulher são curiosos para saber com quem estão saindo.
  Tem aquela situação de bebedeira em final de festa, mas o homem também é só um objeto para mulher.

  Indo para algo além, "ampliando os horizontes" ...

  Não tenho como defender que a vida aqui na Terra é uma maravilha, também não tenho como defender que é horrorosa.

  O motivo é óbvio.
  Para dizer que uma coisa é horrorosa temos que comparar com algo que seja bom ou menos ruim.
  "Fora da imaginação" nenhum de nós conhece como é a vida em outras civilizações alienígenas, nem sabemos se existem de fato.
   O mesmo serve para as inúmeras especulações sobre vida "pós morte biológica". 

  Podemos comparar a nossa vida com a vida de outros humanos, mesmo assim cabe ponderações.
  O que é horrível para uns é maravilhoso para outros.
  Exemplo fácil são os "pancadões" e "blocos de carnaval", para mim e muitos são situações horríveis.

   Dito isso ...

   Não satisfeitos com as dificuldades reais, muitos tem um estranho prazer em desconstruir o simples, o óbvio.

a) A mulher é a fêmea da espécie humana.
    O homem é o macho da espécie humana.

b) Toda vida tem valor em si, por isso evitamos guerras e punimos assassinatos.

c) Sentimentalmente (independente de sexo, cor, nacionalidade) valorizamos as pessoas que são mais próximas.
   Um homem/mulher normal respeita a vida de todas as crianças, mas os próprios "filhotes" são mais valorizados.

   Imagine você mulher dar um valor todo especial a um homem só por ser homem!
   É "apenas" o macho da espécie, tem seu valor inestimável como forma de vida.
   Se vocês passam a se relacionar de maneira mais próxima, mesmo que seja um colega de trabalho, essa pessoa vai ter um "valor maior pra você" do que um "William" que você nunca viu na vida.

  Observem que são procedimentos normais, esperados, fáceis de observar e entender.

  Então PORQUE PROBLEMATIZAR!?

  Sério que alguém acha possivel todos amarem a todos como se fosse a si mesmos!?


 
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 Resumo:


1. Crítica ao drama exagerado na objetificação: Você rebate a visão de que o corpo da mulher é tratado apenas como objeto (esquecendo sua história e humanidade), chamando-a de dramática. Argumenta que isso é típico no contexto de sexo pago (onde as próprias mulheres evitam compartilhar histórias reais e até inventam tragédias para ganhar mais), mas não reflete relacionamentos comuns.

 

2. Simetria na objetificação: Tanto homens quanto mulheres podem tratar o outro como "objeto" em contextos casuais (ex.: bebedeira no fim de festa). Nos relacionamentos normais, a curiosidade mútua surge naturalmente (via redes sociais, conversa gradual), sem que um lado "entreviste" o outro de forma fria ou exploratória.

 

3. Impossibilidade de julgar a vida terrestre como maravilhosa ou horrorosa de forma absoluta: Não há referência externa válida (outras civilizações alienígenas ou vida pós-morte) para comparação. Qualquer julgamento absoluto fica preso à imaginação, sem base concreta.

 

4. Relatividade do que é "horrível" ou "maravilhoso": Mesmo comparando apenas entre humanos, o que é horrível para uns (ex.: pancadões e blocos de carnaval) é prazeroso para outros. Isso reforça a subjetividade e questiona narrativas universalizantes de sofrimento.

 

5. Prazer estranho em desconstruir o óbvio: Muitas pessoas, insatisfeitas com as dificuldades reais da vida, ganham prazer em complicar ou problematizar coisas simples e observáveis, em vez de aceitá-las como normais.

 

6. Pontos óbvios que não precisam ser desconstruídos:

   - a) A mulher é a fêmea e o homem é o macho da espécie humana (biologia básica).

   - b) Toda vida tem valor intrínseco, o que justifica evitar guerras e punir assassinatos.

   - c) Valorizamos sentimentalmente mais as pessoas próximas (parentes, amigos, colegas), independentemente de sexo, cor ou nacionalidade — isso é normal e esperado.

 

7. Impossibilidade prática de amar a todos igualmente: É irreal esperar que todos amem todas as pessoas como a si mesmos. O valor maior dado aos "próprios filhotes" (ou pessoas próximas) é natural; valorizar alguém "só por ser homem/mulher" sem proximidade real seria artificial. Questiona: por que problematizar algo tão observável e funcional?

 

Esses pontos capturam sua defesa do "óbvio" como algo prático, biológico e emocionalmente realista, contra tentativas de desconstrução ideológica ou moralizante que complicam o que é simples e natural.


  


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