sábado, 9 de maio de 2026

Relacionamentos Modernos






Izabel: Tem um momento muito específico em que um relacionamento acaba. 
  E não é na briga. 
  Não é na traição, não é no termino, é antes. 
  É quando uma pessoa começa a falar e a outra começa a ouvir menos, e a atenção de menos é quando uma insiste e a outra se afasta.


William: Geralmente isso acontece com o homem em relação a mulher.
  Eu observo que é uma ocorrência normal, esperada.
  O homem fala menos que a mulher (sem generalizações) e assimila mais "padrões".
  No inicio do relacionamento há muita coisa para descobrir sobre o comportamento da parceira, depois vamos reconhecendo padrões.
  Por vezes é melhor não falar o que estamos pensando porque sabemos o "padrão", vai dar desentendimento.
   Por vezes são coisas banais.
   A mulher pergunta:
   "Eu engordei"?
   A ultima vez que o cara falou sim foi um martírio.
   Então ele prefere falar não e ficar em silêncio.

   Depois de milênios de convivência, macho e fêmea se conhecem tão bem que me entedia a falsa expectativa das pessoas.
   Hoje vou voltar a uma tese que faz tempo que não menciono.

   "O mundo começou quando eu nasci."

  De uma certa forma faz sentido pensar assim uma vez que o passado não tem como voltar.
  Tem até sua utilidade.
  Como era o mundo antes da Internet se popularizar?
  Quem nasceu depois de 2000 porque se preocupar tanto com isso!?
  Não sabe o que é fita K7?
  Tudo bem, "nos dias de hoje" é mais eficiente saber lidar com a mídia de música do seu smartphone.

   Muito diferente é agir como se a música tivesse surgido em 2000 e achar que Anita ou algum "MC" são os maiores artistas de todos os tempos.

  Da mesma forma, com a popularização das redes sociais os relacionamentos ganharam uma nova dinâmica.
  Podemos trocar muitas ideias, conversar bastante com uma pessoa, sem que ela faça parte do nosso cotidiano como escola, trabalho, vizinha de bairro.

  O lado bom é que mesmo virtualmente adquirimos bastante conhecimento de como é a pessoa, quais são seus interesses, relacionamento familiar, atividades que pratica ... ou sedentarismo.
  O lado "ruim" é que os assuntos se esgotam mais rapidamente.

  No passado já distante poucos tinham telefone, as reuniões familiares, amorosas ou de amizades tinham a função de colocar as conversas em dia, saber das novidades.
  Hoje em dia, se tiver algo que a pessoa queira tornar publico, coloca na rede social.
  Se é algo particular manda mensagem.
  Se não quer falar para ninguém guarda para si.

  Na "minha percepção", por isso as pessoas estão saindo menos de casa.
  Quem quer conversar com a gente, as conversas estão em dia via redes sociais, quem não quer ... porque incomoda-la com nossa presença!?
   Temos que "visitar" porque nossos avós e bisavós faziam isso!? 

  "Se" entendeu o que foi exposto até aqui...focando agora na observação da Izabel.

   Não tem nenhum estudo cientifico "biológico" contundente provando que a mulher fala mais que o homem.
   Mas lembre-se que não há nenhum estudo cientifico biológico contundente dizendo porque alguém nasce ou desenvolve a homossexualidade (só um exemplo facil).

  Então, cada um que busque sua experiência pessoal, sua percepção de quem (no geral) tem mais necessidade de falar, macho ou fêmea.

  O mundo não começou quando eu nasci, óbvio. 


Sêneca (Nasceu 4 anos antes de Cristo): “A mulher fala sem cessar, como se as palavras pudessem substituir a razão”.

Arthur Schopenhauer (1788 a 1860): "Mulheres são tagarelas por natureza" 


  Não é biológico, é construção social?
  Como se muda isso no espaço de um namoro ou casamento?

  Seja biológico ou construção social (uma coisa não elimina a outra) em geral a fêmea tem mais necessidade de conversar que o homem.
  O que eu sugiro?
  Que o casal desista de mudar certas características um do outro e se adaptem ao que tem.

  Eu gosto de ficar em silêncio e fico na maior parte do tempo.
  Minha esposa gosta de conversar e não existe só eu no mundo.
  Minha esposa conversa bastante com pessoas que gostam de conversar (seja homem ou mulher).
  Eu aceito a facilidade social da minha esposa e ela tolera minha falta de sociabilidade.

  Lembrei de uma colega:

Colega: O "Eduardo" conversa bastante com os amigos e pra mim não dá atenção.

William: O Eduardo e a galera dele só falam de futebol, essencialmente Corinthians e Ponte Preta (time aqui da região), certeza que quer que ele converse com você?
  Quando ele vem falar comigo saio correndo gritando: PONTE PRETA NÃO!
  😂


  Enfim, os casamentos seriam muito mais tranquilos se tivéssemos uma visão holística sobre machos e fêmeas da nossa espécie.

  Situações tão antigas quanto a humanidade, são tratadas como grandes "catástrofes  de relacionamentos" provocadas pela "vida moderna".
  A síndrome do:

  "O  mundo começou quando eu nasci".

  Misericórdia 😉, a pessoa se acha o centro do universo e nem se dá conta disso.


✧✧✧ 

 

 

 Resumo:



1. Reconhecimento de Padrões e Silêncio Estratégico: A tendência masculina de falar menos em relacionamentos longos é vista como uma resposta natural ao reconhecimento de padrões comportamentais da parceira. 

  O silêncio, muitas vezes, é uma escolha deliberada para evitar desentendimentos previsíveis sobre temas banais.


2. A Síndrome do "Mundo Começou Quando Eu Nasci": Existe uma crítica à visão limitada de quem ignora o contexto histórico e biológico. Essa percepção faz com que as pessoas tratem dinâmicas de relacionamento muito antigas como se fossem "catástrofes modernas" inéditas.


3. Impacto das Redes Sociais na Dinâmica Social: O ambiente virtual permite conhecer interesses e rotinas rapidamente, mas isso gera um esgotamento precoce dos assuntos. A facilidade de comunicação digital reduziu a necessidade da presença física para "colocar a conversa em dia", o que explica por que as pessoas estão saindo menos de casa.


4. Diferenças de Necessidade Comunicativa: Independentemente de ser uma construção social ou um fator biológico, o texto argumenta que, em geral, as mulheres possuem uma necessidade maior de comunicação verbal do que os homens.


5. Adaptação em Vez de Mudança: A solução para conflitos de sociabilidade não é tentar mudar a essência do parceiro, mas sim a adaptação mútua. O sucesso da convivência reside em aceitar as facilidades sociais de um e tolerar a introspecção do outro.


6. Descentralização do Parceiro como Única Fonte de Diálogo: É saudável que o cônjuge busque satisfazer sua necessidade de conversa com outras pessoas que compartilhem dos mesmos interesses (amigos, grupos sociais), em vez de sobrecarregar o parceiro que prefere o silêncio.


7. Visão Holística da Espécie: Ao adotar uma perspectiva mais ampla sobre o comportamento de "machos e fêmeas" da espécie humana, situações comuns de convivência deixam de ser vistas como problemas graves e passam a ser compreendidas como características inerentes e históricas da humanidade.


  



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