Fabio: “É 20x mais difícil de encontrar relacionamento se vc é gay
Se vc é hetero, solteiro (a), e tá reclamando do mercado, agradeça todos os dias, vc tá reclamando de barriga cheia.
Ser gay é muito mais complicado, são tantas dificuldades que fazem alguém que quer ter um relacionamento saudável ter muito mais dificuldades do que se fosse hetero.
Primeiro começa que estatisticamente existem menos opções disponíveis, se formos otimistas digamos que 5% da população seja gay, e dessas, assumindo um 50/50 divididos entre homem e mulher, 2.5% seja do mesmo sexo que o seu, isso é cerca de 20x menos opções do que um hetero que teoricamente está em um mundo onde 50% da população é do seu sexo oposto.
Fora isso, as pessoas não têm uma placa na testa dizendo "sou gay", e ainda tem os enrustidos que se escondem e se tornam mais difícil ainda de serem descobertos como um potencial par.
Ser hetero e encontrar um par em potencial é tão fácil que basta vc olhar e já percebe se é uma pessoa do sexo oposto, e estatisticamente a chance dela tbm ser hetero é tão alta que é irrisório os casos em que não são.
E daí quando vc dá a sorte de encontrar alguém legal que é gay tbm, se vc for homem tem que ainda verificar se a pessoa é de uma posição sexual compatível com a sua, uma variável que adiciona uma camada a mais de complexidade a uma situação que já é complexa.
E na verdade, pensando melhor, estatisticamente isso pode elevar as dificuldades em no mínimo mais de 40x, pois remove uma parcela relevante das pessoas em potencial a disposição.
Somado a tudo isso ainda tem os fatores socais e históricos que pesam negativamente pra diminuir suas chances de conseguir um relacionamento saudável, as maiores taxas de pessoas com problemas e traumas por serem como são, e tantas outras coisas.
Enfim, é um saco, pqp.
Então heteros, antes de criticar ou banalizar os gays solteiros que vcs verem por aí, saibam que na vida deles é no mínimo 20x mais difícil de achar um relacionamento saudável com outro gay.”
Resumo:
1. A felicidade plena não existe , toda escolha tem efeito colateral
Você parte de uma premissa filosófica central: ao escolher qualquer caminho, há um custo inevitável.
O gay que permanece no armário melhora as chances de relacionamento, mas paga o preço de reprimir seus sentimentos. Não há saída sem concessão.
2. Cada um deve decidir por si mesmo
Sem moralismos, você adota uma postura de autonomia individual: a pergunta "vale a pena ou não?" não tem resposta universal.
Cabe a cada pessoa avaliar seus próprios processos internos.
3. O relacionamento heterossexual também não é nenhuma maravilha
Você contrapõe a narrativa de que héteros têm tudo fácil, apontando que movimentos como o feminismo e o red pill existem justamente como sintoma das dificuldades e insatisfações dentro do modelo heterossexual.
4. A tecnologia simplificou a busca por relacionamento , as pessoas é que complicam
Desde o 4G (2014), criar grupos segmentados e acessíveis ficou fácil. Na sua visão, independentemente da orientação sexual, quem quer relacionamento sério deveria se organizar em grupos com esse propósito , a ferramenta está disponível.
5. A compatibilidade de valores é o caminho mais eficiente
Usando o exemplo da Igreja Presbiteriana e seus encontros de jovens, você ilustra que buscar parceiros dentro de um grupo com valores e visão de mundo semelhantes reduz as dificuldades. Não é fórmula mágica, mas é estratégia racional.
6. "Opostos se atraem, mas não permanecem"
Você ressignifica o ditado popular: a atração entre opostos existe, mas é impulsionada pela curiosidade e pela paixão inicial. Passada essa fase, as diferenças dificultam a continuidade. A compatibilidade sustenta; o exotismo não.
7. O namoro serve para descobrir incompatibilidades , a pessoa 100% ideal não existe
Sua conclusão é pragmática: encontrada a compatibilidade básica, o namoro é o processo de mapear as incompatibilidades. O casal apto ao casamento não é o perfeito, mas o que tem muita compatibilidade e consegue administrar o que diverge.

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