terça-feira, 5 de maio de 2026

Intelectuais de Esquerda

 




Roberto: Por que os intelectuais tendem a ser de esquerda?

William: Primeiro vamos nos localizar na história da humanidade.

  “O termo Direita surgiu na Assembleia Nacional Constituinte de 1789, durante a Revolução Francesa.
  A divisão era física, à direita do presidente da sessão sentavam-se os defensores da autoridade real, da aristocracia e da Igreja (os girondinos e monarquistas). 
  Eles buscavam conservar a ordem tradicional e o poder do clero e da nobreza.
  Essa disposição geográfica deu origem ao conceito político de "Direita" como ala conservadora, em oposição aos revolucionários à esquerda.”
 *Gemini*

  No marxismo, "Direita" refere-se geralmente a tendências reformistas ou revisionistas dentro do movimento operário.
  São setores que buscam conciliar o trabalho com o capital, priorizando mudanças graduais via parlamento em vez da revolução abrupta.
  Internamente, o termo rotula quem se afasta da ortodoxia revolucionária (como a "Oposição de Direita" de Bukharin). 
  Para Marx, a direita representa a manutenção do status quo burguês e da propriedade privada.
  As ideias de Marx culminaram na Revolução Russa de 1917.
  *Gemini*

  Logo, falar de Direita ou Esquerda antes de 1789 são ilações bem subjetivas.
  Sócrates, Platão, Arquimedes, Marco Aurélio … eram “pensadores” de direita ou esquerda?
  Melhor analisar seus pensamentos sem nos ater aos conceitos “direita/ esquerda”.

  O livro “A Riqueza das Nações”  de Adam Smith, foi lançado em 1776. 
  A obra é considerada o marco fundador da economia capitalista.
  Mas antes não tinha internet, os livros eram caros, não tinha avião.
  As ideias demoravam a se espalhar.
  O Mercantilismo imperou até 1850.
  O Capitalismo começou de fato por volta de 1900.



   A partir de 1900 sempre teve pensadores mais à direita e mais à esquerda.
  Na “minha percepção” a esquerda é romântica.
  Humanos nem sempre são racionais, mas sempre são emocionais.
  Eu sou de direita (centro direita) falo que se você quiser uma casa, vai ter que trabalhar e ter juízo financeiro.   
  O pensador de esquerda diz que podemos nos organizar em um Estado e você vai ganhar uma casa.

  Acreditar que podemos ganhar uma casa é bem melhor que ter que trabalhar para construir.
  Só aí o pensador de esquerda já ganha a maioria.

   Lá nos anos iniciais de 1900, não parecia uma ideia tão absurda.
   Eu mesmo acho que seria “Marxista” se tivesse nascido naquela época.
   Acontece que nasci bem depois da metade do século, estudei em detalhes a queda da URSS.

   O que mais observamos é que os “bem intencionados” Socialistas quando chegam ao poder não querem mais sair dele.
   Na prática os povos que optaram pelo Socialismo voltaram para a fase da Monarquia Absolutista.
   Só mudaram o título de Rei, Faraó ou Imperador, para Líder Supremo.
   Lenin, Stalin, Hitler, Mussolini, Fidel … qual a diferença entre eles e Reis!?

   Respondendo a pergunta inicial.

  “Por que os intelectuais tendem a ser de esquerda?”

  De 1900 até 2010 o romantismo da esquerda se mostrou muito eficiente para "conquistar mentes e corações".
  A popularização da Internet com a chegada dos smartphones por volta de 2007 trouxe mais informação às pessoas.
  Por volta de 2010 já estavam a um preço mais acessível.
  No Brasil, com a chegada do 4G em 2014 a troca de ideias ficou mais intensa nas diversas redes sociais.
  Aquela "catequização" mais á esquerda que gerações de brasileiros receberam na escola encontrou contraposição argumentativa na Internet.
  A expectativa é que a racionalidade passe a predominar.
  Não se trata de eliminar o romantismo.
  Se trata de ter uma “inteligência emocional” mais equilibrada.

   A tendência é os pensadores mais à esquerda irem morrendo de velhice e não serem repostos com a mesma intensidade de outrora.
  Isso vai ser ótimo para a humanidade.








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 Resumo:


1.  Anacronismo dos Termos Políticos: A classificação de "Direita" e "Esquerda" é um conceito moderno que surgiu apenas em 1789. 

 Aplicar esses rótulos a pensadores da Antiguidade, como Sócrates ou Marco Aurélio, é subjetivo e impreciso, pois o contexto histórico e econômico era completamente distinto.


2.  O "Romantismo" da Esquerda: O pensamento de esquerda é caracterizado como predominantemente emocional e romântico.

  Enquanto a direita foca na lógica do trabalho e da responsabilidade individual para conquistas materiais, a esquerda atrai a maioria ao sugerir que o Estado pode prover essas necessidades, o que gera um apelo popular imediato.


3.  A Armadilha do Poder Absolutista: Embora muitos movimentos socialistas comecem com boas intenções, a prática histórica demonstra que líderes de esquerda frequentemente se tornam figuras inamovíveis. 

  Na prática, esses regimes tendem a mimetizar Monarquias Absolutistas, onde o título de "Rei" é apenas substituído por termos como "Líder Supremo".


4.  Contexto Temporal do Marxismo: O autor reconhece que o marxismo poderia parecer uma ideia lógica no início do século XX.

  No entanto, para quem analisa o cenário após a queda da URSS, a manutenção dessas ideias perde o suporte nos fatos e na observação dos resultados históricos.


5.  O Fim do Monopólio da Narrativa: Entre 1900 e 2010, o "romantismo de esquerda" dominou a formação de mentes, especialmente através do sistema escolar e midiatico. 

  Esse cenário mudou drasticamente com a popularização da internet e dos smartphones a partir de 2007/2014, que permitiram a contraposição de argumentos e o acesso a diferentes perspectivas.


6.  Busca pelo Equilíbrio e Racionalidade: O objetivo não é a eliminação total do sentimento ou do romantismo, mas sim a busca por uma inteligência emocional mais equilibrada. 

  A expectativa é que a racionalidade, baseada em dados e lógica, passe a predominar sobre impulsos puramente emocionais nas decisões sociais.


7.  Perspectiva de Renovação Intelectual: Há uma tendência de que a antiga guarda de pensadores de esquerda não seja reposta com a mesma intensidade. 

 Essa transição geracional é vista como uma oportunidade positiva para a humanidade evoluir em direção a um pensamento mais pragmático e menos dependente de utopias estatais.


  

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