domingo, 22 de fevereiro de 2026

Gomo Coop

 

Bruno: O que você mais detesta no capitalismo? pq?

William: "Detestar" é uma palavra muito forte.
  "Não gosto dessas pessoas" que dizem detestar o Capitalismo, mas não tomam a atitude prática de formar Cooperativas no estilo marxista que admiram tanto.
  Em nome da liberdade de expressão NÃO apoio a medida de proibir partidos comunistas/socialistas tomada por algumas nações.
  Mas com certeza entendo. 😏
  Enfim, dentro de regimes capitalistas "não gosto" da presença dos socialistas (mas tolero).

  Uma das coisas que considero super hipocrisia nos mais à esquerda é:

  Não tem nenhuma lei impedindo cooperativas coletivas, como pregava Karl Marx.
  Tem tantos esquerdistas, muitos são endinheirados.
  Como não visam lucro seus produtos e serviços seriam mais baratos, claro que todos nós pobres iríamos preferir.
  Porque não colocam em prática a teoria!?
  Os profundamente descontentes com empresas tradicionais se organizem, não tem nenhum impedimento legal.

 

  


  A Gomo Coop é o primeiro mercado cooperativo participativo de São Paulo (e da América Latina), inaugurado em 6 de janeiro de 2026 na Rua Santa Isabel, no Centro.

 

  No modelo sem patrão, os sócios são ao mesmo tempo donos, clientes e funcionários: pagam cota-parte de R$ 100 e fazem 3 horas de trabalho voluntário a cada 28 dias (caixa, estoque, limpeza etc.).

  Decisões são democráticas (1 voto por pessoa).

 

  Foca em produtos agroecológicos, orgânicos e de agricultura familiar/pequenos produtores, com preços mais justos e sem exploração.   

  Tem cerca de 400 cooperados (busca chegar a 700 para equilíbrio financeiro).

   Inspira-se em cooperativas como a Park Slope Food Coop (NY).

    Sobras são reinvestidas, sem fins lucrativos.


   Terra - Link

 


   Para os mais à esquerda, “patrões” não trabalham.

  Isso dispensa significativamente a parte administrativa.
  Maior redução de custos, barateando ainda mais produtos e serviços prestados por cooperativas coletivas.
  As empresas “tradicionais” não teriam a mínima chance.
  Porque se limitar a criticar empresas “tradicionais”?


  

 O método de produção de Henry Ford, conhecido como fordismo, introduziu a linha de montagem móvel.

  Cada trabalhador executava tarefas específicas, aumentando a eficiência, reduzindo custos e permitindo a produção em massa de automóveis.

  Esse modelo revolucionou a indústria ao combinar padronização, divisão do trabalho e mecanização, tornando produtos acessíveis a um público amplo.

 *Copilot*

 


  Se o método Karl Marx de produção é mais eficiente que o método "Henry Ford" de produção … FAÇAM!

   "Quem sabe faz a hora não espera acontecer."

   Porque esperar dos mais à direita coisas que os mais à esquerda podem fazer por si mesmos!?

  Decifra-me ou te devoro!


✧✧✧

 

 

 Resumo:


1. Crítica à Inação da Esquerda: Você argumenta que há uma hipocrisia em setores da esquerda que detestam o capitalismo, mas não utilizam a liberdade do próprio sistema para colocar em prática o modelo de produção cooperativo/marxista que defendem.


2. Viabilidade Legal e Econômica: Você destaca que não existem impedimentos legais para a criação de cooperativas coletivas. Se o modelo "sem patrão" é teoricamente superior, ele deveria ser aplicado agora por quem acredita nele, sem esperar por mudanças estatais.


3. Eficiência e Preço Competitivo: Seu argumento central é que, ao eliminar o lucro e a figura do "patrão" (visto pela esquerda como alguém que não trabalha), os custos administrativos seriam reduzidos drasticamente, tornando os produtos das cooperativas imbatíveis frente às empresas tradicionais.


4. A Gomo Coop como Laboratório: Você utiliza o exemplo real da Gomo Coop em São Paulo para ilustrar que o modelo de sócios que são simultaneamente donos, clientes e funcionários (com trabalho voluntário e gestão democrática) já é uma realidade funcional.


5. Desafio ao Método Fordista: Ao citar a eficiência histórica de Henry Ford na produção em massa, você lança um desafio: se o "método Marx" de produção pretende ser mais humano e eficiente, ele deve provar sua superioridade na prática, através da execução e resultados.


6. Autossuficiência Ideológica: Você questiona por que os críticos do sistema esperam que a "direita" ou o governo promovam mudanças que os próprios interessados têm recursos (intelectuais e financeiros) para realizar por conta própria.


7. Chamado à Prática ("Quem sabe faz a hora"): O texto conclui com uma provocação existencial e política: em vez de apenas criticar as empresas tradicionais, os descontentes devem se organizar e produzir. A existência da alternativa depende da ação, não apenas da retórica.


  


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